História O Proibido - Capítulo 27


Escrita por: ~

Visualizações 538
Palavras 3.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Seinen
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá minhas crianças <3

Não quero mais nem falar sobre a demora, vocês ja conhecem toda a ladainha.

A parte boa é que, como eu disse antes, não quero deixar essa história inacabada.

A parte ruim é que estamos já na reta final. Este é nosso penúltimo capítulo (ou antepenúltimo)

Espero que gostem, de coração <3

Preparados?
Sem mais delongas....

Boa leitura!

Capítulo 27 - Flagrados?!


Fanfic / Fanfiction O Proibido - Capítulo 27 - Flagrados?!

VOZ DANIEL

Era natal. Como Eliot e minha mãe são cristãos, natal costuma ser uma festa importantíssima em nossa casa todos os anos. Agora, com a chegada de Julia, não seria diferente. Por ela e pela minha namorada, me esforcei para estar em casa para o natal, mesmo totalmente sem vontade de encarar minha queridíssima família.

Veja bem, não é como se eu não amasse minha família. É que odeio meu irmão mais novo, minha mãe anda meio paranoica, meu padrasto é meu sogro e uma das minhas meias-irmãs é minha namorada. Nem de longe a perfeição dos famosos retratos de família. Mas como um bom filho e bom namorado, vesti minha melhor roupa (a que estava menos amassada) e dirigi rumo a minha velha casa.

— Olha só quem chegooou! – Lucy fazia festinha com Julia nos braços.

— Querido! – Minha mãe caminhou apressada em minha direção para me dar um abraço.

— Oi, mãe! – Esforcei para dar meu melhor sorriso enquanto Catherine me apertava e me enxia de beijos e não parava de falar sobre o quanto estava com saudade, o quanto eu fazia falta, o quanto ela queria que eu voltasse para casa. – Mãe, eu também sinto saudades, mas não posso voltar para casa. Vamos parar de falar dessas coisas e apenas aproveitar a noite, sim? – Pedi com cuidado.

Mamãe ia responder, mas foi interrompida por Eliot vindo da cozinha com algumas bandejas na mão.

— Campeão! – Meu padrasto exclamou ao me ver. Deixou as coisas na mesa e veio me cumprimentar com um abraço. – Como vão as coisas? A casa nova? Conheceu alguém interessante nesses tempos?

A-ham.

— Não me venha com essas histórias, Eliot. Daniel está focado no trabalho e não tem nada que estar atrás de mulher agora. – Minha mãe irritou-se.

— Faça-me o favor, Cathy, o seu filho já é um homem crescido, independente! Vai mesmo ficar tratando ele como uma criança pro resto da vida? – Eliot a respondeu.

— Ah, Eliot! O meu filho saiu de casa pra poder focar mais no trabalho. Não pra ficar pegando mulher por aí. Não é, Dani? – Catherine questionou.

— Na verdade, mãe... – Tentei falar.

— AH! Eu sabia! O moleque saiu de casa já pensando em novas possibilidades, hein, campeão? Mas olha lá... Juízo, garoto. Tem que formar família, não ficar dando uma de irresponsável por aí. – Eliot falou.

— Eliot! – Catherine esbravejou.

— Olha só, pessoal, tem uma garota incrível que eu... – Fui cortado.

— Julia! Você não estava com saudades do seu irmão? Vamos lá dar um abraço nele! – Lucy me cortou e veio rapidamente em minha direção.

Abracei as meninas e fiz festinha com a irmã mais linda vestida de mamãe noel. Todos começaram a contar histórias envolvendo a Ju, rindo e conversando animadamente. Parece que a pequena salvou a noite que já não tinha começado lá muito bem. De repente, parecíamos uma família quase normal, quando comecei a questionar para mim mesmo a ausência de Ronie. Preferi não trazer o assunto à tona, afinal, estava muito bem assim.

