História O Professor - Capítulo 27


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster
Visualizações 32
Palavras 4.405
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Cap 27


Fanfic / Fanfiction O Professor - Capítulo 27 - Cap 27


Cap 27

“Fortes razões, fazem fortes ações.”

William Shakespeare

NAMJOON

Estacionei o carro em minha vaga na garagem da casa principal do rancho da família. Era incrível como

aquele lugar conseguia renovar minhas energias. Com a noite que tive, os medos que senti e os planos

para os próximos dias, precisava realmente me renovar.

Antes de entrar parei observando a fachada da casa.

Era imensa e toda branca. Com janelas de madeira e canteiros de flores. Dandara soube mesmo fazer com

que aquele se tornasse o meu lugar predileto.

Eu podia até mesmo ouvir os gritos de Milena correndo de mim e Patrício em nossa infância. Se forçasse

bem a memória poderia, a qualquer momento, vislumbrar três crianças correndo e atirando coisas umas

nas outras.

Fomos felizes. Éramos felizes. E ainda podíamos ter a chance de ver tudo se repetir através dos nossos

filhos, já que a casa continuava a mesma e todos estavam arrumando seus devidos parceiros.

Será?

Tal pensamento me fez imaginar em como seria ser pai. A primeira imagem que veio à minha mente foi de

uma menininha magra, cabelos compridos, castanhos. Ela poderia ter os meus olhos, mas a pele teria que

ser como a da mãe, cheia de sardas e bem branquinha. Só então me dei conta de que aquela criança que

eu idealizava e já conseguia sentir a emoção de tê-la, era ou seria minha filha e o mais importante de

tudo: seria filha de S/N também. Ri sozinho.

Lembrei-me do rosto de S/N na noite passada, no entanto me forcei a acreditar que aquela situação

já estava superada. Ela podia estar com um pé atrás, mas dissera que continuaríamos com o planejado.

Mesmo sabendo que ela também estava apaixonada, minha aluna fazia parecer que queria apenas perder a

virgindade e pronto. Como se não significasse nada.

Mas eu a amava e iria até o fim por ela. A convenceria de que não precisava temer nem duvidar.

Faria com que S/N entendesse que só havia ela e mais ninguém e não importava se Anita ou Nathália,

ou qualquer outra pessoa, estava interessada, eu não estava e isso deveria ser o suficiente.

– É, Namjoon, você arrumou um problema!

– Falando sozinho? – acabei me assustando com a presença da minha irmã.

– Não sabia que você estava aqui – ela pulou em meus braços como se estivesse há anos sem me ver.

– Eu não estava. Ouvi o barulho do seu carro e vim te receber.

– Todo mundo já chegou?

– Por um acaso S/N já chegou – ela riu. – Está cercada pelo pai, a mãe, o cão de guarda

e a amiga.

– E você deixou sua mais nova amiga para me receber exatamente por qual motivo? – eu conhecia minha

irmã o suficiente para saber que ela deveria ter um motivo especial para me encontrar antes dos outros.

– Bom... Nathalia chegou...

– Ela assinou o contrato. Não tenho com o que me preocupar – abri o porta-malas e retirei minha

bagagem, lembrando do problema que Nathalia havia me causado na noite anterior.

– Sim. Graças a Deus! Tem mais uma novidade – olhei desconfiado para Milena. – Ela trouxe a prima, mais

precisamente, Anita, sua colega de trabalho que nutre uma obsessão por você – suspirei pesadamente e

não consegui impedir a minha cara de desagrado.

– Sério? Pensei que meu feriado seria incrível.

– E vai ser. Vou te ajudar de todas as formas possíveis. Você e S/N vão ter esta primeira vez ou eu

não me chamo Milena.

Era embaraçoso precisar da minha irmã mais nova para conseguir transar com a minha namorada, porém

devido às circunstâncias, toda a ajuda seria bem-vinda.

– Anita não pode nem sonhar, Milena. Nathalia é um problema resolvido, por outro lado Anita não é uma boa

pessoa e tenho certeza que se ela descobrir o que está acontecendo entre S/N e eu, vai arranjar um

jeito de nos prejudicar.

– Eu sei. Deixe comigo.

– Tá! – joguei a sacola de viagem nas costas e abracei minha irmã pelos ombros. – Obrigado, bruxinha!

