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História O protegido. - Capítulo 5


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Notas do Autor


puts eu adorei escrever esse capítulo.

Capítulo 5 - Capítulo 5.


Os olhos lilases liam e reliam as linhas das paginas impressas pelo doutor de onde havia as recebido há pouco tempo. Fora inevitável um suspiro profundo sair por seus lábios.

Por fim jogou as folhas sobre a mesinha de madeira da cafeteria onde estava e aproveitou o cappuccino que havia pedido há pelo menos uns quinze minutos. Tinha que aproveitar a folga, e ser quem ele realmente queria ser - nem que por apenas um dia -, já que a semana não lhe permitia. Não era fácil ser um "quase agente duplo".

Não que fosse importante, mas ter um subgênero era importante, sua vida poderia seguir em frente normalmente o único problema era a vida amorosa que já não estava boa e talvez, agora, fosse de mal a pior ou não mudasse.

- Shin!!

Mas uma coisa que Hitoshi sabia que não mudaria era o sorriso que brilhava, talvez mais que o sol, e o dono dele era Kaminari Denki. Cautelosamente, juntou os papéis para que o outro não soubesse de seu conteúdo.

O alfa de cabelos louros sentou-se em uma das cadeiras e rapidamente puxou assunto. E mesmo que a atitude de Hitoshi em esconder a verdade fosse até que boa, ele não conseguiu por muito tempo.

- Fez de novo o exame sobre os gêneros... - Comentou vagamente em uma das pausas que fizeram na conversa.

- É a última vez. - Deu de ombros e jogou um sorriso de canto nos lábios. - Só pra desencargo de consciência.

Dês de que Hitoshi completará seus quatro anos, nunca conseguiram dizer à que classe secundária lhe era pertencente, então para não explicar a situação toda vez que lhe era perguntado ele apenas dizia ser um beta - mesmo que os exames nem mesmo acusassem este.

Os pensamentos vagaram para longe em segundos, mas algo o trouxe de volta no minuto seguinte. A mão do alfa havia tomado a sua e nos lábios do mesmo continha um sorriso acolhedor.

- Isso não muda em nada sabe? Você não deixa de ser melhor ou pior do que ninguém. Você é incrível Toshi e faz coisas incríveis, sabe disso.

Embora o arroxeado não houvesse desfeito o toque, Kaminari voltou a se afastar sabendo que Shinsou não gostava muito que invadissem seu espaço pessoal.

Suspirou pela segunda vez naquela manhã e encarou profundamente os olhos dourados do alfa a sua frente.

- Denki. - Fez uma pausa e conseguiu perceber que este segurou a respiração. - Devemos parar de nos ver... - Disse devagar, observando as feições do outro. - Eu não quero prolongar algo que possa ser um grande sofrimento depois, não espera, me deixa terminar de falar. Um alfa só se satisfaz realmente com um ômega e isso que nós temos aqui é mera atração, não vai durar para sempre.

As palavras proferidas por Hitoshi foram ditas de forma calma, suave, sem a intenção de machuca-lo, disso Denki tinha certeza, mas não deixava de ser duras e de arrancar um pedacinho de seu coração. Apenas desviou os olhos amarelos de si, sem nenhuma força ou coragem para contradize-lo.

O de olhos lilases também desviou o olhar e em seguida tirou do bolso algumas notas de dinheiro para pagar pelo café, tanto o dele quanto o de Kaminari. E antes de partir, se permitiu pegar na mão que ainda repousava sobre a mesa, a apertou e deixou um beijo em seu dorso em seguida rumou para fora da cafeteria.

Kaminari chegou ao esconderijo com olhos inchados e uma profunda tristeza que ele escondeu facilmente sobre seu manto sorridente de que nunca conseguia ser abalado, indo direto para cozinha, sabendo que encontraria Mina ou Asui por lá.

Mas o que ele não esperava encontrar era um pequeno e assustado ômega, vestindo pijama e visualmente perdido.

- Ômega? - Os olhos amarelos piscaram varias vezes sem acreditar. - ÔMEGA. - De desacreditado seu tom foi para contente.

Finalmente iria conhecer o protegido de seu chefe.

Izuku quando o ouviu, virou-se totalmente surpreso e com ainda mais medo, conseguia sentir que quem falava consigo era um alfa e isso o deixou ainda mais desesperado.

- E-ei eu não vou te fazer nada juro, sou amigo, pode confiar. Hm, agora, o que você está fazendo aqui, uh? - Tratou de se explicar, era evidente os feromônios de medo que ele lançava sobre o ambiente.

Logo ambos escutaram passos apressados até onde estavam, a segunda a entrar no recinto fora Mina, seus grandes olhos de guaxinim fitaram a figura encolhida do outro lado do cômodo, as mãos sobre o peito, corpo trêmulo.

