História O Psicopata e A Suicida - Capítulo 11


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Kentin, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce Castiel, Castiel, Drama, Lysandre, Romance
Visualizações 457
Palavras 2.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


MORRAM COM ESSE OTPZÃO MEUS AMOREES

Capítulo 11 - Flight


Fanfic / Fanfiction O Psicopata e A Suicida - Capítulo 11 - Flight

*Uma Semana Depois*

A semana se passava rapidamente enquanto minha rotina era bem monótona. Desde o último acontecido Derick deixou de me importunar por um tempo. Penso que talvez ele só tenha esquecido que ainda tem uma filha. O domingo estava sossegado, a casa vazia, porém, confortável. Por algum motivo -nenhum pouco desconhecido-, ficar sozinha para mim era bem melhor que estar na companhia de meu pai e assim minha solidão se fazia minha melhor amiga. Bom, não só ela também. Eu e Alexy estamos extremamente próximos, o que é ótimo, levando em consideração que ele é meu primeiro amigo. Rosa também se junta à nós na maioria das vezes, mas noto que Alexy é bem mais próximo de mim do que ela. Sinto um carinho extremo por ele, talvez seja porque eu nunca tive uma outra figura masculina na minha vida e Alexy foi o primeiro à se aproximar de mim. De certa forma, não era de fato uma figura "totalmente" masculina, mas ele estava sendo como um irmão mais velho para mim. Falando em irmãos, o azulado me apresentou seu gêmeo, Armim. Impossível dizer que eram irmãos! São totalmente diferentes. Alexy é do tipo que chega em lugares sendo o centro das atenções, enquanto Armim é alguém mais reservado que se conserva sempre em seu console ou em qualquer outro game que o prenda quieto. Tem olhos azuis escuros como o mar, e cabelos negros que contrastam em sua pele branca. Admito ser alguém de muito bom coração também.

Lysandre parece querer se aproximar cada vez mais. Sempre sendo muito educado. Às vezes chego à pensar que estou começando à nutrir sentimentos por ele. Sinto que quando ele chega perto, meu estômago se embrulha em um mal-estar muito bom. Porém, penso que talvez não seja saudável ter tais sentimentos, tudo ainda é um pouco novo e confuso e meu coração costuma vacilar nas escolhas que ele faz. Enquanto isso, eu e Castiel nem nos falamos. Às vezes chego à pensar que o ruivo não se agrada nem um pouco com a minha presença pois sempre procura fazer algo para me irritar ou para me humilhar. Ele com certeza é alguém de um gênio extremamente forte. Sinto medo só de olhar em seus olhos, como se o brilho deles fosse tão intenso que me fizesse paralisar e me perder naquela vastidão obscura. É difícil compreender.

Parando para pensar em todos os ocorridos, acabo me esquecendo de desligar o fogão e sinto o cheiro do frango que ameaça começar à queimar. Desligo o fogo e tampo a frigideira. Arrumo a mesa para que fique pelo menos mais organizada e coloco a comida em um prato para mim. Me alimento sem pressa, colocando garfadas que continham pequenas porções da comida em minha boca e me deliciando com o suco. Quando acabo, lavo tudo o que sujei e organizo a cozinha da melhor maneira possível. Subo as escadas e passo alguns minutos em meu quarto esperando que minha digestão seja feita sem pressa e depois passo à ir arrumar a casa. Limpo a sala, boto as roupas na máquina e lavo o banheiro. De fato, era um árduo trabalho que eu tinha que fazer todos os dias, mas não era algo que eu podia evitar. Limpar e arrumar aquela casa era a única maneira de manter minha mente longe das minhas lâminas.

Assim que terminei tudo, sentei-me no sofá e fiquei nele por algum tempo até ouvir a porta ser aberta bruscamente por um Derick totalmente bêbado. Tive um sobressalto e meu coração já começava à descompassar só de saber que ele nem ao menos está com a cabeça consciente do que está fazendo. O vi cambalear até a geladeira e dela tirar uma garrafa de cerveja. Ele se sentou na outra ponta do sofá e começou à beber mais. O cheiro de álcool começava a se impregnar em minhas narinas e instintivamente senti-me tonta. Ele ligou a televisão com o controle e colocou em algum canal que passava um filme de romance. Prendi minha atenção à tela, tentando relevar o fato de que estava ao lado de meu pai -que era a pura mistura de um alcoólatra, drogado e estuprador- e que à qualquer momento ele começaria a ter um surto por algum motivo qualquer.

