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História O Príncepe do Deserto - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa é a minha primeira história de personagens originais. Espero que gostem!

Capítulo 1 - Os Bailes em Sáagria


 Depois de quase trés dias de viagem em meio ao vasto deserto, ela vinalmente pôde avistar a cidade. As luzes brilantes de Sáagria eram um colírio para os olhos das pessoas que vagavam pelo deserto árido. Ayla não pôde deixar de respirar aliviada. Não agentava mais viajar sob um camelo.

"Finalmente em casa..."

   Pensou quando adentrou os portões de Sáagria. Cumprimentando os guardas, que protegiam a entrada da cidade, e lhes mostrou sua "carta de cidadania", que havia recebido à duas semanas, assim que terminou de fazer um antídoto para uma doença do deserto. Já que apenas cidadãos e comerciantes podiam adentrar no Reino. E entregou o camelo alugado para um rapaz, em uma báia próxima ao portão.

   Sáagria não era um Reino tranquilo como Arcádia, pelo contrário, era uma grande potência militar que produzia as melhores armas, venenos e remédios. Era muito bem desenvolvida, graças aos seus governante, e praticamente intocável, por causa das defesas naturais que o imenso deserto proporcionava. Mesmo com todas essas diferenças, Sáagria conquistou o coração de Ayla, fazendo a mesma trocar seu reino de nascença pelas belezas do deserto, onde sua avó nasceu. Eram suas raízes, afinal.

   No caminho até sua casa, a médica percebeu uma agitação fora do comum nas ruas de Sáagria, mesmo com a noite prestes a cair, haviam pessoas passando para um lado e para o outros fazendo sabe se lá oque. Ignorou esse fato e apressou o passo, com certeza chegaria em casa antes do anoitecer. As noites no deserto são congelantes. 

   Chegando em seu apartamento, depois de uma caminhada relativamente longa, jogou sua mochila e seus cuturnos em algum lugar qualquer e soltou os cabelos ruivos escuros, praticamente correndo para o banheiro. "Banho", era a única coisa em que pensava desde que começou a viajar deserto à dentro. Tomou uma ducha rápida e encheu a banheira. Sua amada banheira. 
Depois de vegetar por algumas horas foi obrigada pelo frio a levantar de se secar, vestiu um moletom aleatório e capotou na cama de casal no meio de seu quarto. 
Só teria o dia de amanhã de folga então não pensou muito para poder desmaiar em meio aos grossos corbetores.

DING DONG

O som da campahia acordou a moça adormecida, e por mais que ela tentasse ignorar o barulho e a luz que entrava por sua janela, aquele som estridente era o menor dos seus problemas.

- Ayla, eu sei que você está aí! Não me faça derrubar a sua porta!

Usando toda sua coragem e a um pouco da força do ódio, Ayla arrastou-se pelo quarto e abriu a porta para o ser loiro e sorridente adentrar seu apartamento como um tornado.

- Acho bom alguém estar morrendo ou você ter um ótimo motivo pra vir até aqui a essa hora da manhã, Ully! - Fechou a porta com raiva e seguiu a loira até o quarto - E não ande pela minha casa como se fosse sua! 

- Bom dia pra você tembém, amada. - Disse Ully enfiada no quarda-roupas da amiga - Credo, você só tem roupa fora de moda. Oque você faz com o salário de chefe de cirurgia?

A careta que Ully fez não se comparava a careta de Ayla.

- Inacreditável!

- Amiga, não é por nada não, mas se eu tivesse esse bumbum iria usar e abusar dos jeans apertados. Ah, espera! Acho que eu vi alcinhas. 

- Olha aqui.. eu ... e.. ah esquece! 

Ayla ignorou o ser atrevido no seu armário e caminhou até o banheiro para escovar os dentes.

- Seus olhos são lilás ou roxos?

- Lilás, por que?

Perguntou e se arrependeu assim que saiu do banheiro e viu a amiga enchendo sua cama das roupas que tirou do seu guarda-roupas.

- Por que vamos às comprar e eu vou ter que comprar seu vestido já que você tem um péssimo gosto pra roupas, ué! Tem que ressaltar seus olhos!

