História O Quanto Eu Confio em Você - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vocaloid
Personagens Kaito, Leon, Lily, Miku Hatsune, Miriam, Oliver, Rin Kagamine
Tags Drama, Gablychan, Kagamine Rin, Olirin, Oliver, Rin, Romance, Three-shot, Vocaloid
Visualizações 55
Palavras 2.400
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEY!
Fanfic da série: quero-me-redimir-pelas-5-fanfics-deletadas XD
Dessa vez, trago um Three-shot OliRin.
Não tem hentai, a história está super simples, mas eu a escrevi com amor! :3
Espero do fundo do kokoro que vocês gostem!
Como "Cavalheiro imperfeito", eu postarei todos de uma vez, estive esses dias todos trabalhando nela, e como é curtíssima, não quis deixá-los esperando por nenhum capítulo.

Divirtam-se! ^^

~ Plágio é crime! Não plagie! Não aceite o roubo. Eu sempre estarei procurando daqui, mas caso você veja alguém roubando alguma história minha, me conte por MP para eu resolver com o ladrão. Obrigada! ^^

~ As imagens foram conseguidas na net e a capa foi editada por mim, mas a arte não me pertence. :V

Só isso mesmo, estou de poucos avisos! <3
BOA LEITURA!!! *U*

Capítulo 1 - Isso seria um problema?


Fanfic / Fanfiction O Quanto Eu Confio em Você - Capítulo 1 - Isso seria um problema?

O casal estava deitado em um calmo gramado; tinham acabado de aproveitar um piquenique e estavam cheios. Aquela manta quadriculada, por algum motivo, estava tão confortável, que ambos poderiam até mesmo cochilar ali, tranquilamente. No entanto, ao invés de dormir, Rin estava tagarela, e queria mais aproveitar a companhia do namorado, Oliver, com uma boa e velha conversa.

Bem, seria mais um jogo; ambos tentavam imaginar formas para as nuvens entre o céu azul claro. Rin aponta para uma e Oliver tenta seguir o seu indicador; não sabia o que ela tinha visto naquela forma esbranquiçada, até ela dizer:

— Parece o James! — referiu-se ao pássaro de Oliver; ele gostava de animais, mas o máximo que pôde ter, foi o James. A mãe do rapaz era alérgica a todo tipo de pelo, seria difícil para Oliver ter um peludão enquanto dividia apartamento com ela, porém, James já estava sendo uma compainha perfeita.

Olhando bem, a forma estranha lembrava James.

Isso leva Oliver a rir:

— Não é que é mesmo? — disse, olhando para Rin e, nesse mesmo momento, a garota virou a cabeça para ele, sorrindo. Os olhares se cruzaram enquanto ambos compartilhavam sorrisos cheios de ternura.

Não demorou muito até o loiro se aproximar e beijar os lábios da moça devagar, com carinho, desaproximando-se sem tardar muito. Enquanto as testas se colavam, e ambos fechavam os olhos, as mãos se uniam e os dedos se entrelaçavam. Rin abriu um pouco os olhos e deparou-se com o olhar dourado, ainda olhando-a com carinho.

— Rin... Sabe, você podia ir lá em casa hoje à noite — Oliver jogou a proposta no ar, com um tom inocente, mesmo que na verdade o propósito não fosse nada puro. Rin não percebeu o que ele quis dizer na hora; os dois já namoravam há dois anos, e nada havia acontecido além de mãos dadas e alguns beijos.

Inocentemente, a Kagamine sorriu para a proposta:

— O quê? A Senhora Shimeji está pedindo para eu ir lá?

— A-Ah — Oliver corou um pouco —, não é um pedido da minha mãe. É meu. Ela nem vai estar lá hoje, para dizer a verdade.

Rin juntou as sobrancelhas, primeiramente estranhando pela expressão tímida do namorado, mas voltou a sorrir. Já faziam dois anos, obviamente ela já tinha ido visitar a casa da sogra; até mesmo já passou noites lá! Sempre gostou de estudar junto a Oliver, era mais fácil decorar as matérias quando ele as ensinava.

Mas, dessa vez, ambos já estavam formados. Não havia o que estudar no momento.

