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História O Príncipe Serpente - Capítulo 31


Escrita por: idaborchardt

Notas do Autor


Hey Hey
Como prometido, hoje é dia de capítulo =)

Enquanto Sasuke avança na sua caçada ao raptor de Sakura, a família Hyuga trabalha junto ao Imperador Naruto para resgatar a curandeira perdida.
Aproveitem a leitura e deixem comentários
Bjos e um ótimo fim de sábado para vocês

Capítulo 31 - A Caça


Fanfic / Fanfiction O Príncipe Serpente - Capítulo 31 - A Caça

Como eu havia temido, o rastro do sequestrador de Sakura desapareceu conforme as horas se passaram. Seu raptor não era um criminoso simplório: Ele sabia como ocultar suas marcas, sumir como senão tivesse passado jamais por ali. Isso me enfureceu, porque a cada hora que Haruno ficava nas mãos dele, mais perigo ela corria. Se ele tiver encostado um dedo nela.... Não, não vou pensar no pior. Ela estará bem quando a encontrar. Precisava acreditar nisso ou enlouqueceria pensando no contrário. Ficar com a mente clara era o mais necessário por agora.

 

Se eu não conseguia rastrear ao comparsa de Kabuto das formas convencionais, faria isso de outro modo. Levantei o kimono e toquei as marcas de invocação no meu braço, chamando Aoda. Instantaneamente, a grande Serpente surgiu diante de mim, abaixando sua cabeça e me fazendo uma reverencia:

 

_______ Quais as ordens, Mestre Sasuuke.

_______ Me traga o homem que Naruto derrotou na fortaleza. E pelo dois dos mercenários que possam falar.

______ O Imperador não ficará feliz se você roubar os prisioneiros dessa forma, Mestre.

______ O Imperador não irá gostar de nada que vou fazer daqui para a frente, Aoda.... Me traga o que pedi, lidarei com Naruto depois.

_______Será feito, Mestre.

 

Aoda desapareceu pela floresta, me deixando sozinho na escuridão rodeado pelos sons dos animais noturnos acordando. Ao longe, um rastro de fumaça indicava a direção onde ficava a Fortaleza Hyuga. Os poucos vestígios que havia conseguido rastrear tinha me conduzido até quase o final da montanha, próximo do limite da fronteira. Ao que parece, a pessoa que tinha levado Sakura planejava a tirar do Império: eu precisava ser rápido para a localizar, ou se tornaria ainda mais difícil a recuperar. Apertei o punho até sentir a ponta de minhas unhas ferindo a palma e tentei controlar o turbilhão de pensamentos negativos, me mantendo alerta.

 

Alguns momentos depois, os sons do retorno de Aoda puderam ser ouvidos e minha serva, o grande animal de pele branca, surgiu entre as arvores e cuspiu aos meus pés, três homens. A visão daqueles desgraçados cobertos da saliva e fluidos de dentro de Aoda os tornava mais desagradáveis ao olhar. Fui direto para o cara de cabelo claro, que tinha cheiro de pólvora e fumaça no corpo. Os roxos e contusões da luta de antes com Naruto eram bem visíveis na pele clara dele.

 

______ Aoda, cuide dos outros, vasculhe a mente deles e extraia algo útil para mim.  

 

A serpente ancestral, abriu sua boca e de dentro do seu corpo, dezenas de pequenas cobras translucidas deslizaram na direção dos soldados, que estavam começando a retomar a consciência. Gritos encheram o ar, quando elas começaram a os envolver e imobilizar, enquanto uma delas, olhava fixamente em seus olhos, os hipnotizando e tomando sua mente. Logo, as imagens que elas veriam fluiriam para mim e eu conheceria tudo o que eles sabiam sobre os ataques.

