História O Psicopata e A Suicida - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Kentin, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce Castiel, Castiel, Drama, Lysandre, Romance
Visualizações 380
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - The Hated Stranger


Fanfic / Fanfiction O Psicopata e A Suicida - Capítulo 13 - The Hated Stranger

Acordei com os feixes de luz batendo em meu rosto e invadindo o quarto numa aurora branca de energia. Me sentei na cama e senti minha vista escurecer momentaneamente. Peguei o celular e vi que faltavam alguns minutos para o despertador tocar e o desativei antes que o mesmo tocasse. Me levantei devagar e fui até o banheiro, pegando minha toalha que estava no caminho. Tomei um banho gelado e me permiti demorar um pouco. Assim que saí do banheiro, lembrei-me que minhas roupas estavam na lavanderia e que provavelmente Castiel já estava acordado. Desesperei-me subitamente quando me dei conta de que teria que sair de toalha pela casa. E o pior de tudo, eu nem sequer sabia aonde ficava a lavanderia.

Me enrolei na toalha branca e a prendi da melhor maneira possível. Se eu tiver um pouco de sorte, Castiel deve estar dormindo e pelo o quê sei ele mora sozinho. Abri a porta lentamente, analisando o corredor. Vi que a porta do quarto de Castiel ainda estava fechada. Talvez ele ainda esteja se arrumando se estiver realmente acordado. Corri pelo corredor e desci as escadas rapidamente. O pior que poderia acontecer seria eu escorregar e cair de cara no chão. Ou talvez eu cair estando de toalha. É difícil pensar direito quando todas as consequências ao seu redor são negativas. Procurei pela casa inteira e vi uma última porta que ficava na cozinha. Me direcionei à mesma e parei ao ouvir um rock alto vindo do quarto de Castiel.

Lucy- Ah meu deus, só pode ser brincadeira!

Eu não tinha dúvidas de que aquele era o alarme do ruivo e agora estava se levantando. A música parou e eu fui em disparada até a porta. A tranquei e finalmente pude ver minhas roupas dentro de um cesto. Todas estavam secas e limpas. Não era de menos que Castiel fosse usar uma secadora, ele não se daria ao trabalho de estender minhas roupas uma à uma. Ouvi a voz do mais velho vinda da cozinha, ele estava me chamando. Me apressei e vesti uma calcinha e um sutiã rapidamente e lutei contra minha calça jeans. Vesti uma blusa cinza o mais depressa que pude e coloquei minha toalha estendida no varal de roupas, destrancado por fim a porta da lavanderia e saindo de lá.

Eu estava sem fôlego com essa correria toda e precisava terminar de me arrumar. O ruivo estava sentado em uma das cadeiras do balcão e estava com os cabelos bagunçados enquanto usava apenas uma calça de moletom. Abaixei minha cabeça e segui tentando passar despercebida, porém quando eu ia estava saindo da cozinha ouvi a voz rouca de Castiel que me fez parar.

Castiel- Não precisa se desesperar só por estar de toalha na casa. Devia ter medo de escorregar da escada, isso sim. -Eu estava atônita, totalmente sem ação-

Lucy- C-Como você..? -Não fui capaz de terminar a frase, pois Castiel me interrompeu-

Castiel- Quando saí do quarto vi o corredor todo molhado e vi que você não estava mas no quarto. Simples.

Lucy- Ah... Me desculpe. Não queria fazer bagunça, eu já vou enxugar o corredor.

Castiel- Eu já enxuguei. E isso não importa, como eu disse, você deveria ter medo de ter escorregado na escada. -Ele realmente estava preocupado comigo? Era isso mesmo eu estava ficando louca? Talvez eu ainda esteja dormindo e tudo isso sendo um sonho muito radical. É muita coisa para minha cabeça- Quer dizer, não vá achando que eu iria fazer algo com você só porque está de toalha. Fala sério, você não faz o meu tipo. -Eu não estava o olhando, mas pude ter certeza que ele havia revirado os olhos-

Eu não queria que isso tivesse acontecido, mas essas palavras doeram mais do que deveriam. Apenas suspirei e segui meu caminho ainda com o coração batendo forte no peito. Ansiedade era meu segundo nome. Entrei no "meu" quarto para terminar de me arrumar. Penteei os cabelos e calçei meu velho All Star. Peguei meu celular e fiquei mexendo nele por um tempo, ainda estava cedo. Quando estava saindo de meu quarto, Castiel também saía do seu. Ele parou por um instante, o que me fez parar também. Estávamos um em frente ao outro naquele corredor e por um minuto, eu esqueci como se respirava quando percebi que ele parecia arrependido. Esse garoto é bipolar ou o quê?

Eu fui a primeira à desviar o olhar. Passei a olhar para os meus pés e segui meu caminho escada abaixo o mais depressa que pude. Quando estava no penúltimo degrau da mesma, ouvi Castiel me chamar e então parei aonde estava.

Castiel- Eu... Ahm. Eu queria dizer que... -Ele pareceu pensar por um tempo e até cheguei a ter esperanças de ele me pedir desculpas por ter sido arrogante. Mas logo vi que não seria isso quando escutei seu tom de voz arrogante e grosso, totalmente diferente de quando tinha começado à falar, em que ele estava apreensivo e incerto- Que você vaí andando para a escola. Não quero que me vejam com você e nem que saibam que você está aqui.

Lucy- Certo. Pode ir. -Falei e terminei de descer as escadas, indo para a cozinha. Foi aí que eu o escutei falar-

Castiel- Eu não tinha pedido permissão mesmo.

