História O psicólogo e o Hibrido - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook, Jimin Híbrido, Jungkook Psicólogo
Visualizações 85
Palavras 2.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem-me pelo capítulo escrito pelo celular, meu notebook quebrou. Sorry ;-;

Capítulo 4 - Senhora Park


 No dia depois de seu inesperado encontro com Jungkook, Jimin ficou desconfiado, a todo momento que via Jin achava que o mais velho viria em sua direção para brigar consigo por sair escondido de noite, mas ele simplesmente lhe cumprimentava com um sorriso doce e passava apressado para algum compromisso.
Quando o dia chegou ao fim sem que Seokjin brigasse consigo, o hibrido suspirou aliviado. É, parece que o Jeon havia mantido sua palavra e isso fazia Jimin se sentir um pouco confortável com o doutor, talvez Jin tivesse razão e o moreno não fosse mesmo como os anteriores.

Já havia passado bastante da hora de jantar, Jimin jantou em seu quarto, e todos já deveriam estar dormindo, o loiro sorrio, aquele dia havia sido relativamente bom. Olhou a hora e viu que já estava bem tarde, guardou o celular e os fones de ouvido na gaveta de sua escrivaninha e se preparou para mais uma de suas fugas noturnas.

 

 

 

No domingo Jimin dormiu até tarde e isso resultou na perda de seu café da manhã, não se importou, já estava acostumado a pular uma ou outra refeição. Naquele dia ele tinha a inocente esperança de que o dia também seria bom, pobre Jimin, sua esperança foi pelo ralo quando pouco depois do almoço encontrou Dong-yul no corredor dos quarto, Jimin ainda olhou para trás para saber se conseguiria fugir, mas viu Bon-hwa logo atrás dele com um sorriso amarelo nos lábios, se encolheu no lugar e esperou pelo pior, pois não havia muito o que fazer, eles eram mais velhos e mais fortes que si.

 

 

Jimin não conseguiu sair para encontrar Hoseok aquela noite e isso havia deixado o ruivo preocupado.

 

 

 

Segunda-feira na escola Hoseok encheu Jimin de perguntas e mesmo contra a vontade o loiro respondeu a todas, sabia que o amigo não o deixaria em paz se não o fizesse. E falando em amigo, Jimin começo a prestar mais atenção em Hoseok depois do que Jungkook havia insinuado, havia começado a se preocupar se não estaria dando falsas esperanças para o amigo, porque ele amava Hoseok como um irmão e não queria que ele acabasse se magoando por algum mal-entendido.

Os dias depois disso foram cheios para o jovem Park, haviam muitas tarefas da escola a serem feitas já que as avaliações estavam se aproximando.

 

 

 

Enfim quinta-feira havia chegado e com ela sua consulta semanal com o Jeon, até o momento estava tudo bem, mas ao chegar no abrigo um de seus agressores lhe esperava em frente ao seu quarto. Chin-Hwa estava com um sorriso sádico no rosto, isso assustava Jimin e o pior era que o outro sabia disso.

 

 

(...)

 

 

Algumas horas haviam se passado depois do ocorrido na frente de seu quarto, agora Jimin estava preocupado, estava muito dolorido e alguns pontos do corpo estavam vermelhos, quase roxos, e ainda por cima estava mancando um pouco, não poderia desmarcar a consulta sem ter que dar um bom motivo a Seokjin e ele não tinha nenhuma desculpa para dar já que o mais velho não sabia das agressões e se possível nunca saberia, a única opção que tinha era fingir que estava tudo bem e ir para a clínica.

    Quando faltava apenas alguns minutos para Jin busca-lo, Jimin já estava pronto, vestia uma calça preta folgada e uma camisa branca de mangas longas para esconder os hematomas.

 

 

~¨¨~

 

 

Os dias haviam passado de forma devagar para Jungkook e estava tendo que se esforçar para se concentra no trabalho, pois diversas vezes se pegou pensando em um certo hibrido loiro.

Desde que Seokjin lhe contara o que Jimin havia passado não conseguia tirar o mais novo da cabeça, várias vezes se pegou pensando se o loirinho estava bem, se não sofria mais agressões físicas, com certeza lembraria de perguntar para ele depois, de uma maneira não invasiva, logico.

