História O Presságio da Guerra - Era dos Marotos - Capítulo 36


Escrita por:

Postado
Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam, As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Harry Potter, The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Argo Filch, Ariana Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Daenerys Targaryen, Dorcas Meadowes, Elijah Mikaelson, Finn Mikaelson, Gellert Grindelwald, Henrik Mikaelson, Horácio Slughorn, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lílian Evans, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Marlene Mckinnon, Minerva Mcgonagall, Mundungo Fletcher, Narcissa Black Malfoy, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Petunia Dursley, Rebekah Mikaelson, Regulus Black, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Bruxas, Dragões, Duplicatas, Harry Potter, Magia, Marotos, Vampiros, Voldemort
Visualizações 7
Palavras 6.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha
A história agora vai ficar dividida entre coisas importantes que aconteceram nos últimos anos e o que tá acontecendo agora. Eu resolvi fazer isso pra poder desenvolver melhor os personagens que moram nas Terras Ábditas e conhecer um pouquinho do que aconteceu com os filhos do Sirius, com o Lupin e derivados.
1) o capítulo ficou imenso, mil perdões, eu tentei escrever pouco.
2) Celene = Elaena. Damasus = Maegor. Ethel = Rhaella
3) no próximo capítulo, eu volto com o casamento do Lupin e da Tonks.
Boa leitura
Espero que gostem e me contem o que acharam dos filhinhos do Sirius.

Capítulo 36 - As Cidades de Sangue pt.1


Yunkai, o Portal do Sangue

15 Anos Depois

Daenerys

- Não desejo derramar mais sangue inocente nesta cidade. - disse em Roine. Minha oferta era o melhor que os Escravagistas de Yunkai podiam esperar. Um bando sem escrúpulos de vermes que se alimentavam da escravidão de um povo. O Exército dos Senhores estava bem armado, mas eles sabiam que todo aquele aço só os faria assar melhor quando eu ordenasse que Drogon atacasse. O dragão de escamas negras permanecia ao meu lado, analisando cada movimento do inimigo. Qual a necessidade de um homem ou uma espada, quando se tinha um dragão? - Aceitarão a minha proposta? O fim da escravatura e do regime de escravidão. Todos os ex-escravos serão recontratados, desta vez, trabalharão com salários dignos e terão dias de descanso para passar com suas famílias. 

Alguns escravos esgueiravam-se por entre as ruelas, queriam conhecer suas 'salvadoras' e olhavam Drogon admirados. Depois, desviavam o olhar para Vhagar, o dragão de Visenya. Não posso derramar o sangue dessas pessoas. Quero apenas a cabeça desses Escravagistas. Os senhores não queriam aceitar a nossa proposta de maneira alguma, estavam relutantes em perder suas posses. Queriam a todo custo ser idenizados pelas perdas. 

- Vida não é comprada, senhores. - disse Visenya. - Libertem os escravos e deixaremos a cidade. - Ela estava tão impaciente quanto eu. Os dragões estavam impacientes. - Tenho certeza que há um meio de resolver o nosso pequeno impasse sem que haja efeitos colaterais para o povo de Yunkai. 

Quando éramos mais novas, eu costumava ter inveja de Visenya. Ela tinha mais características valirianas do que eu. Longos cabelos claros e olhos púrpura. Esguia e forte, lutava muito bem. Não é de se estranhar que meu irmão seja apaixonado por ela. Às vezes, eu ia ao Septo pedir à Mãe que me clareasse os cabelos e deixasse meus olhos mais escuros, para que ficassem púrpuras.

Um dos Escravagistas ergueu-se entre a multidão. Era um homem gordo e careca, todo o seus cabelos tinham se direcionado a imensa barba negra que lhe chegava ao umbigo. A pele acobreada e os olhos verdes. 

- Em Yunkai, seguimos a Tradição dos Velhos Roinares. - Oh não! - Se as Senhoras dos Dragões desejam nos conquistar sem derramamento de sangue pelas nossas ruas, deverão mostrar-se dignas de tal feito. As duas devem enfrentar os nossos Campeões na arena e devem sair vitoriosas. Caso contrário, não abaixaremos as nossas armas e mulheres, velhos e crianças hão de morrer. 

Olhei Visenya. Esse seria o meio mais rápido e menos sangrento para os yunkaitas. Tínhamos de fazer isso. Entrar em uma arena e enfrentar os Campeões da cidade. Pelo que Obara e Elden tinham nos dito, a cidade contava com cinco campeões - quatro homens e uma mulher. 

- Aceitamos. - dissemos em uníssono. A multidão de escravos que se amontoava ao redor do palanque vibrou e gritou de alegria. 

Deve ser a primeira vez que têm Campeãs para defendê-los, milady. 

Tenho certeza disso, Drogon. Fique sempre vigilante, não pretendo morrer em uma arena.

Às ordens, milady. 

