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História O Príncipe Que Me Amava - Drarry - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Quem quer jogar pedra na autora levanta a mão kkkkkk.
Ai gente, melhor conversarmos lá embaixo.

Capítulo 7 - Canção de outono


Canção de outono 
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...


Draco fitava a figura ruiva, que caminhava em sua direção com uma graça invejável, com um olhar assustado enquanto em sua mente ele planejava a melhor forma para se livrar daquela situação o mais rápido possível, mas antes mesmo que ele pudesse colocar qualquer coisa em prática seus planos foram interrompidos por uma voz.

-Eu não estava atrapalhando ele, papai, Draco e eu somos amigos- Teddy falou, tirando Draco de seus pensamentos. O loiro balançou levemente a cabeça e só então percebeu que a Rainha já estava à sua frente.

-Majestade- ele falou, sua voz em um tom tão baixo que mal se era possível ouvir, enquanto fazia uma reverência perfeita.

-Acredito que essas formalidades não sejam necessárias, Draco. Afinal estamos dividindo o mesmo teto, creio que um tratamento pelo primeiro nome seja mais do que adequado- o loiro surpreendeu-se levemente, ele não saberia dizer se era pelo fato da voz da Rainha soar tão doce ou se era pelo significado das suas palavras, mas de qualquer forma isso o havia dado motivações suficientes para erguer o olhar.

E sem surpresa alguma Draco pode notar que a Rainha Lilian tinha uma aparência tão doce quanto sua voz, o loiro arriscaria dizer que a mulher tinha um ar quase angelical. Seus cabelos ruivos eram longos e ondulados, caindo como uma cascata de fogo e lhe dando um ar misterioso, já seus olhos eram incríveis, tão verdes quanto o bosque mais límpidos e, para o horror de Draco, eles eram exatamente como o do Príncipe. Apesar da idade já levemente avançada a Rainha ainda permanecia com um ar tão jovial quanto Draco se lembrava e o loiro percebeu, envergonhadamente, que havia passado mais tempo admirando a figura ruiva à sua frente do que seria educado.

-Não acho que seja apropriado, Majestade- Draco insistiu, ele não se sentiria à vontade tratando aquelas pessoas com tanta informalidade, isso lhe fazia parecer íntimo daquela família e, para ser sincero, essa era uma das últimas coisas a qual ele queria ser.

-Bom, faça como preferir- Lilian falou, torcendo levemente o lábio em um ato singelo de reprovação -A propósito, este é Remo Black, creio que se lembre dele- a Rainha voltou a dizer, indicando o homem ao seu lado.

Draco fez uma breve reverência com a cabeça, na qual foi devolvida pelo homem de sorriso gentil. Draco não se lembrava muito dele, como já citado ele mal se lembrava da primeira vez que havia visitado o palácio e na segunda vez em que estivera ali ele mal teve tempo para conhecer alguém, mas ainda sim ele sabia quem era Remo Black, isso porquê Hermione parecia fazer questão de dizer e ressaltar quantas vezes considerasse necessário o quão genial e inteligente era seu tutor. O, originalmente Remo Lupin, era o Conselheiro do Rei e casado com o Chefe da Guarda Real, mas aparentemente Hermione havia deixado passar o fato de Remo ter um filho.

-É um prazer revê-los- Draco disse, na esperança de que aquilo fosse o suficiente para que os dois o deixassem partir, mas é claro que o universo havia decidido brincar com a sua cara naquele dia.

-É um prazer revê-los- Draco disse, na esperança de que aquilo fosse o suficiente para que os dois o deixassem partir, mas é claro que o universo havia decidido brincar com a sua cara naquele dia.

-Devo dizer que o prazer é nosso, já faz algum tempo que esperamos pela oportunidade de nos reencontrarmos- Remo disse, se abaixando para poder pegar o filho no colo e Draco não pode deixar de achar graça na forma como a criança pendurou-se no pescoço do pai como se ainda fosse um bebê.

-Hermione nos fala tão bem sobre você que foi impossível não ficarmos ansiosos para lhe encontrar novamente- a Rainha explicou e Draco podia sentir o seu olhar sobre si, mesmo que estivesse com o olhar baixo, o que apenas fazia com que suas bochechas ficassem mais quentes, ele temia ter que encarar diretamente o olhar profundo e penetrante de Lilian, afinal ele ainda não tinha uma opinião formada sobre a mulher.