- Me dê um bom motivo para não chutar você do meu apartamento agora mesmo.

- Eu te dou trés! Primeiro: Nós não temos roupa de gala e eu sou boa com roupas. Segundo: Essa noite vai ter um baile no palácio. E terceiro: Nós fomos convidadas! 

- Oque? Porque?

- Talvez porque somos as médicas mais importantes do reino e salvamos todo mundo de um vírus mortal?

- É um bom argumento.

Deu de ombros recebendo um olhar mandão.

- Agora vista-se e vamos às compras!

Ayla teve que se vestir e sair com Ully, mesmo contra gosto. Passaram o dia na rua até a loira encontar algo "digno" delas. Dessa forma o dia tranquilo de folga foi pelo ralo. Mas em compensação passaram o resto da tarde no salão.

Unhas, cabelo, hidratação, limpeza de pele, clareamento dos dentes, alongamentos de cílios, maquiagem, até mesmo a depilação que fizeram por insistência da loira, tomaram a tarde das garotas.

A noite começou à cair e as meninas estavam se arrumando na casa de Ayla. Aquele baile daria oque falar.

                                                                                                          #

Do outro lado da cidade, no harém do princepe herdeiro, a noite estava apenas começando. O princepe estava em uma pontrona confortavel, observando seis de suas concubinas dançarem de forma sensual para ele. O peito desnudo era beijado e acariciado por mais duas mulheres semi nuas em seu colo. Bebeu mais um gole de vinho, da taça que segurava em sua mão direita, antes de sentir uma das dançarinas ajoelhar-se em sua frente, desabotoando seu cinto e abrindo sua calça. Os lábios da odalisca se abriram para abrigar o membro rijo, chupando lentamente, fazendo o príncepe suspirar e levar o rosto até o pescoço de uma das moças em seu colo. 

- Com licença, éhh... Alteza... 

Rosnou e levantou o olhar até a porta, avistando um de seus homens com a cabeça baixa.

- Vá embora e eu figirei que você não está me interropendo neste momento. 

Disse o príncepe forçando a garganta da dançarina com seu membro e mordendo os lábios em seguida.

- Desculpe Alteza, mas a princesa Lyra acaba de chegar da batalha na fronteira no Norte. Vossa majestade, a rainha Celene, ordena que Sua Alteza compareça à sala do trono para recebê-la.

- Porra. - Resmungou - Avise que logo me juntarei à eles.

Segurou os cabelos loiros da moça, que em momento nenhum parou de chupar o membro do Príncipe, puxando-os logo em seguida. A mulher o olhou com os olhos pidões levemente marejados pela forma com que levava o pênis em sua boca. 

- Terminaremos isto depois.

Foi tudo o que disse antes de se levantar e se vestir, deixando as mulheres e o quarto e logo seguindo para a sala do trono.

Os guardas se curvaram e abriram a porta para que o nobre passasse.

- Mandou me chamar, minha mãe?

Perguntou cordialmente, se curvando para a mulher de cabelos grisalhos sentada em um belo trono de madeira escura e adornos em outro e prata.

- Se não tivesse mandado você estaria aqui para receber sua irmã, Ravih?

Antes de responder, as grandes portas da sala do trono se abriram, e de lá entrou um furacão vestido em uma elegante roupa de batalha.

- Desculpem o atraso, tive que lembrar à um grupo de rebeldes quem é a sua soberana. - Disse bem humorada - Mamãe! Ou devo dizer: Majestade? - Cumprimentou sua mãe.

O sorriso vitorioso contrastava com as manchas de sangue na roupa da princesa.

- É bom vê-la novamente, Lyra. Eu à abraçaria mas a seda do meu vestido deve ser lavada à seco e não é à prova de sangue humano. - Levantou-se do trono e foi em direção a sua filha com um sorriso no rosto. - E onde está Caleb?

- Ele está bem aqui, mamãe! - Um outro rapaz com cabelos castanhos e pele mais dourada que as dos presentes entrou pelas grandes portas do salão. - Irmãzinha! Finalmente está de volta! Adorei as manchas de sangue e suor na sua armadura, resaltam o verde dos seus olhos. Você mudou tanto desde o ano passado...

