História O professor de química - Capítulo 32


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Palavras 3.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá meus amores.
A priori peço perdão pelo o atraso na postagem de um capítulo novo, mas como disse antes, a faculdade suga todo o meu tempo. Para me redimir, o capítulo está bem grandinho.
Espero que gostem e qualquer dúvida ou sugestão é só dizer nos comentários.
Beijos <3333

Capítulo 32 - Acampamento escolar


Fanfic / Fanfiction O professor de química - Capítulo 32 - Acampamento escolar

Partindo do pressuposto que a lei de Murphy me persegue não deveria ser surpresa o que acabara de ouvir dos lábios da loira anteriormente a sair perambulando pelas ruas nebulosas em exasperação. O céu estava mergulhado na escuridão e minha mente absorta em pensamentos. Meus minutos haviam reduzido em nano segundos e minhas células pareciam não fazer mais sinapses; mesmo longe do ambiente maçante da cafeteria, não me havia me restaurado da notícia. A sensação assemelhou-se a estar parada em um trilho de trem e ele aproximar-se mais rápido que a luz.

Victória havia relatado seu lado da história, ao qual insistiu coesão em: Quando a mesma e Gray começaram a morar juntos, seu mundo ficou sublime, de acordo com ela. Porém, pouco antes de oficializarem o casamento, uma contingência com Dio havia a deixado grávida. Com medo de Ben abdicar o mestrado e acabar prejudicando seu futuro na docência, ela conseguiu um emprego em outro país através de um amigo e afastou-se.

Havia algumas inconstâncias no relato e a maioria das particularidades eu nem fui apta a ouvir, pois encontrava-me em transe enquanto hiperventilada. Parecendo usar da telepatia e captar as dúvidas dos meus pensamentos, ela acessou a galeria de seu Iphone moderno e me mostrou a fotografia de um garoto, de cerca de seis anos. Assemelhava-se com Ben em demasia; os mesmos olhos de topázio, o cabelo dourado refletindo os raios solares, mas o sorriso era de Victória.

E não, tudo anteriormente não foi a parte que fez eu quase ter um colapso, mas sim o pedido que ela fizera. "Por favor Maxine, me deixe tentar reatar com Ben, pelo nosso filho, pela história que tivemos. Não interfira, eu imploro." A frase ecoava em minha mente enquanto eu corria pela rua sustentando as lágrimas que pesavam densas em minha linha d'água.

Havia uma vida em meu ventre e eu entendia o desespero de tê-la sem consentimento, ponderava o que ela havia sentido todos esses anos, e como a criança crescera sem um pai. Para piorar a situação, Ben parecia mesmo não sentir nada por mim mais, como Adam proferiu mais cedo, logo tomei a decisão mais difícil da minha vida: deixaria Benjamin Gray Ogden em paz, por mim, por Victória e pelo seu filho Gael. Afinal minha pretensão de entregar meu filho para a adoção mantinha-se firme, logo não seria necessário ninguém saber.

As aulas acabariam logo e tudo ficaria no passado. Com ajuda de Adam e sua mãe eu já havia procurado pais adotivos, embora dona Rose tenha desconfiado uma relação entre mim e Adi e que seu filho fosse o pai, pudera. Um casal jovem e rico, a esposa incapacitada de gravidar, ambos dóceis e gentis, a família perfeita havia sido encontrada e encontrava-me aliviada por isso.

Aquela noite passou tão devagar que eu tive de conferir o relógio diversas vezes para certificar-me de que o tempo não havia estagnado. E todas as outras durante uma semana foram da mesma forma. Minha face assemelhava-se com uma panda inundada de morfina e sem ternura.

Na escola o murmurinho era em sua totalidade relacionado ao acampamento nos alpes em Lee Valley. Por incrível que pareça eu também estava animada, nunca acampei antes, seria bom para distrair-me de uma das piores semanas da minha vida. Alice havia emprestado sua barraca, o que facilitava bastante. A monotonia dos dias anteriores prevalecia, Sr.Gray ignorava minha existência com maestria.

