História O professor de francês - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Rivamika
Visualizações 335
Palavras 1.515
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não falo francês e escrevi no ônibus agora msm, então sintam-se à vontade para corrigir o q identificarem de errado.

Parfait pode ser tbm uma sobremesa, então a combinação "sobremesa/delícia". Bem. Tirem suas conclusões hauahauahaua
S'il vous plait = por favor, Je… te… veux = quero você, j'ai besoin de = eu preciso.
Algumas das traduções, as outras acho meio intuitivo pelo contexto.

Me contem o que acharam!
Bjo

Capítulo 1 - Capítulo único


Abriu a porta e me conduziu até a sala de estudos. Austera e de bom gosto, como o dono.

Um quadro branco disposto sobre o fundo pastel era a única decoração nas paredes nuas; o cedro avermelhado da mesa combinado à estampa florida das almofadas conferia um charme peculiar ao ambiente. O tornava agradável, apesar do minimalismo.

Sem distrações, ele dizia.

Embora a maior distração fosse o próprio.

Sentei na cadeira destinada a mim e observei Levi pegando uma xícara de chá sobre o aparador.

- Aceita?

A voz clara e grave preencheu o ambiente. Diante da minha negativa, voltou para a mesa.

- Terminou a resenha que te pedi?

Mordi os lábios, pensando no que dizer.

Levi recomendou um filme que eu deveria assistir com áudio e legendas em francês, e depois escrever um resumo também no idioma, assim como responder algumas perguntas.

Só que tive um imprevisto: dormi logo no começo do filme monótono.

Na verdade, pensei cuidadosamente numa desculpa durante o caminho, só que as palavras fugiam ao fitar sua expressão tão séria, os dedos longos batendo ritmadamente na madeira, aguardando a resposta.

- Claro. Posso começar?

- Por favor.

Modéstia a parte, meu francês já estava muito bom, e eu lembrava da sinopse do filme. Poderia enrolar o suficiente para não levar outra de suas broncas.

No entanto, os lábios dele se curvaram em um meio sorriso e os olhos brilharam cruéis quando terminei.

- A sinopse que você decorou não é do filme que te dei ontem. Troquei as capas.

Quase engasguei com a revelação.

Retirou os óculos, a aparência ainda severa apontando a mentira.

- Mikasa, Mikasa... O que faço com você, garota?

Meu estômago revirou com o timbre selvagem dele, e apertei as mãos nervosa.

- Desculpe... Eu.. Não tive tempo de ver o filme.

Balançou a cabeça em desaprovação.

- Como vou te ensinar, se você não obedece?

Ainda me olhava profundamente, a expressão diferente de tudo o que já tinha visto.

Geralmente, só daria um breve sermão e suspiraria decepcionado. Porém, parecia pensar no que fazer, a força do seu olhar turquesa e hipnótico manipulando minha vontade.

- Vou obedecer. Prometo.

Satisfeito com a resposta, levantou e ficou ao lado da mesa.

- Vem aqui. Vou tentar métodos mais... Enérgicos com você.

Confusa, aquiesci e fui para onde  chamou, sentando no local indicado.

O perfume suave envolveu meus sentidos quando se aproximou. Olhou fixamente para meus lábios.

- Sabe porquê pedi que assistisse ao filme? Sua pronúncia do fonema presente em “veux” está incorreta.

Aguardei em vão que explicasse o erro, e diante de seu silêncio, pedi.

- Pode me corrigir, por favor?

O modo como me encarou provocou pensamentos nada nobres.

- Claro. Estou aqui para te ensinar. Pronta?

- Sim.

Reproduziu o fonema e depois uma palavra que o empregasse, e eu só conseguia prestar atenção em seus lábios, hipnotizada.

– Repita.

Deveria ter prestado mais atenção, pois fui incapaz de reproduzir o som corretamente, um leve calor se espalhando pelo corpo ao lembrar de sua boca tão perto, ao ver sua sobrancelha arqueada em expectativa.

Errei.

Meu professor deu um  breve suspiro, abriu a gaveta e tirou uma régua de um material flexível.

Ele segurou a ponta ligeiramente dobrada e a soltou sobre minha coxa como punição. A saia abafou o contato, tornando-o inócuo; ainda assim, o efeito moral me deixou levemente abalada e abri a boca pronta para reclamar quando me calou com essa mesma régua sobre minha boca.

- Repita, Mikasa.

Apertei as coxas tensa, a presença suave do material frio sobre meus lábios mostrando que a autoridade ali era de Levi, e engoli em seco antes de tentar novamente.

- Vou ter que ser ainda mais enérgico?

Meus pensamentos rodavam, distantes da aula, focados apenas em sua insinuação.

Balancei a cabeça em concordância, apenas para saber o que meu professor faria.

Fui pega de surpresa por suas mãos sobre minhas pernas, arrastando firmes o tecido da saia para cima, expondo  as coxas e parte da calcinha.

Ainda assim, continuava sério, como se minha pele não estivesse arrepiada pelo seu contato, o corpo tenso sob o toque.

Deslizou os dedos delicadamente pela minha coxa em direção aos joelhos, até  retirar as mãos e ordenar que tentasse de novo.

Repeti, o rosto em brasa de vergonha, tanto pela proximidade quanto pela situação.