 

_______  Mas de você, eu vou querer cuidar pessoalmente.

 

Voltei meu olhar para o terceiro homem que Aoda trouxe, já sacando Kusanagi e caminhando até ele liberando o máximo da minha presença para que ele sentisse o que estava por vir. Num interrogatório, a antecipação era uma força que libertava a verdade tão rápido quanto o medo. O criminoso de cabelos longos louros tinha uma expressão de confusão inicialmente e foi se arrastando para trás, até suas costas colidirem com uma rocha. Por fim, vendo que estava encurralado, passou a apelar para o deboche e abriu um grande sorriso e começou a me atacar sutilmente com palavras enjoativas.

 

_______ Que adorável, terei a honra de ser interrogado pelo lendário General Uchiha em pessoa. Deveria ter escolhido vestes mais vistosas para esse dia.

 

Me inclinei na direção daquele ser detestável e atravessei a lâmina com um único golpe, ficando-a em seu joelho direito. O homem claramente sentiu uma dor extrema, considerando como sua feição se distorceu com o golpe, mas ao contrário dos mercenários que gritavam pedindo clemencia antes, não emitiu um único grito de dor. Seria um dos difíceis. Momentaneamente, me senti feliz por poder descontar a raiva dentro de mim dos últimos acontecimentos em um ser tão medíocre.    

 

_______ A honorável espada do Império na verdade é um monstro cruel sem honra, que tocante.

 

_______ Naruto é aquele que possui o bom coração. Eu sou pouco mais que um assassino que foi feito general por um capricho do Imperador que se sentia sozinho.

 

Rodei a empunhadura da espada e fiz o sangue descer pela lâmina, tingindo de vermelho o chão. O homem tentou se erguer e me atingir com um soco, mas o ataquei com a bainha da espada no rosto, usando a outra mão. Um grande hematoma se formou na lateral do rosto do bandido aonde o atingi e em contrapartida, o desgraçado cuspiu o sangue que se acumulou em sua boca em mim, sujando meus olhos. Puxei Kusanagi e a enfiei um pouco mais acima, na metade de sua coxa, agora ainda mais sedento por lhe causar dor.

 

_______ Vamos voltar do princípio. Qual o seu nome e para onde seu companheiro levou Sakura.  

 

______ Seu maldito... Meu nome é Deidara e Sasori a essa hora já deve estar se divertindo com a garota.

 

Aquela última frase fez meu sangue ferver, ao mesmo tempo que acendeu um alerta dentro de mim sobre eu precisar terminar isso mais rápido para poder ir ao encontro dela e a retomar para mim. Sasori, então esse é o nome do desgraçado que ousou tocar no que é meu.

 

______ Eu tenho muitos métodos para te fazer falar, Deidara. E infelizmente para você, estou te péssimo humor e inclinado a fazer isso causando máximo de sofrimento possível para você... mas se cooperar, terminarei mais rápido.

 

______ Faça o seu melhor para me fazer falar, Uchiha. Será primoroso conhecer toda a extensão da sua crueldade antes de morrer.

 

Ótimo, mais um psicopata irritante. As imagens mentais que as serpentes dos outros soldados começavam a vir até mim, e sua maioria, era um monte de lixo inútil. Só eram um bando mercenários que haviam sido contratados há alguns meses com uma promessa de poderem saquear da forma que quisessem as terras de Konoha quando os ataques começassem. Alguns rostos surgiram nos pensamentos deles como figuras que pareciam agir como líderes e que causavam medo quando estavam por perto devido as suas atitudes e presenças. Kabuto era um deles e o desgraçado do Deidara o outro. Porém, um terceiro rosto surgiu, com cabelos vermelhos e pele bronzeada. Uma fisionomia que já havia visto antes há poucas semanas. Sorri para mim mesmo, ao perceber que tinha encontrado enfim algo interessante:  

 

______ Aoda.

 

______ Sim, Mestre Sasuuke.

 

______ Vasculhe a mente dele e descubra o máximo possível sobre um homem de cabelos vermelhos chamado Sasori.

 

