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História O presente que me deixou - Supercorp - Capítulo 3


Escrita por: MySantos2016

Notas do Autor


Eu volteeeiii!!!! queria ter postado antes, mas infelizmente não consegui. Não vou garantir o dia, mas garanto que toda semana posto um capítulo.

boa leitura

Capítulo 3 - Capítulo 3


Três anos haviam se passado desde que Lena foi embora, Kara nunca mais teve contato com Lena ou qualquer outra pessoa da família Luthor. Somente a família e amigos próximos sabiam que o filho de Kara era de Lena. Poucos dias após completar nove meses de gestação, Kara entrou em trabalho de parto, era dezembro poucos dias antes do Natal.

Depois de um parto normal que durou oito horas, o pequeno Lucca nasceu. A pele tão branca quanto a da outra mãe, os cabelos negros, e quando ele abriu os olhos, Kara chorou de felicidade por ter o filho nos braços, mas também por que ele era a cara de Lena. Mesmo que não estivessem juntas, a loira tinha em seus braços uma pequena grande parte de ambas.

Lucca era a lembrança diária da morena e mesmo sem o menino ter conhecido Lena, ele tinha as manias dela. Kara agora morava na casa ao lado da casa da mãe e era Eliza que ficava com Lucca para ela poder trabalhar, mas ele iria começar a frequentar a creche e ficaria com a avó só na parte da tarde.

Kara estava indo deixar Lucca na creche para depois ir para a Catco, caminhava pela calçada com o menino segurando sua mão. Kara conversa animada com ele sobre os amiguinhos que ele iria fazer e não percebeu o homem se aproximando. Lex Luthor, irmão de Lena estava comprando um café em uma cafeteria e quando estava saindo, viu Kara passar bem na sua frente com uma criança e quase não acreditou, há anos não a via.

– Hey, Kara! – Ele chamou quando a alcançou. Kara parou ao ouvir seu nome e ficou surpresa ao ver Lex, até travou no lugar aonde estava.

– Lex? – o homem sorriu para ela e estendeu a mão.

– Sou eu mesmo. Tem bastante tempo que não te via. Como tem passado? – Kara apertou a mão dele e viu seu filho se esconder atrás de suas pernas, ele era tímido. Lex sorriu com a reação da criança, mas Kara acabou ficando preocupada, e se Lex descobrisse? Precisava ser rápida e sair dali.

– Pois é, tem mais de três anos que não nos vemos. – forçou um sorriso.

– Uau. Isso tudo? O tempo voa. E esse rapazinho ai, é seu filho? – Perguntou sorrindo e se abaixando para ficar na altura dele.

– É sim. – Kara disse um pouco tensa.

– Oi, garotão – Lucca continuava escondido atrás das pernas de Kara – Sabia que quando eu era do seu tamanho, também tinha um ursinho parecido com esse seu? – ele queria chamar a atenção do menino e conseguiu, pois ele saiu de trás da mãe.

Quando Lex o viu, sua boca se abriu em choque. O menino era a cara de sua irmã e com aquele ursinho no colo então. Lembrou-se de uma foto de Lena com mais ou menos quatro anos segurando um ursinho de pelúcia, parecia que a foto tinha ganhado vida ali na frente de Lex. ele olhou para Kara e a viu desviar os olhos, aquela foi a certeza dele, aquele garotinho é seu sobrinho.

– Qual o seu nome, rapazinho? – perguntou sorrindo gentil.

– Lucca. – ele respondeu sorrindo.

– E quantos anos você tem?

– Dois. Assim. – ele mostrou dois dedinhos. Era isso, Lex pensou.

– Você é muito lindo, Lucca. Meu nome é Lex, sou um velho amigo de sua mãe. – Lucca continuava sorrindo e Lex tocou a cabecinha dele, bagunçando seus cabelos, da mesma forma que fazia com Lena. Olhar para aqueles olhos verdes, era como ver sua irmã ali na sua frente. Ele ficou de pé e olhou para Kara – Kara, será que poderíamos almoçar hoje? Gostaria de conversar com você e não seria correto fazer isso na frente do Lucca. – Kara estremeceu, sabia que se fugisse do encontro, Lex não iria desistir e poderia se pior para Lucca.

– Tudo bem. Me encontre naquela restaurante que fica no prédio da Catco as doze e meia. – Lex fez que sim e Kara pegou Lucca no colo.

– Tchau, Lucca. Foi muito bom te conhecer. – Lucca deu tchau para Lex e Kara se afastou com ele, ainda com o coração acelerado pelo encontro. Sentia-se apreensiva com esse encontro.

Lex ficou acompanhando os dois se afastarem e tomou um pouco do seu café. Nunca imaginou algo assim acontecendo, tinha apenas ido comprar um café para seguir para a empresa e acabou descobrindo que tinha um sobrinho. Lembrou da forma que a irmã estava quando terminou com Kara, ela ficou arrasada, não queria fazer aquilo, mas como sempre, Lena foi manipulada pela mãe.

Lex tem certeza que se a irmã soubesse sobre a gravidez de Kara, ela teria jogado tudo por ar e voltado para os EUA no primeiro voo. Primeiro iria conversar com Kara, depois decidiria o que fazer, afinal, ele não tem direito de interferir na vida de ninguém.

Kara caminhava apreensiva pela rua, tinha medo de Lex já ter contado para Lena e a morena tentar toma seu filho. Ela não conhecia mais a morena, não sabia se ela havia mudado, se seria capaz de tal coisa. Se havia se casado, construído uma família. Para tentar esquecer a morena, ao longo dos anos, Kara se negou a procurar por notícias dela, seria muito tortura. Mas quando Lucca nasceu, ela tinha uma lembrança constante da morena.

