História O Professor - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Aluna, Literatura Feminina, Professor, Romance
Visualizações 659
Palavras 1.971
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores! Ótima leitura ❤️

Capítulo 23 - Vou estar com você


Fanfic / Fanfiction O Professor - Capítulo 23 - Vou estar com você

(Emma)



Hoje foi um dia maravilhoso, sem sombra de dúvidas um dos melhores da minha vida.

Além de passar o dia com Jesen me enchendo de carinho (e eu a ele), hoje também nos tornamos namorados. 

Dá pra acreditar nisso? Se alguém me dissesse a uma semana que eu iria namorar Jesen Holland, o professor mais gato do planeta, eu riria horrores, mas namorados é exatamente o que somos agora. 

Não mais a relação "eu não sei o que está acontecendo", e sim a relação "estamos namorando".

É espetacular, e eu gostaria de sair gritando ao mundo que Jesen e eu temos uma relação, infelizmente isso não é possível, mas estou confiante quanto ao futuro, não sei o que nos aguarda mas me parece ser bom.

Jesen é um pouco estranho com essa coisa de namoro, parece não saber muito bem o que fazer e como agir. Eu já namorei sério antes, talvez eu também tenha algumas coisas a ensinar para o professor.

Vejo o carro dele partir e respiro fundo, indecisa entre entrar em casa ou sair correndo. Mas já fugi por tempo de mais, agora preciso encarar minha situação.

Viro a maçaneta e a porta se abre, caminho lentamente até a sala, minha mãe e meu pai estão sentados no sofá.

- Emma! - Minha mãe grita e corre até mim.

Ela me abraça forte e eu a abraço também, imediatamente lágrimas começam a surgir em meu rosto, começo a relembrar o terror que passei com Enrico.

- Filha onde você estava o que houve? - Ela pergunta desesperada alisando meus cabelos.

Meu pai nos observa de longe, ele se levanta e da alguns passos, mas ainda se mantém a distância.

- Emma, onde foi que você se meteu? - Ele grita.

Começo a chorar mais ainda, eu sei que essa história não vai dar em nada.

- Por que você está chorando filha? - Minha mãe pergunta tentando me entender.

- Emma, você tem noção do que fez conosco? Olha como sua mãe está desesperada. - Ele continua a gritar, anda até mim e aperta meu braço. - Onde você estava menina? 

Continuo a chorar, não sei o que falar.

- Eu quero saber o que houve naquela festa Emma, Enrico está no hospital você sabia disso? E ele diz que a culpa é sua.

Minha mãe nos observa.

- Minha culpa? - Grito indignada, me solto da mão de meu pai e saio correndo, subo as escadas e me tranco no quarto.

Estou desesperada, eu sabia que ele inventaria alguma história, sabia que meu pai nunca acreditaria em mim.

Abraço meu travesseiro e choro depositando toda a angustia que enquanto estava com Jesen não aparecia mas agora é evidente.

- Emma... Filha... Fala comigo. - Ouço a vóz de minha mãe e tenho ainda mais vontade de chorar.

- Emma, abre essa porta, quem você pensa que é? - Meu pai grita espancando a porta.

Tudo que eu quero é sumir.

- Emma!!! - Ele continua a gritar.

- Deixa ela. - Ouço a vóz de minha mãe.

- Você vai defender essa menina? Ela é uma criança e some por dois dias Estela, como pode defende-la? Você sabe que a cidade inteira já está comentando, o que vão achar de nós? 

Não ouço mais a vóz de minha mãe e posso ouvir passos descendo a escada.

Eu continuo a soluçar agarrada ao travesseiro.

- Emma, abra já essa porta, eu quero saber por onde você andou.

- Não importa por onde eu andei! Você nem se dá ao trabalho de entender o que houve comigo. - Grito e atiro a primeira coisa que está a minha frente na porta, que nesse caso foi meu celular.

- Sua ingrata, malcriada! - Ele fala e da um soco na porta. 

Ouço passos descendo a escada e volto a chorar em paz.

Escuto o som de pneus cantando, olho pela janela e vejo meu pai saindo com o carro feito um maluco.

