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História O primeiro - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que vocês gostem de verdade <3
Obrigada Guelbs novamente pela Capa <3
Eu não sei fazer Soulmate!au mesmo, então me perdoem :(

Capítulo 1 - Um quarto, cortinas e edredom


O primeiro passo que Jeongguk deu, foi quando ele tinha um ano de idade.

O primeiro tombo que levou, foi quando também tinha um ano de idade.

O primeiro dia em que Jeongguk falou, foi em seu aniversário de dois anos.

As palavras saíram perfeitamente.

“Mamãe vem aqui”.

O primeiro corte no dedo, o primeiro joelho ralado, o primeiro corte de cabelo... Tudo foi acontecendo aos poucos, ao longo dos anos que o moreno ia crescendo e se tornando um menino bonito como todos sempre comentavam.

Mas, uma das coisas mais importantes na vida de Jeongguk, foi quando teve o seu primeiro amigo, seu melhor e único amigo na verdade aos 8 anos de idade.

Kim Taehyung.

— Fecha as cortinas — Jeongguk sussurrou enrolado em seu edredom grande e vermelho, repleto de estampas de foguetes pretos e azuis.

— Mas você está mais perto Gukkie — Taehyung resmungou do outro lado da cama. Estavam os dois ali, meninos de dez anos que estavam deitados no colchão espaçoso para duas crianças. O colchão que era colado na parede que continha a janela fechada com as cortinas azuis abertas.

— Mas eu estou quentinho aqui, não quero me mexer — o mais novo dos dois resmungou, começou a fingir os olhos. — E eu estou com muito sono Hyung!

— Deixa de ser falso Gukkie! — Taehyung cruzou os braços, e sem hesitar puxou o edredom de cima do moreno, revelando seu corpo coberto por um pijama verde claro com listras brancas. O moreno balançou o corpo, se sentando também no mesmo instante.

— Hyung! — Elevou a voz e depois cobriu a boca pequena com as mãos gordinhas com medo de acordar seus pais dormindo no outro quarto. — Eu estou com frio!

— Você é um garoto muito chato Gukkie — Taehyung resmungou formando um bico nos lábios rosados, cruzou os braços finos e revirou os olhos castanhos.

— Sai da minha cama! — Jeongguk inflou as bochechas e apontou para o chão de seu próprio quarto. — Seu boboca!

O Kim olhou abriu a boca, parecia chocado, apenas bateu no colchão e mostrou a língua para o mais novo, descendo da cama e começando a jogar o travesseiro que tinha levado no chão coberto pelo tapete.

— Você que é mais boboca! Eu não sou mais seu amigo, fica amigo da janela!

Jeongguk forçou ainda mais o bico nos lábios, tentando ignorar Taehyung que batia seu pé com força no chão. Socando seu próprio travesseiro e lançando olhares irritados para o moreno.

O garoto se recusava a falar qualquer coisa, e apenas disse algo quando viu o castanho colocar as mãos no seu edredom.

— Não! Não vai pegar meu edredom! — Jeongguk agarrou o tecido com suas mãozinhas.

— Mas eu vou ficar com frio!

— Cobra não sente frio!

E aquilo foi o que bastou para Taehyung tremer os lábios e começar a chorar, fungando e não medindo esforços para praticamente gritar enquanto chorava ainda mais.

Jeongguk foi correndo até o castanho, cobrindo a boca do garoto.

— Desculpa Taetae, desculpa, pode ficar — puxou o edredom rapidamente para cobrir o mais velho — desculpa Tae — e as finas lágrimas no rosto do mais novo começaram a escorrer — você não é uma cobra não, é uma pessoa, você é meu melhor amigo Taetae, desculpa — abraçou o outro com força.

Os dois meninos, ambos de pijama verde com listras – já que compraram juntos –, se abraçaram com mais força.

—Não diz que eu sou uma cobra, eu sou uma pessoa — Taehyung fugou se afastando um pouco do novo.

— Vem, desculpa, vem Tae — segurou a mão do garoto, se abaixou rapidamente para pegar seu travesseiro do chão e logo os dois estavam juntos na cama outra vez.

Jeongguk fechou as cortinas e voltou a se encolher por debaixo do edredom.

— Desculpa Taezinho, — Jeongguk sussurrou abraçando o melhor amigo que tinha.