______ Sim Mestre.

 

______ E depois, aproveite a refeição. Espero que seja um presente do seu gosto.

 

A grande serpente avançou contra o homem ensanguentado que agora, enfim, gritava diante da visão do monstro que Aoda era, o atacando diretamente. Tomei um lenço dos meus pertences e limpei a lâmina da Kusanagi vendo que a mente daquele bandido que se nomeava Deidara se abria mais rápido que sua boca, frente a hipnose e ia me mostrando tudo que precisava saber sobre o homem que tinha levado minha noiva, o traidor de Suna. Vendo que já tinha o suficiente para seguir em frente sem precisar esperar minha serva desaparecer com os vestígios do tínhamos feito aí, olhei para o céu, calculando que horas eram pela posição da lua e murmurei para mim mesmo.

 

______ É hora de caçar um rato do deserto.

 

*********************************************

 

Naruto estava ansioso e parecia mais agitado que o normal. Desde que percebeu que o General Uchiha havia colocado ele e meu primo sob uma ilusão e fugindo sozinho para resgatar Sakura, desobedecendo as ordens que tinha recebido. Mas a situação tinha aparentemente sofrido alguma mudança quando a prisão da fortaleza foi sorrateiramente invadida e alguns dos prisioneiros, levados. Por isso, quando ele entrou no quarto onde eu e minha irmã estávamos descansando com um olhar

 

______ Naruto-kun,

 

______ Hinata, sei que Hanabi está assustada, mas preciso que ela me conte sobre o que aconteceu mais cedo, quando Sakura foi levada.

______ É só.. que ela está tão assustada e já contou tudo o que lembrava.

 

______ Sinto muito por pedir demais de vocês, só que qualquer detalhe a mais irá nos ajudar a encontrar Sakura mais rápido e bem. E impedir Sasuke de cometer uma loucura.

 

Minha irmã estava adormecida entre meus braços, com a cabeça apoiada em meu peito. Os pulsos e tornozelos tinham imensas marcas roxas dos arames que o invasor tinha usado para a prender. Quando Neji percebeu o ataque, após ouvir o barulho da explosão, correu de imediato para o quarto de Hanabi e a encontrou apavorada, presa com aqueles fios e chorando tentando se libertar. Meu primo disse que a primeira coisa que ela balbuciou antes de puxar a mordaça em sua boca foi:

 

_______ Um monstro levou Sakura.

 

Suspirei e comecei a falar baixinho com Hanabi, tentando a acordar de forma gentil. Aos poucos, seus olhos prateados olharam para mim e ela abriu um sorriso aconchegante, enquanto sonolenta falou:

 

______ Irmã mais velha, ainda está aqui.

 

______ Hanabi, o Imperador precisa que você tente lembrar de mais detalhes sobre o que aconteceu mais cedo. Sei que está assustada e com dor, mas...

 

______ Não, onee-san, eu quero ajudar. Mesmo tendo sido inútil e não conseguido proteger a Sakura antes, eu preciso poder fazer algo útil agora para que ela seja salva.

 

______ Você não foi inútil antes, Hanabi, as circunstancias não eram favoráveis. Não se culpe.

 

A voz grave e sempre tão formal de Neji ressoou no ambiente me surpreendendo. Meu primo estava parado na porta aberta por onde Naruto havia entrado. Eram palavras gentis e acolhedoras, de certo modo, e não era do feitio de Neji-kun falar dessa forma era realmente incomum. O que havia mudado. Naruto tomou uma cadeira do quarto e pôs ao lado da cama, ao mesmo tempo, que Neji se aproximou do Imperador e se abaixou sobre um joelho. Ambos estavam agora a altura de onde Hanabi estava deitada comigo e começaram a falar com simultaneamente:

______ Hanabi, tente lembrar de qualquer detalhe que não tenha pensado antes. Qualquer lembrança nova pode ser importante.

