História O Preço do Silêncio - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Ficção, Suspense, Violencia
Visualizações 2
Palavras 567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Tatuagem tribal


A cada noite que eu passava tomando vinho sozinha em minha casa, eu me perguntava no que eu havia errado, afinal, eu era a irmã mais velha e ainda não havia casado e muito menos tido filhos. Mesmo sabendo que existe toda essa imposição de filhos e casamento para cima das mulheres, eu queria ter uma família. Eu era solitária demais.

Naquela noite, decidi que não ficaria em casa. Vesti minha melhor roupa e passei maquiagem para disfarçar as profundas olheiras que eu ganhei quando escolhi ser enfermeira, elas não me incomodavam no dia a dia, mas hoje eu queria me sentir bonita.

Peguei a chave do meu carro e dirigi até o centro da cidade, era aproximadamente 19:30 quando eu estacionei no bar que atraía mais clientes, não porque era o melhor, mas sim porque era um dos poucos da pequena cidade onde eu morava. Fazia muito tempo que eu não saía, me senti totalmente desconcertada e fora da minha zona de conforto. Para quebrar a tensão e tentar relaxar, fui até o balcão e pedi um drink suave para a bartender que me atendeu, não demorou muito até que eu me sentisse mais leve e consequentemente, um pouco zonza.

Após tomar alguns drinks e sentir que já era hora de ir para casa, deixei o dinheiro em cima do balcão e rumei para o estacionamento. Sabia que não estava sendo nem um pouco prudente ao pegar no volante depois de ingerir bebida alcoólica, mas não podia deixar meu carro ali, precisaria dele pela manhã.

Como previsto, na manhã seguinte lá estava ela, a maldita ressaca. O meu café da manhã além de ovos mexidos e torradas, contou com a ilustre presença de aspirinas para a terrível dor de cabeça. Agradeci ao fato de estar sol, assim poderia usar óculos escuros sem precisar dar alguma desculpa esfarrapada à Mary, não gostava de me explicar para os outros.

Assim que cheguei ao hospital, fui direto checar o paciente do dia anterior. Ele estava com uma aparência bem melhor, apesar do olho esquerdo inchado e roxo.

- Bom dia, teve uma boa noite de sono? - Perguntei, colocando a bandeja com o café da manhã para que ele se servisse.

- Sim, me sinto melhor. Quando terei alta? - Ele parecia desconfortável por estar ali, notei uma tatuagem tribal em seu braço.

- Acredito que daqui há alguns dias, você perdeu muito sangue, precisa de recuperar.

Cuidei de seus ferimentos e conversamos sobre o que havia acontecido com ele. Ele me disse que havia se metido em uma briga de bar após ter ganho uma aposta a qual outro homem não queria pagar. Normalmente eu não conversava muito com pacientes, mas aquele homem tinha algo de diferente e me fez sentir algo que eu definitivamente não sabia explicar, de fato, ele possuía certo poder de persuasão.

- Você gostaria de ter um encontro comigo? Sabe, quando eu sair daqui? - A princípio eu não acreditei no que tinha ouvido, mas depois eu me senti nervosa. Há tempos ninguém me convidava para sair, muito menos um cara bonitão.

- Seria anti-ético, eu sou uma profissional. - Respondi, breve.

- Prometo que não conto para o seu chefe. - Ele sorriu, a pele ao redor dos seus olhos enrugou-se.

- Talvez numa próxima. - Terminei meus afazeres com ele e segui meu dia normalmente, até o horário de ir embora.



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