No dia tão prenunciado, todos os alunos das demais salas de terceiro ano estavam de frente à escola aguardando os dois ônibus de transporte. Uma fisionomia alta e prepotente surgiu entre os alunos com uma mochila de camping com estampa do exército. Três professores iriam acompanhar-nos, e obviamente Ben iria, já que possuo dois pés esquerdos. Ao notar minha observação ele me fitou. Desviei o rosto ponderando desistir torcendo os lábios.

Bati o pé impaciente na calçada encarando meu pequeno relógio de pulso. As ruas situavam-se cobertas de neblina graças a neve e torci mentalmente para o Norte não estar assim. Minha mochila com os apetrechos estava encostada na minha perna e ao meu lado Adam parecia igualmente impaciente. Ao me ver o observando ele sorriu e sorri de volta.

-Devo perguntar-lhe o motivo deste sorriso? - me cutucou de forma divertida e minha barriga contraiu sentindo cócegas. - Está particularmente linda hoje Max.- ronronei em agradecimento e agarrei seu braço longínquo.

Dois ônibus de viagem enormes surgiram na avenida e o murmurinho se intensificou. Alana e sua turma saíram trombando em todo mundo parando mais à frente do aglomerado. Sua mala de viagem era tão rosa e estufada que me indaguei se ele estava indo passar o fim de semana ou um mês. O barulho do motor era ensurdecedor e permaneceu por segundos após estacionar; as portas se abriram e Ben e a professora de inglês Melitta o acompanhou parando em frente a lataria.

-Se organizam em fila e entrem um por um. Sem desordem e gracinhas. -ordenou Gray com os braços cruzados e notei que a professora o encarara de forma demasiada demais, apertei as mãos com raiva.

Com medo de sermos pisoteados ou alguém nos expulsar do assento escolhido Adam e eu fomos os últimos a entrar. O fundo do automóvel estava preenchido pelos descolados e populares, como o esperado. Só havia três vagas na parte da frente, colado ao motorista. Depositei a mochila na parte de cima e sentei-me na janela. Adam se acomodou na cadeira do corredor e depositou uma almofada fofinha em seu pescoço. Ben sentou-se ao lado de Melitta na mesma fileira que eu, merda.

Após todos se acomodarem e o professor Gray dar seus avisos repreendendo certos engraçadinhos o ônibus deu partida. Alguns abriram a janela, outros começaram a zanzar pelo corredor e no fundo barulho de salgadinhos sendo abertos tornaram-se irritantes. Adam pegou seu mp3 e me entregou uma ponta do fone, a depositei no ouvido esquerdo e escorei a cabeça em seu ombro, tocava Pearl Jam. Segundos depois senti uma bolinha de papel atingir minha cabeça, ergui-me o suficiente para minha visão ultrapassar o encosto e Alana estava rindo de mim.

-Olha se não é o casal mais nerd e ridículo compartilhando um momento romântico. - proclamou com deboche e os alunos em sua volta riram, como hienas.

-Calem-se.- a voz grave Ben assustou a todos, fazendo-nos sentar simultaneamente. Seus olhos pairaram sob mim e depois em Adam. Num balançar de cabeça e revirar de olhos, voltou para seu assento. Adam permanecia pensativo segurando o fone à fim de intensificar a música. Passei os dedos nos finos pelos em seu rosto e ele contornou minha mão sorrindo.

-Não facilita as coisas para mim mesmo Max. - pisquei sem entender e retirei a mão. Regressei a posição anterior com a cabeça em seu ombro, analogamente abstraída. O eflúvio de Ben no assento ao lado se misturava com o de Adam próximo ao meu nariz, tornando-se uma fragrância só, me confundido. Meus olhos pesaram e me afundei mais no pescoço de Adi sentido meu corpo relaxar.

Despertei com um movimento cuidadoso em meu ombro, mexi o corpo e constatei minhas pernas dormentes pela posição. Abri as pálpebras e encontrei o sorriso branco e alinhado de Adam se dirigindo a mim. Olhei sua blusa e eu tinha babado nela, que vergonha. Passei o dorso da mão coberta pelas luvas na boca limpando qualquer resquício.

