História O Puxa Fênix - Capítulo 1


Escrita por: e GeminiRivaille

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Ikki de Fênix, Saga de Gêmeos, Seiya de Pégaso, Shaina de Cobra, Shun de Andrômeda
Tags Cdz, Paródia, Saint Seiya
Visualizações 19
Palavras 1.983
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


-Saint Seiya não me pertence.
-Essa história surgiu a poucas horas na minha mente perturbada, sendo uma paródia do filme "The Rock Horror Picture Show" com o episódio "Não Puxem minhas Penas" do Pica-Pau.
-Essa história não faz parte do meu universo regular de fanfics
-A arte usada na capa foi retirada do Google. Todos os créditos ao Fanartista, cujo o nome não encontrei

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction O Puxa Fênix - Capítulo 1 - Capítulo Único

O período de paz parecia perdurar no Santuário. Por conta disso, os Cavaleiros de Athena finalmente podiam desfrutar de suas vidas como sempre quiseram. Os passeios eram constantes, assim como as socializações e as festas, na grande maioria das vezes dadas no próprio Santuário, para evitar que este ficasse desguarnecido por muito tempo. Dessa vez, o anfitrião era Saga de Gêmeos, que elaborou uma belíssima festa de Halloween, nos moldes de filmes clássicos como O Bebê de Rosemary, O Exorcista, Sexta-Feira 13, Psicose e o mais caricato, porém preferido do guardião do 3º Templo, The Rock Horror Picture Show. Música, comidas e bebidas pareciam entreter os convidados fantasiados, porém um em particular parecia irritado demais em sua fantasia de corvo – improvisada rapidamente por seu irmão Shun, que parecia extremamente animado fantasiado de “Unicórnio Assassino”. A grande verdade é que o Cavaleiro de Fênix fazia aquilo apenas para ver o irmão sorrir, sentindo-se em paz consigo mesmo ao ver o semblante feliz do Andrômeda:

-Bom, pelo menos tem bebida de graça – ele pensou, enquanto balançava o corpo desengonçado ao som de uma versão mais dançante de Monster Mash e bebia um copo de sangria.

De repente, a música parou. Ikki já começava a agradecer internamente, quando a voz de Saga, acentuada por um microfone, tomou o local:

-Hora do clássico da noite! Como vocês todos sabem, minhas festas a fantasia sempre acabam em filme e o escolhido dessa vez foi… – tentou fazer um suspense, mas gritou em seguida – The Rock Horror Picture Show, claro! Por favor, se acomodem e vamos apreciar essa obra-prima do cinema.

-Gostava mais do Saga quando ele era doido, de verdade… - falou em seu íntimo E eu pensando que nada podia ser pior que a música…

Mas podia. Não bastasse Saga tentando interagir com o filme por diversas vezes, os demais convidados da festa tentavam conversar com Ikki a qualquer custo, porém o Cavaleiro de Fênix permaneceu na mesma posição, bebendo sangria, Blood Mary, Laranja Mecânica e toda e qualquer bebida que poderia encontrar. Nem o sorriso de Shun poderia acalmá-lo agora.

Quando o filme estava perto do fim, o Fênix por fim se cansou. Acenou para o irmão e saiu da casa de Gêmeos. A madrugada estava fria, por isso ele agradeceu infinitamente por usar aquela fantasia cheia de penas pretas. A cabana que ele dividia com o irmão ficava na parte baixa do Santuário, porém aquela história de que todo “bêbado conhece o caminho de casa” é real, então o japonês chegou tranquilo a seu lar, atirando seu corpo no sofá e ligando a TV. Esse era mais um dos segredos de Ikki. Ele gostava de ver TV durante a madrugada por um único motivo: os clássicos desenhos dos Looney Tunes e do Pica-Pau. O Fênix se acomodou no móvel e ficou assistindo tranquilo, dando uma gargalhada uma vez ou outra, até que uma forte chuva começou a cair, algo que deixaria outras pessoas assustadas, mas não Ikki de Fênix. Ele ainda pensou em buscar Shun na festa, mas seu irmão parecia tão feliz:

-Além do mais, sair nessa tempestade será dose.

Com isso na mente, ele apenas arrancou o casaco de penas, voltou a se acomodar no sofá e, com o clássico “não puxem minhas penas” na tela da TV adormeceu.