— Tudo bem Gukkie, você é um neném, eu perdoo você, — comentou contornando os bracinhos ao redor do corpo do mais novo — minha mãe disse que devemos desculpar as pessoas que amamos.

— Você me ama? — Os olhos do garoto se arregalaram ainda que nem estivesse olhando para o Kim por conta de sua cabeça que estava apoiada em seu peite.

— Claro que amo Jeonggukie, você é meu melhor amigo.

— Eu também amo você Tae, você também é meu melhor amigo.

[...]

O primeiro dia de Jeongguk em uma sala diferente de Taehyung aos 12 anos de idade foi uma verdadeira tortura. Não quis conversar com ninguém, não queria sentar do lado de ninguém, e apenas ficou com seu bico no rosto durante toda a aula.

Sorrindo apenas quando encontrou Taehyung no intervalo, fazendo vários dos seus novos colegas de turma o olharem surpresos por verem que sim, Jeongguk falava – e falava bem alto – e sorria bastante também, mas apenas é claro, quando estava com Taehyung, o menino tagarela da outra sala.

O primeiro questionamento de Jeongguk sobre o que estava escrito na nuca de sua mãe veio quando ele também tinha doze anos, quando viu a progenitora lhe dar as costas e começar a prender os fios pretos como os seus em um coque alto.

— Isso é o que, mãe? — Jeongguk ajeitou a mochila em suas costas, apontando para a nuca da mulher.

Ela virou-se rapidamente para o menino, abrindo um sorriso caloroso antes de passar sua mão no cabelo filho.

— Quando você tiver treze anos, a mamãe conta para você.

— Mas eu quero saber agora mãe! — Bateu o pé no chão, formando um bico nos lábios antes de cruzar os braços e olhar ansioso para a mulher. — É segredo? É porque eu sou criança? Eu sou inteligente mãe!

A mulher sorriu outra vez.

— Eu sei que você é bem inteligente, meu amor — sussurrou deslizando as mãos pelas duas bochechas dele.

— Então me conta mamãe.

— Quando tiver treze meu filho — sussurrou inclinando-se para beijar a testa do garoto e segurar sua mão segundos depois, os dois saindo de casa e indo para a casa dos Kim. Jeongguk passaria o fim de semana lá.

[...]

— Minha pai também tem algo assim Jeongguk! — Taehyung arregalou os olhos —será que eles são espiões? — Cobriu a boca rapidamente, fazendo Jeongguk fazer o mesmo.

—Será? — Jeongguk sussurrou — eles podem estar em uma missão agora!

— Será que a missão está escrito ali? — Cerrou os olhos.

— Meu Deus, é isso mesmo Tae — saiu da cama do mais velho e correu para seu guarda roupa, pegando a máscara do Hulk que o Kim tinha, entregando a do capitão américa para ele. — Vamos investigar e ler a missão deles.

Os dois sorrirem cúmplices antes de descerem as escadas e irem para a sala, onde os pais de Taehyung estava sentados vendo televisão. Os dois andavam calmamente, dando passos suaves e silenciosos, várias vezes colocando os dedinhos em frente aos lábios; um pedindo silêncio para o outro.

Engatinharam rapidamente até a parte de trás do sofá onde os mais velhos estavam, sorrindo por trás das máscaras antes de se juntarem e levantarem rapidamente.

Vendo apenas os nomes escritos. O nome da mãe de Taehyung estava na nuca de seu pai, e o nome do pai estava na nuca de sua mãe.

E os dois rostos das crianças cheios de expectativas apenas ficaram extremamente confusos.

Taehyung e Jeongguk fizeram diversas perguntas a si mesmo, fizeram diversas teorias e tentaram buscar qualquer explicação que pudesse justificar aquelas “tatuagens”, mas não descobriram nada. Na janta, os dois mais novo trocavam olhares confusos, perguntando como quem não quer nada se algum dos pais do Kim já haviam feito alguma tatuagem.

A resposta “não” veio rapidamente, seguida de uma risada.

Os dois ficaram mais confusos.

Todavia, a real resposta veio para os dois garotos no mesmo dia. Aos 13 anos, Taehyung não foi para a escola. E Jeongguk saiu mais cedo. Os dois tiveram conversas serias com seus pais naquele dia.