— O que você quer fazer? Miku me recomendou uns animes muitos bons, cheios de lutas interessantes — Rin continuou, com um sorriso inocente.

Oliver soltou um pequeno suspiro, esse que Rin percebeu e se calou na mesma hora;

— O que houve? Disse algo errado? — perguntou, confusa.

Seria ótimo passar uma noite inteira com ela assistindo animes e comendo doces, como há muito tempo planejavam. O problema, é que ele não estava falando daquilo. Já tinha muito tempo em que ele estava sentindo coisas, sensações difíceis de controlar. Tinha vontade de ver o corpo da namorada nu, de tocá-la e sentir o calor dela direito, por inteiro. Mas como dizer algo assim para Rin? Uma garota pura e que nunca toca em tais assuntos; Oliver queria ter liberdade, mas estava se sentindo mal.

Medo de ela não entendê-lo e achá-lo um pervertido, talvez.

— Não — respondeu com um sorriso —, você não disse nada. Eu só — não teve coragem de terminar, desviando dos olhos de Rin e voltando a fitar o céu —, bem, esquece! Não é tão importante.

“Mentiroso”, Rin pensou, apertando a mão dele. Entenderia se tivessem poucos meses de namoro, mas já se conheciam o suficiente para dividir informações e sentimentos um com o outro. Namoro não era somente beijos ou sexo, era amizade também, e ela levava esse lado bastante a sério.

— Você pode me dizer — Rin disse e, como cão sem dono, Oliver a fitou; vendo o olhar dele na própria direção, a garota sorri —, também somos amigos, você sabe, né?

— O que você acha de termos uma relação mais íntima? Tipo... S-Sexo — Oliver perguntou, vermelho, e Rin permaneceu com o sorriso no rosto, mas não porque estava sorrindo de fato. Na verdade, estava nervosa, não conseguiu tirar aquele sorriso bobo.  

— Hm? — Rin perguntou como se não tivesse entendido, mas entendeu bem.

— Eu sei que é estranho eu dizer isso assim — disse, sem coragem de fitar os olhos da namorada —, deveria deixar tudo correr de maneira natural e tudo mais — riu um pouco, voltando fitá-la nos olhos. — Mas é que você é muito fofa e inocente. Não consigo tentar nada sem conversar contigo antes.

Rin piscou algumas vezes.

Não conseguia tirar aquela cara de boba.

Que péssimo!

***

— Você me acha fofa e inocente demais? — Rin perguntou para Miku, as duas trocavam uma ligação naquela hora da noite (já era quase uma da manhã). A Kagamine estava no quarto, tinha acabado de sair do banho; usava um roupão branco e os cabelos dourados estavam enrolados em uma toalha rosa. Enquanto falava com a amiga, ela estava deitada na própria cama, que por sinal, parecia bem mais confortável naquele momento.

Miku riu um pouco, antes de responder:

“Bom, aí depende do momento... Não sei como você age com o Shimeji! Para mim, você é uma garota normal, mas é fofa sim” — continuou com as risadinhas sutis.

— AH! Que horror! Estou tão envergonhada; na hora, eu não consegui dizer quase nada!

“Você recusou o pedido de ir à casa dele?”

— Claro que recusei! E se ele tentasse... Aquilo — Rin cochichou o “aquilo” com as bochechas ainda mais vermelhas, como se estivesse com medo de dizer em voz alta.

Miku voltou a rir:

“E você pretende fugir dele para sempre? Se ainda não está na hora, se abra para ele!”

Rin, na hora, desfez a expressão que tinha um misto de desespero e vergonha, tornando-a triste. Na verdade, não sabia o que queria. Se amava Oliver? Claro que amava! Mas além de ser virgem, ainda não conseguia se imaginar transando com alguém, muito menos mostrando o corpo franzino e com poucas curvas para o Shimeji. Só de pensar, Rin já ficava nervosa e com vontade de fugir.

Miku continuou:

“No final, o que você respondeu a ele?”

— Quando ele tocou no assunto de irmos ao apartamento dele, de novo, eu disse que minha mãe iria precisar de mim à noite, então ele ficou mais empolgado e disse que podíamos tentar qualquer outro dia. Ele encarou como um “sim” à proposta, e eu não disse nada.

“Uh. Isso pode ser um problema se você não quiser de fato.”