-Eu sinto-me mais confortável em meus aposentos- Draco justificou-se, arrumando os livros em seus braços nervosamente. Ele rezava a todas as entidades que conhecia para que aquela conversa não se estendesse por muito mais tempo, pois ele realmente sentia seu estômago se revirar e temia que a Rainha já pudesse ouvir seus batimentos.

-Eu imagino que sim, ainda me lembro do quanto aquele quarto é confortável, e a vista então é definitivamente divina- Lilian falou e lançou um olhar divertido para Remo ao ver Draco morder seu próprio lábio inferior com ansiedade, mal sabia o loiro que os dois estavam achando graça em lhe provocar.

-É verdade, o quarto do Draco é o mais divertido de todos, porquê por ele dá para entrar no quarto do Padin sempre que quiser e eu ia adorar fazer isso- Teddy falou com sua voz infantil e chamou a atenção de todos com a sua alegria por coisas simples. Draco precisou morder a própria língua para não dizer que trocaria de quarto com o garotinho caso ele quisesse, mas o loiro não queria parecer um ingrato, não na frente da Rainha, e ele definitivamente não queria dar mais motivos para que aquela conversa se alongasse.

-E por quê você iria querer entrar no quarto do Harry?- Remo perguntou para o filho, seu tom de voz era divertido assim como o pequeno sorriso que ele exibia nos lábios.

-Porque aí ele sempre iria brincar comigo- Teddy falou com um ar de quem sabe das coisas e fez até mesmo Draco soltar um riso leve pela inocência da criança.

-Querido, seu padrinho tem muitas responsabilidades agora, por isso ele não pode mais brincar com você o tempo todo- Remo falou e Draco teve que segurar-se para não rir ao ver o garotinho revirar os olhos com um ar entediado.

-O que já conversamos sobre revirar os olhos?- Remo questionou com um ar repreensor, mas ainda sem tirar o sorriso terno dos lábios.

-Mas eu não vou mais precisar do Harry para brincar, agora que o Draco também é meu amigo ele vai brincar comigo todos os dias no jardim- Teddy falou com um ar ansioso e Draco arregalou os olhos com surpresa, veja bem, não é como se ele não quisesse brincar com o garotinho, mas Teddy havia dito que eles brincariam no jardim e ir até o jardim implicaria em Draco ter que sair de seus aposentos e isso ele realmente não queria fazer.

-Eu realmente adoraria lhe fazer companhia nos jardins, Teddy, mas eu não saio muito de meu quarto- Draco fala rapidamente, antes que um mal entendido pudesse se formar.

-Mas…- Teddy choramingou, o biquinho que formava-se em seus lábios quase fizeram Draco se arrepender do que havia dito, mas o garotinho foi impedido de continuar sua manha.

-Além do mais você tem aulas durante a tarde querido, quem não sabe outro dia Draco não possa brincar com você- Remo falou com uma voz extremamente gentil e o loiro  o agradeceu internamente pela compreensão do homem. Teddy soltou um suspiro derrotado antes de assentir com um aceno de cabeça -Agora se me dão licença, vou levar esse pestinha para a aula, Minerva já deve estar nos esperando- Remo disse, fazendo cosquinhas na barriga do filho que ria da brincadeira. Logo os dois seguiram juntos pelo corredor, Teddy ainda nos braços do pai enquanto dialogavam baixinho.

Draco mordeu nervosamente o lábio inferior, ficar a sós com a Rainha era muito mais intimidante do que ele poderia imaginar, ainda mais quando podia sentir o olhar analisador da mesma sobre si. O loiro abriu a boca, pronto para também despedir-se da mulher e correr o mais rápido possível para a biblioteca e se esquecer daquele encontro inoportuno e levemente desconfortável, porém ele foi interrompido antes mesmo que conseguisse dizer uma palavra se quer.

-Pelos livros em seus braços eu posso imaginar que estava vindo da biblioteca, estou certa?- Lilian questionou, sua voz era tão suave que Draco sentia-se quase obrigado a relaxar e sua presença, por mais difícil que isso pudesse ser.

-Na verdade, eu estava indo até a biblioteca, pretendo pegar novos livros para ler e guardar estes- ele falou, sua voz saindo ridiculamente baixa, mas estava sendo realmente difícil para ele se manter próximo a uma presença tão marcante quanto a daquela mulher. 

-Ah que coincidência adorável, eu também planejava ir até lá antes de me encontrar com Remo. Se importa se formos juntos?- a ruiva questionou em um tom tão gentil que fez os ombros de Draco se encolherem. O loiro soltou um suspiro suave, sabia que não poderia negar um pedido da tão simples da mulher, não apenas por ela ser a Rainha, mas também porque ele não não conseguia pensar uma desculpa aceitável o suficiente para recusar um pedido da mulher que até agora só havia demonstrado uma gentileza surpreendente.