Enquanto descíamos os degraus, entrelacei os meus braços aos de Visenya. A cada degrau mais yunkaitas escravizados vinham tocar nossas peles e desejar boa sorte. Eles diziam coisas como ''as filhas de Valíria vieram nos libertar'', ''a Mãe dos Dragões nos enviou seus filhos para pagar nossa liberdade com sangue '' e ''que o Deus do Fogo abençoe as duas com força''. Beijavam nossas mães. O mínimo que podíamos fazer era responder com a mesma cortesia. Abraçamos, beijamos e rezamos junto com eles - nós com a Deusa de Sete Faces e eles com o Deus do Fogo.

Eram um mar de gente sem fim. Quanto mais fervorosa eram suas preces, mais certeza eu tinha de seu sofrimento.

Os Escravagistas nos levaram para o Palácio da Arena. Uma coisa monstruosa de tamanho e luxo. Lá era a morada dos Campeões. Duas moças nos levaram à um quarto com uma vista exuberante da costa, mas meus olhos não fitaram o mar azul escuro. Eu olhava os homens, mulheres e crianças que carregavam e descarregavam navios no porto da cidade. São escravos, ninguém os vê como pessoas.

- Com que armas as senhoras preferem lutar? - a garota mais velha perguntou. Tinha cabelos castanhos claro. Eram curtos, cortados na altura das orelhas, à moda de Yunkai.

- Lanças. - dissemos. Ela se retirou juntamente com sua companheira. Algo me dizia que eram irmãs. - Será que conseguiremos? - perguntei a Visenya.

- Alguém tem de salvá-los. O deus deles não os ouve, cegou-se com o ouro que mantém suas correntes. 

Eu nunca lutei tão bem quanto Aegon, Baelon, Daemon e Visenya. Eles eram os verdadeiros guerreiros de nossa família. Muñus resolvia tudo sempre com diplomacia e ameaças, mas ela podia ameaçar, era a Sacerdotisa da Casa Targaryen. Kepus Maegor sempre nos disse que nas arenas das Cidades de Sangue magia não funciona. Então, teremos de lutar com a força da Deusa e de nossos braços.

...

A arena estava lotada de ponta à ponta. Os senhores tinham dado gratuidade para o espetáculo de hoje. Eles acreditam em nossa derrota e querem que todo o povo de Yunkai veja as suas Campeãs caírem. A areia no chão da arena queimava meus pés, mas o calor me fazia lembrar as praias de Duas Águas. 

Os cincos Campeões de Yunkai apresentaram-se. Lutavam com lanças também, menos mal. Dois colocaram-se à frente. A mulher foi em direção a Visenya. Ela era alta e musculosa, com o cabelo curto trançado. O rapaz que venho em minha direção era o homem mais alto que eu havia visto. Devia ter 2 metros facilmente. Tinha os cabelos pintados de azul, assim como a lança.

- Hotah - disse a yunkaita da lança vermelha.

- Visenya. 

Era ritual dizer os nomes antes da luta. 

- Areo. - ele falou com uma voz rouca.

- Daenerys.

O berrante soou e o aço começou a cantar. Ele era mais forte do que eu, isso não restava nenhuma dúvida. Homens sempre tentarão derrubá-la o mais rápido possível com ataques violentos. Eles não gostam de perder para mulheres. Então, faça-os cansar. A voz de Harwin, o Mestre de Armas da Cidade Franca, soava na minha mente. Terei de fazer esse gigante correr, ou então terminarei o dia com uma lança atravessada na garganta. 

Ele vinha para cima de mim, mas eu era mais rápida e flexível, por isso conseguia me esquivar dos ataques de sua lança azul. A multidão ia ao delírio, mas eu sabia que não era por mim, e sim por Visenya. As duas se engalfinhavam na areia e sangue escorria do braço e do ventre de Hotah. Quando a lança de Hotah deslizou para a areia, os escravos que estavam assistindo vibraram. Não houve tempo para comemorações, o próximo Campeão já se posicionava para travar luta com minha prima. 

- Garin. - era um homem robusto e de sangue quente. A pele que antes era clara, avermelhou-se por trabalho do sol. Usava uma lança dourada.

- Visenya.

Areo parou ofegante. Era a minha hora de atacar. Rapidamente, atingi a sua axila direita e ele gemeu de dor. Mas a agonia não foi forte o suficiente para fazê-lo largar a lança. Ele está cansado e sangrando. Ele reuniu o que ainda restava de suas forças e veio com toda garra em minha direção. Abaixei-me e passei por entre suas pernas, o metal perfurou sua panturrilha e e ele caiu de joelhos. Levantei e antes que ele pudesse se virar, cravei a ponta da lança em suas costas. Sua lança azul caiu com um baque seco na areia amarelada. Os gritos dos espectadores se intensificaram.

Eles acreditam que podem ser livres. 

Mal pude recuperar o fôlego e outro vinha até mim. Dessa vez, era um rapaz mais novo e mais magro que Areo. Isso só significa que ele é tão ágil quanto eu. Carregava na mão direita uma lança lilás.

- Osten. 