- Kami, o que você fez? - Ela perguntou, agoniada, pondo a mão sobre o nariz por conta do que o ômega exalava.

- E-eu não fiz nada! Cheguei e ele já estava aqui! Onde está a Asui??

E quase que de forma instantânea o odor que inundava o ambiente diminuiu, consideravelmente.

- Hm, você é o Midoriya, não é? O ômega do Katsuki? - Indagou Mina à uma distância razoável para que ele não a tivesse como ameaça.

Izuku desviou os olhos grandes e verdes da rosada, as bochechas não deixando de adquirir um tom avermelhado, ele não era nada de Katsuki, mas ainda assim apenas a possibilidade lhe fez ficar ansioso.

Mina e Denki trocaram rápidos olhares, não deixando passar despercebido o quanto aquilo fora fofo.

- Eu sou Mina e este é meu amigo Kaminari. Somos amigos do Katsuki, podemos ajudar a procura-lo se quiser, hm? O que acha?

Mas antes que o ômega pensasse em aceitar ou não a sugestão, Tsuyu adentrou o lugar como um furacão perguntando sobre o mesmo, e pode se deixar respirar aliviada em vê-lo são e salvo. Mesmo que não esperasse encontra-lo de outra forma, sabia que nenhum ali seria louco de relar um dedo em Izuku.

Devidamente seguro de que estava bem, o ômega se deixou levar a segunda parte da cozinha onde eles geralmente faziam as refeições, juntamente com o trio e não demorou muito para que Kirishima se juntasse a eles, super interessado no novo integrante.

Enquanto isso certo Alfa repensava sobre a conversa que tivera com a cara de lua depois da briga contra a gangue adversária. A enfermeira parecia apreensiva em lhe contar o que sabia sobre seu melhor amigo de infância. Mas depois de respirar fundo ela resolveu falar, séria e direta.

"Izuku me disse que seu período está pra chegar, e isso desencadeou um pequeno surto por parte dele..."

Ela contou, mordendo o lábio inferior sentida pelo pequeno ômega, no entanto Katsuki não via problema algum nisso, era algo natural, Alfas é Ômegas passavam por isso. Mas o que vinha a seguir o deixou a beira de um colapso nervoso.

"Ele me disse... Que... Bem... Basicamente sua primeira vez não foi consentida e até então ninguém sabia disso. E ele apenas voltou 'a se lembrar' por que notou certo desconforto dias atrás e estar em um ambiente cheio de alfas lhe fez reviver o ocorrido. Talvez o estresse pelo dia do ataque tenha encoberto seus outros traumas..."

Katsuki segurou firme a poltrona, afundando seus dedos contra o estofado vermelho. Ter ouvido aquilo da boca de Uraraka lhe deixou sem saber o que fazer, pensando no que Izuku poderia estar sentindo ao estar em sua presença.

E isso o fez planejar o que faria com o ômega quando este começasse a sentir o calor, teria que deixa-lo isolado e prover sua segurança tanto do seu pessoal e até de si mesmo.

Decidiu sair de sua sala e ir ao escritório, onde surpreendentemente nem Shoto estava, aquilo lhe fez erguer uma sobrancelha em questionamento.

Onde todos haviam de estar a essa hora se não no escritório?

Uma gargalhada alta, que com certeza era de Mina, e um falatório de Kaminari e Kirishima lhe fizeram desviar a atenção e pôs-se a caminhar em direção ao burburinho.

Onde surpreendentemente, Shoto estava, segurando uma xícara de café escorado na parede de frente ao que seria o centro de toda a atenção. E pela terceira vez em menos de seis minutos, Katsuki estava surpreso.

Em meio a roda de seus subordinados estava Izuku, em uma cadeira com uma caixa de toddynho mas pequenas mãos, os olhos curiosos iam de um ao outro captando tudo que falavam, mesmo que o assunto não fosse direcionado a si.

E mesmo que em seu interior seu Alfa o quisesse retira-lo dali não pode deixar de ficar tranquilo vendo quão bem e talvez familiarizado o ômega estava, sua tranquilidade estava estampada em seus ombros que não pareciam tensos e na feição tranquila de seus olhos e nas tímidas risadas que dava ao ouvir algo engraçado.

E talvez continuasse assim se seus orbes esmeraldinos não colidissem com o seus e toda a tensão voltasse de uma hora para a outra fazendo com que os Alfas do local ficassem atentos a mudança repentina.

- Kacchan. - Os olhos do ômega se tornaram úmidos e todos ficaram apreensivos abre o que fazer com um ômega prestes a chorar.

A única coisa que fizeram então fora lançar um olhar acusatório para o recém chegado.

Que no caso também estava surpreso com a atitude do outro.

- Deku? - Saiu de perto do batente da porta e se endireitou não sabendo se devia ir até ele ou deixar que este fizesse os próximos movimentos.

E então, para desespero de todos Izuku começou a chorar, sem aviso e sem um motivo aparente.