– O que eu não faço por você? – ela me abraçou também e depois olhou para o céu que prometia mais

chuva.

– Ah! Posso te pedir mais um favor?

– Só se eu puder cobrar depois.

– Combinado.

– Manda.

Passei para a minha irmã todas as instruções sobre meus planos de passar uma noite com S/N na

cabana da floresta. Milena era o tipo de pessoa que ficava mais do que animada em preparar surpresas

deste tipo, eu sabia que poderia contar com ela para que tudo fosse perfeito como S/N merecia.

Nós teríamos a nossa noite, nem que para isso eu tivesse que amarrar e trancar na sauna, Nathalia, Anita,

Peter ou qualquer outra pessoa que tentasse nos impedir.

S/N

Milena saiu correndo da sala. Ela parecia estranhamente ansiosa, olhando pela janela sem parar e

sorrindo quando era solicitada em alguma conversa, no entanto era perceptível que não prestava atenção

ao que falavam.

– Parece que teremos uma tempestade hoje. Vamos ligar o rádio e ouvir as últimas notícias – o Dr. Kim falou para o meu pai que concordou e o acompanhou.

Graças a Deus, meu pai não estava muito focado em mim. Ele se sentia feliz por poder passar um tempo

de qualidade com um amigo tão querido. Minha mãe estava conhecendo a casa com Dandara, que fez

questão de apresentar cada pedacinho da propriedade. João e Patrício conversavam com Jin sobre

pescaria e pareciam bem entrosados. Se não fosse pela mão de Ana o tempo inteiro na de Patrício e

pelo olhar apaixonado que eles trocavam eu podia até dizer que ninguém separaria aqueles três.

Tudo estava em sua mais perfeita ordem, a não ser pela presença das duas mulheres que insistiam em

conversar comigo. A Professora Anita, a mesma que teve o despautério de aparecer na casa de Namjoon se

oferecendo, e Nathalia, a sua escritora favorita, a mesma que ameaçou quebrar o contrato caso ele não

aceitasse voltar para sua cama e que havia passado um bom tempo em sua casa na noite anterior,

deixando marcas de batom no rosto do homem que deveria ser meu e apenas meu.

Merda! E eu ainda tinha que sorrir e fingir ser educada com as duas.

Onde estava Namjoon? Será que desistiu?

– Por que não vamos lá fora? Na área da piscina temos mesas grandes. Podemos jogar, beber e conversar

– João Pedro falou mais alto incluindo no convite todos que estavam na sala. Vi quando Milena se adiantou

e correu para fora da casa.

Estranho!

– Claro! Vai ser interessante conversar com as crianças – Anita concordou sorrindo inocentemente,

deixando claro que para ela, Jin. Ana e eu não passávamos de crianças.

Que idiota!

Minha vontade era dizer em alto e bom som que a criança aqui passaria a noite nos braços do homem que

ela tanto desejava.

Apesar da minha irritação não daria esse gostinho a aquela... Melhor deixar para lá. Anita era uma mal￾amada.

Ela queria Namjoon e ele me queria. Abri o maior sorriso com este pensamento. Tenho certeza que ela

entendeu errado o motivo, mas quem estava preocupada em explicar?

– Está frio lá fora – Ana protestou. Estava mesmo. E com a promessa de muita chuva – Não podemos

ficar aqui?

– Podemos fazer o que você quiser, linda! – Patrício agarrou minha amiga pela cintura, puxando-a para

um beijo. Meu pai pigarreou logo atrás deles.

Foi engraçado ver aquele homem imenso, quase um urso, se encolher envergonhado com a presença do

meu pai. Eles se afastaram rapidamente fingindo naturalidade.

Era tão ridículo aquele cuidado todo apenas porque meu pai pertencia ao século XVIII.

– Estamos pensando em acender a lareira. Logo estará bem mais frio. Essa noite promete! – o Dr. Kim

quebrou o silêncio e sua última frase fez com que muitas mentes flutuassem. Pelo menos eu vi a troca de

olhares entre Patrício e Ana.

– Ele chegou! – Milena abriu a porta puxando Namjoon pela mão como se fosse uma criança pequena.

Namjoon entrou daquele seu jeito único. Com uma sacola de viagem jogada sobre os ombros, vestindo calça

jeans clara, tênis e um casaco de frio. Completando o visual havia um boné azul de um time de beisebol.

