História O psicólogo - Capítulo 2


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Categorias One-Punch Man
Personagens Genos "Demon Cyborg", Personagens Originais, Saitama "Caped Baldy"
Tags Psicólogo, Romance, Saigenos, Yaoi
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Palavras 1.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Em apenas dois dias, temos 5 favoritos.
Só agora eu percebi que tô botando nome de capítulo só comida, deve ter algo haver com eu estar sempre com fome
Enfim, boa leitura

Capítulo 2 - Chá de maçã


Fofo.

Era a única coisa que se passava na mente de Saitama. Genos se levantou e retirou seu jaleco branco, trajando apenas uma blusa de manga longa preta, uma calça jeans de mesma cor e um par de meias brancas, já que o consultório tinha sido arquitetado para se ter o conforto de uma casa, a tradição de deixar os sapatos na porta se mantinha ali; havia uma mesinha no centro da sala e um balcão no qual continha uma chaleira, um pote de açúcar e alguns pacotes de chá. Estava eufórico por seu psicólogo ser quem ele esperava e queria, o loiro que já estava de volta em sua cadeira, tinha a atenção do mais alto, estava com um pirulito na boca, com o rosto de lado o encarando.

- Você é aquele homem que me derrubou no mercado, certo? – Saitama, que estava com uma caneta que havia pego da escrivaninha do outro, olhou para o de olhos amarelados, incrédulo com que o outro perguntara.

- P-Pelo menos eu te ajudei a levantar!

- Sim, eu sei. Apenas queria confirmar... Mas, vamos ao que interessa. – Genos retirou o pirulito da boca, que agora restava somente o fino palitinho branco, e o jogou na lixeira.

- Claro... – O moreno assentiu, permitindo que o outro continuasse.

- Diga-me o que lhe incomoda. – O que? Saitama pensou. Genos era psicólogo, já não deveria saber tais coisas? Novamente, naquele mesmo dia, Saitama o olhou incrédulo.

- Você não é psicólogo? Já deveria saber o que um depressivo sente.

- Não, Saitama. Cada um passa pelo que passa por um motivo. É o mesmo que um exame com um médico. Como saberei lhe tratar se não lhe examinar para encontrar o problema? – Saitama nada disse, apenas ficou calado.

- Vamos, conte-me. – Esperou alguns poucos segundos, e o mais alto sequer abriu a boca. Genos respirou fundo, e se levantou, dirigindo sua atenção a chaleira que ficava no balcão atrás de si.

Depois de terminar de fazer o chá, colocou numa mesinha de jantar tradicional japonesa, sentou em uma das almofadinhas que estavam ao redor dela, e chamou o outro para sentar de frente pra si.

- Aceita chá de maçã? – O mais alto pegou a xícara, e a levou até a boca, dando uma pequena bebericada. Era doce, bem doce. Um doce agradável. Saitama nunca foi de tomar chá, nunca havia tomado de maçã, mas era muito bom.

- Eu sei que pode ser desconfortável desabafar pra um completo estranho, mas eu quero que você saiba, que eu nunca lhe julgarei por algo que fez ou deixou de fazer, não vou apontar o dedo na sua cara e nem dizer que você é a pior pessoa do mundo, não importa o que tenha feito. Mas antes eu preciso estar ciente do que lhe atormenta diariamente.

- Cansaço. – Disse baixo, para logo continuar depois.

- Eu me sinto cansado sempre que chego em casa do trabalho... Minha vida é chata pra caramba. Eu olho praqueles’ heróis de desenho animado e sinto inveja. Inveja da vida agitada que eles têm, sempre fazem algo diferente todos os dias... Enquanto eu? Eu tô’ só grampeando e assinando papel.

- Mesmo heróis se sentem cansados, Saitama. Imagine um herói que está todos os dias lutando contra a mesma causa. Não é fácil aguentar a pressão de ter milhares de pessoas contando consigo, e que o mínimo erro que seja, pode acabar com a vida de todos.

- Mas isso não acontece nos desenhos. Ninguém nunca morre.

- Porque é um desenho animado. A vida é muito mais cruel, e acho que você sabe disso.

