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História O príncipe e o plebeu - Capítulo 1


Escrita por: Brioche_

Notas do Autor


Olá a todos, bem-vindos a mais uma fanfic Eremin feita por mim. Eu estava com essa ideia a dias! Então irei começa-lá agora, aproveitando o tempo de férias. Não se preocupem que também trarei atualização da fanfic "A Beautiful Sunflower".

Tenham uma boa leitura 💓

Capítulo 1 - Ato de bondade


I

Era uma vez, num belo reino, um rei que... A esquece. Isso já é usado em vários contos.


 Enfim, nesse reino o rei procurava uma amada à seu filho; Eren Yeager, que herdaria o trono ao achar uma companhia. Porém, achar alguém para ele era um verdadeiro desafio, pois o jovem não gostava de nenhuma moça que o pai já tinha apresentado. Todas eram ricas, jovens, e também sucessoras de um trono. Tais características não chamavam a atenção do moreno.


 Uma ligeira descrição da aparência e da personalidade de Eren: Um jovem moreno de 1,83 centímetros de altura, cabelos longos e negros, e olhos verdes como esmeraldas. Possue uma personalidade teimosa e impulsiva, mas é elogiado pela sua boa e alta determinação. 


 Naquele momento, Eren se mostrava presente em seu quarto, completamente bravo por causa de seu pai negar seu pedido para ir a feira que ocorria na pequenina cidadezinha. Grisha nunca deixou e jamais deixaria seu filho ir para lá enquanto ainda era rei. Porém, sua mãe, Carla, tentava ao máximo convencer seu marido em deixar Eren ir, mas sempre havia suas tentativas falhas. 


 — Eu não posso ficar apenas aqui para sempre! Que droga! — O Yeager reclamou, e em um ato ligeiro dessamarou seu cabelo, logo vestiu um casaco e pós o capuz do mesmo na cabeça. Iria a feira! Qualquer plebeu o confundiria com um mendigo, então não temia ser pego. Pegou um saquinho com dinheiro e o escondeu na vestimenta longa. 


 Antes de sair, pós a cabeça na brecha da porta para revistar se não tinha ninguém que pudesse o vê-ló. 


 Ninguém por perto...


 Saiu de seu quarto e apressadamente caminhou por alguns salões. Durante o percurso até a saída dos fundos, Eren se escondeu em alguns esconderijos para que alguns dos empregados não pudessem o ver. 

 

 Quando chegou, ficou muito grato por não ver nenhum guarda ou empregado ali. Foi correndo até as grandes portas e saiu, às fechando com calma para não ecoar som. Foi até fácil! 


 Procedeu para o quintal, correndo até a pequena cidade. Quando chegou, ficou apoiado a uma árvore próxima. Olhou em volta para ver se ninguém tinha o avistado se retirando do castelo. Por sorte, tudo estava indo bem, e ninguém tinha avistado o príncipe. 


 — Biscoitos! Biscoitos! Comprem, estão deliciosos! — Os olhos do Yaeger ganharam brilho ao ouvir a palavra "biscoitos". Era a sua guloseima favorita! Ajeitou o capuz e a voz, e caminhou normalmente até a barraca onde se mostrava o dono vendendo alguns de seus biscoitos. Quando o homem viu o encapuzado, deixou uma sorriso grandioso no rosto. — Boa tarde! Gostaria de alguns biscoitos? 


 — Hum... — Os olhos verdes encararam os biscoitos em várias bandejas, os mesmos eram confeitados com goiabada e geleia de morango. Ficou indeciso qual pedir. Como não queria passar tanto tempo demorando ali, escolheu cinco de cada. 


 — cinco moedas! — O homem estendeu a mão para que Eren pudesse o entregar o dinheiro. Não demorou tanto para ele dar o valor específico. Logo recebeu uma sacolinha com os doces. 


 — Obrigado. — O Yaeger ficou com um olhar contente no rosto e se retirou em seguida.


 Pegou um biscoito, estava prestes a colocar dentro na boca, porém, viu a imagem de uma garotinha bem magra olhando para o biscoito na mão do moreno. Sentiu dó, e ignorou sua paixão pelo doce. Entregou os biscoitos a menininha, que revidou no início, mas aceitou no final. Ela agradeceu, e saiu de perto do encapuzado.


 Estava contente pelo seu ato de bondade, e ainda com um sorriso no rosto continuo andando pela feira. 


 — Ei, ficou sabendo que o príncipe rejeitou outra moça? — Seu sorriso se desfez quando ouviu a voz de uma mulher de idade chamando a atenção de um homem da mesma identificação de idade. 


 — Aff, é um mimadinho que só pisa nos outros! Isso já não me surpreende mais. — O homem falou com um ar de tédio. Eren confessou ficar magoado. 


 Não queria mais ficar lá, resolveu sair daquele local. Caminhou por horas e ficou passando por várias barracas. De tanto ficar andando sem decidir aonde iria acabou se perdendo. Se culpou, devia ter tido isso em mente, pois nunca tinha ido a uma feira antes. Desesperado, estava em um lugar sem movimento. Aonde ia, mais se perdia. Parou de andar, e olhou em volta, seu olhar apenas avistou três homens o encurralando. 