É claro que não parava de olhar para Lucy. Ela prendeu os cabelos longos num rabo de cavalo que deixava sua nuca à mostra, e lá estava um pequeno arranhão causado por uma transa intensa. O vestido preto era bonito e tinha a alça um pouco frouxa, que acabava caindo com frequência... Exatamente como quando chegou nessa casa, como quando entrou na minha vida e a mudou para sempre.

Nossos olhares se cruzavam de vez em quando e ela as vezes ruborescia quando percebia que a encarava com certo desejo. Lucy havia escolhido uma meia calça que eu já havia elogiado várias vezes, posso estar errado, mas entendi que ela a vestiu pensando em mim... Querendo me provocar, talvez. Estava tentando ao máximo controlar meus pensamentos pervertidos em nome da tal moral e dos bons costumes... Não acho que minha mãe iria gostar muito de saber que estou namorando a enteada dela.

A conversa avançou noite adentro e, quando sentimos fome, fomos todos juntos comer. Seria a melhor parte, não fosse Catherine resolver que a família precisava estar completa para a ceia. Então subiu as escadas e, quando desceu, vinha com ele atrás. Ronie. O encarei sem conseguir disfarçar muito bem o incômodo. Eu não sei exatamente em que ponto começamos a nos odiar, já que tínhamos uma relação normal de irmãos há não muito mais que alguns anos atrás. Talvez tenha sido quando ele ficou famoso, ou quando descobri que estávamos afim da mesma pessoa...

De qualquer forma, ele também me encarou. Mas havia algo diferente dessa vez. Não tinha aquele olhar superior irritante, ou aquele ar prepotente. Ele parecia apenas incomodado, completamente desconfortável com a situação. Notei que olhou para mim e depois para Lucy; então também a encarei e ela me olhou de volta, depois para ele... Ela estava tentando me dizer algo com esse olhar... Parecia aflita. Eliot pareceu notar que havia algo errado e pigarreou, chamando atenção de nós três.

— Vamos comer, então? – Meu padrasto falou.

Meu irmão puxou uma cadeira para se sentar.

— Não vai cumprimentar seu irmão, Ronie? – Catherine disse em tom quase rude. Ela sabia que havia algo errado.

Lucy por um momento arregalou os olhos. Percebi Ronie prender a respiração e me encarou tão sem reação quanto eu. É exatamente por situações como essa que eu não queria ter vindo aqui. Notei que ele não diria nada, pois sentou-se à mesa ignorando nossa mãe, então apenas voltei minha atenção ao prato de comida a minha frente.

— Olá, irmão. – Ouvi de repente. Levantei a cabeça e ele estava me encarando, assim como todos os outros na mesa.

— Olá. – Respondi desconfiado.

Ele então começou a se servir como se nada tivesse acontecido. Minha mãe pareceu um pouco mais satisfeita com essa interação digna de prêmios, para não dizer o contrário. E estávamos todos nós ali, comendo enquanto tentávamos disfarçar, fingir que nem havíamos notado a tensão no ar presente naquele momento em que eu contava as horas para voltar para casa e fingir que nada aconteceu. O único barulho naquela sala era dos talheres batendo nos pratos e alguns balbucios da Julia. Estava rezando para que ela fizesse algo engraçado ou, sei lá, chorasse; assim todas as atenções voltariam para a caçula.

Mais tarde, Eliot pegou um champanhe na geladeira e eu sabia que era hora de sair abraçando falsamente as pessoas e deseja-las feliz natal. Ronie até tentou subir e voltar ao quarto assim que acabou de comer, mas foi imediatamente barrado por Catherine, que começou a tirar pacotes de presentes do além e distribuir entre nós. Ronie ganhou um relógio caro, dado pela minha mãe e meu padrasto, Eliot ganhou da mulher duas camisas, uma social e outra com duas pequenas marcas de mãos e escrito “papai é o melhor”, em nome de Julia. Ele nunca usaria essa camisa, todos sabem disso, mas é claro que fingiu adorar.