-Uma pena ter te acordado. Estava tão bonitinha.- apertou minha bochecha e lhe mostrei a língua. -, mas foi necessário já que chegamos.

-De fato deve ser bonitinho alguém babando em seu casaco. - revirei os olhos brincando e ele riu. Curvei-me para olhar o lado de fora e uma imensidão verde preencheu minha íris.

Havia pinheiros e salgueiros tão altos e densos quem pareciam encantados; observei uma placa de madeira rústica com uma caligrafia engraçada em tinta branca, "Reserva natural para acampamentos." Aos poucos o ônibus foi esvaziando e assim como para entrar, fomos os últimos a sair. Pulei o último jogo de escadas rindo e Adam fez o mesmo. Inalei fundo sentido o ar puro e verde trazido da mata densa pela ventania. Em fila grega caminhamos pela diminuta estrada de pedras circundada por arbustos. Ben situava-se atrás de mim e do Adam, como se objetasse ouvir algum assunto nosso.

Passeei os olhos nos arredores observando certas peculiaridades que cada arbusto e árvore possuía enquanto penetrávamos na floresta. Meus lábios se alargaram num sorriso ao ver um pequeno esquilo correndo por entre os galhos. Avistei um aglomerado de chalés por entre as matas e constatei que o grupo foi parando de andar mais a frente. Havia enormes janelas de madeira cobertas por musgos e azulejos ornamentados na varanda frontal. Algumas redes coloridas situavam-se dispostas em troncos ao redor do estabelecimento, dando-lhe um charme e aconchego.

-Os chalés são para quem não se sentir confortável em dormir em barracas e também onde encontram-se os refeitórios e lavabos. -Adam sussurrou e o encarei. Em suas mãos estava um folheto do local, provavelmente era de onde tirara tal informação. Dei de ombros, se fosse para acampar, que fosse de forma tradicional.

Os alunos se dispersaram enervando Sr.Gray, notoriamente tal tarefa não havia sido ideia dele. Encaminhei com Adam e um grupo aleatório de alunos no local apropriado para barracas, a vista dele era esplêndida, devido à altura do local. Montanhas e um enorme lago com a água tão azul quanto os olhos de Ben encantavam o ambiente. O vento que batia contra mim fazia meu cabelo voar pelo meu pescoço em uma só direção, quase me enforcando, definitivamente precisava corta-lo.

Aos poucos as barracas foram sendo montadas sob a relva, por vezes com um dos guias auxiliando o grupo. Por exigência de Ben, as meninas ficavam à direita e os garotos a esquerda do pequeno riacho de água cristalina que dividia a grama. Adam auxiliou-me na montagem da minha e senti um leve arrependimento apossar-me de escolher barraca por ter de ficar sozinha no meio da floresta dentro dela, pois por minha escolha, a minha ficou afastada das outras garotas.

Os professores deram autonomia aos alunos de fazer o que pretendessem desde que não saíssem do local. Apenas no dia seguinte haveria uma excursão para conhecer o ambiente apropriadamente. Adam com todo seu cavalheirismo burguês estendeu uma toalha de acampamento no chão para comermos numa espécie de picnic. Peguei um quadradinho de queijo e o mordi encarando Adi que parecia encabulado com a caixinha de suco.

Os alunos do time permaneciam dispersos na grama atirando a bola de futebol americano um para o outro como uns mamutes. Algumas garotas os encaravam sussurrando coisas que evito imaginar, comecei a rir com tamanha superficialidade e antes que eu tivesse conta uma bola veio em minha direção acertando meu ombro. Adam me encarou assustado e se levantou num salto, fiz o mesmo me sentindo atordoada.

-Confundimos o alvo de bolinhas de papel da sala com o nosso, foi mal.-um deles gritou de forma debochada

-Eu não acredito que esses vermes fizeram isso. -sua mão estava cerrado em pulso e a veia de sua testa saltada. Quando ele iniciou passos em direção ao grupo temi o pior rodeando a mão em seu braço. Um dos jogadores notou o temperamento de Adam iniciando uma risada.