 Tentou correr mas um o agarrou pelo casaco e o jogou no chão. O mesmo ladrão tentou revistar os bolsos do Yaeger, mas acabou recebendo um soco do encapuzado. 


 — Esse mendigo é forte! Batam nele para poderem o roubar! O vi comprando coisa, sem dúvidas tem dinheiro! — O que parecia líder mandou, e os dois ladrões fizeram o que o líder tinham pedido. Espancaram Eren e o roubaram, nenhum tirou o capuz do mesmo, mas o deixaram jogado em um beco para que ninguém pudesse o ver. 


[•••]


 A dor o preenchia, todo o seu torso estava dolorido. Quando acordou, presenciou um teto. Sim, um teto. Sem entender, se virou, foi então que percebeu a imagem de um jovem de cabelos loiros curtos e pele pálida sentando em uma cadeira. Notou em seguida que estava deitado em uma cama de solteiro, num quarto iluminado apenas por um lampião. Ficou bem focado no jovem que molhava um pano, tal foi diretamente até o peito do Yaeger e passou o pano úmido naquele local. 


 — Ah! Droga! — Eren se assustou, e se sentou na cama apressadamente. Aquela ação assustou o plebeu. O moreno abaixou a cabeça, e percebeu seu torso nu, tudo o que vestia era apenas a calça. Olhou desconfiado para o loiro. 


 — Olha só... Acordou. Deve ser novo aqui. Na próxima vez tome cuidado por onde anda. — O plebeu se levantou e levou novamente o pano para o peito do "mendigo". — Se sente melhor? 


 — Han... — Eren não soube o que falar. Parecia que o loiro não sabia quem o moreno era. Não disse nada a respeito daquilo, apenas suspirou e balançou a cabeça positivamente.


 — Está bem... — O jovem tirou o pano daquele local o deixando por cima de um móvel. No mesmo, tinha uma tigela com uma colher dentro. O plebeu pegou e logo estendeu a colher com mingau para o ferido. — Coma, você parece estar fraco. 


 Eren não disse nada. Apenas encarou a colher e abriu a boca, dando passagem para a colher penetrar ali. Quando a colher saiu de sua boca, engoliu, sentindo mais um sabor delicioso percorrendo sobre sua garganta. O moreno pediu por mais, e o jovem plebeu fez. Comeu tudo o que tinha na tigela, que agora voltou a ficar naquele mesmo móvel.


 Um silêncio percorreu pelo local, e olhares encarando um ao outro. Com os olhares, Eren percebeu o azul naqueles olhos do plebeu. Era lindo aquele azul, como o céu e o oceano. Estava encarando tanto, que fez o loiro perceber e chamar a atenção do moreno, que virou seu rosto ligeiramente. 


 — Obrigado pelo seu ato de bondade, jovem plebeu. — O moreno agradeceu, ainda sem olhar para aqueles olhos chamativos.


 O jovem loiro sorriu, e logo deu a ele a sua camisa e seu casaco. Eren pegou as roupas e as vestiu, e logo voltou a olhar para aquele rosto que era até belo. 


 — Armin. — O loiro pronunciou enquanto voltava a se sentar na cadeira.


 — O que? — Eren não entendeu. 


 — Meu nome é Armin Arlert. — O moreno logo admirou o nome. O próprio significava: "O mais forte". 


 — Sua mãe já devia saber que você iria ser bonito para te dar esse nome belo. — O moreno elogiou, o resultado do Arlert foi uma coloração rosada em suas bochechas. — É um prazer, sou o Eren, Eren Yaeger. 


 Ao ouvir o sobrenome, Armin se surpreendeu. Num ato rápido levantou da cadeira em que estava e curvou-se. 


 — V-vossa alteza! Como não pude reconhecer sua nobreza? M-mil perdões! — O Yeager deixou uma olhar entediado no rosto. Se levantou e pegou o plebeu pelo braço, o fazendo levantar, completamente confuso.


 — Não se curve, sou eu quem devo me curva a você perante o seu belo ato de bondade que usaria em qualquer um. — O loiro ficou surpreso.


 — Não, por favor vossa alteza. Não precisa se curvar. 


 — Está bem... Mas saiba que sou muito grato pela a sua ajuda. — Armin acenou com a cabeça. — Enfim, aonde estamos? 


 — Na minha fazenda. Vem, deixe eu te mostrar, vossa alteza. — O Arlert pegou na mão do príncipe e o levou para fora da pequena casa. Ao chegarem no lado de fora, Eren viu a bela imagem do pôr-do-sol. 


 Olhou em volta, e percebeu o belo gramado e vários celeiros com gado e porcos. Mais ao fundo uma horta, e mais a frente um galinheiro simples. Era um local de grande responsabilidade, e era a primeira vez que Eren precensiava algo assim.