-Não vejo problemas, Majestade- Draco falou, sua voz soou um pouco mais alta dessa vez o que fez a Rainha sorrir pequeno.

Os dois então se puseram a caminhar em direção a escadaria que ligava o terceiro e o segundo andar, Draco se mantinha a poucos passos atrás da Rainha assim como a etiqueta dizia que ele deveria fazer.

-Então, querido, o que tem achado do palácio até o momento?- a Rainha questionou, em uma tentativa de puxar assunto, enquanto eles desciam os primeiro degraus da escada.

Draco permaneceu em silêncio durante alguns segundos enquanto pensava em uma resposta adequada. Ele não queria parecer ingrato, de forma alguma, mas também sabia que não tinha muitas coisas positivas para comentar, desde que chegou seus dias foram intensamente desgastantes ou intensamente entediantes. 

-Para ser sincero eu ainda não tive muito contato com muita parte do palácio, porém fiquei admirado com toda a decoração e arquitetura. Além da biblioteca que é maravilhosa e com tantos títulos que eu fico perdido tentando encontrar algo para ler- ele optou pela sinceridade e relaxou ao ver que a Rainha colocou sua mão sobre a boca para conter uma risada.

-Eu entendo o que quer dizer, moro neste castelo a mais de vinte anos e ainda sim acho que não vou conseguir ler todos os livros que temos por aqui- ela comentou fazendo Draco rir também.

Logo os dois já se encontravam virando as curvas de alguns corredores no segundo andar para chegar até a biblioteca.

-Então, você gosta de ler?- a Rainha voltou a questionar. Draco respondeu com um simples murmúrio, ocupado em observar a paisagem lá fora através das grandes janelas do corredor -Tem algum tipo de preferência nos gêneros?- ela perguntou novamente e Draco precisou de alguns segundos para realmente entender a pergunta.

-Bom, eu costumo ler de tudo…- ele falou, abraçando os livros em seus braços com um pouco mais de força.

-Mas?- a Rainha questionou, olhando para trás sobre o ombro com um sorriso ladino (quase travesso), como se soubesse que tinha algo a mais na resposta do garoto.

-Eu gosto bastante de romances- ele falou baixinho, encolhendo seus ombros, quase conseguia lembrar de como seu pai dizia que esse tipo de livros apenas enchiam sua cabeça de expectativas irreais e ocupavam o lugar de coisas que eram realmente importantes.

-Céus?- a Rainha exclamou, virando-se para trás rapidamente e Draco automaticamente baixou o olhar, pronto para receber um sermão com o mesmo roteiro do de seu pai -Eu amo romances, é tão bom ter alguém compartilhando desse gosto por aqui. Claro, Remo e Hermione são quase tão adeptos da literatura quanto eu, mas ele preferem os livros didáticos, o que não é realmente uma surpresa, e quanto ao meu filho e marido, bom, quanto mais longe eles poderem se ver dos livros melhor- Lílian falava enquanto recomeçava a andar, parecendo alheia a reação surpresa de Draco.

-Minha mãe também gostava muito de romances, acredito que tenha herdado esse gosto dela- Draco comentou quando a mulher terminou seu monólogo.

-Sua mãe é uma mulher muito gentil, tive pouco contato com ela, mas sempre admirei seu jeito delicado e forte ao mesmo tempo- Lilian comentou em um tom mais baixo dessa vez. Draco sorriu levemente com isso, ele realmente acreditava que todos ali odiavam a si e a sua família e apenas o atuavam ali pelos gostos peculiares do Príncipe mimado, mas era bom, de certa forma, perceber que estava enganado.

Draco soltou um suspiro aliviado quando percebeu que já se encontravam em frente a porta da biblioteca, seus braços doíam pelo esforço de carregar o peso dos livros.

-Majestade, Senhor- um dos guardas em ronda os comprimentou com uma reverência ao abrir as portas da biblioteca para que eles pudessem entrar no cômodo.

-Obrigada- a Rainha agradeceu e Draco arregalou levemente seus olhos em surpresa. O loiro poderia contar nos dedos de uma única mão quantas Rainhas ele já havia visto agradecerem a um criado por qualquer coisa que seja, mas aparentemente Lilian gostava de surpreendê-lo em cada micro ação sua.

-Pode deixar esses livros ali, uma criada irá colocá-los em seu devido lugar mais tarde- Lilian falou, indicando para Draco uma mesa que se localizava mais ao canto do enorme cômodo.