Mennei a cabeça, ouvindo a porta da frente ser fechada com brutalidade. Peguei minhas coisas da escola e comi uma maçã. Saí da mansão e a tranquei com as chaves que estavam em cima da mesa de centro da sala. Eu teria que chegar mais cedo e abrir a casa para o ruivo.

Fui andando para a escola normalmente. É certo que o caminho foi mais longo, mas pude chegar à tempo de ver a primeira aula. O professor havia acabado de chegar e eu pedi licença para poder entrar na sala. Sentei na fileira oposta à de Castiel e tentei ao máximo prestar atenção nas explicações do professor. Anotei tudo o que eu pôde. Esse ano eu não queria ter problemas com notas.

As aulas passavam devagar, e as provocações de Ambre, Li e Charlotte apenas aumentavam. Eu não havia percebido. Mas havia sentado na frente da cadeira da loira. Vez ou outra ela puxava o meu cabelo ou me cutucava, rindo e fazendo piadinhas com suas amigas. Se é que são realmente amigas. Eu aguentei tudo aquilo por grande parte da aula. Aturei até por tempo de mais. Eu não sei quando eu mudei no fato de estar girando alguém impaciente, talvez fosse uma doença infecciosa que o ruivo me passou. Como eu disse, eu aguentei por tempo demais, até que chegou um momento que eu não estava mais respondendo por mim.

Lucy- Chega, Ambre! -Gritei, atraindo atenção de grande parte da sala e até mesmo do professor, que parou de escrever em sua lousa- Por favor, me deixe em paz e vá atormentar a vida de outra pessoa se isso é o que lhe dá prazer! -Toda a sala ficou tensa, e eu sabia que minhas bochechas deviam estar vermelhas, tanto de vergonha, quanto de raiva-

Professor Faraize, que até o momento parecia calmo demais, estava estressado.

Faraize- O que está acontecendo aqui, senhoritas? -Quando abri minha boca para começar à falar, Ambre se levantou de sua cadeira e pôs no rosto a cara mais lavada que ela conseguia-

Ambre- Professor, é tudo mentira dela! Eu não estava fazendo nada. É essa garota que só quer chamar atenção.

Lucy- O quê?! -Ah, é claro. Como eu não esperei isso. O que eu não esperava mesmo é que a capanga de Ambre fosse decidir me "desmentir" também-

Charlotte- É verdade, professor! Desde que essa garota chegou ela tenta ferrar com a Ambre.

Li- É uma grande invejosa, isso sim! Ela quem estava nos atormentando. Ela puxou o cabelo da Ambre, não foi? -A mestiça olhou para a loira que consentiu, sem nenhum temor. Ela não se cansava de fazer o mal?-

Os burburinhos logo começaram e pude ouvir algumas alunas da sala falando coisas como: "Coitada da Ambre, não fez nada pra menina"/"Essa garota é uma cobra mesmo"/"Não sei, mas desde que vi essa novata, eu não gostei dela".

Maravilhoso. Agora toda a sala me odiava.

Lucy- Professor, eu juro que não fiz nada disso. Eu nem sequer tenho motivos para isso. Elas que me atormentam! Por favor, não acredite nelas. -Era fato, eu estava quase aos prantos. Por quê ninguém nunca acreditava em mim?-

Ambre- Ela tem motivos sim. Ela tem ciúmes porquê o Castiel prefere eu à ela. Foi isso! -Virei em minha cadeira, olhando desesperada para Rosalya e Alexy e vi que os mesmos estavam puros de raiva. Um Castiel no canto da sala apenas observava tudo revirando os olhos. Eu estava perdida-

Lucy- Ambre, pare com essas mentiras!

Ambre- Deixe de ser sonsa, garota!

Faraize- Chega, todos se calem, por favor! Ambre, pela terceira vez na semana você iniciou uma briga.

Alexy- Parabéns, hoje é segunda-feira, loira! -Ouvi Alexy gritar do fundo da sala. Foi engraçado, eu admito. Eu até teria achado graça se não tivesse escutado o que o professor realmente ia falar-

Faraize- E você, senhorita Lucy, detenção depois da aula, por favor.

Correção. Agora toda a sala me odiava.

E o professor de História também.

Respirei fundo e me enterrei na cadeira, derrotada. Como eu odiava essa garota com todas as forças que ainda restavam no meu corpo. Como eu a odiava! Esse dia tinha como piorar? Tinha. Afinal, é de mim que se trata.

Os ânimos se acalmaram e então o professor pôde dar sua aula até o fim. Tivemos mais um tempo de aula de Química -aula que eu não prestei atenção em nada porquê contornar meu telefone com a ponta do dedo estava mais interessante- e então chegou o tão esperado intervalo.

Esperei todos saírem da sala, pra só aí pegar meus celular e fone e fugir de dentro daquela sala. Eu precisava achar um lugar que ninguém ia. Eu precisava de um cantinho de refúgio, um lugar que só eu soubesse aonde ficava. Mas, iria deixar pra procurar esse lugar em um outro dia, porque com a sorte que eu ando tendo, acho que eu iria encontrar o que não devia. Rodei a escola inteira, aproveitando para conheçe-la melhor, já que ainda haviam lugares que eu não tinha ido, então decidi ir para o refeitório mesmo e me sentei em uma mesa vazia que ficava ao lado de uma lixeira.

Que ótima escolha hein, Lucy. Você se supera cada vez mais.

Me sentei em uma das cadeiras e deitei minha cabeça sobre meus braços que estavam apoiados na mesa azul. Peguei minha caneta e escrevi pequeno na mesa. "A Estranha Odiada". Sim, esse era meu apelido que eu mesma havia criado. E as lágrimas já começavam à cair.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...