História O Professor - Capítulo 25


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Aluna, Literatura Feminina, Professor, Romance, Sexo
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Palavras 1.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores, boa leitura ❤️

Capítulo 25 - Decepção


Fanfic / Fanfiction O Professor - Capítulo 25 - Decepção

(Emma)



Eu tinha uma breve noção de como minha vida poderia ser tendo uma relação com Jesen. Afinal antes de ficarmos pela primeira vez eu criava inúmeras fantasias com nosso namoro imaginário as escondidas.

Mas nem de longe a mais louca das minhas fantasias previa que seria tão gostoso e intenso namorar Jesen por baixo dos panos.

Depois de dois orgasmos extremamente prazerosos, de se fazer esquecer até o próprio nome, e de um susto que por um fio poderia causar a mim e a Jesen muita confusão, estou de volta em casa.

Meu pai continua a não olhar para minha cara e eu continuo a não criar coragem para contar-lhe o que aconteceu comigo.

Passo por ele e vou lavar minhas mãos para o almoço.

Me sento a mesa quase cara a cara com ele e tento comer encarando apenas meu prato, um silêncio desconfortável está sobre nós, até que ele infelizmente decide o interromper.

- Emma, quando você vai me contar onde você estava? - Meu pai invade o silêncio me exigindo respostas com um tapa na mesa.

Tento me manter calma.

- Não vou contar e...

- Emma! - Ele grita.

- Me deixa terminar pai? Por favor! - Grito.

Ele fica em silêncio.

- Eu não vou contar onde estive, pelo menos não até que eu sinta que devo, e você vai ter que aceitar isso. - Percebo que meu pai se contorce de raiva, minha mãe apenas nos observa. - Mas aconteceu uma coisa horrível comigo naquela festa, por isso fugi, comigo não com Enrico, mas também não irei contar até poder provar! E essa é outra coisa que você vai ter que aceitar! 

- Emma Rousseau quem você acha que é para falar comigo dessa maneira? Você se esqueceu quem usa calças nessa casa? - Ele grita e se levanta da mesa.

Começo a ficar furiosa.

- Querido não, não vê que aconteceu algo a nossa filha? - Minha mãe tenta acalma-lo.

- Vejo sim, vejo que ela virou uma malcriada. - Ele grita com minha mãe e aponta para mim.

Eu fervo em raiva e me levanto também.

- Emma não, não desafie seu pai. - Ela me implora.

- Se sou malcriada é porquê você nunca se importou com qualquer coisa relacionada a nossa família, nada além dessa sua vida política de merda! - Eu grito.

Vejo a mão de meu pai se levantar mas antes que meus reflexos possam agir, sinto uma pancada no rosto e caio.

Meu rosto arde e por alguns segundos não enchergo nada, sinto um cheiro fortíssimo de sangue e minha cabeça tonteia quando atinjo o chão.

Com a audição turva ouço o choro de minha mãe.

Consigo abrir os olhos e vou percebendo que meu pai acabou de me bater.

Me sento, com a mão direito me seguro a mesa e me levanto ainda com a visão escura, seguro a barriga com a outra mão, pois náuseas começam a me subir a garganta.

- Emma eu falei pra você não desafiar seu pai. - Minha mãe fala em choro e percebo que se levanta tentando vir até mim.

- Deixa ela Estela! - Meu pai grita.

- Se você precisa apanhar novamente como uma criança então irá apanhar. - A voz de meu pai zune em meu ouvido e não seguro um jato de vômito que atinge o tapete da sala de jantar.

Estou passando mal e com a visão ruim, sinto meu coração quase saltar do peito em batidas e dores fortes o cortam fazendo com que eu comece a chorar.

Não consigo pensar direito, na verdade não consigo nem entender o que ao certo aconteceu. Porém tenho a certeza de que minha família nunca será digna realmente dessa palavra.

Caminho em direção a porta da frente.

Meu pai vem atrás de mim e me segura pelo braço.

- Emma onde você pensa que vai? Suba agora para seu quarto!

Em silêncio puxo meu braço e continuo a andar, viro a maçaneta e abro a porta.

- Emma quer acabar com sua família, é isso? 

Saio pela porta.

- Emma se você sair dessa casa você não volta nunca mais! - Ele grita.

Apenas sigo meu caminho em silêncio.

Saio de nosso quintal, olho para a porta e meu pai está em pé nela, parece ter a certeza de que irei ficar, vejo minha mãe na janela da cozinha chorando.

Me viro novamente para a rua e caminho por ela.

Apenas ouço a porta de casa se bater com força e continuo a andar.

Não sei pra onde ir nem o que fazer, mas como eu poderia continuar naquele lar, diante de todo esse desrespeito e falta de apoio das pessoas que eu mais amo?

Minha visão aos poucos vai melhorando e a náusea passa, sobra agora apenas a dor no rosto e no coração.

Caminho entre lágrimas até um parque em meu bairro e me sento, por hoje apenas irei esperar o tempo passar engolindo meu mar de desespero.

Observo as pessoas passar, o barulho do vendo, os pássaros cantarem, crianças brincarem e qualquer coisa que me distraia durante a tarde.

Depois de um bom tempo que estou escorada a uma árvore, sentada no banco, me levanto e vou até um senhorzinho que alimenta alguns pombos mais a frente.

- Senhor. - Toco em suas costas.

Ele se vira e espreme os olhos me observando.

- Olá. - Ele diz com sua voz doce.

- Olá, o senhor tem horas?

- Claro menina. - Ele fala, puxa a manga e observa a hora em seu relógio de pulso. - São 17 e 20.

- Muito obrigado senhor.

- Não por isso. - Ele fala e eu vou embora.

Vou ir até a casa de Jesen, está ainda cedo mas creio que ele já deva estar voltando do trabalho.

Quando chego a sua casa percebo que ela está toda fechada, imagino que ele não esteja mas mesmo assim tento virar a maçaneta para descobrir.

A viro e a porta se abre, vejo que está tudo escuro lá dentro pela fresta entre aberta, mas ouço alguns roídos.

Começo a abrir a porta e entro, é quando a abro totalmente que meu coração de vez pede demissão.

A segunda maior decepção do dia e da minha vida.

Ao lado do corredor escorado a parede vejo Jesen e em seus braços uma mulher, os dois aos beijos.

Meu coração quase para e é como se meu cérebro me obrigasse a observar tudo aquilo em câmera lenta.

A mulher vai para trás com um impulso e Jesen passa o braço nos lábios.

- Emma... - Ele grita surpreso pelo flagra.

Não contenho as lágrimas que começam a escorrer com força total.

- Quem é essa garota? - A mulher pergunta.

Jesen começa a correr até mim.

Corro para o lado de fora.

- Emma espera, me deixa explicar! - Ele grita e continua a correr atrás de mim.

Eu corro mais rápido pela rua, enquanto a noite começa a chegar e minhas lágrimas não param de escorrer.

Meu coração bate forte, o vento frio corta meu rosto e respiro ofegante enquanto fujo com toda velocidade que consigo fazendo minha saia voar.

Jesen não para de correr atrás de mim.

Hoje sem dúvidas é o pior dia da minha vida, e percebo que uma das piores dores que se pode sentir é a decepção vinda de quem mais se ama.



Notas Finais


Olá novamente meus amores ❤️ deixem aqui 👇 nos comentários a sua reação com esse capítulo!
Desculpem pelas doses de tristeza.
Até o próximo capítulo ❤️


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