Um corre corre e um couro de "o que aconteceu?" "você está bem" começou e o menino só conseguia soltar grandes soluços e negar com a cabeça, porém não sabiam dizer se aquilo significava que ele não estava bem ou que nao conseguia dizer o que realmente queria.

Se afastando das perguntas apenas seguiu para cima do Alfa que se encontrava sem saber o que fazer em relação o ocorrido, e o deixando ainda mais sem saber como proceder o esverdeado apenas o agarrou pela cintura chorando em seu peito, no que parecia... Alívio?

- Katsuki o que você fez pra minha criança? - Ríspida, questionou Asui e o alfa pode perceber sua bravesa ao não trata-lo com a cordialidade que tanto conhecia vinda dela.

Repousando uma das mãos sobre os cachos verdes do ômega Katsuki apenas negou com a cabeça, dizendo-lhes que também não sabia o que tinha acontecido.

- P-por que... - Um soluço forte e alto interrompeu a frase que o ômega estava tentando dizer. - P-por que você não e-estava lá q-quando e-eu a-acordei?

As íris escarlate o fitaram, atônitos. E com um segundo olhar para o extras no local, foi o mínimo para que entendessem que tinham que se retirar e ele não iria "pedir" novamente. E como filhos obedientes o fizeram, mas nem isso impediu Ashido de olha-lo com um olhar assassino que dizia para ajeitar o que quer que tivesse acontecido.

Kaminari murmurou algo como "o assunto ficou pessoal de mais repente..." e saiu com o restante dos integrantes.

- Deku. - Testou. - Deku? - Chamou de novo olhando o ômega com a cara enfiada em seu peito ainda soluçando repetidas vezes.

- Hmm. - Um suspiro entre cortado.

- Quer me dizer o que aconteceu? - Os movimentos circulares de seus dedos nas madeixas nunca deixando-o.

- V-você não voltou para o quarto. E-eu fiquei preocupado, mesmo de manhã você n-não estava lá. Asui-i me disse que foram em uma missão perigosa...

Reprimiu um "tsc" Asui não devia contar a ele sobre coisas como está.

- Ela disse que não era para eu saber, mas quando percebeu, já tinha falado.

Katsuki maneou a cabeça, relevando, mas ainda assim não deixando de pensar que ela deveria ser mais cuidadosa.

- Achei melhor não dormir lá essa noite, só isso.

- E-eu incomodo você? - E pela primeira vez Izuku se afastou do peito de Katsuki, mas não deixando de manter contato com o mesmo.

- Não, não encomoda. - Assegurou, no entanto sentia que aquilo não fora o suficiente para acalmar o ômega.

E sem esperar Izuku se afastou completamente de Bakugou. Lógico que o incomodava, que alfa gostaria de ficar com um ômega sem poder fazer mais do que estar ao lado. Era um estorvo!

- Izuku. - Chamou-o antes que ele explodisse de tanto murmurar. - Uraraka me contou o que houve enquanto estive fora.

O ômega endireitou-se no mesmo instante, a tremedeira em seu corpo recomeçou.

- Não quis ser um gatilho pra você como já havia acontecido então achei melhor que não mantivesse contato.

- Kacchan. - Izuku choramingou.

- Eu vou cuidar de você Izuku, já te disse isso.

- Mas... Mas nem é a sua obrigação é mesmo assim... Mesmo assim-

Katsuki rompeu o espaço entre os dois e o puxou para perto, dessa vez o abraçando devidamente, para que Izuku se sentisse protegido.

- Você não é um problema Deku. Lhe garanto isso. Vou esperar o tempo que precisar para que se recupere. Para que esteja pronto. - Izuku engoliu em seco, vidrado nos olhos vermelhos que estavam a centímetros dos seus, assim como todo o rosto do alfa e seu hálito que se misturava com o seu.

E sabia que Katsuki não se referia apenas a sua reabilitação e sim de estar perto dele para um algo a mais o que fez suas bochechas queimarem e Katsuki soprar um riso pelas narinas.

E agora de pertinho ele se deu conta que sua sobrancelha estava costurada a maçã do rosto arroxeada devido ao ataque que sofrerá, não muito diferente dos de mais com quem esteve conversando a momentos atrás.

Num pequeno impulso inclinou-se para depositar pequenos selares nos ematomas aparentes que maculavam o rosto bonito.

Sorrindo envergonhado por fim disse;

- Espere por mim então, Kacchan.


Notas Finais


meio q eu amo enfiar umas história secundária em td q eu escrevi é mais forte que eu

SIM EU METI UM KAMINARI ALFA E UM HITOSHI (sem sub gênero kk) sofrendo pelos meua bebês

acho q dps de um herdeiro p o rei essa fic aqui se tornou meu xodó aiai

como q ta sendo a quarentena de vocês, uh?


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