Perfeito como sempre!

Posso dizer com toda a certeza que meu corpo quase incendiou quando nossos olhos se encontraram. Ele

lançou um sorriso torto, preguiçoso, daqueles que me fazia parar de respirar. Seus olhos estavam cheios

de promessas.

Rapidamente desviei o meu olhar. Não deveria ficar tão rendida depois do que ele havia feito na noite

anterior.

Eu ainda estava magoada.

– Namjoon! – Nathalia passou por mim como um furacão puxando Anita com ela. – Olha só quem eu trouxe

comigo!

– ela estava muito feliz por entregar de bandeja para a prima, o homem que tanto queria.

– Anita, que surpresa! – Namjoon se inclinou para beijar o rosto das duas mulheres. – Parece que teremos

uma tempestade – deu um passo em direção ao irmão e ao cunhado.

– Sim, noite fria, com lareira... – João exibia um sorriso descarado no rosto. Namjoon apenas riu apertando a

mão de todos, inclusive de Jin.

– S/N, Ana – me cumprimentou como se não fôssemos próximos.

– Oi, Namjoon! – Ana foi fria e distante.

Não consegui falar nada. Detestava ser obrigada a fingir que não tínhamos intimidade. Detestava ser tão

fria depois da noite anterior, quando ele me pediu para ficar e eu me forcei a ir embora, por raiva,

pirraça e decepção.

Eu ainda podia sentir a tristeza por ter visto Nathalia saindo da casa dele.

Namjoon se aproximou com cautela, analisando minha reação. Fiquei visivelmente agitada. Ele acabava

comigo apenas com um olhar.

– Trouxe o notebook, S/N? – meu professor parou diante de mim. Seus olhos me aqueceram.

– Sim, professor! – sorri timidamente, tentando quebrar o gelo entre nós dois. Ele tinha uma expressão

divertida no rosto.

– Ótimo! Vamos passar algum tempo analisando o último capítulo. Quero trabalhar bastante nele durante

o tempo que passaremos aqui. Milena gostou muito. Quando voltarmos, poderemos cuidar do processo de

contratação – oh, céus! Ele estava mesmo falando sobre nossos planos na frente de todos?

– Por mim tudo bem! – senti que meu rosto estava tão vermelho que tive medo das pessoas desconfiarem.

– Eu adoraria ler este livro – Nathalia apareceu ao lado dele e segurou em seu braço com muita

intimidade. – Namjoon não fala noutra coisa. Milena também. Sou ótima em leitura crítica, o que acham de me

deixar ajudar?

– Namjoon! – Dandara entrou na sala, junto com minha mãe tratando de abraçar o filho. – Você demorou? –

colocou a mão na barriga dele e fez uma careta. – Você está magro demais. Ontem mesmo eu disse a Milena

que essa ideia de morar sozinho não lhe faria bem. Graças a Deus, Patrício não inventou de sair de casa

ainda – Namjoon olhava para a mãe com carinho e ao mesmo tempo envergonhado por ela tratá-lo como uma

criança.

– Não estou magro, mãe!

– Concordo. Ele não está magro, Dana. Está gostoso – João Pedro fez voz de gay, abraçou a sogra e

beijou o seu rosto. Ela riu com a brincadeira do genro.

– Vou colocar as minhas coisas no quarto. Meu quarto continua sendo só meu, não é? – ele me lançou um

olhar rápido, quase imperceptível, que fez com que todos meus neurônios quisessem derreter. Puxei o ar

com força e Ana me lançou um olhar de alerta.

– Claro! – Dandara franziu o cenho. – A não ser que queira companhia – Vi o enorme sorriso de Anita e

Nathalia.

– Sozinho, mãe! Preciso trabalhar – ele pegou a sacola de viagem e subiu as escadas que davam acesso

aos quartos sem olhar para trás.

– Você trabalha demais. Desça para conversar com os convidados. Não me envergonhe, Namjoon.

– Ok, dona Dandara! – sorriu de maneira perfeita e sumiu de vista.

Eu queria muito poder segui-lo, conversar sobre as nossas diferenças, esquecê-las e me atirar em sua

cama.

Depois me dei conta de que mais duas pessoas naquele ambiente tinham o mesmo desejo.