Tudo porque o Kim havia acordado com uma dor na nuca, atraindo olhares espantados de seus pais quando foi até os mesmos naquela manhã.

Jeongguk se arrumou e foi para a escola normalmente, sendo chamado pela diretora antes que o intervalo tocasse, indo até a sala da mulher e sendo recebido pelos seus pais que o levaram para casa, o fizeram se sentar no sofá assim como os pais de Taehyung tinham feito com ele.

— Como assim marca de alma gêmea? — Jeongguk gritou pulando do sofá.

— Jeongguk, querido, tente entender, não costumamos contar essas coisas quando vocês são mais novos porque vocês não podem compreender muito bem como as coisas funcionam. Mas agora você já é um menino crescido, e logo terá um nome na sua nuca — a mulher segurou as mãos do mais novo com cuidado, — com treze anos o nome da sua alma gêmea aparece em seu pescoço e ai devemos explicar.

— Eu ainda não fiz treze mamãe — Jeongguk inflou as bochechas, sentindo os olhos arderem pelas lágrimas que estavam chegando.

— Não, mas já sabemos quem é sua alma gêmea meu amor — a mulher sussurrou calma — o, — soltou um suspiro baixo — seu amigo, Tae, ele acordou hoje com seu nome tatuado na nuca, então, no seu aniversário de treze, o nomezinho dele vai aparecer —contou.

Jeongguk arregalou os olhos ainda mais.

— Eu não vou namorar o Tae! Ele é meu amigo! — Jeongguk praticamente gritou enquanto corria para seu próprio quarto, batendo a porta e começando a chorar. Não queria falar com seus pais, não queria falar com Taehyung, não queria falar com ninguém.

No dia seguinte, faltou a escola, não queria encarar o melhor amigo, não queria encarar a pessoa que teria que viver junto para sempre.

Jeongguk nem mesmo havia dado um beijinho em alguém para saber se realmente gostava de meninas ou meninos, mas sempre achou Baek Yebin muito bonita. Sempre achou a atriz da viúva negra muito bonita.

Sempre achou mulheres muito bonitas. Mas também tinha certeza de que o sorriso de Taehyung era muito mais bonito. Tinha certeza que a risada dele era muito mais bonita que a risada das outras pessoas. Tinha até mesmo certeza de que o abraço, os carinhos, os comentários e tudo que viesse do Kim era melhor do que qualquer coisa, vinda de qualquer pessoa.

Mas isso era porque Taehyung era seu melhor amigo.

Nada mais do que aquilo.

No outro dia, soube que Taehyung também tinha faltado no dia anterior. Talvez estivesse tão mal quanto o moreno porque realmente tinha um nome em sua nuca, bem diferente do mais novo que estava esperando sua marca vir.

Quando se encontraram no refeitório, logicamente sentaram-se um do lado do outro. Ficaram quietos sobre tudo, Taehyung até mesmo estava com uma blusa de gola alta apenas para que ninguém soubesse já que seus pais pediram segredo. As crianças só poderiam saber quando seus próprios pais contassem.

— Desculpa Jeongguk — sussurrou segurando sua caixa de leite desnatado.

— A culpa não é sua — sussurrou em resposta.

— Mas o que vamos fazer? — Olhou pela primeira vez para o mais novo, analisando todo o rostinho jovem e confuso do moreno. — Você é meu melhor amigo Gukkie.

— Você também é o meu.

— Então, o que devemos fazer? — Olhou esperançoso para o mais novo, buscando qualquer resposta que ele pudesse ter. Abaixando o olhar para as próprias mãos tremulas e olhando o garoto novamente.

— Eu não sei — sussurrou abaixando a cabeça — podemos ser amigos Tae, alma gêmeas que são amigos — olhou para o castanho arregalando os olhos — é isso! — Quase se levantou — vamos continuar sendo amigos Taehyung! E somos almas gêmeas amigas, estamos acima de qualquer outros melhores amigos.

— Então vamos ser melhores amigos assim mesmo — olhou orgulhoso para o amigo, oferecendo seu leite fermentado para ele, o vendo beber quase tudo.

Sorriu.

Os sorrisos depois daquele plano infalível continuaram perfeitamente.