Não me dou ao trabalho de querer saber onde ele vai, na verdade pouco me importa, eu só quero sentir a minha dor quieta, sem ter que compartilhá-la com ninguém.

É louco o quanto Jesen tem o poder de segurar a minha dor, como se a prendesse em seus braços para que eu não a sinta.

Eu amo minha família, amo meu pai, mas creio que ele tem o dever de tentar entender a filha, de ficar ao meu lado ao envez de se preocupar com sua reputação. Ele é quem tinha o dever de segurar a dor da filha, é o que se espera de um pai.

Me deito com o travesseiro entre as pernas o abraçando com força e o molhando de lágrimas até o sono me alcançar.

Acordo com o som de meu despertador, olho para os lados mas não vejo nada, me sento na cama e esfrego os olhos me sentindo irritada com o barulho. 

Olho para a porta e lá está meu telefone, quase divido em dois mas ainda com força para gritar.

Caminho até ele e vejo que está com a tela toda escura. Arranco a bateria e o som cessa. 

A angustia e a tristeza ainda existem dentro de mim mas a vontade de chorar por enquanto passou.

Coloco meu uniforme escolar, pego minha mochila e desço as escadas, vejo meu pai na cozinha e percebo que ele mal me olha enfurecido comigo, o ignoro e saio de casa.

Não conseguiria ter estômago para tomar café ao lado dele.

Ele não parece tentar me impedir de sair.

Eu vou em direção a escola, não está no horário mas vou ir de apé.

Começo a caminhar e meu coração continua apertado, estou morrendo de vontade de ver Jesen, tudo que quero é que ele arranque essa dor do meu peito do jeito que só ele sabe fazer.

Inevitável pensar em Enrico, me puxando pelos cabelos e me beijando, me jogando no carro a força, as imagens começam a me perturbar. 

Volto a chorar, respiro fundo, seco as lágrimas, não posso chegar assim na escola.

Chego na escola e vou direto a sala de aula, quero apenas sentar e esperar o dia passar.

Vejo Chloe passar pela porta.

- Oi Emma! - Ela grita ao me ver.

- Oi Chloe. - Falo não muito empolgada.

Ela caminha até sua mesa e se senta, me cutuca e eu viro para trás.

- Por que não me esperou lá fora como sempre?

- É que eu estou um pouco cansada hoje, me desculpa.

- Tudo bem Emma? - Ela fala com uma sombrancelha erguida.

- Briguei com meu pai de novo, só isso.

- Aff, seu pai não para de encher não é?

- É...

- Como foi seu final de semana?

Penso no que dizer, afinal como foi meu final de semana? Primeiro o maior trauma da minha vida, depois uma das maiores alegrias.

- Foi normal e o seu? 

- Foi ótimo Emma, eu fui naquela festa do Lukas se lembra que ele havia nos convidado?

- Bom dia turma! - Jesen entra na sala.

Meu coração bate mais forte ao vê-lo, é estranho ter que segurar minhas emoções depois de tudo que passamos.

Ele olha para mim e dá um sorriso diferente, seus lindos olhos azuis brilham, eu tento retribuir mas tenho certeza que nem de longe meu sorriso foi tão encantador. 

Ele se senta.

- E aí? - Pergunto a Chloe.

- Fiquei com ele. - Ela cochicha.

Eu solto um pequeno riso e me viro para frente.

Jesen tira algumas folhas de sua pasta e se levanta.

- Prontos para a prova galera?

Meus colegas gritam e fazem piadas sobre a prova junto com o professor.

Meu coração se acelera ainda mais, eu esqueci a maldita prova, que merda, não posso ir mal mais uma vez.

Ele começa a entregar os papéis, minhas pernas tremem de nervosismo, estou prestes a simular um desmaio para fugir dessa prova.

Jesen se aproxima de mim e me entrega as folhas, olho para ele com um olhar de quem pede socorro, ele toca o dedo em uma das laterais inferiores da prova e pisca pra mim, logo após segue entregando aos outros alunos.

Ergo a folha e vejo algo escrito a lápis.

Começo a ler.