- Caleb... Que bom ver que você não mudou nada desde o seu aniversário de 10 anos! - Respondeu a princesa com um sorriso irônico nos lábios rosados, recebendo um olhar cortante de seu irmão mais novo.

- A sempre doce princesa Lyra está de volta. Posso voltar aos meus afazeres agora? - A voz grossa do príncepe mais novo foi ouvida esbanjando ironia. - Estava ocupado.

- Ainda brincando de casinha com escravas sexuais, Ravih? 

 A voz divertida da irmã fez o Príncipe revirar os olhos.

- Ainda brincando de lutinha com plebeus revoltados, Lyra? 

Devolveu a pergunta da mesma forma

- Ainda agindo igual a crianças pelo visto. - A rainha se pronunciou. - Agora deixem eu ver vocês três juntos novamente...- Colocou as mãos nos ombros dos príncipes,os colocando ao lado da princesa e os olhando com um sorriso meigo no rosto. - Minhas crianças... Lyra -Começou pela mais velha. - Você está mais magra. Não andam alimentando a princesa mais velha na fronteira? Talvez o fato de você ter reivindicado ao posto de rainha tenha te deixado doente...

A rainha Celene disse sugestiva à filha mais velha.

- Não exagera, mamãe... A senhora sabe que eu sempre quis liderar o exercito e a Guarda Real.

- Que tipo de mãe eu seria se não tentasse fazer você desistir de se arriscar em batalhas? - Revirou os olhos e se dirigiu ao seu segundo filho mais velho -  E Caleb, eu aceitei o fato de você recusar a coroa mas se continuar transando com todas as empregadas do palácio eu irei mandar castra-lo.

- Só estou aproveitando a juventude, mamãe!  

- Aproveite a sua juventude com as calças no lugar, querido. - Olhou para o terceiro filho - E Ravih, meu pequeno Príncepe Sol, o peso da coroa esmagou muitos reis e rainhas mas você é mais forte que eles. - Sorriu para o herdeiro - Mas seria ainda mais forte com uma rainha ao seu lado!

- Mamãe... - Protestou - Já falamos sobte isso mais de uma vez. Eu não precisarei de uma rainha para governar o meu reino!

- Você quer ser lembrado por ser o rei rabujento que passou a vida comendo meretrizes em um Harém? E além do mais, você precisará de herdeiros. E se não se casar com alguém que ama eu irei procurar por uma nobre solteira para um casamento arranjado antes que você suba ao trono.

- Oque? a senhora não pode...

- Eu sou sua rainha e a sua mãe! Isso significa que eu posso fazer oque eu quiser. - Sorriu vitóriosa - Agora podem ir. Vão precisar se arrumar para o baile de hoje a noite. 

- Baile, mamãe? A senhora odeia bailes.

A pergunta de Lyra apenas fez com que o sorriso da rainha ficasse ainda maior.

- Sim, querida. Mas é um baile de boas vindas para você! - A confusão nos rostos dos nobres era nítida. - Talvez assim seus irmãos conheçam mulheres nobres para se comprometer de uma vez por todas.

- Agora faz sentido... - Resmungou Caleb.

- Podem ir agora! 

Celene voltou para o trono e seus filhos voltaram apresados para seus respactivos quartos para se arrumarem. Afinal, o baile estava próximo.

                                                                                                           #

O salão estava lotado de menbros da realeza e pessoas importantes como generais, CEO's e comerciantes importantes. Ully estava indo em direção ao salão de baile toda animada enquanto arrastava uma Ayla bastante entediada.

- Você poderia fingir que não caiu da cama hoje, sabia? - Sussurou a loira para a amiga emburrada - Tá vendo aquele rapaz no topo da escadaria? Ele anuncia os convidados, é só dizer o nome pra ele. Sorria e seja gentil, ruiva.

Ully andou até o tal rapaz e sorriu levemente antes de por o dorço da mão em frente aos lábios e sussurou seu nome próximo ao rapaz que sorriu encantado e anunciou:

- Doutora Ully Butcovins.

Ela sorriu e reverenciou antes de descer os degraus das grandes escadas de marmore. 