- Exatamente. Mais um motivo pra ter inveja. Eles nunca vão saber como é horrível perder alguém querido...

- Saitama? Você está ou esteve de luto recentemente? – Saitama acenou que sim com a cabeça, e ficou com a mesma baixa, fitando o conteúdo de sua xícara. Fitava aquele chá que julgava ser tão delicioso.

[...]

Saitama estava dentro do ônibus que o levaria para o ponto mais próximo do escritório em que passava quase o dia todo dentro. Ainda refletia sobre a consulta do dia, no fim das contas o moreno disse o que lhe perturbava, e Genos lhe deu o conselho de que deveria comprar um caderno para escrever tudo o que sentia, ou incomodava.

O ônibus chegou ao seu destino. Desceu do ônibus e deu de cara com uma papelaria. Ainda tinha um pouco de dinheiro que sobrava do café da manhã e comprou um caderno simples, o colocou dentro de sua pasta e adentrou o local de trabalho.

[...]

Colocou a mão no bolso a procura de suas chaves, as tirou e usou para abrir a porta de seu apartamento, jogando sua mala na mesa de centro que separava o sofá da TV, e jogou-se em cima do primeiro. Passou a encarar sua pasta preta.

- ... – Se sentou no sofá e retirou o pequeno caderno azul da pasta, pegou uma caneta de tinta preta e colocou-se a pensar. O que escrever? Estava irritado com alguma coisa? Mesmo que fosse com a banalidade de seu trabalho?

“Estou cansado. Trabalhei o dobro hoje.”

Não estava a fim de escrever algo muito extenso, como dito anteriormente, estava cansado e tudo que queria agora era o conforto de sua cama. Saitama fechou o caderno e o guardou novamente na pasta.

Dirigiu-se ao banheiro, retirando sua camisa social, calças, meias e cueca, adentrando no box do chuveiro e ligando o mesmo. Pegou o sabonete e começou a ensaboar-se, refletindo sobre a consulta do dia.

“Ele estava tão fofo com aquele pirulito na boca...”

Terminando o banho, saiu do chuveiro e o desligou, colocou seu pijama azul e pegou seu celular. Abriu o mesmo aplicativo em que lhe aconselharam a ir a um psicólogo.

Haviam novos comentários.

“Hmm... Legal, por que você não se mata com uma corda? Já que é mais barato do que qualquer outra coisa. Ou usa uma faca da cozinha mesmo.”

Resolveu desligar o celular e dormir, o fez com uma cara de desprezo. Porém, algo não deixou que seguisse com seu plano inicial.

Escutou seu celular vibrar.

O que poderia ser? Pela curiosidade, pegou o celular novamente, vendo que era uma mensagem de um número desconhecido.

 

Boa noite, Saitama.

Sou eu, seu psicólogo, Genos.

Nossa

Vc escreve tão certinho

Pra não perder o costume.

CREDO

VC USA PONTO FINAL

GROSSO

?

Desculpe, se você acha isso um ato grosseiro, vou me lembrar da próxima vez.

Vc fez de novo

Força do hábito 

 

Saitama achou muito fofo o fato do outro ter lhe chamado, mas, como conseguiu seu número? Isso não importava, estava feliz demais pra pensar nessas coisas.

Mas e se Genos faz isso com todo mundo? Saitama tirou o sorriso do rosto ao pensar nessa possibilidade.

 

Como vc conseguiu meu número?

Um psicólogo nunca revela seus segredos

Aliás, aquele chá tava muito bom

Que bom que gostou

Sua próxima consulta é segunda que vem

Mau posso esperar

Na verdade, é mal, com L

Como eu ia saber?

Explica isso senhor espertalhão

Apenas troque o mal por bem, e mau por bom, se a frase fizer sentido com bem, o certo é mal. Se fizer sentido com bom, o certo é mau

Gramática é complicada

Enfim

Vou dormir

Boa noite espertinho

Boa noite

 

Saitama não resistiu, e mandou uma imagem típica de boa noite, digna de uma senhora de idade mandar para algum familiar. Salvou o número de Genos como “Pai dos meus filhos”. Dormiu com um sorriso no rosto.


Notas Finais


See ya


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