 

______ Isso, Hanabi-sama, um cheiro, uma palavra, muitas vezes, são pequenas coisas assim que nos dão pistas em situações como essas.

 

______ Está tudo meio bagunçado na minha cabeça. Eu acho que antes de me prender, ele me drogou de algum modo... Ele tinha aqueles olhos assustadores e cabelo vermelho bagunçado.

 

______ Ele ficava falando da Sakura como ela fosse um objeto, antes de ela aparecer lá. Chamava ela de brinquedo novo.

 

Vi o punho de Naruto apertar o tecido do seu kimono, claramente furioso com aquele comentário de Hanabi. Mas não era o único, Neji agora também estava com

 

______ Continue Hanabi, continue falando.... Incentivei minha irmãzinha, pensando que o melhor para todos agora e que e

 

______ Ele.. Ele entrou e saiu do quarto algumas vezes, primeiro trazendo os soldados através da janela e depois, arrastando os homens da escolta do corredor. Estava se divertindo com aquilo, como se fosse um jogo. Numa das vezes, a capa dele se abriu e acho que vi uma coisa, mas não tenho certeza.

 

______ Tente se lembrar Oni-chan, por favor.

 

______ Acho que ele tinha uma bolsa, embaixo da capa e tinha uns ramos de umas flores brancas saindo dela. As pétalas pareciam que tinham a forma de estrelas...

 

Repentinamente, uma lembrança veio na minha cabeça e acabei murmurando em voz alta um pensamento que foi se desenhando, expondo o que eu estava

 

______ Estrelaris Filarium.

 

______ Hã? O que disse, Hinata!

______ Estrelaris Filarium, a estrela do deserto. É uma flor venenosa de Suna.

 

______ Explique-se Hinata, como sabe sobre isso?

 

O tom de voz imponente de Neji me paralisou por alguns instantes, como sempre vazia, mas vendo que sua expressão não era de reprimenda, mas de preocupação real. Tomei fôlego e falei tudo que lembrava sobre, pensando que de algum modo muito absurdo, meu hobby de montar arranjos florais poderia ser útil para resgatar Sakura.

 

_______ Eu gosto muito de flores e queria aprender mais sobre espécies que ainda não conheço. Há uns meses, comprei um livro de botânica que falava de vários tipos de flores de cada Reino. Um livro com ilustrações coloridas muito descritivo. A estrela do deserto é uma flor muito difícil de ser obtida e que só nasce nos painéis de rocha de Suna.

 

______ Hanabi, você disse que antes de ser levada a Sakura falou que o invasor era primo de Gaara. Não é mesmo?

 

______ Sim, eu tenho certeza que ouvi isso. Pouco depois, ele desmaiou ela a atingindo na nuca com a empunhadura da espada, a jogou sobre os ombros e saiu pela varanda. Foi aí que ouvi a explosão e minutos depois, Neji entrou no quarto. E foi isso.

 

______ Majestade, Suna é um Reino aliado ao Império, será que estamos lidando mesmo com uma traição entre nações aliadas?

 

Foi a primeira vez que ouvi Neji falando de forma respeitosa para com Naruto, demonstrando algo diferente de arrogância ou desprezo. Me pergunto se o duelo mais cedo entre eles causou isso? Se mesmo o meu tão inacessível primo podia ceder e ser tão cooperativo e minha irmã, mesmo ferida, podia emprestar suas memórias para sabermos mais sobre o inimigo, eu também tinha que ter uma utilidade:  

 

_____ Vou buscar o livro na biblioteca! Precisamos juntar tudo o que sabemos e pensar juntos na melhor forma de resgatar Sakura-chan.

 

Naruto sorriu para mim e pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos e falando de forma terna, mas ao mesmo tempo, cheio de empolgação.

 

______ Vamos, minha hime. É hora de trabalhar em conjunto para salvar nossa amiga. 



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