Na televisão eu via um casal andando lado a lado em um campo, eles conversavam e sorriam enquanto trocavam olhares apaixonados. Será que amar era mesmo tão bom assim? Haviam tantas coisas que eu não havia experimentado, tantas sensações que eu apenas podia imaginar. O mundo fora do meu quarto era um grande mistério de coisas que eu sequer podia imaginar. O mal que existia lá fora, estava ao meu lado agora. Sem ter tanta vivência eu pude descobrir que o mundo corrói tudo que possa existir de bom. Ele é ruim, não perdoa os erros e acaba com todo átomo de esperança que exista em qualquer um. O mundo é como uma doença contagiosa, o amor é perigoso, deve ser por isso que é tão desejável.

O filme ainda passava na tela e eu me concentrava totalmente nele. O rapaz segurava o rosto da garota e começava a se aproximar lentamente dela. Os olhos se encontravam e logo eram fechado quando os lábios se juntavam. Senti meu rosto esquentar e instintivamente coloquei meus dedos em meus lábios imaginado como deve ser a sensação de ter para si o beijo da pessoa amada. De como é sentir o toque na pele. De como é amar de verdade e ser amado de verdade.

Derick deu uma risada alta e totalmente irônica que me fez acordar dos meus pensamentos. Dei um sobressalto e o olhei de canto de olho enquanto o mais velho começava com os comentários.

Derick- Como pode esses otários ridículos ganharem tanta grana fazendo uma merda dessas. -Ele soltou um risada baixa de escárnio- Como se essa coisa de "amor" realmente existisse. -De repente uma grande dúvida surgiu em minha cabeça. Derick realmente havia amado minha mãe?-

Lucy- Pai? -O chamei baixo com toda a coragem que eu havia reunido e ele apenas resmungou pedindo pra que eu prosseguisse. Virei para ele e finalmente fiz a pergunta que tanto que rondava naquele momento- Você amou a mamãe? -O resultado foi inesperado. Era como se eu tivesse lhe dado um tiro em cheio e por um segundo eu cogitei ter visto uma lágrima solitária descer em seu rosto-

Derick- Sua mãe? -Ele demorou alguns segundos para prosseguir e então respirou fundo- Você não tem noção do quanto eu amava aquela mulher, garota. Ela era a única coisa que importava na minha vida. -Ele sorriu pequeno, suspirando fundo e então bebeu mais um gole de sua cerveja. Depois olhou para o vidro da garrafa e permaneceu brincando com ela em suas mãos. Pela primeira vez em anos, eu vi que aquele homem estava realmente ressentido com tudo o que tinha acontecido. Afinal, ele também tinha sentimentos- Eu a conheci quando éramos muito novos, ela estava namorando um outro cara, meu amigo. Não foi algo que eu pudesse controlar. Eu amei ela desde o segundo em que nossos olhos se encontraram. Seus olhos era lindos. De uma cor tão viva que fazia qualquer um se apaixonar. Eu amava o cheiro do seu cabelo e como ele ficava tão bonito em contraste com a pele dela. Era uma garota linda por inteiro. -Senti meu coração bater mais forte quando ele me olhou nos olhos. Não era um olhar de ódio como das outras vezes, transmitia dor e saudade. Ele sentia o mesmo que eu. Naquele momento eu soube que ele não estava mentindo. Ele a amou tão profundamente que sua falta lhe causou lacunas tão grandes que ele se revoltou contra o mundo- Viramos muito amigos e depois de um tempo ela se separou do namorado por causa de uma briga. Ela tinha ficado arrasada e eu fui quem ficou do lado dela, dando apoio. Depois de alguns meses nós finalmente ficamos juntos e começamos a namorar. Ah! Deus sabe o quanto eu era louco por Meggie. Com o tempo descobrimos que ela estava... grávida, e você nasceu. Tudo ficou mais difícil financeiramente e ela adquiriu a doença com o tempo. Você pode não se lembrar, era muito nova, mas foi muito doloroso. Ver a pessoa que amamos morrendo aos poucos. Cada dia tendo em mente que seria um à menos pra aproveitar o tempo juntos. -Ele olho para o teto e enxugou o rosto molhado pelas lágrimas- Era difícil saber que ela morreu sem me dizer adeus. E o pior era ter que olhar todos os dias pra você e ver você como se fosse um reflexo dela. -E como em um desvio de atenção, sua feição passou à mudar, dando lugar a raiva e a mágoa- Você é ridiculamente idêntica à ela, garota... Quando eu olho pra você eu só consigo sentir dor e mais dor. Por isso que eu te odeio tanto. -Sua última frase permaneceu ecoando em minha cabeça e senti uma apunhalada no peito. Doía tanto ouvir isso do meu próprio pai. Desviei o olhar e evitei de todas as formas sair correndo dali o mais rápido possível- Você é desprezível. Só sabe fazer as pessoas sofrerem. -Ele se virou para mim e continuou com seu olhar frio, como se nenhuma daquelas palavras o atingissem também. Me levantei do sofá e fiquei de costas para ele, segurando o máximo as lágrimas quando minha vontade era de gritar- Talvez se você não tivesse existido, Meggie não estaria morta.