Jeongguk e Taehyung agiam de uma forma que realmente mostrava que não estavam nem um pouco incomodados com as duas marcas em suas nucas.

Um continuava dormindo na casa do outro, continuavam não interagindo com outras pessoas, continuavam sendo apenas os dois. Os mesmo planos, mesmas piadas e novas histórias.

Estavam muito bem se relacionando daquela forma.

O primeiro problema que tiveram foi quando os dois tinham quinze anos. Jeongguk simplesmente não conseguia aceitar que Taehyung tinha feito um colega no curso de inglês que estava fazendo.

Os dois discutiram brevemente enquanto tomavam sorvete dentro de uma das lojas de roupas que Taehyung gostava de levar Jeongguk para escolher toucas e blusas divertidas.

— Mas ele é um idiota!

— Você nem o conhece Jeongguk! — Taehyung apertou com força as luvas azuis com baleias desenhadas ali.

— Não preciso conhecer! Ele é um idiota! Eu o odeio apenas por te chamar de Alien!

— É uma piada Jeongguk! Porque eu sou diferente! — Jogou as luvas na pilha de outras iguais ali. — Eu nem sei porque eu te contei isso — o Kim virou-se de costas — eu sabia que você ia ficar com ciúme — resmungou soltando um suspiro.

— Eu não estou com ciúme! E você não é diferente! Esse apelido é ridículo Taehyung! E você não percebe porque deve estar gostando dele!

O Kim virou-se na mesma hora.

— De onde você tirou isso?

— Acha que eu não percebi que toda vez que você vai pro seu curso você usa touca, bandana, golas altas, tudo para poder esconder meu nome na sua nuca!

— Eu sempre fiz isso, porque está se importando agora? Você também vive fazendo isso Jeongguk! Está fazendo agora! — Apontou para o macacão de gola alta que o garoto estava usando. — Nós dois temos vergonha disso, nós dois escondemos!

Jeongguk arregalou os olhos e passou a mão no nariz rapidamente, fungando em seguida, e deixando seus olhos ficarem brilhantes por conta das lágrimas.

— Eu nunca tive vergonha disso. Eu tive medo. Eu continuei tendo medo por muito tempo, e hoje eu ainda tenho, mas são medos diferentes — deixou uma fina lágrima escorrer —antes eu tinha medo porque você era meu melhor amigo, você sempre foi meu melhor amigo e eu tinha medo de algo dar errado caso assumíssemos essas drogas de marca — colocou a mão na própria nuca — eu tinha medo de fazermos besteira e nossa amizade mudar porque é a coisa mais preciosa da minha vida. Mas agora eu tenho medo de você ter acreditado naquelas malditas palavras de sermos melhores amigos de alma gêmea e agora estar gostando de outra pessoa! Eu tenho medo de você me deixar! Eu tenho medo de você realmente não sentir nada por essas marcas, não sentir nada por mim!

Virou o rosto rapidamente, ignorando a expressão chocada do mais velho e começando a limpar as lágrimas que escorriam com mais força.

— Jeo-

— Não. Eu quero ficar sozinho.

Saiu andando.

O primeiro coração partido foi ali, dentro de uma loja que sempre frequentou, com seus quinzes anos.

Foi direto para casa, ignorando seu celular vibrando no bolso, obviamente por Taehyung ligando, e ignorou seu coração que sentia cada vez mais apertado.

Chegou em casa, foi para seu quarto e passou uma semana ignorando o Kim e seus próprios sentimentos confusos. Acreditava que poderia ser efeito colateral daquela droga de marca, mas quando fez pesquisas não leu nada sobre aquilo, apenas sobre casais felizes que eram muito, muito, muito felizes com sua alma gêmea.

Era um inferno.

Jeongguk queria gritar, mas apenas sucumbiu ao silêncio.

O primeiro dia de neve que Jeongguk passou brigado Taehyung foi no inicio do inverno, quando Jeongguk tinha dezesseis anos e estava passando quase todos os dias de sua vida, desde o desentendimento na loja de roupa meses atrás, brigando com Taehyung.

Os dois pareciam diferentes demais e não conseguiam se acertar de jeito nenhum.

Discutiam várias vezes, não se viam, faziam bico, apenas permaneciam em silêncio... Era horrível para Jeongguk e para seu coração que estava estupidamente apaixonado.

