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História O Professor de Literatura (EXO - Baekhyun) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Relembrando:
➠Todos os personagens são adultos;
➠Os fatos e eventos aqui descritos são fictícios;
➠Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas – terá sido mera coincidência;
➠Enredo contraindicado para menores de 18 anos;
Boa leitura, me encontrem nas notas finais.

Capítulo 10 - 10


Fanfic / Fanfiction O Professor de Literatura (EXO - Baekhyun) - Capítulo 10 - 10

Estavam se beijando apaixonadamente sob as cobertas. Tinham se amado mais uma vez, e tinha sido ainda mais intenso. Fazendo uma pausa para respirar, Rebeca comentou:

— Então você fez vasectomia, porque amava sua esposa, e não queria que ela se sentisse mal, por não poder te dar filhos.

— É isso aí. — Ele coçou a nuca encabulado.

— Você achava que ia ficar com ela pra sempre, né?

— Sim — Ele concordou meio triste — como pode ver, a estupidez não é exclusividade da juventude.

Ela o calou com um beijo.

— Você é o namorado perfeito, Baekhyun — Ela disse o olhando no fundo dos olhos — além do mais, não posso engravidar nesse momento. Ainda sou só uma estudante falida e desempregada. — Foi a vez dele de interrompê-la com um beijo. Este a fez se aconchegar ainda mais ao peito dele.

— Durma Rebeca. — “Pensaremos nisso amanhã.”

Doeu.

Doeu muito.

      Ele soube que devia deixa-la. Rebeca não podia ter um filho agora — ele não poderia dar um filho a ela nunca. Não era justo. Estava fadado a ser um capítulo na vida dela. Bem ardente é verdade, mas apenas um capítulo — nada além disso. Rebeca tinha uma vida inteira pela frente.

Assim o ano que ela seria sua aluna passou.

Com dias cheios de risadas. Nas aulas — quando no conteúdo estava um livro de Simone de Beauvoir, e todo mundo odiou. Todos leram o livro — mas Rebeca foi a porta-voz.

Segundo ela, a mulher era uma doida mal-amada, com uma máquina de escrever. E com gente suficientemente tonta pra dar ouvidos a ela — e publicar aquelas besteiras, os obrigando a ler mais tarde.

Meu coração dizia pra eu lhe dar um 10 — ela tinha sido brilhante e dito tudo o que eu pensava. Mas eu não podia pensar como namorado — e sim como professor. Mesmo assim, lhe dei um 8.

A cara que ela fez foi a melhor. Sua expressão de surpresa e choque nunca deixavam de me impressionar. Segundo ela também, suas amigas queriam saber quem era o namorado secreto por quem ela tanto suspirava.

Mas quando ela vinha passar a noite comigo — os lençóis pegavam fogo.

Uma noite qualquer perto do fim do ano, estávamos transando. Novidade — Rebeca se agitava em meus braços, gemendo meu nome, enquanto meu pênis entrava e saia de dentro dela.

Estávamos sentados na cama — e pra mantê-la em cima de mim, agarrei seus quadris. Ela se movia ainda mais furiosamente, meu membro engrossando e ficando maior, estávamos à beira.

Ela gritou meu nome quando o orgasmo veio — seu corpo inteiro estremeceu, mediante a força do ápice. Inexplicavelmente a abracei forte e comecei a chorar.

— Meu Deus, o que foi? — Rebeca ficou alarmada.

— Nada. — E continuei a abraçando.

— Baek, o que foi? Ninguém começa a chorar depois de uma foda... ainda mais, depois de ter um orgasmo. — Pronto, todas as antenas de suspeitas estavam apontadas pra ele.

— Não é nada, eu juro. É que eu queria eternizar esse momento — nosso momento.

— Não faz isso Byun, se não quem chora sou eu.

Ele começou a rir — pra aliviar o coração dela. A verdade é que tinha sido convidado a tirar mais um certificado, na Coreia do Sul. O curso duraria dois anos — e era do outro lado da face da terra. Partia em um mês — era só fechar seu cronograma de professor substituto.

A outra professora, reassumiria no ano seguinte. Havia chegado a hora de deixar Rebeca seguir com sua vida. Suas lágrimas não eram por nada. A morte tirou sua primeira esposa — a vida e as circunstâncias iam tirar Rebeca também.

Coisa de uma semana pra colação de grau — Rebeca começou a sentir uns enjoos, ficar tonta — essas coisas.

“Ah não, não posso ficar doente, justo agora.”

As aulas acabaram. Tinham apenas a coleção de grau e as férias, — aêêê!!!

Esperava ver o professor galã na festa de despedida e formatura — já que como mestre ele não podia ser seu par.

Só que ele sumiu da face da terra.

Decidiu não ficar nesse suspense louco — pegou as chaves que ele lhe deu, e foi até seu apartamento. Só que aquilo com o que ela não contava aconteceu — estava vazio.

— Você não sabia, ele se mudou.

“Não, não, não — ele não faria uma coisa dessas comigo, faria?”

— Então querida — Uma velha fofoqueira comentou — ele se mudou, não vê? E não deixou o endereço novo.

— Obrigada. — Rebeca falou triste e cabisbaixa.

A colação de grau foi um borrão. Rebeca passou todo o tempo que durou a festa enjoada. Recebeu seu diploma, e usou o banheiro da festa mesmo pra vomitar. Teria desmaiado, se uma de suas colegas não a vissem e julgando que ela estava bêbada, a levassem a reboque pra casa. Ela parecia com febre — mas estava apenas triste mesmo.

Rebeca julgava que os enjoos cessariam, quando a raiva e o rancor por Baekhyun ter se mudado sabe Deus pra onde — sem deixar endereço, — acabasse.

