1. Spirit Fanfics >
  2. O Psicólogo >
  3. Plano B

História O Psicólogo - Capítulo 5


Escrita por:


Capítulo 5 - Plano B


Adrien 👄

Assim que eu entrei em casa, encontrei Nino no sofá todo esparramado. Assim que ele me viu, se levantou apressadamente e cruzou os braços. Nesse movimento seu casaco vermelho parecia uma bola. Não consegui segurar o sorriso, mas virei o rosto para que ele não percebesse.

— Quando é que você vai parar de trazer essas garotas malucas? Ela quase me bateu com aquele guarda chuva! — Ele disse, se referindo a Marinette.

— Ela já foi embora. — Eu digo, indo para a cozinha preparar um café. Nino não demorou e logo veio atrás de mim, sentou em uma cadeira perto do balcão e separou um copo, esperando o café ficar pronto, mas ainda me olhava enraivecido. — Aliás, foi bom te ver de pé essa manhã. E não esquece que você ainda está no meu apartamento.

— Touché, você é um ogro insensível. Não vê que me preocupo com você morando sozinho? — Ele levanta as sobrancelhas, parecendo ofendido e eu sorrio.

— Está carente?

Nino jogou o seu copo tentando me acertar, mas apenas fiquei parado pois sei que sua mira era muito ruim. E sem sucesso o copo por si só se desviou do meu corpo e caiu do outro lado da pia.

— Você me enche a paciência, mas agora eu estou mudando de idéia. Vou ficar até amanhã.

— Não esquece de deixar as coisas como estavam, não quero dar trabalho para a Bella.

Nino apenas resmungou enquanto se agachava para pegar o copo que tinha arremessado.

— Você tem planos para hoje a noite? — Ele Pergunta, colocando o copo encima do balcão. — Eu estava pensando em dar uma volta, ficar tanto tempo preso me deixa muito inquieto. — Faz careta, enquanto se sentava novamente na cadeira.

— Tenho planos pra hoje, não sei se terei tempo pra sair. Por causa do incidente com a Marinette, muitas consultas tiveram que ser remarcadas.

— Quem você se refere? Aquela maluca com o guarda chuva?

— Ela não é maluca...— Eu digo, mas depois de pensar melhor eu continuo: — Bom, é. Mas até eu ficaria assustado se acordasse na casa de um desconhecido. Não posso culpa-lá ao todo. Eu deveria ter checado o endereço no registro de consulta dela, mas estava ficando tarde e eu acabei esquecendo com tamanha correria. Posso ver mais tarde quando eu for para á clínica.

— Então ela não era uma das suas ficantes?

Suspiro, colocando açúcar no café.

— Não, e ultimamente eu não tenho saído com muitas mulheres. — Digo, tomando um gole do líquido fulminante.

👄👄👄

Marinette

Mal tinha conseguido dormir por ter pensado nas coisas que eu tinha feito. Meu rosto estava pavoroso com olheiras, e uma espinha tinha nascido no meu queixo. Respondi todas as mensagens de Alya e contei tudo o que tinha acontecido.

Nem mesmo a papelada do trabalho eu resolvi, não estava com a cabeça para arrumar aquilo. Mas eu daria um jeito. Coloquei o celular para despertar 5:40, então teria tempo o suficiente antes de sair.

O bom de tudo era que estava chegando minhas férias, daqui há três dias eu poderia ficar em casa.

Quando eu estava prestes a pegar no sono, meu telefone apita e a tela dele brilha encima da cômoda. Mas com tamanha preguiça e sonolência eu decidi ver mais tarde. Não deveria ser muito importante.

***

5:40 AM

Levanto minha cabeça ainda embaixo do lençol e me movo feito um bebê que começou a engatinhar para alcançar o telefone. Desliguei o inferno do despertador com som de pato. E vi minha caixa de mensagens. Era Alya.

@Cesaire8. 23:12 pm

: Amiga... Eu estive pensando, e se o Adrien procurasse seu endereço no seu registro da clínica?

@Cesaire8. 23:45 pm

: Dei uma pesquisada na internet e Perguntei a alguns amigos se eles conheciam essa clínica, descobri que ela abre às 12:00. E Adrien não é o único psicológo de lá, será que foi o destino que fez com que vocês se encontrassem?

Arregalo os olhos, sentindo minha garganta seca. Merda, eu estava muito ferrada. Retiro os lençóis do meu corpo e começo a correr pela casa, pensando no que eu iria fazer primeiro.

Quase caí tentando pular o sofá.

Tirei minhas meias de crocodilo e fui direto pra cozinha, preparar um café. Enquanto ele fazia na cafeteira, coloquei pães na torradeira e corri para o banheiro.

Escovei os dentes ao mesmo tempo em que tomava banho. Enchi minha cabeça de shampoo e acidentalmente deixei cair na escova. Comecei a cuspir no box, e foi naquele momento que percebi que eu estava em uma situação lamentável.

A melhor escolha que eu fiz foi tentar me acalmar para fazer as coisas direito. Acabei lembrando que já tinha lido em um livro super especial de que fazer as coisas às pressas pode ainda piorar a situação. Então terminei de tomar banho e escovei os dentes com mais calma.

Depois disso eu fui pra cozinha desligar o fio da torradeira, que tinha torrado o pão o deixando preto. Por sorte ela não explodiu. Me sentei na cadeira e repousei minha testa nas mãos choramingando.

Meu telefone começou a tocar na sala e com muito esforço eu fui atender. Era Alya. O que ela fazia acordava às cinco da manhã?

Está acordada? — Ela me questiona, com a voz alta e alterada, como se estivesse correndo.

— Por que está gritando a essa hora? E eu que te pergunto, porquê está acordada? — Suspiro, voltando pra cozinha para retirar o café.

Eu estou fazendo corridas agora, e aproveitei pra te ligar.

— Ah, eu vi a sua mensagem de ontem, se eu soubesse eu teria ficado acordada pensando no que eu iria fazer pra mudar o rumo das coisas. Estou na merda, Alya. — Murmurei, choramingando.

Alya chia do outro lado da linha. Dava para ouvir sua corrida.

Se acalma, e você fez bem em não ter visto minha mensagem. Não seria nada bom ter você de noite acordada, Adrien não vale seu esforço. Você cometeu erros, isso é normal.

Suspiro, terminando de mexer o café e o coloco na xícara.

— Tenta convencer minha mente disso. Ela vem me contrariando muito, acho que estou maluca...

Por que não abre o jogo e diz a verdade pro seu vizinho? Você sabe que não vai morrer por isso, né?

— Eu não posso, Adrien vai pensar o pior de mim. E eu já passei vergonha demais.

Tsc, uma hora ele vai descobrir.

— Eu não quero que seja agora, preciso de ajuda. O que eu faço?

Eu pensaria em desistir, mas já que você não deseja fazer... Então vamos para o plano B.

— Que seria?

Entrar na clínica assim que ela abrir, se disfarçar de faxineira e tentar pegar os documentos da secretária. Acho que ela tem todos os registros.

— Eu vou fazer tudo isso sozinha?

Eu estou ocupada agora, e foi você que fez essa burrada.

— Eu não consigo sozinha, Alya. Vou ser pega.

Não se usar a cabeça.

— Ei! Assim você me ofende, até parece que eu não uso.

Desligo na sua cara e jogo o celular na mesa.

Droga, eu estava ferrada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...