Milena ficou ao meu lado, como se quisesse me defender a qualquer custo. Sorri pensando em como nos

tornamos amigas em tão pouco tempo. Tudo por causa de Namjoon e do trabalho que ele vinha fazendo com

meu livro.

Principalmente pela chance que ele me oferecia. Se no final tudo desse errado, muitas coisas boas

permaneceriam comigo. Mile a era uma delas.

– Vamos ou não passar um tempo ao ar livre? – João Pedro perguntou e eu notei Anita que olhava para a

escada demonstrando certa ansiedade.

– Vamos. Ficar trancado em casa, em grupo, não é muito a minha praia.

Patrício piscou para Ana. Aqueles dois eram incríveis. Corei sentindo o meu rosto esquentar de

maneira absurda, só com o sorriso que ela deu ao namorado. Naquele momento Namjoon surgiu na escada.

Não pude deixar de olhá-lo. Ele estava incrivelmente lindo.

– Vamos beber alguma coisa, jogar conversa fora e sacanear os amigos, tá dentro? – Patrício se afastou

de Ana e do meu pai e foi ao encontro do irmão. Quase ri da sua fuga.

– Vamos. Vai ser legal sacanear os amigos – ele sorriu como nunca antes.

Havia uma energia diferente em torno do meu professor. A forma como ele falava com o irmão

demonstrava um Namjoon que eu ainda não conhecia, mas que já gostava muito.

Milena me arrastou para fora. Ela não pedia permissão para fazer as coisas. Ela simplesmente fazia.

Anita e Nathalia estavam cercando Namjoon, que tentava sacanear Patrício de alguma forma e não se

importava com as duas. E eu me sentia de volta ao colegial, onde o carinha gato e mais popular era

disputado pelas demais mortais, líderes de torcida e nerds, que era o meu caso.

Fomos para a área da piscina. Apesar de frio era muito bom estarmos ao ar livre. Dava para fazer coisas

como trocar olhares com o meu “namorado” sem chamar a atenção de todos. Eu alternava entre “estou

perdidamente apaixonada” e “ainda estou magoada com você” e ele fazia carinhas lindas que derretiam

ainda mais o meu coração.

João chegou alguns minutos depois com balde cheio de bebidas. Milena tratou de pegar duas garrafas, uma

de cerveja e outra de vodca com limão, estendendo-as para que eu escolhesse.

– Todos vão beber? – Anita falava como se estivéssemos cometendo um crime. Tive medo de olhar para

ela e acabar fuzilando a coitada.

– S/N tem vinte e um anos. Não é nenhuma criança – me espantei com a intromissão de Namjoon. Não

esperava. Ele tirou a garrafa de vodca da mão de Milena e a estendeu para mim. Nem sei como consegui

pegar.

– Namjoon! Você como professor não deveria...

– Anita, estamos nos divertindo, S/N é adulta, madura... Não é como se estivéssemos cometendo um

crime. Relaxe! – encostou-se ao meu lado, bateu sua garrafa na minha e bebeu um longo gole. – Não

abuse – sussurrou.

– Namjoon é o típico cara que adora criar polêmica, chamar a atenção para si e assumir causas suicidas –

Nathalia sorriu docilmente. Suas palavras poderiam não significar nada, mas eu percebi a ameaça nelas.

– Todos aqui são adultos – Patrick falou defendendo Ana que também segurava uma garrafa de

cerveja.

Jin concordou dando um longo gole na dele.

– Até parece que nós só bebemos quando atingimos a maioridade.

João brincou, Namjoon e Patrício riram como se estivessem lembrando das suas travessuras de adolescentes.

– Eu me lembro... – João falou mais alto chamando a atenção de todos. Ele abraçou a esposa pelas

costas, beijou seu pescoço e sorriu. – Que durante muitos anos eu fui o maior vencedor de esconde￾esconde desta família. – Milena riu e concordou com o marido.

– Claro. Você e Milena inventavam esta brincadeira para se esconderem da gente e dar uns amassos.

Enquanto Patrício, que era o único que não entendia a finalidade da brincadeira, ficava rodando pela casa

à procura de vocês dois – Namjoon entrou na conversa, assumindo uma postura mais relaxada.