Odiava cada vez mais saber que Taehyung era prometido a si, mas parecia completamente inalcançável. Odiava as borboletas em sua barriga. Odiava suas mãos suando.

Odiava as várias coisas do Kim em seu quarto. Odiava os sorrisos dele. Odiava o cheiro dele. Odiava os sonhos que tinha com ele. Odiava os pensamentos. Odiava a curiosidade que sentia ao saber como seria beijar Taehyung, seu melhor amigo.

Enrolado em seu edredom, Jeongguk olhou para as cortinas em sua janela, olhou para o celular desligado do seu lado.

Fechou os olhos, tentando ignorar mais aquele dia, tentando ignorar a marca no seu pescoço, tentando ignorar as lembranças de cada sensação boa que tinha quando estava perto de Taehyung.

Encolheu-se, mas despertou completamente quando ouviu batidas na porta de seu quarto e depois viu a maçaneta sendo girada.

Tirou o edredom de seu corpo, se pondo de pé rapidamente, revelando para Taehyung que estava entrando o seu macacão jeans e o moletom listrado por baixo.

O Kim usava uma camisa listrada também, mas estava completamente coberta pela jaqueta, assim como os fios castanhos que eram cobertos pela touca.

— Jeongguk.

— O que você está fazendo aqui Taehyung?

— Eu vim aqui porque eu não aguento mais ficar longe da minha alma gêmea.

O mais novo recuou um passo, prendendo a respiração.

— Não estamos longe.

— Estamos afastados, você sabe — avançou mais um, mais dois, mais três passos, se pondo bem pertinho do mais novo —, você também sente seu coração doer, não é? — Sussurrou.

— Eu sinto — abaixou a cabeça — não doía antes, mas agora dói Tae.

— Também dói em mim — acariciou as duas bochechas do mais novo, suavemente como sempre fazia quando sabia que Jeongguk estava triste. — Fizemos uma promessa anos atrás, mas muita coisa mudou.

— Eu não quero mais manter aquela promessa, aquela ideia, aquele pensamento — soltou de forma rápida, não aguentando tudo o que seu coração estava sentindo. — Tae, por favor, eu não queria ser sua alma gêmea — sussurrou — mas eu sou, e eu não consigo não me sentir feliz a cada vez que você está aqui, me tocando — fechou os olhos, esfregando sua cabeça na palma do outro que ainda o acariciava.

— Eu amo tocar você Jeongguk, eu amo ver você com essas roupas lindas, eu amo ouvir você falando sobre filmes, eu amo sentir você dormindo nos meus braços — sussurrou. — Eu amo você.

O mais novo abriu os olhos.

— Eu também amo você — sussurrou momentos antes de ver o mais novo fechar olhos levemente, se aproximando devagar. Jeongguk fechou seus olhos também sabendo o que iria acontecer, sentindo seu corpo entrar em curto circuito por saber o que ia acontecer.

Os dois lábios se tocaram de forma calma.

O primeiro beijo de Jeongguk veio quando ele tinha dezesseis anos, em seu quarto escuro com as cortinas fechadas, com sua alma gêmea segurando seu rosto com tanta delicadeza que parecia que o moreno poderia quebrar a qualquer segundo.

As duas línguas não se tocaram naquele beijo suave.

Nem tiveram tempo de sentir realmente os gostos das pastas de dentes.

Taehyung se afastou rapidamente, recuando um pouco para tocar na própria jaqueta.

— Ainda bem que nos acertamos — sorriu envergonhado — aqui, — foi descendo o zíper da jaqueta, revelando um coração vermelho preso ali, com as escritas “quer namorar comigo?”

Jeongguk arregalou os olhos, cobrindo sua boca rapidamente.

— Você é tão idiota Tae — sorriu feliz ao abraçar o mais velho com força.

O primeiro namoro de Jeongguk foi naquele mesmo dia também.

O primeiro momento de muitas coisas na vida de Jeongguk ocorreram de forma calma e maravilhosa.

 

Sua alma gêmea estava ali com ele para muitas coisas, e naquela noite, também havia feito outra promessa, tiveram outra ideia e outro pensamento; concordaram em sempre ajudarem a um entender o sentimento do outro a partir daquele dia. 


Notas Finais


Se você chegou até aqui, obrigada <3


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