- Daenerys. - empunhei a lança e começamos a lutar. Ele sabia que eu estava mais cansada. Usava golpes furtivos. Sua lança cortou minha coxa esquerda, mas nem cheguei a sentir dor. Aegon sempre dizia que no calor de uma batalha, as dores vão embora, o que fica é apenas a vontade de se manter vivo. Era exatamente o que eu sentia. 

Visenya gritou quando a lança dourada encontrou seu antebraço esquerdo. Garin dava um grande trabalho. Ele era duas vezes mais sanguinário que ela, sem falar que devia ter o triplo de seu peso. Se ela não o derrubasse agora, ou morrerria ou estaria fraca demais para o próximo adversário. Diante disso, ela se aproveitou de um dos estrados que se erguia no centro da arena. Correu em direção a ele com Garin em seu encalço, mas ele era gordo, não era tão rápido quanto ela. Ela subiu no estrado, virou-se para o homem, pulou e cravou a lança em seu coração. 

Três dos cinco jaziam mortos na areia. Agora, nós não estávamos mais em desvantagem. Dois contra dois. O último dos Campeões aproximou-se. Ele era a última oportunidade que os Escravagistas tinham de derrotar Visenya. Apesar de seus camarotes estarem a sete metros de altura, eu podia sentir o seu desespero. 

- Dezioh. - ele brandia uma lança verde, assim como seus olhos. Ele tinha o físico parecido com o de Aegon. Alto, forte e ágil. 

- Visenya.

Osten continuava atacando. Eu procurava um vazio em sua defesa para espetar-lhe a lança, mas ele era muito rápido. Andávamos em círculos ao redor da arena. A medida que caminhávamos, ouvíamos a multidão gritando. Eles gritavam por mim e por Visenya. São gritos de liberdade. Não posso deixá-lo me encurralar, tenho de manter a briga no centro da arena. Senti um corpo tocar minhas costas, era minha prima. Estávamos de com as costas coladas. O meu suor se misturou com o dela. 

- O que faremos? - perguntei em Alto Valiriano para que os dois não entendessem.

- Lembra-se da história que muñus contava? Da rainha vermelha que cortava cabeças. 

- Sim.

- Junte suas forças e pense que a lança é uma espada. - ela gritou. - Ao meu comando, cortamos as cabeças. - eu sentia a respiração dela. - Agora!

Com toda a força que eu tinha e a que eu não possuia, peguei a lança com as duas mãos e a joguei contra o pescoço de Osten. A cabeça pendeu do corpo com um único golpe. Privilégio de se usar aço valiriano. Olhei para trás e Visenya sorria para mim, o crânio de Dezioh jazia na areia quente. As cinco lanças deitaram no chão para não mais levantar. As lanças coloridas de Yunkai cairam, mas o aço valiriano permaneceu erguido. Drogon e Vhagar sobrevoavam o topo da arena, soltando fogo que se dissolveu no ar. Os ex-escravos invadiram a areia para nos parabenizar, mas sabíamos que aquilo não era o fim da jornada. 

...

- Senhoras? - era a garota de cabelos curtos. Ela vinha junto com a irmã mais nova. - Yunkai foi honrada pelas duas e como forma de eterno agradecimento, gostaríamos de tatuar seus dedos. - eu achei aquilo muito estranho.

- Em nossa cultura, os verdadeiros guerreiros recebem pinturas nos dedos. Um círculo negro em torno do dedo para cada homem mau que tirou da terra. - dessa vez, foi a mais nova quem falou. Ela tinha uma voz bonita.

- Se agrada o seu povo, ofereço minha pele de bom grado. - disse Visenya estendendo a mão para a mais velha, que se aproximou da cadeira e ajoelhou-se para pintar os dedos de minha prima. A mais nova me olhou e eu concordei com a cabeça. 

Ela se aproximou e pegou a minha mão direita.

- Quais são os seus nomes? - perguntei.

- Ellaria e esta é minha irmãzinha Sarella.

- Começamos os desenhos pela mão que brandiram a lança. - falou Sarella. Elas levaram o pote com as tintas até os lábios e sussurram palavras em Roine. - A tinta é encantada para nunca sair de vossa pele. - Com o pincel, ela traçou uma linha negra pelo meu anelar e outra pelo indicador. Visenya ganhou três círculos, um no dedo médio, outro no anelar e por último no indicador.

Elas fizeram uma reverência e saíram. Passei o dedo no desenho para me certificar que não sairia, e não saiu. Obara e Elden entraram em nossos aposentos. 

- Dany, temos um pequeno problema. - disse Elden. Ele não era muito mais velho que eu, era um dos guerreiros da Guarda de Valíria, por isso sempre estava vestido com as cores de sua casa. No caso dele, azul e branco, pois era um Kurz de Falésias.

- Sim?