– Ei! Eu nem imaginava que esses dois estavam juntos. Você que sempre foi um idiota que deixava o João

se aproveitar da nossa irmã. Não sei o que seria dela se eu não tivesse descoberto este namoro.

– Que absurdo! – Ana o repreendeu, dando risada. – Já pensou se Jin resolvesse agir assim

comigo?

– Jin não é seu irmão – Patrício beijou rapidamente a namorada, se divertindo com a conversa.

– Mas é como se fosse. Sou o guardião das duas – meu amigo cruzou os braços no peito. Patrício não

recuou, afinal era muito mais forte, porém aceitou a condição com certo respeito.

– Graças a Deus ele não é como você – Ana riu empurrando o namorado com o ombro.

– É. Graças a Deus! – Namjoon falou tão baixo que apenas eu consegui ouvir. Sorri como uma boba.

– Oh, guardião! – Anita provocou. – Então comece a levantar este muro. Sua vigília está muito limitada –

foi constrangedor.

Namjoon respirou profundamente e deu um passo para o lado se afastando de mim. Tive muita vontade de

matar Anita. Qual era o problema dela? Ah, tá! Namjoon era o problema dela. Ou a falta dele em sua cama.

– E o que você fazia, Namjoon? – Nathalia, toda sorridente tentava chamar para si a atenção do meu

“namorado”. – Quando tentava encobrir as escapulidas da Milena? – Namjoon passou a mão nos cabelos. Vi os

olhos de Nathalia brilharem. Ela também gostava desse gesto nele.

Merda!

– Normalmente me trancava em algum lugar e ficava lendo um livro. Paty ficava procurando feito um

maluco.

Depois de um tempo eu aparecia. Às vezes deixava ele me pegar, outras não dava este gostinho a ele.

– Paty o caralho! – Patrício esbravejou. – Alguém vai acabar se fodendo se continuar falando besteiras

por aqui – Namjoon e João Pedro riram, mas trocaram um olhar cheio de significados. – Você sempre foi

magro e veloz – Patrício completou no maior clima “amo a minha vida ao lado da minha família”.

– Ele sempre foi gostoso! – João piscou e mandou um beijo para Namjoon, que riu e mostrou o dedo do meio

ao amigo.

– Eu sempre desconfiei que era de mim que você gostava, João – meu professor brincou.

– Completamente apaixonado! – João agarrou Milena fazendo-a soltar um gritinho.

Apesar da presença de Anita e Nathalia, o clima estava gostoso e descontraído. Todo mundo conversava e

ria. Meu pai e o Dr. Kim estavam bastante entrosados e minha mãe e Dandara pareciam amigas de

infância. Namjoon evitava olhar em minha direção, mas muitas vezes falhava e eu precisava fingir não notar,

apesar de adorar. Depois do que Anita falou era melhor não abusar muito.

– Tive uma ideia – Patrício começou. – O que acham de brincarmos agora?

– Não! Você está falando sério? – Milena pulou como uma criancinha. – Eu vou amar.

– Ninguém cresceu nesta família? – Nathalia ria já entusiasmada.

– Pelo amor de Deus! Vocês vão mesmo correr e se esconder como crianças? – Anita não estava tão

empolgada. Aliás, ela era uma chata de galocha.

– Tô dentro! – Namjoon colocou a garrafa sobre a mesa, decidido a começar a brincadeira. – Para não

perdermos o costume, Patrício começa contando.

– Não vale. Isso é injusto!

Patrício tentou protestar, mas todo mundo imediatamente saiu correndo, rindo feito crianças. Ainda tive

tempo de ver o namorado da minha amiga, virar de costas e iniciar a contagem.

Ai, meu Deus! Para onde eu iria se não conhecia a casa? Ana correu na frente e Jin sumiu no

primeiro minuto. Fiquei algum tempo parada, de frente para um corredor, sem saber o que fazer. Foi

quando aquelas mãos... as mesmas que me faziam entrar em combustão espontânea, me seguraram com

força pela cintura me puxando para um local entre as flores.

Não tive tempo de questionar. Namjoon segurou em minha mão e me puxou para outro corredor, passando por

várias portas, parando na frente de uma delas

Rapidamente me puxou para dentro. O quarto escuro era pequeno e abafado. A única iluminação era a que

entrava por baixo da porta.