 Naquele dia em especial Jungkook estava ansioso para começar seu trabalho pela tarde, não sabia explicar o porquê de estar ansioso pela consulta de Jimin, então se convenceu de que era porque Jimin era um tanto interessante e queria descobrir mais sobre ele, ajuda-lo e ser seu amigo.

 

 

 

(...)

 

 

 

Fazia vários minutos que Jimin havia entrado em seu consultório e eles estavam em um debate sobre quem era o melhor escritor de suspense policial.

 

- Agatha Christie é melhor. – o moreno insistiu.

- Não, não. Arthur Conan é o melhor.

- Você por acaso já leu algum livro dela? Por que a única explicação para não aprecia-la seria que nunca leu nenhuma de suas obrar de arte.

- Puf, você ao menos sabe quem é Arthur Conan Doyle? O cara que inovou o campo de literatura criminal, foi ele quem escreveu sobre Sherlock Holmes.

- Mas Agatha é conhecida como a dama do crime e aposto que você nunca leu Assassinato no expresso do oriente, e também só gosta dele por que Sherlock Holmes deve ser o único personagem que você conhece ou porque foi dele o único livro que você leu. – o Jeon acusou.

- Claro que não, mas acho que você nunca deve ter lido Um estudo em escarlate ou O mistério do vale Boscombe, já que não sabe apreciar o cara. – Disse e cruzou os braços.

- Ok, Touché. – ergueu as mãos em rendição. – Eu nunca li, admito.

Jimin sorrio convencido depois da confissão do moreno.

- Hm... então, filmes? – o Jeon perguntou.

- Comedias... A proposta por exemplo, ou O todo poderoso, Jim Carrey.

- Crianças... – Resmungou – Aposto que nuca viu Curtindo a vida adoidado, Os fantasmas se divertem ou O clube dos cinco, você já assistiu Os goonies?!

- Ah... não. Quando foram lançados? Acho que não vi em cartaz em lugar nenhum e Hoseok sempre me diz quando tem algum novo para podermos assisti-lo.

- São filmes antigos...

- Ah, isso explica, não são da minha época. – Disse sorrindo.

- Está me chamando de velho?! – Perguntou ofendido.

- Não, jamais. – Jimin segurou o riso – Então, Suspense?

- Código da Vince.

- A vila.

- Caso 39.

- O sexto sentido.

Eles se olharam com os olhos semicerrados e falaram ao mesmo tempo:

- Carrie a estranha!

Riram ao ter a mesma resposta.

- É... você não é totalmente um caso perdido. – Jeon disse com um ar superior.

- Olha quem fala, você nunca leu sobre Sherlock Holmes, desculpa, mas você É um caso perdido. – Rebateu e o outro bufou.

- Não tem necessidade de voltarmos nesse assunto. – falou emburrado, mas depois suspirou e ajeitou o óculos redondo no rosto. – Jimin, acho que já se sente mais a vontade com minha presença e percebe que não vou lhe causar mal, sua postura indica que está relaxado, então acho que devemos começar a tratar dos assuntos que dizem respeito as suas consultas.

Jimin respirou fundo.

- Está bem... – respondeu em voz baixa.

- Então. Jimin – ajeitou a postura – Poderia me falar do seu pai? – perguntou e o loiro acenou negativamente – sua mãe? – ouve alguns instantes de silencio, mas o psicólogo esperou paciente pela resposta.

- Não me lembro muito... – finalmente resolveu responder – Mas... ela não era carinhosa, acho que ficou assim pelo convívio com meu pai, mas me travava bem. – as lembranças da época lhe atingiram como um soco na boca do estomago e ele apertou as mãos em punho por baixo da mesa para ter forças de continuar falando. – A coisa mais carinhosa que ela conseguiu fazer para mim foi biscoitos no natal, nunca ganhei presentes ou festas de aniversário, “ Está mais velho hoje” era o que ela dizia todos os anos, pelo menos lembrava. – sorrio com amargura – Eu fui um erro que ela cometeu, era algo que a fazia lembrar do homem que a espancava, não me via como filho mas como um fardo. – Fala e seus olhos já começaram a marejar.

- Por que diz isso? Por que diz que ela te via como um fardo? – Jungkook perguntou mesmo sabendo que aquele assunto faria Jimin chorar, mas eram lagrimas precisas, sabia que ele precisava por tudo pra fora se quisesse superar. Não que o Jeon estivesse feliz por vê-lo chorar, pelo contrário, ele sentia um estranho aperto em seu peito com aquela cena.