Um mês depois quando suas regras não vieram — começou a ficar neurótica. Será que tinha desenvolvido algum tipo de câncer? Ou só sentia uma falta absurda dele? Comentou com as meninas que moravam com ela, Rafaela, Isabel e Camila:

— Minhas regras não desceram.

— Também, você e seu namoradinho secreto não se desgrudavam!? Demorou pra uma coisa assim acontecer.

— Não é possível... não pode ser isso... ele não pode ter filhos.

— Umhum... — Camila disse sarcástica.

— Eles sempre dizem isso, que são estéreis e blá blá blá... até te engravidarem. — Isabel falou na lata.

Rafaela foi a mais compassiva:

— Faz o teste de farmácia, apenas pra excluir. Se não for isso, vamos ao médico saber o que é.

— Você vai comigo?

— É claro que eu vou. — Rafaela garantiu. Rebeca estava mais emotiva do que nunca. Elas iam sim ao médico — mas era pra ter certeza de quanto tempo ela estava grávida.

Enquanto duas de suas amigas a acompanharam pra comprar um teste de gravidez na farmácia ali perto — um pacote assinalado com Korean Post, — chegou.

Isabel recebeu o pacote e assinou a entrega. Estava lacrado. Era pra Rebeca. Assim que ela chegou, abriu o lacre do exame e se dirigiu ao banheiro a fim de fazê-lo. Obtinha o resultado em três minutos. Quando ela voltou do banheiro, Isabel falou:

— Chegou uma carta pra você, ‘Beca. — E lhe entregou o pacote.

Rebeca reconheceu ser dele... Korean Post o quê? O que isso queria dizer...? não podia chorar em frente as suas amigas. Colocou o teste de gravidez no bolso e com a carta em mãos disse:

— Eu preciso sair.

— Mas o quê...? — Rafaela comentou.

— Deixa ela ir... — Isabel sabia do que se tratava.

— É, deixa ela em paz. — Camila completou.

Já na rua ela encontrou um banco onde se sentou e pode finalmente abrir aquele pacote e ler seu conteúdo:

“Rebeca, sinto muito por não poder estar aí pra sua colação de grau. Eu mudei seu conceito sobre Literatura? Por favor, diga que sim — ainda que eu não possa te ver, nem te ouvir — A essa altura, você já deve saber que eu vim pra Coreia do Sul.

Uma gota d’água caiu no papel, e borrou a caligrafia caprichada dele — pra horror seu, eram seus olhos que choravam e amarrotavam o papel todo.

Vou ficar por aqui dois anos, talvez mais. O ponto é — Não quero que você me espere. Nosso caso veio com prazo de validade — eu não sou o homem certo pra você. Você não pode ter um filho agora. Eu não posso te gerar um filho nunca. Não é justo você abrir mão da sua vida por mim.

Foi bom enquanto durou — mas acabou. Você está livre, pra encontrar outro alguém que te faça sonhar.

Eu sou apenas um degrau, da sua escada.

“Em nome de Deus, o que isso quer dizer?”

Um período, de vez em quando você vai lembrar e vai rir. Eu não vou passar disso, uma lembrança — um sonho bom. Mas como antes de ter sido seu namorado/amante, eu fui seu professor — quero que você leia essa letra do

Engenheiros do Hawaii:

3x4

 

Diga a verdade

Ao menos uma vez na vida

Você se apaixonou

Pelos meus erros

 

Não fique pela metade

Vá em frente, minha amiga

Destrua a razão

Desse beco sem saída

 

Diga a verdade

Ponha o dedo na ferida

Você se apaixonou

Pelos meus erros

 

E eu perdi as chaves

Mas que cabeça a minha

Agora vai ter que ser

Para toda a vida

 

Somos o que há de melhor

Somos o que dá pra fazer

O que não dá pra evitar

E não se pode escolher

 

Se eu tivesse a força

Que você pensa que eu tenho

Eu gravaria no metal da minha pele

O teu desenho

 

Feitos um pro outro

Feitos pra durar

Uma luz que não produz

Sombra

 

Somos o que há de melhor

Somos o que dá pra fazer

O que não dá pra evitar

E não se pode esconder

Diz muito sobre nós. É a nossa música.”

 

E a carta acabou.

Nesse momento ela lembrou do teste de gravidez... e comentou consigo mesma ao ver o resultado:

— Eu vou ter mais que a letra de uma música pra me lembrar de você, Baek.

O teste de gravidez deu positivo.

 

FIM.


Notas Finais


Eu daria um braço pra ver a expressão de vocês com esse capítulo final.
Explico:
Quem leu a sinopse com mais atenção — viu que tudo estava escrito no passado. Mas apenas durante o desenvolvimento dessa história — eu entendi que eles não iam ficar juntos... pelo menos, não agora. Ele a libertou pra viver a vida dela — por ser uma mulher jovem e tudo mais. Vamos ver o que ela vai fazer. ( ͡° ͜ʖ ͡° )

Como achei o final triste demais — sim, não esqueçam que quem vê essa bagaça pronta primeiro sou eu — fui terminando de escrever, e as ideias pra uma continuação foram pipocando. E ou escrevo — ou fico doida!? Tem três dias que essa história não sai da minha cabeça. Tanto que já comecei a escrever!!!

Dividam suas experiências de vida, não precisa ser por um professor ou coisa parecida. Mas daquele amor que você sabe que não vai se repetir. O box de comentários é todo de vocês. E não se acanhem, eu leio tudo — e respondo também.
Até meus queridos(as)!!! Espero vê-los na parte dois de O Professor de Literatura.


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