Lucy- Por favor, chega! -Falei baixo, já não controlando tudo aquilo que estava em mim à tanto tempo. Tapei meus ouvidos tentando não escutar mais uma só palavra daquele homem-

Derick- Ela morreu por sua culpa, Lucy! -O mais velho passou a falar mais alto, enquanto eu apertava cada vez mais minhas mãos contra a cabeça, pedindo aos céus para que meus tímpanos estourassem de uma só vez- Ela morreu por sua culpa, sua idiota, e você vai levar essa culpa pro seu caixão!

Senti o espaço entre nós cada vez diminuir mais ainda, centímetro por centímetro. Ele caminhava até mim com passos calculados como se ele fosse um ator e estava repetindo aquela cena pela milésima vez ao dia.

Derick-Você é um resto de aborto inútil que só serve pra acabar com a vida das pessoas. Garota, as pessoas não fazem covas tão profundas pra pessoas como você já que você chega ao inferno sem nem precisar delas. -Eu sentia meu coração descontrolado e minha cabeça começava à girar. Todas as suas frases se repetindo em minha cabeça tirando minha completa sanidade- Todos os dias você se mata fazendo esses cortes inúteis em você. Por que não se mata logo? Você não vaí fazer falta pro mundo, vadiazinha. Eu não me importaria em jogar o seu corpo num bueiro qualquer, escuro e sujo em qualquer canto da cidade. -Ele deu uma risada sarcástica e senti sua respiração próxima ao meu ouvido, me fazendo tremer de medo- Você à matou, Lucy. Aceite isso.

Lucy- Cale a boca, seu desgraçado!! -Em um súbito ato de fúria, gritei com toda a força que tinha em minha garganta e me virei para Derick, empurrando seu corpo com toda a força que eu tinha, o fazendo cair estatalado no chão com uma expressão assustada-

Corri para o meu quarto e tranquei a porta, pegando meus pertences da escola e uma bolsa com algumas roupas. Aquela havia sido a gota d'água para o copo transbordar. Peguei minhas giletes e às joguei na pequena bolsa. Ouvi batidas de fúria na porta e gritos horrendos do homem que mais me assombrava. Peguei o desenho de Lysandre, o jogando no bolso e pulei a janela do quarto, caindo desajeitada no pequeno quintal da casa. Fui o mais rápido possível, pulando as duas cercas vizinhas até chegar à calçada da encruzilhada. Começei à correr desesperadamente enquanto a chuva começava à respingar em minha pele, se misturando com as lágrimas que corriam soltas em meu rosto. Meus soluços eram abafados pelo barulho da água caindo -agora brutalmente- no chão de concreto, e só parei quando percebi que estava longe daquele ser repugnante me encontrar.