- Os Escravagistas trancaram-se em seus palacetes e recusam-se a sair. Os ex-escravos gritam exigindo suas contratações, alegam que as Senhoras dos Dragões são suas Campeãs e venceram. - ele disse,

- Bom, temos homens em Yunkai. - disse Visenya. - Prenda os Escravagistas e eles serão julgados pelo povo que escravizaram. - a ideia era boa. - Nada façam com seus familiares, apenas os Senhores de Escravos. - Elden se virou e foi repetir as ordens aos soldados.

- Quero que metade da fortuna desses crápulas seja confiscada. Assim, poderemos repartir o dinheiro entre os libertos. Eles merecem um pagamento por todos esses anos de serviços prestados forçosamente. Além de que precisam sobreviver. - eu falei e Obara concordou. Logo, ela também se retirou e ficamos sozinhas.

- Temos Gris e Meereen ainda. - disparou Visenya.

- Não podemos partir agora. - disse indo em direção à janela. Alguns escravos festejavam nas ruas. - Temos que organizar essa cidade, senão as famílias dos Escravagistas irão fazer Yunkai retornar aos velhos tempos. 

 

Yunkai, o Portal de Sangue

15 Anos Depois

Visenya

Daenerys seguiu para a cidade, ela queria ver do que o povo vivia, o que poderiam comercializar, já que agora eram uma Cidade Livre. A mim, coube a tarefa de mediar o julgamento dos Escravagistas. Montaram um palanque em frente ao Palácio da Arena. Os senhores de escravos estavam enfileirados no estrado logo abaixo. Um bando de vermes, ainda bem que existem sete infernos, apenas um não seria suficiente. 

Sarella trouxe vestidos novos. Segundo ela, os mercadores da cidade encantaram-se com minha beleza e mandaram presentes. Escolhi o mais bonito: um vestido feito de viscose da cor roxa para combinar com meus olhos. Ele ia até a metade da panturilha. Coloquei o meu colar de ametistas e pedi que Sarella me ajudasse a trançar meu cabelo. A menina era uma companhia muito agradável. Ficou chocada quando pedimos para que ela e sua irmã mais velha seguissem conosco, o choque foi maior quando lhes demos uma bolsa de dragões de bronze e lobos de prata como pagamento. Quando ela terminou o penteado fui me olhar no espelho. Aegon gostaria de me ver assim. Calcei as sandálias e fui para o julgamento. 

O povo lotou a frente do Palácio e as ruas e ruelas adjacentes. 

Vhagar pousou ao lado de meu cadeirão.

Está muito bela, milady.

São os seus olhos, querida.

Estou com fome, milady. Adoraria comer gordos Escravagistas.

Aguarde e serão seus.

- Todos em silêncio para Visenya da Casa Targaryen, a princesa de Pedra do Dragão, senhora de Vhagar, nascida da Platina, Campeã dos yunkaitas e libertadora de escravos. - disse o arauto.

Sentei-me e todos ficaram em silêncio.

- Peço que os acusados digam seus nomes, para que o povo possa ligar os crimes a um nome, não apenas a um rosto. - assim foi feito. Os dez Escravagistas, que antes dominavam a cidade, estavam subjulgados a meros mortais. Homens cheios de ambição. - Quero que saibam que eu respeito a Tradição dos Velhos Roinares. ''Um homem só pode ser julgado pelo seu próprio povo''. Sendo assim, o destino destes homens está na mão dos yunkaitas. Agora, eu pergunto. Esses homens são culpados dos crimes de tortura, usura, estupro, exploração de trabalhadores, corrupção e homicídio. Por tais desvios de conduta, qual a pena destes homens?

Do mar de gente vieram os gritos. Morte! Não eram gritos que se podiam aplacar, e eu também não me arriscava a mudar a opinião dos yunkaitas. Os Escravagistas seriam homens mortos antes da lua se pôr no céu independente da postura que eu adotasse. Levantei-me e a multidão silenciou-se.

- Então, que os crimes destes homens sejam lavados com seu sangue. - um novo urro veio da multidão. Obara trouxe-me Euron, a minha espada de aço valiriano, batizei-a assim para homenagear a família de minha mãe e de minha avó paterna. Os homens ajoelharam-se e ceifei a cabeça de cada com a lâmina. Vhagar se banqueteou com a carne deles.

Quando regressei aos meus aposentos no Palácio da Arena, Ellaria apareceu novamente com o seu pote de tinta negra encantada. 

- Matou mais dez homens maus, deve ser honrada por isso, senhora.

Olhava meus dedos e achava que a tinta dava um ar especial a pele. Gostava das tatuagens. Agora, eu e Aegon temos tatuagens de guerreiros. Eu tinha círculos negros em torno de cada um dos meus dedos, alguns possuiam dois. Eu ficava mais fatal. Ellaria e Sarella prepararam meu banho. A água daqui era quente e não tinha especiarias para perfumar o corpo, não é de se estranhar que todos tivessem o mesmo cheiro de cabras, suor e maresia.

