1. Spirit Fanfics >
  2. O protegido -BokuAka- Máfia AU >
  3. Projétil

História O protegido -BokuAka- Máfia AU - Capítulo 13


Escrita por: M-Oliver

Notas do Autor


Boa leitura :3

Capítulo 13 - Projétil


Hinata levou certa se 40 minutos para conseguir chegar no local onde Bokuto receberia ajuda, sabia que o amigo era teimoso igual uma mula as vezes e estava dando graças que o platinado ainda estava desmaiado, parecia cruel mas é que sabia que se ele acordasse, agora sem a adrenalina, iria surtar vendo o seu próprio sangue manchando suas roupa tirando o fato da bala ainda estar alojada em seu braço e Hinata já odiava dirigir carro, ainda mais o de Bokuto, tudo era grande demais e ele era obrigado a seguir as regras de trânsito.

Estava naquela vida a muito tempo e não seria a primeira e nem a última vez que um deles levaria um tiro mas isso não queria dizer que ficava menos apavorado quando acontecia, Koutaro era como a sua família, não podia perde-lo, sabia que era “apenas” uma bala no braço, mas mesmo assim, seu coração doía só de pensar.

Chegando na mansão Bokuto, claramente não ia conseguir carregar o amigo sozinho, os outros homens que não tinham ido naquela missão já sabiam de toda a situação então quando viram o grande carro preto chegar, já estavam preparando.

- Levem ele para a enfermaria. – Disse assim que desceu do carro batendo a porta.

- Sim, senhor.

- O médico já está aqui?

- Sim, senhor. – Os funcionários não tinham medo de Hinata, pelo contrário, achavam ele até sorridente demais mas quando se tratava de Bokuto, era normal ver o ruivo tenso.

- Ah, doçura, agora não... – Disse quando olhou para a tela do celular e viu mensagem de Kageyama, não iria começar uma conversa se não fosse dar 100% de atenção ao seu garoto.

Assim que o corpo tocou a maca gelada, Bokuto deu sinais de que iria despertar, sua boca estava seca e a cabeça ardia muito, tentou falar algo mas sentiu uma fisgada forte no braço, a visão ainda estava meio embaçada então só viu alguém que poderia ser o médico, já que estava todo de branco, máscara, touca e luvas, a pessoa se aproximava dele e ele ficou inquieto, olhou para o lado e viu Hinata conversando com Mina pela parede que era de vidro, mexeu a cabeça e viu o sangue seco na roupa e sentiu que poderia desmaiar novamente, mais uma olhada em Mina e Shoyou que pareciam em uma pequena discussão até que o azul daqueles olhos grudaram nos dele.

- Agashe...

- Eu tô aqui, fica tranquilo, vou cuidar de você. – O moreno rasgou o restante da roupa com o auxílio de uma tesoura, agora nu da cintura para cima seria mais fácil, antes de começar o procedimento, aplicou um sedativo leve para ajudar o platinado a relaxar e em seguida dormir, colocou o oxigênio e assim poderia começar.

Limpou toda a área e já dava pra ver que a bala não tinha pego em nenhum nervo ou veia importante, poderia ser deixada lá já que não causaria problemas de articulação, o máximo que aconteceria era que o corpo criasse uma espécie de proteção ao redor do projétil, isso faria com que a pele ficasse mais alta naquela região, vendo por cima também era possível percebe pequenos pedacinho de tecido sobre o buraco da bala, a sorte é que ela não estava tão enterrada assim na pele, seria fácil retirá-la.

Se estivesse no hospital, nunca poderia atender Bokuto, era conta as regras que os médicos e enfermeiros cuidassem de pacientes que tinham qualquer tipo de ligação sentimental, mas Akaashi não estava no seu local de trabalho.

Não.

Ele estava em uma casa grande o suficiente para ter uma enfermaria como aquela, com todos aqueles aparelhos e materiais de ótima qualidade, quando recebeu a ligação de Hinata pensou em dispensar, já que era um número desconhecido, mas algo dentro dele fez ele atender e ouvir a voz do ruivo não ajudou em nada o seu nervosismo.

Mal deixou Shoyou acabar de falar, a frase “Bo levou um tiro” rodavam pela sua mente e ele sentia o coração apertar, não pensou duas vezes antes de dizer que iria. Só quando já estava dentro de um carro grande e preto com um motorista que não parecia ser o dos mais gentis, que a ficha caiu.

Ele estava saindo de casa, no meio da noite, pra ajudar a tirar a bala de um yakuza.

Não, ele estava saindo de casa no meio da noite pra ajudar Bokuto, para ajudar o cara que fez ele se sentir bem como a tempos não se sentia, paga ajudar o cara engraçado e estranhamente atraente e que não queria admitir que sentiu uma atração para além do físico.