Não consegui nem pensar em tentar descobrir onde estávamos. Ele me imprensou contra a parede ao lado

da porta, colando seu corpo ao meu. Suas mãos passeavam por minha pele e seus lábios famintos exigiam

os meus.

Namjoon vagou suas mãos explorando-me sem o menor pudor. Puta merda! Eu fiquei completamente acesa.

Era o poder dele sobre mim. Não precisava falar, nem pedir nada, bastava que me tocasse, me tomasse

para si com força, desejo e paixão então eu estava totalmente entregue.

– S/N! – reverenciou meu nome quando liberou meus lábios. – Quanta saudade!

Meu coração disparado não conseguia encontrar o compasso adequado. Era bom demais ouvi-lo me

chamando daquela forma apaixonada, principalmente depois da noite anterior, depois de eu ter pensado

que meu coração seria esmagado. Era absurdamente encantador quando ele expressava seus sentimentos.

Eu também estava louca de saudades.

– Namjoon! – reagi puxando-o para mim. – Oh, Deus!

Ele atacava meu pescoço enquanto me mostrava o quanto havia sentido a minha falta. Claro que não

perderia a chance de demonstrar sua excitação, roçando descaradamente sua ereção em mim.

– Pare com isso!

Eu pedi, confesso que não muito convicta. Minhas mãos não abandonaram seu corpo e meus quadris...

Bom, não se absteve de continuar rebolando de encontro à ereção do meu professor. Namjoon gemeu fazendo

com que todo meu interior começasse a pulsar.

– Eu precisava te beijar. Estava enlouquecendo.

– Ainda estou com raiva de você – até tentei ser firme, no entanto minha voz cheia de desejo me entregou.

Ele riu baixinho.

– Não tenha – sussurrou. – Só existe você em minha vida.

Porra! Por que ele dizia aquelas palavras justamente quando meu corpo não queria outra coisa que não

fosse o meu professor. Eu fiquei mole imediatamente.

– Você não presta, Namjoon Fala assim porque sabe que com isso consegue me enganar – ele roçou a ponta

do nariz até a minha orelha, onde depositou um beijo delicioso.

– Eu falo porque é a mais pura verdade – sussurrou passando uma mão por dentro da minha camisa. Oh,

droga! – Sinto a sua falta – revelou voltando para os meus lábios, beijando-me com doçura e paixão.

– Como pode sentir minha falta se esteve comigo ontem? – e a imagem de Nathália saindo da sua casa

preencheu minha mente fazendo tudo girar.

– Não da forma como eu queria.

– Porque você preferiu ser um idiota – ele riu baixinho e fez a minha pele se arrepiar.

Então Namjoon se afastou. Quase protestei. Quase. Era arriscado demais continuarmos.

– Anita e Nathália estão me deixando louca!

Continuei me afastando ainda mais. Começava a aceitar que ficar com ele em um espaço tão reduzido e

escuro era muito mais perigoso do que ser surpreendida pelas outras pessoas.

– Elas só estão tentando chamar a minha atenção.

Namjoon me cercou com seus braços me puxando de volta. Senti meu sangue ferver. Uma sensação estranha

que esquentava e pinicava, começou a se instalar em meu ventre.

– E você está adorando – dei um tapa em seu ombro insinuando que me livraria de seus braços. Namjoon riu

e me puxou para um beijo delicioso.

– Estou adorando contar os segundos para ter você só para mim.

Era o que me bastava para sentir cada célula do meu corpo queimar. Naquele dia eu seria dele. Da

maneira mais completa e prazerosa possível. Pelo menos era o que eu esperava.

– Como faremos? – não havia mais nenhuma resistência da minha parte. Eu estava completamente

entregue.

– Milena vai nos ajudar, agora fique caladinha porque assim ganharemos mais tempo escondidos – e ele me

beijou da maneira Namjoon.

Foi quando a porta se abriu e a claridade preencheu o ambiente. Não sei como, nem de que forma,

rapidamente eu estava sentada em uma ponta do banco de concreto enquanto Namjoon estava paralisado na

outra. Não olhamos um para o outro, havia uma tensão tão grande no ar que quase podíamos tocá-la.

Nathália entrou cautelosamente. Primeiro viu Namjoon e sorriu então ela se deu conta da minha presença. Eu

podia ouvir as engrenagens do seu cérebro contando um mais um e encontrando rapidamente a resposta:

Eu e Namjoon.