 

Naath, a Muralha de Sangue

15 Anos Depois

Aegon

As muralhas de Naath tinham, no mínimo, cinquenta metros de espessura. Os naathenos construíram casas, inclusive dentro das fortificações. E tudo era feito de pedra lapidada. Além da largura monstruosa que possuía, ainda tinha o prodígio de ser alta. Apesar de não tão alta quanto Harrenhal ou a Torre do Dragão da Cidade Franca. Havia arqueiros e besteiros nas torres e eu tinha certeza que embrenhados nas pedras devia haver centenas de espadachins. 

Puxei as rédeas e o cavalo tomou distância das muralhas. O nosso acampamento estava montado do outro lado do rio Cedra, um pouco afastado da cidade. O objetivo era nos manter longe dos olhos dos Escravagistas de Naath. Desmontei e pedi que Irvin, o meu escudeiro cuidasse dele. Entrei na tenda. 

- Quanto mais tempo ficarmos parado pior será. Como foi? - era Baelon, meu primo. - Não diga que flecharam o traseiro do seu cavalo novamente?

- Não. - sorri ao lembrar do acontecimento do dia anterior. - Essas muralhas são largas, compridas e altas demais. Tentar derrubá-las nos fará gastar todas as nossas forças e no final, seremos cordeiros cercados por lobos. Tem de haver outro jeito de entrar. 

- Você não vai gostar da minha sugestão. - Daemon se aproximou e colocou um mapa da cidade na mesa. - Se não podemos ir por terra e não podemos derrubar as muralhas, que seja. Dragões têm asas para voar. - Não é uma ideia ruim. Mas tínhamos apenas Balerion, e ele não deixaria que ninguém subisse em suas costas além de mim. 

- É suicídio. - ponderou Baelon passando as mãos pelos cabelos claros. Cabelos como os de Visenya. - Só temos um dragão e Balerion vai queimar a cidade inteira se deixarmos. 

- Não, talvez não seja, Baelon. Olhe. - os dois se aproximaram da mesa. - Durante a noite, acendemos as fogueiras e deixamos os cavalos pastando na margem do Cedra. Os vigias nas muralhas vão pensar que ainda estamos aqui. Os Escravagistas não se deram ao trabalho de montar vigias à leste, preferiram colocar seus homens onde pudesse nos pastorear, então é por lá que nós vamos. Vocês dois vão levar os nossos homens por terra até as entradas nordeste e leste. Fiquem de prontidão. Enquanto isso, eu vou por cima junto com Balerion e abro as portas de Naath por dentro. 

- E como pretende fazer isso, galã? - duvidou Daemon com seus olhos púrpura. Eu odiava quando eles me chamavam assim. Eles acham que tem o direito eterno de me zoar a só porque eu levei a irmã deles para cama.

- Eu tenho um dragão, aço valiriano e um rosto bonito. Deve bastar. - sorrimos.

- Dragão para os Escravagistas, aço para os soldados e a beleza para as donzelas e viúvas. - completou Baelon. - Esqueçamos a última parte, nosso herói é fiel à Visenya.

Irvin entrou na tenda acompanhado de outros guerreiros. Aella e Aurane Velaryon, Ardelis Kurz, Trystane Martell, Arys Oakheart, Gerold Dayne e Loreza Sand. Todos eram membros da Guarda de Valíria e por isso usavam as cores de suas casa. Eu e meus primos usávamos o preto e vermelho da casa Targaryen. Expliquei novamente o plano e me chamaram de suicída. Apesar disso, nenhum questionou a eficácia do plano e minha autoridade. Eu sou o Senhor Comandante da Guarda de Valíria e o Campeão da casa Targaryen.

Bebemos vinho e comemos pão, eram as únicas coisas que tínhamos trazido para nos suster. Kepus Maegor sempre dizia que um exército que sente prazer demais, não luta direito. Saí da tenda e fui tomar banho no Cedra, havia dois dias que eu não tirava a sujeira do corpo. Despi-me e entrei na água. Quente. O banho estaria, sem dúvida, muito melhor se Visenya estivesse aqui comigo. Que o Guerreiro dê forças a ela e não deixe que falte energia em seu coração. 

Filhotes de peixe nadavam ao meu lado. Quando as escamas de um tocavam a minha pele, causava um leve arrepio. Estou acostumado com a escama áspera de Balerion, a desses peixes é muito lisa. Saí do rio e vesti minhas roupas. Passei os dedos por entre os fios de cabelos para desembaraçá-los. Olhei o meu reflexo na água: fiquei melhor do que estava, mas ainda preciso tirar essa barba nojenta do rosto. Voltei ao acampamento e vi Baelon e Daemon se barbeando. Na verdade, todos os homens faziam o mesmo. 

Podia ouvir a voz de kepus Maegor nesse gesto. Ele sempre disse que guerreiros valirianos não se escondem atrás de uma barba.