Para Cathy reservaram-se presentes “de mãe” (inclusive o meu); Lucy foi a única que havia comprado algumas maquiagens para a matriarca. Recebeu em troca dois pares de sapatos novos, um que ela jamais usaria e outro que era exatamente do seu estilo. Provavelmente dados por Eliot e Catherine, respectivamente. Ronie também a entregou algo. Tentei prestar atenção, mas estava sendo interrompido por Catherine me dando presentes e felicitações também; entretanto, notei que minha namorada ganhou uma caixinha pequena com um par de brincos, mas havia algo mais lá dentro que a deixou meio confusa. Com um olhar de Ronie eles se entenderam e Lucy disfarçou o que quer que tenha acontecido ali.

O que diabos foi isso aqui?

Fiz questão de deixar Lucy notar meu incômodo. Ela baixou a cabeça tentou disfarçar indo dar atenção para Julia. Levei minha mão até meu bolso e tirei de lá outra caixinha com o presente que eu havia comprado para minha namorada.

Já fazia alguns meses que eu queria contar para minha mãe e Eliot que eu e Lucy estávamos juntos, que nos amávamos e que eles teriam que aceitar isso, pois assim seria melhor para todo mundo. Eu já havia planejado tudo, daria várias dicas discretas para a família, como por exemplo, de presente de natal para Lucy eu daria um anel, que seria nosso anel de compromisso. Entre outras coisas. Então, se minha namorada concordasse (se eu conseguisse convencê-la), nós conversaríamos com nossos pais e explicaríamos toda a situação da forma mais calma e madura possível. Caso eles não aceitassem de jeito nenhum, Lucy se mudaria e moraria comigo no meu apartamento. Com o dinheiro que eu estou ganhando da empresa graças ao último jogo, conseguiria sustentar nós dois até que Lucy também arranjasse alguma forma de ganhar dinheiro.

Meus planos também incluíam casamento e filhos. E aquela história de “felizes para sempre”, na medida do possível é claro. E, na melhor das hipóteses, nossos pais acabariam cedendo e poderíamos viver quase normalmente pelo resto de nossas vidas.

Mas é claro... A vida nunca acontece de acordo com nossos planos.

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VOZ LUCY

            Daniel tirou uma caixinha do bolso e caminhou em minha direção. Ele parecia um pouco irritado e eu sabia o motivo. Ronie. Ronie sempre é o motivo da irritação de Daniel. Entretanto, dessa vez, eu também estava confusa sobre o acontecimento.

            Meu irmão mais novo me entregou uma caixa com um par de brincos de presente de natal, mas isso foi apenas um disfarce. A caixa tinha fundo falso e, embaixo dos brincos, havia um pendrive. Fiquei confusa sobre o que aquilo poderia significar, mas não poderia perguntar nada em frente a toda família; afinal, mesmo após a suposta mudança de Ronie, ainda não consigo confiar 100% nele.

            — Aqui está seu presente, amor. – Daniel falou em voz mais alta do que deveria e atirou a caixinha em minha direção.

            Meu pai imediatamente olhou parecendo um pouco desconfiado. Por que Daniel tinha que me chamar de “amor” na frente da família inteira?

Ele já tinha me dito antes que gostaria de contar para nossos pais sobre nós dois, porém eu neguei. Essa possibilidade me deixa bem aflita, apesar de saber que não podemos viver escondidos para sempre e, se queremos levar o relacionamento adiante, hora ou outra precisaríamos revelar o segredo.

— Não vai abrir? – Ele perguntou em tom de provocação.

— Ahn... – Balbuciei um pouco nervosa. Abri a pequena caixa e me deparei com um belíssimo anel dourado, com umas cinco pedrinhas brilhantes minúsculas cravejadas. Meu coração começou a bater mais forte em um misto de alegria e tensão.