 

***

 

Ikki dirigia com cautela por uma via sinuosa, todo cuidado era pouco naquela tempestade. Se não fosse a insistência de Shun, ele jamais teria topado ir para aquela maldita festa a fantasia. Tinha acabado de deixar o irmão na casa de June e voltava para a sua, quando foi pego pela tormenta, que fechou a estrada principal, obrigando-o a pegar aquela rota esquisita. De repente, um baque:

-Mas era só o que me faltava! - resmungou, descendo do carro.

Sua suspeita era correta: o pneu havia furado. A pior parte é que ele estava sem estepe e, aparentemente, não tinha nenhum telefone público naquela estrada. Ele começou a praguejar quando olhou para o lado e viu um casarão antigo, que se assemelhava a um castelo:

-Parece coisa saída de filme antigo, mas eu vejo postes, então eles devem ter um telefone… - suspirou e olhou para a jaqueta de penas que usava – o problema é que, até chegar lá, eu parecerei uma galinha preta molhada – riu, enquanto caminhava até a entrada do castelo.

Ikki bateu à porta por três vezes, até que um rapaz de cabelos castanhos, usando um traje de mordomo abriu a porta, o saudando:

-Boa noite, mi lorde, vejo que veio para a convenção.

-Convenção? - balançou a cabeça – Não… Eu tive um problema com o carro e gostaria de usar o telefone. Pode ser?

-Não veio para a convenção, mas está tão bem-vestido… Um pouco molhado, mas bem-vestido – ele fez um sinal para que ele entrasse – Venha, por favor. Eu anunciarei o senhor ao Dr. Saga N. Furter que deseja usar o telefone. Fique à vontade.

O jovem mordomo guiou Ikki até um salão, onde haviam algumas pessoas fantasiadas e uma mesa com comidas e bebidas. Foi aí que entendeu porque o serviçal da casa achou que ele participaria de uma convenção:

-Eu gostei da sua fantasia – uma mulher de cabelos esverdeados, vestindo um smoking dourado falou – uma pena que esteja tão molhado. O Dr Furter logo aparecerá… Virá por ali – apontou para um elevador – sugiro que o espere lá, senão não conseguirá sua atenção.

 

 

No andar superior, o homem em um jaleco de cientista girava algumas chaves com empenho, gargalhando enfadonhamente em alguns momentos:

-Meu grande experimento começará a funcionar hoje a noite – algumas luzes piscaram e o lençol que cobria uma máquina diante do cientista caiu, revelando o ciborgue que, por alguma razão, tinha os cabelos loiros e garras nas mãos – finalmente eu terminei o meu puxa frangos humanoide!

-Dr. Saga N. Furter – o mordomo entrou no laboratório sem pedir licença – Perdoe-me por… OH!

-Sim, meu fiel Seiya: ele está vivo!

-E que nome dará a ele, mi lorde?

-Estava pensando em algo como… hm… Shaka.

-É um bom nome para um Puxa Frangos – o mordomo falou, batendo palmas de leve, enquanto observava o ciborgue bater as garras como se fosse um siri, depois esticando o braço e puxando um fio de cabelo dele – OUCH!

-Agora só precisamos dar um frango para ele puxar – riu e olhou para Seiya – Acho que você tinha algo para me dizer, não?

-Ah sim! Há um homem lá fora, coberto de penas negras. Disse que precisa usar o telefone.

-Você disse um homem coberto de penas?

-Sim, ele está meio molhado, mas… Oh, eu já entendi

-Exato, meu fiel Seiya. Não podemos deixar nosso convidado esperando – dito isso, tirou o jaleco e o trocou por uma capa prateada – Vamos ao que importa. Nos espere aqui, Shaka.

O robô humanoide não disse nada, apenas bateu as garras e emitiu um apito de um dispositivo que tinha na cabeça.

 

 

Finalmente o elevador desceu e, de dentro dele, saiu um homem alto, de cabelos acinzentados e olhos vermelhos. Usava uma capa prateada e uma estranha maquiagem no rosto. Ikki tinha certeza que estava em mais uma festa de Halloween. Por alguma razão, esse homem não falava, apenas cantava, enquanto o jovem de cabelos azuis, insistia em tentar conversar:

-Eu preciso usar o telefone, senhor… O pneu do meu carro furou e… Deuses!
A capa foi retirada, revelando uma espécie de ligerie-armadura dourada, o que deixou Ikki assustado e curioso ao mesmo tempo. Aquele homem era claramente um cientista respeitado, por quê se vestir daquela forma?

-Ei você, viajante… - Dr Saga finalmente se dirigiu a rapaz, ainda cantando – Por que não fica aqui? Descansa essas belas penas e, amanhã pela manhã, chamamos um mecânico?