Loreza aproximou-se de mim com um espelho e uma adaga na mão. - Estava prestes a ir atrás de você. Pensamos que tinha se afogado no Cedra. - Loreza costumava dar em cima de mim quando éramos mais novos, uma vez até tentou me beijar. Não que ela não fosse bonita, muito pelo contrário, mas eu sempre fui um coitado apaixonado. Peguei o espelho e a adaga e me sentei em um dos troncos de árvore. Meu rosto ainda estava molhado, então não foi tão difícil de remover os pelos. 

A noite chegou e a hora de atacar estava próxima.

Balerion apareceu por entre as nuvens. Ele se confundia com o céu negro por causa do negrume de suas escamas.

Pelo que vi destes espécimes, não passam de uma boa refeição, milorde.

E serão, eu te garanto.

Os senhores dormem, mas os escravos permanecem acordados. É o momento certo, milorde.

Que a Deusa ouça sua voz, amigo.

Não sei a sua Deusa, milorde, mas os Deuses da Antiga Valíria, sim.

Ele se abaixou e eu subi em seu dorso. A pele era seca, grossa e afiada. A primeira que montei cortei minha mão toda e sangue escorreu por entre o couro negro do dragão. Balerion pediu desculpas por ter me machucado, mas eu disse que não precisava. A culpa foi minha, fui muito desatento. Ele abriu as asas e deixamos o chão para trás. As nuvens se desfaziam a medida que ele passava por elas. O vento era muito mais agradável aqui em cima, mais fresco. Em poucos minutos sobrevoávamos as muralhas.

Eu estava certo, as muralhas fervilhavam de aço. Naath preparava-se para nos exterminar. No centro da cidade havia uma praça que continha uma fonte. Os escravos se reuniam lá para lavar as roupas dos senhores. Balerion, pouse na praça, mas faça um rasante antes. Quero que eles o vejam chegar. Assim ele fez. Os naathenos ficaram espantados com a magnitude de Balerion. Aposto que nunca tinham visto um dragão antes, apenas ouvido as histórias que chegavam aqui através dos mercadores. 

Ele pousou na praça e olhos atentos se aproximaram. 

Seja persuasivo como sua mãe e irmã, milorde.

Tentarei. 

Meu roine era adequado, mas não tão bom quanto o de Daenerys. 

- Naathenos, não precisam temer Balerion. Ele não os quer mal, pelo contrário. Viemos para dar-lhes liberdade. Vocês querem ser livres ou continuar lavando as cuecas de um bando de homens gordos? - mais e mais naathenos apareciam. 

- Queremos ser livres!

- Querem ser livres? 

- Queremos ser livres! - o coro ficava cada vez mais alto e mais encorpado. Eles largaram as roupas dos senhores no chão. Começaram a gritar desgovernadamente. Eu preciso de barulho, mais barulho. Desembainhei a espada. 

- Querem ser livres? - Balerion ateeou fogo à pilha de roupas que se formou no chão. O brilho das chamas fazia as cores do aço valiriano em minha mão dançarem. 

- Queremos ser livres!

- Então abram as portas de Naath para a liberdade!

Centenas de ex-escravos iniciaram uma corrida às muralhas da cidade. Os soldados que montavam vigia foram pegos desprevinidos e por isso a reação foi lenta demais. Quando perceberam, tinham perdido seus escudos, suas espadas e suas vidas. Os portões foram abertos e os guerreiros valirianos entraram. 

Por favor, deixe os arqueiros e besteiros para mim, milorde.

São todos seus, querido.

Balerion queimava bestas, arcos e catapultas enquanto tostava os homens no topo das muralhas. Mas o sangue de verdade escorria aqui embaixo. Apesar de muitos soldados do Exército Escravagista terem morrido, mais apareceram para tomar o seu lugar e proteger os palácios daqueles vermes. A batalha durou a noite inteira e pela manhã, não se podia andar na cidade sem que a sola da bota ficasse manchada de vermelho. 

Os palácios foram invadidos e os Escravagistas e suas famílias foram assassinados e suas fortunas saqueadas. Alguns dos mercadores ofereceram remédios e curandeiros para auxiliar os que se feriram durante a batalha. Kaden voz Nin, o mercador mais rico de Naath quis oferecer uma recompensa aos bravos cavaleiros de Valíria por terem expulsado os homens maus de Naath. Mas eu sabia a verdade. Kepus Aenar sempre disse que escravos não eram bons financeiramente e por causa disso a maioria dos mercadores iriam nos apoiar com toda a certeza do mundo. Estamos dado à eles lucro, eles só enxergam esse lado.

- Aprenda, Aegon. Escravos parecem beneficiar, mas não fazem isso. Uma cidade cheia de escravos não consome nada, porque os escravos não têm dinheiro para comprar o que os comerciantes colocam nas prateleiras. Certo que não se gasta com empregados e trabalhadores nas tecelagens e nos arados, mas as moedas não circulam, o ouro permanece nas mãos de vinte, trinta pessoas. Chega um certo momento em que se produz muito, gastando pouco, mas não há quem compre toda a mercadoria e os produtos acabam apodrecendo nos armazéns. A burrice dos Escravagistas gera prejuízo e sofrimento, um dia os bolsos deles pagarão por esse pecado. 

