História O príncipe das urzes - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Clint Barton (Gavião Arqueiro), Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Loki, Nick Fury, Phillip Coulson, Steve Rogers, Thor
Tags Fantasia Medieval, Farbauti, Laufey, Stucky, Thorki, Universo Alternativo, Vingadores
Visualizações 31
Palavras 995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Steve sabe que não é como os outros rapazes.

Capítulo 5 - Medidas - Ou o que ele não deveria sentir


- Há quanto tempo não vens nos visitar. Como estão as coisas no reino de Odin?

- Tudo muito bem, obrigado.

- Não tem tido mais problemas com o povo inimigo? – Perguntou a rainha.

- Não muito, minha senhora. – E Thor corou, pensando no encontro que tivera com Loki antes de chegar ao castelo do rei Joseph.

- Estimo muito. É pena que Laufey tenha agido de má fé conosco quando Steve nasceu. Nunca vou perdoá-lo por isso. – Disse Joseph.

- Por que não declaram guerra a eles? Acabariam logo com isso de uma vez. – Perguntou Thor.

- Outra guerra? Não. E não podemos acabar com Laufey e sua corja antes que seja quebrado o encantamento de Steve. Pois se o matarmos antes disso, é bem provável que Steve nunca seja curado.

Thor ficou pensativo. Depois disse:

- Existe alguma brecha no feitiço?

O rei e a rainha entreolharam-se.

- Bem. Ele tocará num escudo enfeitiçado e cairá como morto, e assim ficará para sempre a menos que apareça um grande amor, único e verdadeiro, que possa beijá-lo e quebrar o encanto. – Disse o rei.

- Parece fácil demais.

- Concordo, apenas parece fácil. Como vou ser beijado pelo meu grande amor, se não o possuo? Isso tudo parece feito de propósito para que eu nunca possa me curar. – Disse Steve, desolado.

- Não há nenhuma moça que tenha mexido com seu coração, meu amigo? – Perguntou Thor, inocente.

Steve olhou para ele com tristeza. – Não...

- Por que não dão uma festa e convidam moças de todos os reinos vizinhos para conhecerem Steve? De repente, tudo se resolve da melhor maneira.

Thor estava cheio das boas intenções, mas nem imaginava quais eram as inclinações do amigo. Para os pais de Steve, aquilo certamente fora uma boa idéia.

Mas Steve já havia notado há muito tempo que não era como os outros amigos, alguns rapazes que aos dez já tinham beijado meninas na boca, e aos treze não eram mais virgens.

Não porque lhe faltasse libido ou desejo, mas por não se sentir exatamente atraído por mulheres.

Tinha, sim, amizade e admiração por algumas delas. Mas amor e desejo, definitivamente, estava a anos luz de sentir.

‘’Eu não sou como os outros,’’ pensava tristemente Steve, e sentia-se uma aberração.

Ele e Thor foram andar pelos arredores do castelo.

- Você não pareceu muito animado com a minha idéia para a solução do feitiço.

- E não estou. Não amo ninguém, e acho muito difícil que um dia isso vá me acontecer.

- Que coisa mais triste de se dizer, meu amigo.

- Mas é como me sinto, Thor.

- Está muito melancólico, há algo que queira me dizer?

- Não posso. É terrível o segredo que me aflige.

- Segredo? Achei que nunca terias segredos para com a minha pessoa, eu que sou teu amigo de longa data, e com quem brincastes na infância por tanto tempo.

- Creio que nãos vás me entender e até irás me julgar se eu te disser.

- Bem, Steve, não sou ninguém para exigir que me digas o que não queres. Que fales quando estiveres pronto.

- Muito obrigado pela sua compreensão, meu amigo Thor. Sei que entenderia. Mas vejo que chegastes aqui bastante animado e sorridente.

- Ah! Uma adorável e engraçada criatura que encontrei pelo caminho.

- Ah, seu garanhão... na certa uma bela donzela, acredito?

- Longe disso. Um rapaz de cabelo escuro, olhos verdes e semblante irritadiço, que quase cai do cavalo quando me viu. Ele me fez rir, com seu atrevimento.

- Quem é?

- O filho de Laufey.

- Thor! Ele é filho de nosso inimigo em comum! Se quer um conselho, tome cuidado com esse ser, pode ser muito perigoso, deve ser como o pai.

- Ele pareceu bem mal-humorado, isso sim. Eu o impedi de cair, agarrando sua cintura e ele exigiu que eu o largasse, o mal-agradecido. E ainda me chamou de burro, dizendo que eu errara o caminho e por isso fora parar nas suas terras.

- Numa coisa ele tem razão, você não deveria ter ido pelas terras dos jotuns.

- Eu apenas quis cortar caminho para chegar aqui mais rápido. Criatura engraçada esse Loki. Muito engraçada, mesmo.

Steve achou estranha a expressão sonhadora nos olhos de Thor ao lembrar do tal Loki, mas para não irritar o amigo, nada disse. Tinha outras coisas em que pensar, como seus próprios problemas que pareciam sem solução.

**********

Os pais de Steve, o rei e a rainha, pareciam mesmo de fato terem comprado a idéia de uma recepção onde Steve deveria conhecer moças, entre as quais estaria seu grande amor. E já estavam preparando até os convites.

Encomendaram roupas para todos na corte, e o alfaiate e seu filho Bucky, estavam tendo muito trabalho, e receberiam muito por isso, graças a Deus. Bucky, que já tinha uma amizade forte com o príncipe, sentiu estreitarem-se mais ainda os laços entre eles, devido a proximidade que a situação exigia.

Bucky tinha que tirar suas medidas para o traje. E lá estava o príncipe, no atelier.

Steve tinha a cintura delgada, apesar de ser um jovem já forte.

Estava ficando mais alto do que Bucky. O alfaiatezinho notava e anotava suas medidas num caderninho.

- Sabes escrever? – Steve estranhou, pois não havia muitos aldeões que dominavam os números e a escrita naquele tempo, infelizmente.

- Apenas fui ensinado para o trabalho, não domino muito, mas sei lidar bastante com números.

- Ah que bom. – Disse Steve, para dizer qualquer coisa, enquanto as mãos ágeis de Bucky traçavam medidas de seus quadris, deixando-o vermelho.

Odiava a maneira como Bucky o fazia sentir-se.

E amava ao mesmo tempo.

O que seria dele, sentindo essas coisas que não deveria sentir?

Steve suspirava.

- Fique quieto, - ralhou Bucky. – ou eu não tirarei suas medidas corretamente.

- Como se atreve a brigar comigo? Serei seu futuro rei. – Disse Steve, mas seu semblante era brincalhão. Os dois riram.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...