-Então, acredito que está em busca de alguns romances, estou certa?- a Rainha questionou, já embrenhando-se por entre as estantes e Draco não viu outra alternativa a não ser segui-la para o meio daquele labirinto.

-Para ser sincero eu ainda não tenho muita certeza, li muitos romances desde que cheguei, acho que irei procurar por algo diferente dessa vez- Draco falou enquanto analisava os títulos dos livros mais próximos de si.

-Bom nesse caso eu irei lhe deixar escolher a vontade, se precisar de mim estarei na última prateleira no lado esquerdo- ela falou com suavidade, já se direcionando para o local indicado.

Draco suspirou, para ser sincero consigo mesmo ele realmente gostaria de poder odiar todos os membros daquela família, queria odiá-los por ter o separado de seus pais, odiá-los por ter o prendido naquela jaula e por lhe trazer lembranças de um tempo que ele gostaria de esquecer, mas era tão difícil odiar a Rainha. Lilian o lembrava de sua mãe, ela era uma mulher tão graciosa e gentil, além de ser divertida e parecer realmente se importar com o bem estar de Draco, então o loiro sabia que, não importa o quanto se esforçasse, ele não conseguiria nem ao menos desgostar da Rainha.

Outro suspiro deixou os lábios do garoto e ele se perguntou quantas vezes já não havia suspirado apenas naquele dia, mas logo algo chamou sua atenção, um livro de capa completamente negra, seu título era “Akai ito” escrito em letras douradas, ele parecia esquecido ali na última prateleira da estante. Draco abaixou-se e pegou o livro que estava levemente empoeirado, o loiro ergueu as sobrancelhas e se levantou, olhando atentamente para o livro em suas mãos, ele não sabia sobre o que se tratava a obra mas ela lhe parecia interessante o suficiente para prender sua atenção pelo resto da tarde e isso bastou para que ele decidisse levar o livro.

Draco olhou para os lados se sentindo um pouco perdido sobre o que mais deveria procurar, ao fim decidiu que levaria apenas aquele livro, seus braços já estavam doloridos para carregar mais peso e ele estava bastante curioso sobre o conteúdo do livro em suas mãos.

Decidido de que aquilo bastante para deixar sua mente ocupada pelo resto da tarde, o loiro pôs-se a caminhar na direção de onde a Rainha dissera que estaria e encontrou a ruiva abaixada, mexendo na última prateleira daquela estante.

-Majestade?- ele chamou, vendo a Rainha levantar-se de supetão, assustada com sua aparição -Desculpe- ele murmurou tentando (falhamente) prender o riso, mas Lilian não parecia se importar com isso já que ela mesma riu de seu susto.

-Não há porquê se preocupar, querido, apenas me assustei pois essa não é uma posição adequada para que alguém encontre uma Rainha- ela falou, sorrindo para o loiro -Mas então, encontrou algo interessante?- ela questionou, olhando para o livro nas mãos de Draco com certa curiosidade.

-Encontrei sim, este livro me chamou atenção. Parece que ninguém o lê a anos- ele falou, também analisando o objeto empoeirado que segurava.

-Eu o vi algumas vezes antes, mas para ser sincera ele nunca me despertou muito interesse- ela resmungou, parecendo não dar real atenção agora já que olhava para a estante como um todo com atenção.

-Hum… E a senhora? Encontrou algo que valesse o seu tempo?- foi a vez de Draco perguntar, por algum motivo ele não queria se despedir da Rainha tão cedo, talvez porquê ele soubesse que se o fizesse teria de voltar para o silêncio de seus aposentos.

-Realmente não encontrei nada… Tem algo para me indicar?- Lilian perguntou, virando-se para o loiro e lhe dando sua completa atenção.

Draco ponderou por alguns minutos, desde que chegara ali ele já havia lido muitas obras e uma lista delas se passou pela sua mente enquanto ele pensava cuidadosamente em algo que pudesse agradar a Rainha.

-Bom, tem um livro no qual eu tenho um grande apreço, já li ele mais de uma vez e sempre o escolho quando não consigo encontrar nada- ele falou tentando conter a timidez que, por algum motivo, insistia em crescer dentro de si naquele momento -Ele está no meu quarto, mas posso ir buscá-lo se a senha quiser- ele acrescentou rapidamente.