— ...O que eu faço?

“Isso vai depender se é a sua hora, Rin-chan! Não se force a nada, o Shimeji é legal, vai entender. Desculpe, mas eu preciso ir lá! Vou acordar cedo” — Miku disse a última frase com tom de tédio, fazendo Rin sorrir um pouco.

— Vai lá! Boa noite.

“Durma com os anjinhos! E tente não pensar muito nisso.”

Rin riu antes de responder:

— Ok!

Ambas encerraram as ligações.

Rin logo deparou-se com uma foto de Oliver no papel de parede; a foto do primeiro encontro que tiveram. Quando se conheceram, Rin era só uma garota comum, do segundo ano. Não chamava muita atenção dos garotos, mas tinha somado o número de cinco declarações e teve um namorado, que infelizmente, se mostrou um babaca mais tarde. Também não tinha nenhuma habilidade especial, era mediana em quase tudo e ruim em esportes e matemática.

Oliver, por outro lado, sempre estava ajudando garotas por toda parte; isso porque as ardilosas tentavam chamar atenção dele. Para azar delas, o rapaz não aceitava qualquer uma. E muito diferente de Rin, ele era bom em quase todas as matérias que envolvessem números e em esportes; tinha lá certas dificuldades em uma matéria ou outra, mas em comparação com a Kagamine, ele era um gênio! Tinha alguns amigos que viviam o rodeando, mas só; nunca o viam com garotas, automaticamente já pensavam que ele era solteiro. De fato, era.

Porém...

– Flashback –

Naquele dia, Oliver tinha esperado as aulas terminarem, ansioso por algum motivo. Despediu-se dos amigos, como de costume. Eles até tinham o chamado para ir ao karaokê, mas ele disse que tinha coisas para fazer pelo colégio, não era mentira. Ele permaneceu de pé, próximo aos armários, esperando por alguém; via uma infinidade de alunos trocarem os sapatos e passarem pelas portas, ficando sozinho aos poucos.

Não tinha a visto por entre os outros.

“Será que já foi embora?”, perguntou-se, suspendendo um pouco a manga do uniforme e vendo o relógio de pulso, já estava tarde para ter alguém em uma das salas.

Oliver bufou.

— Deve ter faltado. Ou então, eu não consegui vê-la passar agora a pouco.

Mas quando pensou isso, os cabelos dourados cruzaram a visão dele, assustando-o um pouco. Era ela, Kagamine Rin, a pessoa por quem ele estava apaixonado. Não conseguiu dizer nada, os lábios travaram; apenas viu-a começar a trocar os sapatos de maneira meio apressada, nem mesmo olhava para ele; era como se Oliver fosse invisível.

— Kagamine-san — chamou e a garota o olhou, neutra.

— Hm? Shimeji? Nossa, você ainda está aqui? Já está tarde!

Não eram da mesma classe, apesar de estudarem no segundo ano; Rin poderia tratá-lo como um estranho, mas isso seria quase impossível. A verdade é que ambos se conheciam desde o primário; nunca foram muito amigos, mas trocavam um “oi” ou “bom dia” de vez em quando.

Por que havia se apaixonado por ela? Não sabia. Rin não se preocupava tanto com estilo ou com o que os outros pensavam dela; era alguém totalmente diferente de Oliver, que estava sempre preocupado com a opinião alheia. No entanto, desde o dia em que ela cuidou de algumas feridas que ele conseguiu numa corrida – num festival esportivo –, há muito tempo, ele só conseguia olhar para ela de longe, ou então, pensar numa forma de poder agradecer um dia, o que nunca tinha conseguido.

Riu antes de respondê-la:

— Eu estava te esperando — Oliver respondeu com um sorriso, completamente tímido.

Rin tombou a cabeça para o lado, confusa:

— A mim? Foi algo que eu fiz?

— Não... Não foi você — riu novamente, olhando para o chão —, bom, foi, mas não é bem assim. Eu queria dizer “obrigado” por aquele dia. Sabe, do Festival Esportivo, quando me machuquei.

Rin piscou algumas vezes, ainda mais confusa:

— De nada — sorriu, mas ainda estranhando o loiro. Aquele festival esportivo já havia acontecido há tanto tempo, por que ele estaria agradecendo somente naquele momento? De qualquer forma, naquele instante, Oliver não passou de um estranho-fofo para Rin.