Kaden voz Nin abriu as portas do seu palácio para nós, os valirianos.

Era uma habitação bem luxuosa, não posso mentir. Tão grandiosa quanto o castelo Targaryen em Pedra do Dragão ou o nosso palacete na Cidade Franca. O mercador convidou a mim e meus primos para almoçar em sua companhia. O salão preparado para a refeição estava repleto de tapetes, almofadas e rendas. Havia músicos, tocavam músicas valirianas sem dúvida para nos agradar, e dançarinas, com nada mais do que tinta cobrindo a pele. Sentamos em um tapete de algodão finamente tingido e bordado com fios de ouro. Kaden escolheu os pratos à dedo, certificando-se que não haveria nada de origem animal. Tudo para agradar os valirianos pagãos. Os naathenos sabiam como persuadir um homem.

- Alguma de nossas dançarinas o agrada, Senhor Comandante? - ele disse enquanto afagava o cavanhaque. Os olhos dele eram de um castanho bonito, mas cheio de ambição. Homens assim tendem a se coroar reis. - Elas adorariam deitar com um dragão. - Isso era bem verdade, mas a maioria das mulheres tinham um interesse diferente no sobrenome Targaryen. Elas querem bastardos com sangue nobre para garantir uma vida de luxo para si mesmas. 

- Prefiro valirianas. - disse sem querer ser grosso. As dançarinas eram bonitas, mas não eram Visenya, nem sequer pareciam com ela. Os ilirianos quando me prenderam, atiraram-me as mulheres mais parecidas com Visenya que puderam encontrar. Achavam que eu não iria reparar a diferença.

- Um dos bravos guerreiros da Guarda de Valíria? - virou-se para Baelon e Daemon. Ele usa nossos títulos para nos afogar em orgulho. 

- Temos votos. - respondeu Baelon seco. A desculpa dos votos era suficiente para o ouvido dos outros homens, mas nós não levávamos esses votos em específico muito à sério. Achar um membro da Guarda de Valíria virgem era tão provável quanto ouro cair do céu. - Mas agradecemos a oferta.

- O senhor é muito generoso conosco. - disse Daemon intencionalmente. - Sejamos sinceros, o que pretende? - o mercador riu e deixou o vinho escorrer pelo cavanhaque.

- Agradecer por terem me enriquecido um pouco mais. 

...

De volta ao acampamento, as tendas ainda se mantiam de pé. Eu não dei ordem para retirá-las. Ainda era noite quando atravessamos o rio Cedra.

- Irvin, traga-me duas corujas. - pretendia enviar uma para muñus e outra para minha irmã e Visenya. 

- Temos de seguir para Tyria antes que as notícias sobre os acontecimentos de Naath cheguem lá. Prefiro inimigos despreparados. - era Aurane com sua irritância de sempre. - Não atravessei o Mar dos Monstros para morrer.

- Então atravessou por quê? - quis saber Baelon. - Viemos dar o nosso sangue pela liberdade desses homens. Morrer é uma consequência.

- Eu só saio daqui quando souber notícias de Yunkai e Zamettar. Não vou seguir o rio Cedra sem ter certeza que estamos com a retaguarda protegida. - A resposta militar bastou para calar a boca deles, mas a verdade é que eu não sairia daqui sem saber que minha mãe, minha irmã e minha amada estão vivas.

 

Zamettar, o Degrau de Sangue

15 Anos Depois

Elaena

Zamettar era uma cidade dividida em quatro níveis. O primeiro estava na costa, banhado pelo mar. O segundo era uma falésia perigosa. O terceiro uma planície campestre e o quarto, uma colina pedregosa. A galé aportou, mas não ordenei que nenhum de meus homens colocasse o pé na areia. Não pretendo gastar minhas forças com o Escravagista de Zamettar.

- Ajax, quero que mande um pergaminho ao Senhor Escravagista desta cidade. - Velaryon apressou-se em fazer papel, pena e tinta aparecerem. - Encontre-me em meu navio imediatamente. Sele com a heráldica da casa Targaryen e ele saberá quem o chama. 

- Como quiser Sacerdotisa. 

Às vezes, eu me pegava remoendo os motivos que me levaram a casar com Ajax anos atrás. Deve ser por isso que não duramos uma semana depois da cerimônia. Certo que nosso casamento durou cinco dias, mas eu não entendo como eu comecei isso. Velaryon era um homem muito bonito, não restava dúvida sobre isso, tinha mais traços valirianos do que eu - olhos azuis e cabelos claros, mas casar com ele?! Foi tão insensato quanto meu casamento com Balon Greyjoy. Se bem que Balon era muito melhor de cama e três vezes mais homem do que Ajax Velaryon. Mas nenhum dos meus casamentos era mais inexplicável do que o com Niklaus Stark. Inexplicável foi ter durado sete anos. Mas eu já fui apaixonado por Sirius Black. Foram embora dezesete anos e eu ainda tenho esse anel no dedo.