— Não gostou, bonequinha? – Meu namorado falou baixo, agora já bem perto de mim. Mais perto do que deveria. Senti aquele aperto no peito causado pelo uso desse apelido que sempre me deixava com as perna bambas. Por que isso agora, Daniel? – Eu... amei. Obrigada, Dan.

Então eu o abracei. Para agradecer pelo presente e porque aquele abraço sempre me acalmava, sempre me trazia segurança. Porém, Daniel parecia estar mesmo tentando me provocar hoje; posicionou uma de suas mãos na minha lombar, muito próximo ao meu bumbum, a outra segurou minha cabeça enquanto seus dedos começavam a segurar meu cabelo, como se fosse dar um puxão (uma pratica não muito rara quando fazemos sexo). O tiro de misericórdia foi o beijo em minha orelha; um arrepio me subiu pela espinha, deixei escapar um suspiro.

Num estalo de consciência, empurrei-me para longe de Daniel. Percebi olhares inquietos da minha família, estavam todos meio confusos, droga. Menos meu namorado; lá estava ele com um sorrisinho irônico irritante de satisfação. Eu precisava fazer alguma coisa rápido. Alguma coisa que desmanchasse todas aquelas impressões ruins... Mas o que, Lucy, o que?

— Obrigada mesmo, irmão. Mas eu preferia ter ganhado um jogo novo. – Falei tentando soar naturalmente sarcástica. Idiotice, meu desconforto era completamente perceptível.

— Vou te mostrar jogos muito... – Daniel começou, mas eu o interrompi antes que terminasse a fala maliciosa.

— Ron, eu amei o par de brincos! – Andei em direção ao meu irmão e deixei que o impulso causado pelo desespero falasse mais alto. O abracei. Um abraço apertado. Ron ficou sem reação, retribuindo com um abraço frouxo.

Ao soltá-lo, Daniel e ele me encaravam. Ambos com uma expressão surpresa, porém a de Dan parecia mais indignação. Talvez eu tenha feito merda.

O resto da noite correu sem maiores problemas. Meu namorado tinha se calado, provavelmente estava irritado, mas eu atingi meu objetivo de fazê-lo parar de tentar nos entregar. Sentamos todos juntos na sala e conversamos durante algumas horas tentando disfarçar o desconforto. Por volta das 2h da manhã, Daniel disse que já iria para casa, mas Catherine insistiu que ficasse. Sem sucesso, é claro; onde ele dormiria? Com Ronie? Sem chance.

— Colocaremos um colchão pra você na sala. – Ela continuou. – Ora, querido... Você quase não aparece mais por aqui; e hoje é um dia especial, um dia de família! Vamos, ao menos... fique para o almoço de amanhã. – Catherine estava tentando bastante, sua voz soava triste. Ela ficaria decepcionadíssima se Daniel não ficasse.

— Você deveria ficar. – Uma voz inesperada soltou essa frase. Ronie falou de forma descontraída. Ronie pediu a Daniel que ficasse. Ronie. – Temos muito o que conversar, irmão.

Um silêncio se fez no local. Todos sabiam da complexa relação dos irmãos; ninguém esperava um pedido público por uma conversa. Daniel levantou os olhos calmamente e encarou Ronie por alguns segundos, talvez ele próprio não soubesse como reagir.

— Só se Julia deixar eu dormir com ela. – Daniel falou tentando descontrair e começou a brincar com a pequena.

— Claro, se quiser acordar de uma em uma hora. – Papai respondeu brincando.

Meia hora depois e as coisas estavam ajeitadas. O colchão estava na sala para Daniel, Catherine tinha ido colocar Julia para dormir e meu pai lavava as louças. Em breve todos subiram para seus quartos e eu estava sozinha na sala com Daniel. Tentei imaginar o que se passava pela sua cabeça antes de começar qualquer conversa; que pelo visto ele não iria iniciar.