 — Você cuida disso sozinho? — O moreno perguntou. 


 — Eu cuidava com meu avô, mas depois que ele morreu eu faço tudo sozinho, vossa alteza. — Armin disse num tom infeliz. 


 — Lamento por seu avô. E seu pais?


 — Eles também morreram, alteza. — O Arlert deixou um olhar sério sobre a sua face. Eren não conseguiu pronunciar nada, apenas passou sua mão sobre a cabeça do loiro.


 — Espera... Que horas são?! — O príncipe perguntou preocupado.


 — Cinco horas da tarde, alteza. — O plebeu respondeu calmamente, notando bem um ar preocupado no moreno, já sabendo o motivo. — Vossa alteza, não se preocupe. Eu preparei um cavalo para você.


 — Preparou? — Eren olhou bem para o jovem. É, esse jovem ajudaria qualquer um que precisava. 


 — Sim, alteza. Irei pega-ló, um instante. — O Arlert disse antes de sair correndo até um estábulo.


 E foi exatamente num instante que Armin apareceu junto com um cavalo pronto para o príncipe cavalgar. 


 — Pode me dizer o lado certo para o castelo? — Eren se aproximou do loiro. 

 

 — O castelo é para lá, alteza. — Armin apontou para o lado sul, aonde era a direção certa para o castelo. 


 — ... Posso te pedir uma coisa? 


 — Claro! Vossa alteza... — O loiro fez a reverência, mas o Yeager impediu o loiro de a completa-lá.


 — Não precisa usar a reverência. E me chame apenas de Eren, Armin... — O príncipe pediu, o que acabou deixando o Arlert confuso, mas acenou positivamente a cabeça. — Sou grato por você. Prometo trazer seu cavalo de volta. 


 — Está bem. Tome cuidado, Eren. — O moreno sorriu, e sem pensar muito passou um de seus dedos sobre a bochecha alheia. O Arlert não entendeu aquilo, mas confessou que era bom os toques do moreno.


 Depois do ato estranho, Eren subiu no cavalo e se despediu do loiro. Saiu cavalgando na direção sul. E durante o percurso não parava de pensar no loiro...


 Quando chegou na entrada do castelo deixou o cavalo escondido e amarrado na mata, um pouco escondido. Lá tinha muito mato que ele poderia comer, e ainda tinha as sombras das árvores para o refrescar. 


 Entrou sorrateiramente no castelo. Por sorte não se esbarrou com ninguém. 

 [•••]


 — Hm... — Eren encarou o seu reflexo refletido sobre a sopa com apenas o caldo. 

 — O que foi, meu filho? O jantar não está bom? — Carla pós as mãos na mesa e perguntou preocupada para o filho, que apenas balançou a cabeça negativamente. — Eren... Eu e seu pai conversamos...

 — E...? — O príncipe levou a colher com sopa até a boca. 

 — E nós decidimos que você pode sair do castelo... Quando quiser. — Grisha completou.

 Eren se engasgou com o caldo. Os parentes se assustaram, e um dos empregados correu até o engasgado e deu alguns tapas nas costas do mesmo. 

 Quando finalmente se recuperou, olhou contente para os seus parentescos.

 — Finalmente! — Eren deixou um sorriso mais largo no rosto, afinal ele queria muito ver Armin novamente sem ter que fugir, era fácil sair sorrateiramente, mas nunca se sabe quando pode dar errado. Quando pensou no garoto loiro, ficou com uma dúvida em mente... — Mãe... Pai... — Os pais do menino olharam para ele. — Eu posso me casar com um plebeu? 

 Seus parentes - e até os empregados - ficaram com olhares apavorados sobre o príncipe. Eren não entendeu, iria perguntar o motivo dos olhares, porém se assustou quando o pai bateus as mãos contra mesa, fazendo com que alguns talheres e até os pratos se levantarem.

 — Está maluco, Eren?! Nunca, jamais! Plebeus são seres nojentos e pobres! — O rei gritou como se tivesse sido ofendido. Eren sabia que aquilo era mentira, nem todos os plebeus eram assim. Grisha se acalmou quando percebeu o filho calado. Se ajeitou em seu assento e fechou os olhos. — Eren, se eu souber que algum plebeu está tendo um sentimento amoroso por você, eu mesmo mandarei açoitar esse rebelde. 

 — Gri-grisha... Se acalme, amor. — Carla pegou no braço do marido. — Seu pai está certo, Eren. Plebeus não são confiáveis. Agora, podemos continuar comendo?

 Eren e Grisha acenaram e continuaram a comer, mas o príncipe não esquecia do loiro bondoso que tinha o ajudado. Se pudesse gritaria ao pai que tudo o que ele disse era mentira, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o rei. 

Quando o jantar acabou, Eren se retirou, alertando que iria dormir. Quando chegou no quarto, realmente se deitou e dormiu, além disso estava louco para voltar àquela fazenda, claro para ver o portador dos olhos oceânicos.

 



Notas Finais


Eren: Achei meu marido 😼


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