Sou covarde. Sempre fui. Naquele instante minha única reação foi olhar para o meu professor, tentando

encontrar uma saída. Então o vi com uma perna estendida e a outra dobrada, bem relaxado, a mão

passava lentamente na lateral do cabelo.

Ele sorria, magnificamente, não para mim e sim para ela. Ele sorria daquela sua forma lasciva para

Nathália.

Puta que pariu!

As lembranças me invadiram sem dó nem piedade e eu me vi outra vez observando o momento em que o

guarda-chuva não me deixou ver o que eles faziam, lembrando-me claramente do sorriso de vitória da

minha rival quando deixou a casa do meu professor.

Então vi a expressão da mulher se modificando enquanto percebia o que ele fazia. Tremi. De raiva e de

medo. Que grandessíssimo filho da puta!

– Patrício está por aí? – perguntou sem desviar os olhos dela.

– Não. Ele conseguiu pegar Anita, que tinha ido pelo outro lado – ela sussurrou.

– Podemos sair? Teremos que ser rápidos – ainda sorria sedutoramente, como se suas palavras não

expressassem o que realmente queria dizer.

Que ódio!

– Acho que sim – ela sorriu como uma menina travessa. – Seremos rápidos.

– Ótimo! – Namjoon levantou e passou por Nathália da maneira mais cafajeste possível. – S/N, você

vem?

Queria poder gritar “Vá à merda!”, infelizmente minha covardia não me deixava ir tão longe. Apenas

levantei e passei por eles.

Andamos pelo corredor estreito. Eles como se quisessem continuar escondidos, eu como se tivesse

perdido o gosto pela brincadeira. Nathália olhou para a área da piscina, voltou-se para Namjoon e fez um sinal

de positivo, depois avançou e correu. Namjoon se preparou, mas antes de correr atrás de Nathália me segurou

com força, enquadrando meu rosto com as mãos selou meus lábios com um beijo.

– Vejo você mais tarde – e correu.

Puta merda! O que foi aquilo?

Namjoon Corri atrás de Nathália decidido a resolver aquele problema de uma vez por todas. Não poderia mais

ficar brincando de gato e rato, escondendo de todos o que eu sentia. Porra! Eu tinha trinta e cinco anos.

Era um homem independente, decidido e apaixonado. Não precisava esconder meus sentimentos de

ninguém.

O único problema era S/N. Como assumir sem prejudicá-la? A resposta estava formada antes

mesmo que eu me desse conta. Começaria por Nathália, terminaria em Peter, passando antes por Anita.

Chegamos ao ponto de partida quando Patrício voltava correndo para a área. Ele nos viu e levantou as

mãos se rendendo. Rimos. Nathália segurou em meu braço se apoiando em mim. Ela queria mais

intimidade.

– Nathália, podemos conversar um instante? – vi seus olhos brilharem.

– Claro, Namjoon! – sorriu com a educação clássica que sustentava.

Olhei para o lado e vi que S/N ainda não tinha voltado. Era a minha chance. Indiquei o caminho,

apoiando minha mão nas costas de Nathália e saímos juntos em direção ao escritório do meu pai. Era um

território neutro e eu poderia conversar com ela sem maiores problemas.

S/N Quando consegui voltar ao normal depois do quase flagrante, resolvi aparecer. Para mim a

brincadeira já tinha acabado. Estava muito confusa com as atitudes do Namjoon. O melhor a fazer era sumir

por um tempo. Talvez o quarto fosse um bom lugar para me esconder e aguardar o que ele faria.

Quando me virei para área da piscina vi o que acreditava ser impossível. Namjoon saía do local com Nathália,

tocando em suas costas e conduzindo-a para algum lugar daquela imensa propriedade.

O que estava acontecendo com aquele cara?

Tive vontade de segui-los e descobrir o que Namjoon estava aprontando, porém meu orgulho falou mais alto

do que minha raiva. Se era ela quem ele queria, era com ela que deveria ficar. Virei para o lado e saí em

direção ao quarto.

Assim que cheguei, peguei o computador e comecei a escrever. Prometi a MIlena um final em que os dois

se separavam, então por que não começar a escrever o fim daquela história




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