Lilian estalou a língua em desdém e fez um sinal com as mãos como se dispensasse sua oferta, uma atitude nada condizente a de uma Rainha, mas isso não incomodou Draco, na verdade isso apenas o fazia gostar mais da mulher, isso parecia torná-la mais humana e menos com o ser superior de orgulho inabalável que ele idealizava em sua mente.

-Não há porquê de você ir buscá-lo, podemos ir os dois juntos- ela falou e Draco rapidamente assentiu.

Logo eles já estavam novamente fazendo o caminho até o terceiro andar. A conversa entre eles surgiu de maneira espontânea e o caminhou pareceu ser bem mais curto para o loiro dessa vez, ele sentia que poderia conversar com a Rainha da mesma forma que conversava com Hermione e ao mesmo tempo que isso lhe assustava também lhe trazia uma sensação de conforto e familiaridade. Ter duas amigas ao invés de uma não soava nada ruim.

-Sr. Malfoy! Por Merlin fiquei tão preocupada, já iria pedir aos guardas para lhe procurarem e…- a voz de Anna soou desesperada no momento em que a dupla adentrou o cômodo, porém a mesma foi morrendo à medida em que ela reconhecia a imagem que acompanhava o loiro -Majestade, me perdoe- ela se recompôs rapidamente e logo fez uma reverencia à Rainha, que apenas lhe comprimentou com um sorriso.

 -Sinto muito por lhe deixar preocupada Anna, eu me encontrei com a Rainha no caminho e acabamos nos distraindo com o tempo- Draco disse em um tom penoso já se encaminhando até sua escrivaninha onde se encontrava o livro que mencionará à Rainha.

-Não há problemas Sr. Malfoy, apenas fiquei preocupada. Se me dão licença eu os deixarei a sós- a criada disse não dando chance para Draco contestá-la e logo deixou o cômodo, fechando a porta atrás de si.

-Aqui está Majestade- ele falou, estendendo o livro para a mulher, que parecia concentrada em observar o ambiente.

-Há anos eu não entro aqui- ela falou com um leve sorriso enquanto pegava o livro das mãos do loiro -Ainda sim está exatamente do jeito que deixei.

-Eu não vi muitas razões para mudar o lugar- Draco comentou, encolhendo seus ombros.

-Eu também não vi na época em que dormia aqui- Lilian comentou, parecendo perdida em memórias, mas logo ela balançou levemente a cabeça parecendo voltar a realidade e então se virou para Draco com o seu sorriso gentil -Muito obrigada pelo livro, querido, você me salvou de uma tarde entediante. Com a coroação de Harry cada vez mais próxima e com os problemas que a guerra causa, todos parecem cada vez mais ocupados, então não é incomum que eu acabe ficando sozinha durante as tardes- ela comentou com um sorriso triste de repente Draco se viu tendo compaixão da Rainha dentre tantas outras pessoas.

-A Senhora não gostaria de ficar aqui comigo? Podemos pedir um chá e iniciar nossas leituras…- quando Draco se deu conta as palavras já haviam deixado sua boca, mas ele não conseguiu se arrepender delas quando se virou em direção a ruiva e viu um sorriso tão acolhedor em seus lábios.

-Só se prometer começar a me chamar de Lily- a ruiva propôs com um sorriso travesso nos lábios, já se encaminhando para uma das poltronas que havia no quarto.


Notas Finais


Bom, vamos começar com um pedido de desculpas como já é de costume por aqui, porém dessa vez eu não tenho uma razão pela minha demora pois eu passei esse tempo todo sem atualizar por pura preguiça, sei que não é justo com vocês, mas eu prometo ser uma autora melhor, estou criando vergonha na cara e prometo tentar atualizar as minhas histórias com mais frequência, assim como prometo tentar sempre trazer uma one-shot ou uma shot-fic sempre que possível.
Agora vamos falar sobre o capítulo; o que estão achando dessa amizade? Para ser sincera eu sempre imaginei o Draco se dando muito bem com a Lily e quis trazer isso para essa história, isso não estava nos meus planos de roteiro e por isso esse capítulo acabou saindo meio improvisado (por isso talvez ele não esteja tão bom quanto o esperado) e isso talvez afete também alguns pontos da história, mas não se preocupem porquê a ideia continua a mesma, eu só decidi aprofundar a relação desses dois.
O próximo capítulo ainda não começou a ser digitalizado (ainda está tudo na minha cabeça), por isso talvez ele demore um pouco para chegar, mas prometo não demorar mais tantos meses.

Um beijo meus amores, obrigada por terem lido até aqui e novamente me perdoem pela negligência, eu amo muito todos vocês e estou ansiosa pelas suas opiniões!


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