- Eu estraguei os planos dela, ela tinha um amante e pretendia fugir com ele mas acabou ficando gravida, quando eu tinha nove anos, quase dez, meu pai descobriu o caso e a espancou, bem mais que das outras vezes. – respirou fundo tentado se controlar – Lembro de acha-la na cozinha, a chamei mas não tive respostas, quando cresci descobri que ela não estava cansada a ponto de dormir na cozinha como pensei. – a primeira lagrima desceu – No dia seguinte, quando acordei o meu café não estava na mesa como ela sempre deixava, lembro que nunca tomamos café da manhã juntos, mas voltando... eu fui até o quarto dela e a vi deitada na cama, chamei seu nome várias vezes e ela não respondeu, então eu fui até ela na cama. – agora as lagrimas desciam livres por seu rosto – E-eu toquei nela e a chamei de novo mas ela continuava com o rosto virado, eu não percebi o quão fria ela estava – fungou e passou as costas das mãos sobre os olhos na tentativa de limpar o choro mas as lagrimas continuavam a descer – Eu puxei a mão dela e f-foi quando eu vi, tinha um longo c-corte no pulso e u-uma macha vermelha enorme daquele lado do lençol. – soluçou alto, tentou fugir dessas lembranças por tanto tempo e agora estava tendo que falar sobre isso, era como abrir uma ferida quase cicatrizada – E-eu gritei e acabei assustando os vizinho, foi a senhora Kim So-ok que nos achou e chamou a emergência, e... minha mãe não aguentava mais, eu não fui sequer motivo para ela permanecer viva, ela p-preferiu a morte, poderíamos ter fugido, eu e ela, m-mas... ela preferiu... ela quis...

O Jeon levantou, contornou a mesa e abraçou Jimin.

- Shii, tudo bem, está tudo bem agora – o moreno começou um leve carinho nos cabelos do loiro, este que ainda não correspondia ao abraço – Já passou. Isso não culpa sua Jimin, tenho certeza que ela te amava, mas ela deveria não saber demonstrar por causa de seu pai, eles não souberam te amar mas isso não significa que você é um fardo ou um erro, você é melhor do que isso Jimin.

E foi após a fala do psicólogo que Jimin desatou a chorar, agora abraçando o moreno com força, mal se lembrava que seu corpo estava totalmente dolorido, naquele momento a dor emocional sobrepujava qualquer outra.

Minutos se passaram e eles só foram se dar conta do tempo quando a secretaria do Jeon bateu na porta do consultório e disse que o próximo paciente havia chegado, o Jeon respondeu para que aguardasse um pouco mais e apenas soltou Jimin quando teve certeza de que ele não iria mais chorar.

- Jimin-ah..

- Oi? – ia levantar para se dirigir até a porta mais um dor lhe atingiu, fazendo-o se curvar e gemer de dor.

- Ei, está tudo bem? O que aconteceu? O que está sentindo? – o moreno logo começou a disparar perguntas, pois havia ficado preocupado.

- S-sim, eu to bem, não precisa se preocupar. - disse e tentou sorrir para tranquiliza-lo, mas acabou fazendo uma carreta estranha em vez de sorrir normalmente.
- Não minta para mim, está bem claro que não está nada bem. Vamos Jimin, me conte o que está havendo.
Insistiu, mas o loiro apenas negou com a cabeça e soltou alguns resmungos.
- Você não está me dando escolhas, Jimin. - o mais velho negou com a cabeça e saiu da sala.
Jimin se assustou com a atitude. Ele havia mesmo lhe abandonado assim?! Foi o que pensou, mas sua linha de pensamento foi quebrada quando o moreno voltou para a sala, o semblante esta sério.
- Vamos ao hospital.
- Eu não quero, não precisa. Sério.
- Não foi uma pergunta, foi um comunicado, nós vamos ao hospital.
- Mas você tem pacientes para atender e... - foi interrompido.
- E isso pode esperar, mas agora você precisar ver um médico.
Jimin não contestou outra vez, apenas deixou que o outro o ajudasse a andar até o carro e o conduzisse até o hospital mais próximo.



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