Quando chegou no prédio foi levado para a enfermaria do local, enquanto pedia para um dos enfermeiros que estava ali as coisas que precisaria, ele olhava ao redor, se assustou quando uma mulher parecida até demais com Koutaro apareceu.

- Você deve ser o médico por quem meu irmão está apaixonado, não é? – Akaashi ficou sem jeito e não sabia o que dizer. – Não precisa responder. – A mulher sorriu e só então reconheceu Mina.

- Uma pena que nosso reencontro seja em uma situação como essa. – Conseguiu dizer.

- Teremos outras chances. – Sorriu gentil e começou a se afastar. – Estou confiando meu irmão a você, cuide bem dele, doutor. – Saiu da sala pela porta grande e de ferro deixando o moreno ali sozinho com o enfermeiro que ainda seguia suas ordens e pegava os materiais, agia como se nem tivesse visto Mina ali, achou estranho como a irmã dele poderia estar calma mas pensou que na vida que levava, provavelmente aquilo era só mais um acidente de trabalho, infelizmente.

Não levou muito tempo para terminar a pequena cirurgia, retirou a bala e os resquícios que ficou, além dos pedaços de pano e pólvora ao redor do ferimento, costurou da melhor forma que pode tentando não passar a linha por cima dos desenhos que ele tinha no braço, duas horas depois, Bokuto já estava “liberado”.

*

Koutaro acordou num susto, não era a primeira vez que abria os olhos e estava no quarto da enfermaria, tomava soro e viu uma bolsa de sangue também, piscou algumas vezes tentando fazer com que a visão se acostumasse com a luz branca da sala.

- E então? – Hinata tinha um copo grande de café com leite em uma mão e na outra o seu gin.

- Pedi para um amigo me cobrir. – Disse simples depois que bloqueou o celular, não contou a parte que Oikawa quase teve um infarte quando ele contou onde estava e o porque, mas o amigo jurou que não diria nada a Iwaizumi. Pegou o copo da mão do ruivo agradecendo e já bebendo um gole se sentindo melhor.

- Obrigado por vir, nosso médico cirurgião está de licença, a filhinha dele nasceu a uma semana e vai ficar 6 meses longe, a gente não esperava ter algum tipo de urgência assim tão depressa.

- Bom, o pior já passou, ele vai ficar bem... A irmã dele...

- Ela sabe quem ele é, não se preocupe, na verdade, ela ficou bem puta por eu ter chamado você aqui.

- Isso explica os gritos do lado de fora da sala. – Riu fraco bebendo mais, Hinata também riu, mexeu nos fios laranjas e pegou o celular, ainda não tinha respondido Tobio.

- Quanto tempo até ele acordar?

- Já deve estar acordando agora, não é um sedativo forte e eu usei uma quantidade pequena para o tamanho dele... Vou vê-lo para ter certeza de que está tudo bem e depois eu vou pra casa.

- Não precisa ir pra casa agora se não quiser, seu amigo vai te cobrir no plantão, não é?

- É, sim mas... – Akaashi queria ficar, óbvio, tinha ficado tão assustado que sentia as mãos tremerem enquanto tirava a bala do braço do maior, por sorte tinha experiência e era bom no que fazia senão o nervosismo poderia ter tomado conta. Mas ficaria porque? O que queria com aquilo?

- Tá tudo bem, vai lá ver aquele chorão que eu preciso resolver umas coisinhas, fique a vontade, se precisar de qualquer coisa. – Fez um sinal com a mão e dois homens grandes e de terno se aproximaram. – Esse é Big e Arm, pode pedir o que quiser e precisar para eles. Providenciem um quarto para o doutor, ok? – Sorriu grande para os rapazes e direcionou o sorriso para Akaashi. – Nós vemos depois, tchauzinho.

Hinata saiu quase saltitante pelo corredor, nem parecia que estava uma pilha de nervos a horas atrás, claro que queria ver o amigo mas também sabia que ele estava bem e que assim que acordasse, ia preferir ver Akaashi do que ele ali.

Keiji esfregou as mãos uma na outra em nervosismo, deu impulso para se levantar do banco que estava, acabou sua bebida e não sabia o que fazer com o copo.

- Eu jogo isso fora pra você. – Arm se ofereceu para pegar o lixo, Akaashi agradeceu mudo e começou a andar até a porta do quarto do platinado, sentiu que estava sendo seguido.

- Não precisam me seguir aqui dentro, está tudo bem. – Se surpreendeu quando os dois se olharam e fizeram uma pequena reverência. – Obrigada.

- Estaremos aqui fora. – Disseram em uníssono.

Akaashi continuou andando e mesmo que soubesse que Bokuto estaria bem, só conseguiu ficar realmente aliviado quando entrou no quarto e viu que ele estava acordado e olhando para o teto como quem procurasse a resposta de alguma coisa.

- Bokuto-san...