- Repita.

Essa simples palavra, quando dita por ele de forma imperativa, se tornou tão sexy que mal podia ouvi-la sem desejar urgentemente aquela voz dando outras - e mais divertidas – ordens.

Tentei e novamente, falei errado. Como poderia pronunciar corretamente envolvida em tanta tensão?!

O  estalo da régua batendo agora sobre a pele nua ardeu e fez com que eu me concentrasse em acertar a palavra.

- Muito bem – passou a mão pelo local avermelhado, acariciando – agora empregue a palavra em uma frase.

O exercício pueril arrancou uma risada, que morreu assim que Levi abriu minhas pernas sem aviso prévio e se encaixou entre elas, os dedos se afundando na pele já sensível e arrancando um gritinho.

Minhas bochechas arderam de vergonha por ter minha intimidade tão exposta ao seu olhar e tão... Molhada.

Senti a régua me atingir novamente na parte interna da coxa dessa vez, próximo à virilha, provocando uma leve dor; quase tão excitante quanto a voz dele alterada, o timbre um pouco mais sombrio e pesado.

- Estou esperando.

Fechei os olhos, tentando formar uma sentença minimamente coerente – embora a promessa da punição fosse tentadora o suficiente, a hipótese de uma recompensa me incendiava.

- Je… te… veux.

Ainda de olhos fechados, aspirei o aroma dele cada vez mais próximo. Percebi o tecido do cachecol que sempre usava ser arrastado sutilmente até meus ombros e abandonarem meu corpo, até sentir o contato macio de seus lábios no pescoço eriçando minha pele. 

Meu coração já batia descompassado e controlar a respiração ficava cada vez mais impossível.

- Outra.

O contato suave, quase inexistente de seus lábios em mim, sua respiração pesada que ficava ainda mais pronunciada quando ele bateu de novo, ainda mais próximo da virilha, acusando minha demora.

- Je veux, j'ai besoin de ... plus.

O roçar cessou e no lugar senti sua língua, o estímulo combinado a outro golpe. A cada batida se seguia o aumento da intensidade de suas carícias em meu pescoço.

- Você sabe fazer melhor que isso. Outra.

Senti o calor do corpo dele contra o meu, tão próximo, seu cheiro, enlouquecendo meus sentidos. Quis tocar, a sensação dos músculos sob meus dedos aumentando a vontade.

- Ai!

Outro golpe com a régua, dessa vez um pouco mais forte, bem sobre minha intimidade. Minha exclamação era tudo, menos dor.

- Porque você é tão indisciplinada?

As palavras arrastadas e roucas derreteram o pouco juízo que restava. Estava entregue ao seu jogo.

- Vou obedecer, prometo.

Segurei firme a borda da mesa, tentando aliviar um pouco da tensão, manter pelo menos um ponto de racionalidade no corpo inteiro já em chamas.

- Então?

Ainda esperava uma resposta. Eu só queria pedir, implorar para que parasse com a tortura de brincar assim com meu desejo.

- Je te veux en moi maintenant. S'il vous plait...

Os dedos dele passearam leves sobre minha calcinha, encontrando a borda e entrando por ela.

- Se quiser ser realmente fluente – seus dedos circulavam e provocavam, suaves – precisa pensar em francês. Está pensando?

A última coisa possível no momento era pensar; estava toda sentidos, derretendo a cada toque, ansiosa por finalmente tê-lo.

- Oui.

- Parfait, Mikasa. Délicieux...

Beijou meu pescoço e sussurrou sua aprovação no meu ouvido e desisti de tentar manter qualquer compostura. Gemi abertamente, e finalmente o vi quebrar a impassibilidade.

- Mikasa - aumentou a pressão – guide moi.

Seus olhos estavam escuros e me fitavam com desejo, lendo com atenção cada mínimo movimento, palavra e expressão.

- Fort...

- Ainsi?

- S'il vous plait! Maintenant...

- Plus?

- Non! Lentement..

O usei sem nenhum pudor, guiando seus toques sem pressa, aproveitando a inversão de poder; fechei os olhos concentrada em apenas sentir como ele obedecia cada pequena ordem até me satisfazer completamente.

Respirei fundo, tentando normalizar a respiração e senti seus dedos ainda úmidos contornando meus lábios.

- Seu francês está bem melhor agora...

A campainha tocou, indicando que outro aluno veio ter aula, e pensei ter visto certa decepção na expressão geralmente indecifrável.

Apenas suspirei, ainda em choque e êxtase com todo o acontecido. Calmamente, como se nada estranho ocorresse ali, Levi abaixou minha saia, enrolou novamente o cachecol e até mesmo arrumou meus cabelos.

Duvidei se seria capaz de ter qualquer outra aula com aquele homem; só pensava no que teria acontecido se tivesse mais tempo.

A campainha tocou novamente e eu sabia que Levi jamais deixaria um aluno esperando; simplesmente impossível para sua personalidade metódica.

- Mikasa... Minha próxima aula é em dez minutos.

Levantei da mesa frustrada com a interrupção.

O coração acelerou quando ele puxou minha cintura e apertou contra seu corpo, me envolvendo em seu calor.

- Foda-se, vou cancelar. Você ainda tem muita coisa pra aprender...



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