Enfim, eu estava liberta das garras do monstro.

Entrei em um beco e me sentei no chão gelado. Fazia frio, mas meu corpo queimava de adrenalina. Finalmente parte do sofrimento havia acabado, e eu não tinha dúvidas de que era melhor morar debaixo da ponte do que na mesma casa que aquele homem. Eu tinha de arrumar um jeito de me virar agora, eu teria de arcar com as consequências daquela fuga.

Eu sentia minhas pernas tremeram e meu corpo estava fraco. Aquilo havia tirado muito esforço meu e minha asma não ajudava muito com essa correria toda. Me levantei decidida pegando minhas coisas e começei à andar pela cidade. Eu tinha de arranjar pelo menos um banco para dormir. Era apenas isso que eu desejava. O sol já estava se pondo, e com isso, dando lugar a vasta e misteriosa escuridão da noite. A cidade começava à ganhar vida, as luzes dos postes acesas junto das janelas das casas e de alguns estabelecimentos. Eu estava em um rua bem movimentada. Andei pela calçada por mais um tempo e quando ia atravessar a rua, me descuidei não vendo um carro preto avançar rapidamente em minha direção. Virei para o mesmo e apenas pude ver a luz dos faróis me perseguindo, me dando tempo apenas para fechar os olhos e esperar o baque. Algumas pessoas em um bar próximo gritaram desesperadamente, prevendo o que iria acontecer.

Ouvi uma freiada brusca e coloquei a mão em cima do capô do carro, como se aquilo fosse capaz de segurá-lo de alguma forma. Abri os olhos depois dos milésimos de segundos daquela cena e paralisei. Aquilo era muito pra um só dia!

A porta do motorista se abriu e de lá saiu um rapaz furioso que tinha cabelos de fogo. Dos olhos dele emanava uma fúria intensa de um cinza que se escuro tornava escuro, totalmente inigualável. Meu coração errou o compasso das batidas quando percebi ser Castiel.

Castiel- Você só pode estar de brincadeira, garota! É a segunda vez que eu quase te atropelo! Sinceramente, você quer morrer?! -Ele falava enraivecido. Seus cabelos e sua roupa ficavam cada vez mais molhados pelas gotas de chuva que ainda caíam. Eu não sabia como responder ou retrucar qualquer coisa que saía de sua boca naquele momento- Lucy, o que você está fazendo à essas horas na rua, toda encharcada e com todas essas coisas? -Ele agora falava mais baixo e apenas neguei com a cabeça olhando para as minhas mãos, sem saber nem como se pronunciava qualquer palavra naquele momento- O gato comeu sua língua, garota? Vem, vou te levar pra casa. -Ele segurou meu pulso e iria começar à me puxar para dentro do carro se eu não evitasse antes. Parece que quando ouvi a palavra "casa", senti meus sentidos voltarem e puxei meu braço desesperadamente-

Lucy- Não! Por favor não me leve de volta pra aquele inferno! Tudo menos isso, Castiel!

Castiel- Você fugiu de casa? -Parei por alguns segundos e citei aqueles olhos que me davam tanto medo. Era engraçado como ele passou de raivoso para curioso tão rapidamente. Concordei com a cabeça e o vi menear negativamente- E você pensa que vaí ficar aonde? Na rua, sozinha, passando fome e frio? -Dei de ombros-

Lucy- Acho que sim. Eu só queria ir embora de lá. -Ele riu sarcásticamente daquela maneira que só ele conseguia fazer-

Castiel- O mundo não é como você pensa que é. Existe o mal por aí e você não é capaz de enfrentá-lo sozinha. Principalmente passando fome e frio num banco de praça qualquer.

Lucy- De qualquer forma, eu não tenho mais pra onde ir. -Meus olhos eram janelas abertas para mostrar toda a tristeza e solidão que eu sentia naquele momento, janelas abertas que Castiel espirava sem nenhum pudor, e por um momento, somente por um momento, eu vi compaixão em seus olhos-

Castiel- Entre no carro.


Notas Finais


Quem mais aí shippa??

#Cascy ou #Lutiel
OU #Lyscy ou #Luandre


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