- É muito fácil quando essa loira aguada pisca esses belos olhinhos castanhos.

Ayla resmungou e revirou os olhos antes de se dirigir até o rapaz, que a olhava descaradamente, e repetir os gestos da amiga.

- Doutora Ayla Grimm.

Se curvou antes de se dirigir até Ully que a olhava com um sorrisinho sarcástico no rosto.

- O rapaz que nos anunciou é bem bonitinho não acha? Eu acho que ele gostou de...

- Não ouse terminar essa frase.

- Não está mais aqui quem falou, ruiva azeda.

- Ah, preciso de àlcool.

Disse a ruiva caçando com os olhos um garçom com bebidas.

- E eu preciso flertar. 

Ayla olhou incrédula para a amiga mas antes de soltar um sermão refletiu:

- Quer saber? Você já é grandinha, ou seja, não é problema meu. - Disse antes de ir atrás de algo para beber, deixando sua amiga para traz.

A garota de olhos lilás se aproximou da mesa de bebidas pegando uma taça de vinho e bebendo de uma vez só, pegando outra logo em seguida. Até que é a rainha é anunciada:

- Anunciando Sua Majestade, rainha Celene Minhonés, a voz da justiça. Nascida da casa Noxs. A Estrela Guia do vasto Deserto Vermelho. O orgulho de seu clã. A vencedora de distâncias. A grande mãe da nação.

Uma mulher de olhos castanhos e cabelos grisalhos, vestindo um belo vestido verde bordado com ouro, apareceu no topo da escada com uma postura impecável e olhos orgulhosos. O salão inteiro parou e se curvou para a senhora, que seguiu até o trono na parede do salão. Ayla também se curvou, mesmo com sua atenção em sua segunda taça de vinho.

- Anunciando Sua Alteza Real, a princesa Lyra Minhonés. Nascida da casa Noxs. A primeira da sua geração. A conquistadora de terras. O terror dos rebeldes. A protetora das fronteiras.

Uma segunda mulher. Mais jovem que a primeira surge no topo da escada. O vestido mostrando os ombros e com um colar de diamante a deixava com um ar de soberania e delicadeza e os olhos verdes deixavam em destaque os cabelos escuros. Ela foi até o centro do salão e as pessoas se curvaram novamente. A jovem foi até o acento lado esquerdo do trono rainha.

- Anunciando Sua Alteza Real, o princepe Caleb Minhonés. Nascido da casa Noxs. O segundo de sua geração. O protetor das muralhas e guarda das caças.

Um homem lindo entrou no salão com um sorriso sacana no rosto, tirando suspiros do público feminino. Os dentes brancos é alinhados contrastava com a pele bronzeada e os fios castanhos claros queimados pelo sol e bagunçados. As abotuadoras de diamantes eram bastante indiscretas, assim como o brasão da casa Noxs em ouro no bolso do terno. Mais uma vez, todos de curvaram.

- Anunciando, Sua Alteza Real, o príncipe Ravih Minhonés. Nascido da casa Noxs. O último de sua geração. O herdeiro da coroa de Sáagria. O quebrador de correntes.

O último príncipe foi apresentado, todos comentaram sobre o ser de cabelos negros e olhos vermelhos. Trajava um terno parecido com o de seu irmão mas com muito mais ouro. Todos os olhares femininos foram roubados pelos príncipes. Menos o de Ayla que estava muito mais interessada em caçar uns aperitivos de camarões. Mesmo assim reverênciou assim como os outros.

Eles foram até a rainha. Caleb se sentou ao lado de sua irmã, e Ravi ficou no trono à direita de sua mãe.

- Eles são lindos, não são? A família real... - Sussurou Ully para a amiga recém encontrada.

- Umas gracinhas... - Murmurou a ruiva sem realmente olhar.

A rainha disse algumas palavras, que Ayla não prestou atenção, e o som de música clássica preencheu o ambiente.

Realmente, aquela seria uma noite longa.


Notas Finais


Digam oque acharam e oque acham que vai acontecer!
Próximo capitulo vai ter hot!
Também posto no Wattpad: @raveinnaa
Beijos de gloss de cereja, e até à próxima!


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