"Você sabe todas as respostas Emma, só precisa se concentrar, eu acredito no seu potencial. Vai dar tudo certo princesa (PS. Apaga isso após ler). Boa prova namorada."

Solto um sorriso ao ler seu recado, impossível não estar sentindo cóssegas no coração com tanto carinho.

Apago a mensagem contra minha vontade, já que o que eu queria mesmo era cola-la em minha testa.

Respiro fundo e começo a resolver as questões.

Por mais que eu e o professor tenhamos de fato estudado pouco no reforço, ele me ajudou muito. As respostas das questões incrivelmente estavam em minha cabeça, de forma que até parecia que estavam erradas de tão fáceis.

Meus colegas começam a concluir a prova e sem demora eu também a concluo.

Caminho em direção a mesa do professor, ele está com a cabeça baixa mas logo a levanta ao perceber que sou eu quem deixa o papel.

Ele me olha e percebo que segura um sorriso, afinal parece que estamos flertando tanto que nosso segredo pode não durar tanto tempo. 

Me viro e volto a minha mesa, me deito sobre os braços e aguardo o tempo passar.

Quando todos terminam a prova, Jesen começa a passar a matéria na lousa e a aula prossegue.

O sinal avisando o término da aula de história toca, todos saem da sala correndo. Chloe e eu saímos atrás de toda a manada.

- Emma posso falar com você? - Ouço a vóz de Jesen.

Olho para trás e ele está escorado em sua mesa.

Chloe me olha.

- Vai indo, depois eu te encontro. - Falo para ela.

 Chloe continua a me olhar insatisfeita mas acata ao meu pedido. Ela sai da sala e Jesen caminha até mim quando a vê sumir pelo corredor.

Ele passa reto por mim deixando seu cheiro gostoso no ar, tranca a porta, me pega pela mão e me puxa para os fundos da sala longe da visão das janelas.

- O que foi Emma? - Ele fala acariciando meu rosto.

- Nada... - Falo fechando os olhos e sentindo seu toque.

- Emma, eu te conheço. - Ele fala com firmeza.

Uma lágrima escorre de meu rosto, puxando atrás dela várias outras. 

Jesen suspira fundo e me abraça forte me segurando pelas costas com uma mão e com a outra acariciando minha cabeça contra seu peito. Meu choro escorre enquanto sinto a ternura de seu abraço.

- Fala pra mim Emma.

- É meu pai Jesen, eu sabia que ele não ia acreditar. - Falo entre lágrimas.

- Como assim? O que foi que ele falou?

- Eu não contei, eu não consegui, ele nem me deu abertura, só ficou gritando comigo, e disse que Enrico está no hospital e a culpa é minha.

- O que? Eu não posso acreditar nisso Emma. - Ele parece ficar bastante nervoso.

- É... - Falo e volto a chorar.

Ele me abraça forte de novo.

- Não se preocupe Emma, vamos dar um jeito de mandar esse filho da puta para atrás das grades.

- Eu não quero fazer isso Jesen, eu só quero esquecer o que ele fez comigo, como eu vou seguir tentar algo contra ele se nem meu pai está do meu lado?

- Emma, tem certeza que quer deixa-lo impune? Eu não quero pressionar você, mas você é a vítima não pode deixar que ele inverta as coisas.

- Eu não sei Jesen, eu estou perdida. - Falo saindo de seu abraço e caminhando na sala tentando pensar.

- Ei vem aqui. - Ele fala com carinho me chamando de volta.

Caminho de novo até ele em suspiros. Jesen mexe em meus cabelos e me dá um beijo.

- Emma... Não me importa se seu pai não acredita em você, eu sei o que aconteceu e vou lutar ao seu lado, eu prometo que não vou sossegar até que a justiça seja feita, nem que sua família tenha que acreditar em você junto com o júri. Eu vou estar com você, prometo.

Ele fala e eu choro novamente, dessa vez de emoção, não sei que coisa tão maravilhosa eu fiz pra merecer Jesen em minha vida.






Notas Finais


O que acharam do capítulo amores?
Até o próximo! 😘❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...