- Agashe, você está mesmo aqui. – Sorriu. – Achei que estava delirando. – Confessou tímido.

- Como se sente?

- Estou com fome e com dor de cabeça... Precisou tirar a bala?

- Não precisava mas eu consegui tirar, vi pelos raio x que você já tem projéteis demais no corpo.

- É, eu seria facilmente parado o aeroporto. – Se mexeu na cama tomando cuidado com os fios que estavam ligados a ele.

- Pelos metais no corpo ou por ser da yakuza? – Saiu sem querer, por sorte o tom não foi acusatório demais.

- Nossa, essa doeu. – Fingiu ofensa.

- Perdão... Estou feliz que esteja bem.

- E eu por você estar aqui... Obrigado.

- Tudo bem, queria poder dizer pra tomar mais cuidado mas acho que é meio difícil, não? – Parou ao lado da cama observado novamente o curativo que ele mesmo tinha feito a um tempo atrás, não tinha sangue e permanecia sequinho.

- Mais ou menos... Acredito que queira ir embora, ficar no meio disso tudo deve ter sido estressante.

- Você levou um tiro numa briga com uma gangue ou sei lá e acha que eu estou estressado?

- Ué, eu estou acostumado.

- Hinata disse que eu poderia ficar e eu acho melhor para observar você, pelo ferimento, gosto de acompanhar de perto meus pacientes. – Não era mentira mas também não era unicamente a razão por trás da decisão. – Você tem medicação para tomar daqui a uns minutos e pode comer alguma coisa se quiser.

- Agashe, podemos não ignorar o que rolou entre nós? – Não tinha um jeito menos sutil de abordar o assunto.

Akaashi suspirou.

Eles transaram e ele não queria admitir como tinha sido bom, como se sentiu bem, seu corpo reagiu quase que sozinho ao outro mas não podia não considerar o restante que era extremamente importante, já seria de qualquer forma mas considerando quem e o que Bokuto fazia....

- Bokuto-san, eu não vou mentir pra você, acho que eu nem conseguiria... Eu sairia com você mais vezes se não fosse... – Akaashi começou a ficar agitado e ansioso. – Porra, é tão irreal eu estar aqui porque eu vim tirar uma bala do seu braço... Isso é demais pra mim eu não acho que consigo.

A cara de chateação de Bokuto era nítida e ele nem tentou disfarçar.

- Eu entendo você, no seu lugar eu com certeza estaria surtando... – Sorriu e deu leves batidinhas na cama o chamando para sentar ali. – Eu não quero pedir isso pra você ou parecer que estou te forçando a algo, nunca te colocaria em risco, de novo. O que aconteceu aquele dia, não vai acontecer nunca mais, eu prometo e isso não é só se você aceitar o que vou dizer agora... Podemos recomeçar? Agora você sabendo quem eu sou, sem mais mentiras ou omissões.

- Bokuto, eu... Eu não sei...

- Eu posso te explicar, eu te conto tudo, eu juro que eu não sou um cara mau mas tem papéis que não é todo mundo que quer fazer... – Bokuto só poderia estar desesperado, quando que pensou que estaria um dia quase implorando pra sair com alguém e mais, dizendo que contaria abertamente a sua vida.

Paixão era mesmo algo assustador.

- Eu sei que você não é um dos caras maus, mas... Nem eu sei dizer o porque do meu nervosismo. – Sorriu sem graça, as mãos foram tomadas pelas maiores em um carinho seguro.

- Me da uma chance, só mais um encontro...

- Você sabe que vai passar pelo menos dois meses de repouso, não sabe?

- Acabei de ficar sabendo, a minha sorte é que meu médico é o mesmo cara com quem eu quero sair. – Piscou com um sorriso lindo que não teve como Akaashi não corar vendo, além de bonito, ele era cara de pau, o moreno estava perdido.

- Não liga de o namorado do meu melhor amigo ser da polícia?

- Não, eu não devo nada a eles, é mais o contrário na verdade, eu disse, não sou malvado, quer dizer, se você quiser, eu posso ser AI! – Exclamou pelo peteleco que levou na testa, Akaashi riu da reação e do biquinho que se formou nos lábios do platinado, mesmo sendo duas vezes maior que ele por causa dos músculos, ainda parecia pequeno e inocente.

- Vou dar o seu remédio, você vai jantar, tomar banho e vai dormir.

- Mandão. – Cruzou os braços no peito como deu por causa dos acessos.

- Ordens do seu médico. – Disse simples, levantou da cama e olhou rapidamente o soro que já estava no fim.

- Vai aceitar sair comigo de novo?

- Vou pensar no seu caso. – Disfarçou um sorriso quando saiu andando até onde tinha os armários, os remédios já estavam prontos.

Não é como se os dois ali precisasse mesmo que Akaashi dissessem o óbvio.

Continua...



Notas Finais


Até a próxima :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...