-Adi, está tudo bem, foi só de raspão, vamos voltar para a grama.

-E se fosse sua barriga Max, isso é inaceitável. -por puro reflexo vi a aproximação de Stevie. Adam se soltou de mim num tranco e foi em direção ao loiro o empurrando. -Você é um idiota Stevie, um bastardo de merda. -Adam vociferou irritado, nunca havia o visto tão descontrolado.

 Alguns alunos se aproximaram gritando briga repetidas vezes. Stevie se lançou contra Adam, mas antes de acerta-lo recebeu um soco na boca cambaleando para trás novamente. Eu estava aterrorizada plantada no chão.

Uma voz furiosa ecoou em minhas costas vibrando cada célula do meu corpo e se impôs entre os dois. Com o peito estufado e maxilar trincado. Por um momento, Ben amedrontou até a mim.

-O que está acontecendo aqui. Perderam o juízo?-Professor Gray praticamente cuspiu as palavras

-Ele lançou uma bola da Maxine, acertando seu ombro. -Adi se justificou e o olhar de Ben se dirigiu a mim. Me encolhi mais se é que era possível e passei os braços ao redor do meu corpo. Antes que pudessem notar seu olhar peculiar ele o desviou.

-Stevie, peça desculpas para Maxine. -o garoto tombou a cabeça através de Ben e sussurrou uma desculpa para mim quase inaudível, franzi o cenho com uma carranca cruzando os braços no peito. Ben voltou a atenção aos dois os segurando levemente pelo colarinho.

-Um deslize e colocarei os dois num ônibus de volta mais rápido do que conseguem dizer acampamento.-o silêncio era palpável. -Eu fui claro? -ambos assentiram e Stevie pegou sua bola na grama e saiu andando juntamente com a dispersão de alunos, ficando apenas eu, Adam e Sr. Gray estagnados no mesmo lugar.

-E Vager-se dirigiu a Adam. -, não se defende uma garota iniciando uma briga.

Posteriormente e sem nem mesmo me olhar, ele se dirigiu ao chalé onde os dois outros professores observavam o pandemônio. Passei os dedos pela nuca sentindo-me desconcertada e sentei-me na grama aparentemente recém-aparada sentindo-a pinicar minha perna mesmo estando de calça. Adam sentou-se ao meu lado e agarrou minha mão com a sua áspera.

-Desculpe-me por isso, me exaltei. -murmurou e eu assenti com a cabeça. Finalizamos o lanche sem pressa e nos dirigimos a parte do chalé onde havia uma piscina aquecida, e o local era coberto e o frio não pairava ali. 

Sentei-me em uma das espreguiçadeiras com adam ao lado e permaneci observando as pessoas pularem e saírem da piscina repetidas vezes, e ele lia um livro sobre mecânica quântica. Ben havia aproximando-se da piscina e os alunos iniciaram um coro mandando ele e a professora Melitta se juntarem a eles. Após muita insistência eles cederam.

A docente entrou com um maiô antiquado e no momento que Ben tirou sua camisa eu me perdi em seu corpo, como se nunca tivesse visto antes. Os gominhos pareciam ainda mais definidos e o V formado próximo ao cós da bermuda lhe dava um charme ensurdecedor. As meninas pareciam babar e parecendo notar isso, ele saltou na piscina cobrindo-se com a água.

Mesmo com a prova de uma relação com ele viva dentro de meu ventre, ainda não conseguia acreditar. Ben era incrivelmente lindo e maravilhoso e os momentos com ele foram memoráveis a ponto de serem lembrados diariamente, e apesar de tudo, não conseguia entender por que ele se interessou por mim.

-Max.-senti um cutucão no braço e me deparei com os óculos de Adi. -Não fique olhando assim para ele, está muito evidente. -concertei a garganta e encarei meu habitual all star, cansada de como meus dias estavam seguindo.

No fim da tarde todos estavam exaustos e aos poucos os banheiros foram revezados para o banho. O aglomerado de alunos foi diminuindo quando o negrume havia consumido o céu. Após despedir do Adam do outro lado de rio, segui para a minha barraca fazendo meu celular de lanterna para não tropeçar ou destruir a cabana de alguém.