Após deixar ele na creche, Kara seguiu para a Catco. Iria ligar para irmã ou cunhada e pedir para que pegassem Lucca, pois ela não teria como fazer isso. Tirou o celular da bolsa e fez a chamada para a irmã, pela hora, ela ainda deveria estar em casa.

– Oi, tia Kara. – Foi Esme quem atendeu, a filha de Alex e Kelly. As duas tinham adotado a menina no ano passado.

– Oi, meu amor. Onde está sua mãe? – Kara sorriu boba ouvindo a voz doce da sobrinha.

Ela está na cozinha, vou dar o celular para. – a menina caminha até o cômodo – Oi, Kara. – Alex falou.

– Alex, tem como você ou a Kelly pegarem o Lucca hoje e levarem para a casa da mamãe? – Kara perguntou já no elevador que a levaria para seu escritório.

– Tem sim. Algum problema? – a ruiva perguntou preocupada.

– Eu encontrei com Lex quando estava levando Lucca para a creche, tenho certeza que ele juntou as peças. Irei almoçar com ele hoje, ele quer conversar. – Suspirou.

– A gente sabia que não teria como fugir disso, uma hora iria acontecer. Não se preocupe com o Lucca, eu pego ele e trarei ele para passar a tarde comigo e Esme. Boa sorte.

– Obrigada. – Kara desligou no momento que sentou-se em sua mesa, era hora de trabalhar.

[…]

As horas passaram mais rápido do que Kara gostaria. Saiu dez minutos antes do horário combinado com Lex e foi direto para o restaurante. Buscando mais privacidade, a Danvers escolheu uma mesa mais afastada das demais, mas que fosse fácil de Lex lhe encontrar. Lex chegou logo depois e olhou pelo lugar até que a encontrou.

– Boa tarde, Kara. – cumprimentou antes de sentar-se.

– Boa tarde. – Kara respondeu e logo depois um garçom chegou para anotar os pedidos e após feito, se retirou. – E então, sobre o que quer conversar?

– Sabe muito qual o assunto, Kara. Eu não sou cego, sei que Lucca é filho da Lena, além da idade bater, ele é a cara da minha irmã. – Lex sorriu lembrando do garoto – Eu não estou aqui para lhe julgar, só quero saber por que nunca contou para ela. – Kara respirou fundo.

– Lex, não foi fácil a decisão que tomei, sendo que descobri a gravidez semanas depois dela partir e naquele momento eu continuava a amando, mas também estava magoada com ela. Veja bem, foi ela quem decidiu sair de minha vida e me deixou para trás, então mesmo que ela tivesse direitos sobre o Lucca, era eu a grávida que foi deixada, mesmo que ela não soubesse sobre a gravidez. – Kara baixou a cabeça, recordar aqueles meses era tão doloroso – Como eu iria dizer para ela que estava grávida logo após ser rejeitada? E tem mais, sua mãe provavelmente iria dizer que estava tentando dar algum tipo de golpe na sua família. – Kara enxugou uma lágrima solitária que descia sobre sua bochecha.

– Eu te entendo, Kara. Como falei antes, eu não estou aqui para te julgar. Você enfrentou tudo isso sozinha e depois do que passou, tenho que dizer, é uma mulher incrível. Talvez outra pessoa no seu lugar, não tivesse nem levado a gravidez adiante. – Lex sorriu gentil – Eu nunca iria pensar que estivesse dando um golpe, muito menos minha irmã, mas a nossa mãe, daquela ali não duvido nada.

– Pois é. Mas eu não fiz tudo sozinha, minha família e amigos estiveram ao meu lado. – Kara sorriu ao lembrar do apoio que teve de todos que ama.

– Fico feliz em saber disso. Eu não contei nada para Lena, nem para mais ninguém, essa decisão é sua, mas saiba, a Lena precisa saber. Ela merece ter a escolha de participar da vida do Lucca ou não. – Kara fez que sim com a cabeça – Por enquanto, queria saber se eu posso fazer parte da vida do meu sobrinho. – disse sorrindo e Kara confirmou. – Ótimo. Quero conhecer ele.

– Ele vai gostar de saber que terá mais um tio babão para bajulá-lo. – ambos riram e naquele momento o garçom retornou com os pratos. – E a Lena, como ela está? – Kara criou coragem para perguntar depois que o garçom se afastou.

– Ela está bem. Sua vida se resume apenas ao trabalho. Na última vez que falei com ela, ela estava me contando sobre o andamento da reforma do orfanato Luthor da irlanda. – mesmo que involuntariamente, Kara sorriu e Lex também. – Kara, você ainda ama minha irmã? – Kara parou o talhar na metade do caminho e o olhou, aquele olhar disse muitas coisas e Lex compreendeu.

– Ah, Lex, sendo sincera com você, acho que nunca mais irei amar alguém da forma que amei a Lena – por alguns instantes, o olhar de Kara se perdeu – Da forma que ainda a amo.

– Tudo bem, eu te entendo, tem pessoas que marcam nossas vidas de uma forma indescritível e mesmo quando elas saem, aquele sentimento fica enraizado dentro de nós. – Kara confirmou e logo depois voltaram a comer.

Eles continuaram conversando mesmo depois que terminaram suas refeições, mas Lex tinha que voltar para a empresa e Kara para a Catco. Trocaram seus números de telefones e combinaram de logo se encontrarem para Lex conhecer realmente o sobrinho. Kara estava aliviada por conversar com o Luthor, eles sempre se deram bem e saber que ele a compreendia foi aliviador.

 

 


Notas Finais


E ai, gostaram? comentem ai


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