— O que deu em você hoje? – Quebrei o silencio.

Daniel permaneceu em silencio, apenas me lançou um olhar frio e rápido.

— Eu estou falando com você. – Me aproximei, sentando ao seu lado no colchão.

— Não sei do que está falando. – Ele respondeu. Me irritei.

— Ah, faça-me o favor. Não se faça de desentendido. Por que estava tendo aquelas atitudes na frente de Catherine e Eliot?

— Atitudes? Que atitudes? As de tratar você como a minha namorada, que é o que você é? Ou era? – Ele continuava frio, encarando a televisão.

— Shhh, fala baixo! – Exclamei. - Era? Do que você ta falando? Vai terminar comigo por eu não estar preparada para contar as pessoas?

— Eu não vou terminar com você, Lucy. É você que anda cheia de segredos com aquele fodido do Ronie. Olhares, presentes, abraços... E agora essa, ele quer “conversar comigo”.

— Acha que eu tenho algo a ver com isso? – Mas o que Daniel estava insinuando?

— Me diz você.

— Daniel Allen, você não está pensando que...

— Que ela trai você comigo? Poderia. Mas não. – A voz de Ronie surgiu atrás de nós. – Não tenho mais interesse em relações incestuosas.

— Idiota. Isso não é incesto. – Respondi.

— Era isso? Ele sabe? Precisava me fazer dormir aqui pra contar isso? – Daniel revirou os olhos. – E agora? Vai contar pra todo mundo? Vai em frente.

— Imbecil. – Ronie disse frio. – O que eu tinha contra vocês já devolvi. – Meu irmão me encarou. Como assim? Fiz cara de dúvida. – O pendrive, Lucy, está tudo no pendrive.

É isso. Um pendrive com as fotos em que eu e Daniel nos beijamos. Ronie devolveu.

— Pra começo de conversa, eu sabia há muito tempo, Daniel. Eu tinha fotos de vocês que nossa priminha fez questão de tirar. Ameacei tua namorada com elas. Lia queria separar vocês dois tanto quanto eu.

Aquela vagabunda.

­— Além disso, também foi ela que tirou fotos suas, Lucy. Ela por acaso conhecia Thomas Bolton, ele a ajudou a entrar no banheiro feminino e tirar suas fotos. Ele a ajudou a fazer você brigar com seus amigos. Acho que Lia te odeia mais do que eu odeio o Daniel.

— O que quer dizer com “fazer eu brigar com meus amigos”?

— Eles sabem de tudo também, Lucy. Lia usou as fotos de vocês dois juntos depois que você teve aquela briga idiota com seus amigos. Ela fez a cabeça deles contra você. Ela manipula.

— E você é o santo. – Daniel disse num tom irônico.

— Deus me livre. Mas eu, ao contrário dela, não odeio Lucy. Não gostei de vê-la tão mal e fui me afastando aos poucos. Isso não valia pra mim como vale pra você. Eu não amo Lucy dessa forma. Lia surtou depois que eu quis parar com os esquemas, chegou até mesmo a mencionar para Eliot e Catherine sobre vocês dois... Eu a impedi antes que contasse a verdade e fiz com que fosse embora. Eu também sei alguns podres da priminha...

— O que ela disse pros nossos pais? – Perguntei preocupada. Eu não consigo acreditar nisso. Lia? A vadia da Lia?

— Fez insinuações, especulações. “Vocês não acham que Daniel e Lucy andam muito próximos?”. Disse também algo sobre “não ter problema se vocês dois namorassem, afinal, não são irmãos”.

Ronie fez uma pausa como se escolhesse as palavras que diria em seguida. Ele tinha um ar pensativo, até meio triste. Eu não sei até que ponto acreditar nessa história toda e, pelo visto, Daniel também não.

— Eliot e Catherine então ficaram estranhos. Mais tarde eu descobri o motivo. – Ronie continuou.