A calmaria da floresta era afável embora o frio estivesse desconcertante. Fechei o zíper da barraca e retirei minha calça de moletom ficando de shorts, era melhor para adormecer. Enfiei-me num saco de dormir e me acomodei de lado escutando o canto das cigarras e o chacoalhar da copa das arvores. Ignorando meu medo do escuro preguei as pálpebras e abracei meu corpo. 

Um barulho demasiado exacerbado iniciou-se em redor do meu dormitório no momento que consegui cochilar. Sentei-me exasperada com o coração acelerado e liguei o pequeno lampião.

A ideia de ser um urso apossou-me amedrontando cada parte minha, a região era famosa por isso. A saída da barraca se movimentou e me encolhi mais se é que fosse possível. Um graveto estralou indagando que algo ou alguém estava mais próximo e logo uma fisionomia adentrou o local e em um solavanco levantei para empurrar. 

Meus pulsos foram agarrados e num piscar de olhos identifiquei o rosto de Ben me fitando aflito. Como se ele sustentasse meu peso, ao soltar minhas mãos cambaleei para trás sentando-me. O zíper da barraca foi fechado por ele nos confinando dentro e de imediato um calor confortável preencheu meu corpo por estar em sua presença.

-Recomponha-se, é apenas eu.

-Professor, o que você está fazendo aqui? Alguém poderia ver e caso ocorresse seria inevitável um escândalo.

-Verifiquei antes de vir, todos estão dormindo. Não corremos risco. -bradou com maestria e seus olhos passearam por minhas pernas descobertas pela falta de panos do short e fixaram em minha coxa. Juntei os joelhos sentindo-me corar e seu campo de visão subiu para o meu rosto.

Não sabia ao certo o motivo do meu descontentamento mesmo depois de termos ido muito além disso diversas vezes, mas temia ser nosso afastamento atual. Num concertar de garganta ele trouxe-me de volta à realidade.-Como você se sente? A bola te machucou? -ele dobra a cabeça me analisando.

-Está tudo bem, não foi nada. -bradei avidamente alargando os lábios num sorriso forçado sentindo-me antagônica. Meu braço estava dolorido, mas nada que valesse um escândalo da parte de Ben ou ter de ir ao hospital. Torci os lábios pedindo aos céus que ele tenha esquecido toda a conversa estranha que tivemos em sua sala outrora. Pois desde o ocorrido, não trocamos nada além de palavras dogmáticas.

-Sobre a última vez que conversamos. -novamente sua voz ressoou grave cortando meus pensamentos-, estou desconcertado e confuso em demasia sobre o que pensar, poderia explicar-me melhor?-é, ele não esqueceu.

-Não foi nada. -forcei-lhe um sorriso novamente.-Eu estava de cabeça cheia aquele dia, muitas provas, sabe como é.-por sorte ele concordou com a cabeça indicando acreditar na minha desculpa esfarrapada. -Ben, quer dizer, Sr.Gray-me corrigi umedecendo as cordas vocais.-, gostaria de fazer-lhe uma pergunta pessoal.

-Apenas Ben. Não precisamos dessas formalidades fora da escola, sabe disso. Faça a pergunta.

-Victoria te procurou recentemente?-indaguei sem delongas, ele me analisou sinuoso com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos a frente do corpo. -Ben, eu acredito em você. Sobre o mal-entendido com ela, peço desculpas por não ter tentado acreditar por mim mesma. -uma faísca brilhou em sua íris azul iluminada pela fraca luz do lampião. Seus lábios se alargaram num sorriso alinhado e repleto de entusiasmo, quase sem perceber sorri de volta.

-Não sabe como foi bom ouvir isso. Fiquei à deriva por tanto tempo indagando-me sobre como lhe mostraria verdade. -disse mantendo a amabilidade nos lábios. -E não, não encontrei ela depois daquele dia. Reconheço que em suma, fui muito rude com a mesma. Pudera, o que ela fez não tem justificativa e o que causou não tem perdão.