-Bom, pode ser eu. Eu só prec-…

-Vamos ao meu laboratório… Aproveito para te mostrar minha mais nova criação. Um Pux-… Um robô humanoide a quem chamei de Shaka.

O Dr. Saga, acompanhado de Seiya, guiou Ikki até o laboratório, onde Shaka estava de pé, ainda batendo suas garras. Ao ver Ikki, apitou com a cabeça:

-Parece que ele quer ser seu amigo, viajante.

-Oras… Eu não costumo ser muito sociável, mas acho que posso ser muito bem amigo de um robô.

Ao estender a mão para o ciborgue, Ikki foi puxado para seu colo e Shaka começou a arrancar as penas de sua roupa, além de algum de seus fios de cabelo. O rapaz de cabelos azuis, com muito custo, consegue se desvencilhar do ciborgue, mas ele começa a persegui-lo por todo o segundo andar do castelo, até que o rapaz percebe o óbvio:

-Ele não é um ciborgue qualquer: É um ciborgue puxa frangos e que tá pensando que eu sou um frango!

Estupefato, arrancou a jaqueta e usou-a para atrair Shaka até uma escadaria a fim de destruí-lo, entretanto, o Dr Saga tirou um controle do corselete de sua armadura e o trouxe de volta a vida. A perseguição tornou a acontecer e, o jeito, foi tentar eletrocutar o Ciborgue, porém ele sempre era reconstruído e cada vez mais forte. Ikki estava sem a jaqueta, mas, ainda assim, ele o perseguia como se fosse um frango. Ele já estava sem paciência. Foi quando esbarrou na moça de smoking dourado:

-Oh, ainda bem que encontrei você – ela o abraçou – Eu preciso de ajuda para escapar daqui junto com Seiya.

-Como assim?

-O Dr Saga N. Furter não é o que parece!

-Jura? Não imaginava… Conheço vários cientistas que usam biquíni dourado, moram em castelos assustadores e constroem ciborgues puxa frangos.

-Eu falo sério! Somos alienígenas de uma galáxia distante. A carne de frango tornou-se algo banal em nosso planeta, então viemos a Terra estudar a forma como vocês preparavam a iguaria, mas, ao chegar aqui, Dr Saga tornou-se obcecado por isso. Todos aqui somos prisioneiros dele!

-Por que ele aprisionou pessoas invés de frangos?

-O objetivo dele é hipnotizar todos aqui para que acreditem que são frangos, já que ele não conseguiu manter nenhum espécime vivo para levarmos ao nosso planeta natal.

-E o que você sugere?

-Simples.

Ela cochichou o plano em seu ouvido. Parecia estupidez, porém poderia dar certo. A moça – que ele descobriu se chamar Shina – surrupiou o controle do Dr Saga, enquanto Ikki o cobria de cola e penas, gesto que atraiu Shaka. O Ciborgue começou a caminhar atrás do cientista, até que Shina apertou o botão de energia, que triplicou a força com a qual Shaka “puxava as penas” do Dr Saga. Finalmente, a hipinose exercida sob os que estavam no castelo caiu e a chuva também cessou. Seiya deu uma de suas roupas para Ikki, que ficou pequena, mas era melhor do que ir embora sem camisa, enquanto Shina achou um estepe no porão do castelo. Os dois acenaram ao rapaz de cabelos azuis, antes de decolarem em seus castelo, que na verdade era uma nave espacial.

 

***

 

-Ikki! Acorda, irmão!

O Cavaleiro de Fênix abriu os olhos lentamente, porém sentou no sofá em um pulo:

-O q… O que aconteceu?

-Eu que te pergunto – Shun falou, sentando a seu lado – Eu vi que você saiu da festa do Saga durante o filme. Ia vir atrás de você, mas começou a chover, então fiquei mais… Cheguei agora e você estava gritando “Pare de puxar minhas penas! Eu não sou um frango!”. Por acaso você estava sonhando que era o Pica-Pau?

-O que diabos é Pica-Pau?

-Esse desenho que está passando na TV – apontou rapidamente – Eu não sabia que você gostava.

-E não gosto… Liguei a TV para passar tempo e só tinha isso para assistir – cruzou os braços.

-Hm… Então tá, irmãozão – passou os braços pelos ombros dele – E o que achou da festa?

Ikki olhou para Shun, imitou seu gesto de passar os braços por cima dos ombros do caçula e deu um sorriso de lado:

-Acredite você ou não, já estive em locais piores… Vai! Desliga essa TV e vamos dormir!

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado

Dulces Besos de Chocolate


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