Sabendo que Belandro de Zuttan não iria demorar para embarcar no navio, fui para a minha cabine. Pedi que Sylva trouxesse licor de especiarias, esse verme vai rolar de bêbado se depender de mim, homens bêbados são mais fáceis de persuadir. Coloquei um de meus vestidos laranja, como o de costume e pus meus braceletes de ouro. Ouro contrasta bem com seus olhos, Klaus sempre dizia, Te deixa mais fatal e poderosa. Não há nada mais imponente no mundo que uma bela bruxa poderosa vestida de fogo e ouro. 

Ajax bateu na porta da cabide e Belandro entrou junto com ele. 

- Ajax, deixe-me à sós com este homem, por favor. - meu ex-marido virou as costas e saiu. Zuttan abriu um sorriso. Ele pensa que vai transar comigo e tudo será esquecido. Ele era um homem muito bonito, apesar de gordo e velho. - Gostaria de um pouco de licor? - falei em roine. - É a nossa especialidade na Cidade Franca, não há licor como o nosso. 

- É tão bonita quanto ouvi falar, Sacerdotisa. - ele virou a taça. - Mas não vejo seus dragões. - ele serviu-se com mais uma taça de licor. - Sabe que poderia chupar esses seios com mais carinho do que o lobo com quem casou-se. 

- Fala de Niklaus? Duvido que seja melhor de cama do que ele. - falei experimentando um gole do licor. Para a maioria das pessoas, seja em Essos, Westeros ou nas Cidades Livres, não importava quantas vezes eu me casasse, Klaus seria sempre o meu marido.

- Infelizmente sei disso. A fama dos Stark atravessa os mares. Homens selvagens como os lobos que possuem dentro de si. - toda história tinha um pouco de exagero, mas continha um fundo de veracidade. O mito de que lobisomens eram ótimos amantes transformou-se para os Stark são amantes incansáveis. Grande parte da culpa residia em Melisandre. Ela achava que os causos de sexo selvagem iriam afastar as mulheres da cama do filho, mas fez exatamente o oposto. As prostitutas de Ilíria falam e o boato foi ganhando fama com cada mulher que passava pela cama de Klaus, Krasus e Rodrik.

- Então sabe que não pode competir com o lobo, mas será que sabe que não se flerta com um dragão sem ser queimado? - ele abriu um sorriso temeroso.

- Ainda não vejo seus dragões, mas se quiser pode ver o que eu tenho dentro da calça. - ele estava na quinta taça e começava a ficar bêbado.

- Venha até o convés comigo. - o homem se levantou com dificuldade. Aproveitou a oportunidade para enfiar a cara no meu decote. Afastei-o e seguimos. Quando ele abriu os olhos em direção a Zamettar, espantou-se. - Queria ver os meus dragões, aqui estão. 

Em cada nível da cidade, havia um torre e em cada torre havia um dragão. Balerion erguia-se sobre a colina pedregosa, Meraxes na planície campestre, Drogon na falésia e Vhagar, sobre a costa do Mar dos Monstros. 

- Sabe uma coisa interessante sobre dragões? Eles obedecem por afeição e mantém a fidelidade por amor. Vê todos esses lindos dragões, são meus filhos. Em Valíria, dizemos que tão importante quanto a mãe dar a vida aos filhos, são os filhos darem a vida pela mãe. Esses são meus dragões e eu odiaria deixá-los queimar a sua cidadezinha. Então, o meu pedido é o seguinte: de agora em diante, todos os seus empregados receberão salário e com gratificações por todo o tempo que permaneceram escravos e o seu comércio de escravos acaba hoje. Enio Yarwyck ficará aqui e se certificará de que está cumprindo o nosso trato. Caso contrário, meus filhos vem aplicar a justiça de sua mãe. Estamos entendidos?

A cor que o licor tinha dado a sua pele evaporou com o medo.

- Sim, Sacerdotisa. 

- Vocês ouviram as palavras dele, agora Zamettar merece ouví-las. Acompanha-me? 

- Sacerdotisa Elaena, esse homem é um verdadeiro rato. - disse Enio, o filho mais novo de Sartori. Enio não apreciava o trabalho nas minas de seu pai, então tinha vindo morar na Cidade Franca sob meus cuidados. Foi criado junto com meus filhos e sobrinhos, mas nunca foi tão bom com uma espada quanto Aegon ou Baelon. Nem tão astuto quanto Daemon e Daenerys. Sequer sabia ser simpático e alegre como Visenya. Aenar não conseguiu fazer dele nem mesmo um homem de números. Mas ele era bom em cumprir ordens e gostava de cumprí-las, fazia-o se sentir importante.

- Tirou as palavras de minha boca. Fique com alguns homens aqui, pretendo cortar a garganta de Belandro antes da lua aparecer no céu. Zamettar será livre, inclusive para escolher um Líder, um Campeão e uma Sacerdotisa, ou mais de um se quiserem.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...