— Qual o motivo? – Perguntei.

— O motivo é que eles não acham normal que a gente fique juntos. Mas isso não importa, Lucy. Eu falei que posso te sustentar, se eles reagirem na pior das hipóteses. Você tem minha casa, nossa felicidade. – Daniel retrucou.

— É claro que importa, Daniel. Eu não quero brigar com minha família.

— Eles vão ter que aceitar hora ou outra Lucy. É a nossa vida, nosso relacionamento. Ninguém vai tirar você de mim, nunca.

Ronie pigarreou.

— Vocês não podem ficar juntos. – Ele disse, mais uma vez. – As coisas são muito mais complicadas que isso e...

— Cala essa boca, Ronie. Não pense que tá tudo bem agora só porque você veio contar coisas pra gente. Culpou a Lia e tirou o teu da reta, não é? Vá se foder. – Daniel respondeu.

— Dan... Calma... – Tentei.

— Tá, esquece. Eu não tô aqui pra que vocês dois me amem. Eu vim contar as coisas, exatamente. Mas foda-se vocês dois daqui pra frente. Eu não ligo pro que você pensa, Daniel. A verdade foi dita. Minha obrigação moral acabou.

— Você não tem moral, Ronie.

— Vindo de alguém numa relação incestuosa, sabemos quem não tem moral aqui. Ao menos a minha eu estou tentando restituir.

— Chega! – Gritei. – Ronie, não estamos cometendo incesto e você não tem que se meter no nosso relacionamento. Daniel, para de ser tão estúpido e grosso! Isso é o que? Ciúmes?

— Eu não vou ficar ouvindo isso. – Ambos disseram em coro. Se entreolharam.

— Façam como quiserem. – Ronie disse e depois subiu as escadas.

— Perdão, Lucy. Eu não confio nesse cara. Eu sei lá. Sei que prometi pra você que iria parar de agir feito louco... Perdão. – Daniel falou cabisbaixo.

— Confia em mim, então. – Respondi.

Dan balançou a cabeça. Me puxou para perto de si e me deu um beijo.

— Você é minha? Só minha? – Falou com a voz grave.

— Só sua... – Respondi fraco. Outro beijo, suave, tentador.

— Minha bonequinha. – Ele disse em meu ouvido. Eu já conseguia sentir meu coração acelerar. –

            Daniel acariciava minhas coxas com uma das mãos enquanto com a outra ele puxava calmamente meu cabelo, abrindo caminho para que ele começasse a dar beijos em meu pescoço. 

— Casa comigo? – Daniel disse me encarando com seus penetrantes olhos azuis.

— O-o que? – Perguntei. Eu havia escutado muito bem o que ele disse, mas estava tão surpresa que não sabia como reagir.

— A verdade é que você desperta em mim muito mais do que desejo, Lucy. Você me torna uma pessoa melhor a cada dia, tudo o que eu consegui de melhor nessa vida foi por você. Eu sei que é cedo demais, que tecnicamente você nem pode se casar agora, mas...

— Shh. – Falei, colocando um dedo sobre seus lábios. – Eu aceito. Não vamos casar agora, sabemos, mas... Quando chegar a hora de verdade, eu direi sim.

— Eu te amo, Lucy.

— Eu te amo, Daniel.

Daniel puxou delicadamente minha cabeça para perto da sua, fazendo nossos lábios se encontrarem. Meu coração estava em êxtase. Eu queria contar para todo mundo, queria gritar pro planeta inteiro que eu estava incontrolavelmente feliz.

 Nos beijamos durante alguns segundos.

Até ouvirmos uma voz.

— Mas o que significa isso?

Então, de repente, tudo desmoronou.

 

 


Notas Finais


Até a próxima semana eu posto o final <3

Espero o comentários de vocês! Sentiram saudades???
Quais as expectativas para o fim? E agora? Quem será que flagrou nosso casal???


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