-Não irei dar detalhes sobre como e porquê, mas eu tive uma conversa com ela. -apertei o lábio inferior com o polegar e Ben acompanhou meu gesto com os olhos. -Acho que precisam conversar, tem uma...coisa, que ela precisa contar-lhe. -após dizer tudo suspirei e evitei mirar Ben, que parecia alegre demais para o meu gosto.

-Dias passados ela tentou contatar-me e eu apenas ignorei. Não tenho interesse em saber nada sobre ela. Contudo, pelo que disse parece ser algo sério então farei o esforço, ainda mais agora que sei que você acredita em mim. -assenti resignada dando um sorriso casto. Ele coçou a nuca e passou a língua nos lábios. -Soube que terminou com Antony. -anuí novamente, me encolhendo. -Ele estava indignado, tagarelando que isso era um absurdo. Anda sendo incomodada por ele?-indagou com pura preocupação presa na voz.

-Não, não exatamente. Digo, ele liga às vezes e há momentos que me sinto observada, mas creio que seja cisma minha.

-Antony é-parou por um momento a fala acariciando o maxilar. -, ou era meu amigo bem próximo. -pisquei os olhos surpresa com a novidade. -Ele sempre foi muito controlador e narcisista. Por isso preocupei-me quando te vi com ele. -assenti envergonhada por não ter seguido seu conselho outrora. -Vocês se envolveram de forma mais intima? Isso pode ser um fator em potencial para a fixação dele. -arregalei os olhos e mirei o chão sentindo meu rosto queimar.

-Não. -respondi e vi a sombra de um sorriso no rosto de Ben mesmo com os olhos presos em meus pés descalços com os dedos avermelhados de frio. -Ele tentou algumas vezes, mas eu nunca quis. Não sentia nada com ele, sabe, as coisas. -meu rosto parecia que derreterei a qualquer momento igual sorvete no calor, era palpável minha vergonha.

-E comigo sente?-indagou e só notei sua proximidade quando sua respiração bateu em minha bochecha e sua mão tocou meu braço acariciando-o. Vi uma pequena bolinha brilhante passar por nós, como uma pequena fada. Sorri como criança e Ben sabiamente notou o porquê.

-Vaga-lumes.-sussurrou próximo a minha pele. -Você disse que nunca havia visto um.

-Disse? Não me recordo.

-Enquanto dormia. Digamos que a senhorita conversava dormindo. -arregalei os olhos e quase engasguei com a saliva.

-Isso acontecia com frequência?

-O suficiente para eu sentir falta. -sua boca aproximou-se no meu ombro depositando um beijo casto no mesmo me arrepiando por inteira. -Por mais imoral que tenha sido por conta de nossas idades e perigoso com relação ao meu emprego, sinto muita falta de você lá em casa. -a ponta dos seus dedos começaram a percorrer a lateral do meu pulso, subindo até minha nuca. Noto que estou prendendo a respiração quando o ar me falta.

Analisei seus olhos e o negrume de sua pupila havia encoberto todo o índigo, indicando excitação. Sua boca foi até meu pescoço onde iniciou beijos leves que me derreteram por inteira. -Sinto falta da sua pele. -beijou minha mandíbula e tragou meu pescoço. -Do seu cheiro. De tudo em você, minha menina. -sua mão grande apertou minha coxa. Não contive um gemido e uma risada soou abafada em minha pele.

Como se fosse um sinal para não prosseguirmos com isso, um movimento semelhante ao anterior em minha barraca iniciou-se. Nos afastamos de imediato aturdidos. Ben ajeitou sua blusa tampando sua parte proeminente e vi seu pomo-de-adão subir e descer. No momento que o zíper foi aberto a anatomia de Adam inundou o ambiente e meu coração falhou uma batida.

-Max, está tudo nem? -não, estou tendo um ataque cardíaco. Adam indagou parecendo não notar Ben de imediato e no momento em que ele avistou nosso docente, arregalei os olhos. Ambos se fitavam com repugnância e eu precisava agir apressadamente para impedir Ben de chegar numa conclusão inóspita.



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