— Tem mais uma coisa!

Rin não disse nada, apenas o esperou responder.

Era estranho, porque ele vivia rodeado de garotas, o tempo todo, mas conversar com ela trazia um clima diferente. As palavras saiam com dificuldade, o coração batia forte e de maneira descontrolada, tornando o simples ato de respirar algo desconfortável. Mas Oliver já sabia o que queria, teve muito tempo para pensar naquela atitude; bota tempo nisso!

Enrolou mais do que deveria.

— Você... Para mim... — tentou dizer, mas as palavras se escondiam na boca dele, se recusavam a sair descentemente. Rin era lerda para perceber as coisas; ainda esperava para saber o que ele tinha a dizer, mas estava surpresa. Não imaginava que o Shimeji era tão tímido. — Eu queria saber se você gostaria de sair comigo — falou baixo, após um suspiro.

Quando desviou os olhos do chão e mirou-os em Rin, viu a expressão atônita e o rosto corado da garota. De todos os garotos daquele colégio, Oliver era o último que ela esperava alguma declaração; ela nunca havia prestado atenção nele – dessa forma – até aquele momento. Por algum motivo, não conseguia responder.

E o silêncio se prolongou por alguns longos segundos;

Mas Oliver resolveu cortá-lo, arrependido:

— Eu sei que isso é meio repentino, desculpe. Não soube como chegar perto de você, a verdade, é que eu sou ruim nessas coisas! — riu, sem graça. — Bom, acho melhor eu ir agora. Era só isso que eu queria dizer.

Rin piscou algumas vezes e corou mais, abaixando a cabeça. Quando o Shimeji tentou passar apressado por ela, a mesma o agarrou pelo braço antes que ele pudesse ir. Oliver voltou a se virar para ela, agora mais perto; demorou um pouco até Rin tomar coragem, mas ela acabou virou-se para ele também. Os olhares se cruzaram e, aos poucos, sorrisos gentis brotavam no rosto de ambos.

— Por que não vamos juntos hoje? Podemos conversar no caminho.

Oliver aprofundou o sorriso gentil antes de responder:

— Tudo bem para mim.

***

Oliver, após essa breve e deliciosa lembrança, sorriu enquanto olhava a foto da namorada no papel de parede do celular; estava apoiado no parapeito da janela, recebendo o vento suave no rosto. “Amanhã vai chover”, pensou por ver as nuvens acinzentadas no céu escuro. James estava na gaiola, como sempre; pendurado bem próximo de onde o rapaz estava. Ele não conseguia dormir por pensar na conversa que teve com a Kagamine, mais cedo.

— James — Oliver falou, olhando o passarinho amarelo e preto com certa aflição —, será que eu fui muito precipitado? — o passarinho reagiu, entortando a pequena cabeça para o lado; claro, ele não responderia. — Desde que começamos a sair, eu sempre fui muito precipitado com ela...  Mas, pensei que dessa vez, pela passagem de tempo, estaria tudo bem em me abrir.

James reagiu com dois saltinhos para frente, como se olhasse o loiro mais de perto. Oliver reagiu com um sorriso, abrindo a gaiola e pegando – carinhosamente – James com uma mão. Usou o dedo indicador da outra para acarinhar, levemente, a cabeça do passarinho, que parecia estar satisfeito, fechando os olhinhos cada vez que sentia o dedo do dono passar sobre a própria cabeça.

— Você é como um psicólogo para mim — Oliver disse ao pássaro, rindo —, mesmo sendo tão silencioso. É uma pena. Seria divertido se você pudesse me responder sempre que eu estivesse em apuros.

James recebeu mais alguns carinhos antes de voltar para gaiola, que foi quando Oliver fechou a janela do quarto e se espreguiçou; rendendo-se ao sono. Bem, já era madrugada. Pelo menos, estava de folga no trabalho como balconista em uma lojinha de conveniência. Com um suspiro, o rapaz fechou os olhos – já deitado na cama, virado na direção do teto –, e, sem tardar muito, pegou no sono. 


Notas Finais


~Indo para o próximo s2


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