História O Quanto Eu Confio em Você - Capítulo 2


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Categorias Vocaloid
Personagens Kaito, Leon, Lily, Miku Hatsune, Miriam, Oliver, Rin Kagamine
Tags Drama, Gablychan, Kagamine Rin, Olirin, Oliver, Rin, Romance, Three-shot, Vocaloid
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Palavras 2.331
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~Bem-vindo ao capítulo 2~

Capítulo 2 - Isso é um problema!


Fanfic / Fanfiction O Quanto Eu Confio em Você - Capítulo 2 - Isso é um problema!

Oli

Que tal tomarmos um café hoje, quando acabar seu turno? ☕

Quero conversar com você.

 

Rin

Pode ser! Mas não fica tão sério, assim me assusta. XD

 

Oli

Hahahaha XD

Não foi minha intenção!

Te vejo às seis? :)

 

Rin

Claro, tudo bem!

 

Rin, encarando a conversa entre ela e Oliver, por pouco grita, mas claro que seria loucura se tivesse gritado do nada. Estava na sala dos funcionários de uma cafeteria bem famosa naqueles arredores. Trabalhava como garçonete; não era um trabalho muito puxado e, para uma moça que ainda morava com os pais e não tinha muitas responsabilidades, até que pagava bem.

“Droga, e se ele me chamar para um hotel ou algo assim?! Como eu desvio disso?! Ah, que agonia”, pensava com os olhos já lacrimejando pelo desespero; ainda estava muito confusa sobre os reais desejos. Tinha até tentado pensar em Oliver de maneira sexy, provocando-a, mas não conseguia, não importava o quanto tentasse! Os olhos estavam com olheiras fundas, que nem a maquiagem conseguiu disfarçar; na noite passada, o sono perdeu para os pensamentos estranhos que surgiram desde aquele encontro com Oliver.

Ela ouviu algumas batidas na porta e virou-se para esta, meio assustada. A pessoa que batia não esperou para entrar, revelando ser Shion Kaito. Ele era superior de Rin – um gerente – e bem legal também; sempre tratava a Kagamine da maneira mais descontraída possível, isso, porque estava interessado nela.

— Está se sentindo mal? — fechou a porta atrás de si, aproximando-se de Rin. — Já tem um bom tempo que está se escondendo aqui; eu não vou perdoar se estiver conversando com o namoradinho de novo — sorriu, de maneira boba.

Rin suspirou:

— Desculpa, Kai-kun... Você me conseguiu esse emprego, e mesmo assim, eu ando vacilando um pouco contigo — declarou ela, encostando-se nos armários de metal (que os funcionários usavam para guardar os pertences), triste.

Kaito tira o sorriso do rosto:

— O que está acontecendo? Problemas na família? Brigou com o namorado?

— Ah! Quem me dera fosse só uma briga, isso eu poderia resolver — Rin responde, coçando a própria cabeça com uma expressão de desgosto. — De qualquer forma, não quero perturbá-lo com os meus problemas.

Rin se desencosta dos armários, tentando passar por Kaito, para encerrar o assunto ali, mas o Shion a segura pelo braço, puxando-a – levemente – de volta. Rin apenas o encara, confusa, talvez um tanto surpresa. Kaito mostrava uma expressão séria a ela, como se estivesse de fato preocupado, e estava. Para cortar o momento tenso, sorriu para a Kagamine, antes de dizer:

— Por que você não me conta no almoço? Eu estava indo comer numa lanchonete aqui perto. Talvez, se você me dizer, eu posso te ajudar de alguma forma — ele diz, libertando o braço de Rin.

— E como você pode me ajudar? — Rin pergunta, sorrindo.

— Ora, um simples conselho pode iluminar a sua mente, sabia?

Ela ri um pouco, antes de responder:

— Tudo bem, moço bonzinho! Sua sorte é que eu esqueci meu almoço — ela dizia, saindo da sala em passos calmos, deixando Kaito sozinho.

Sozinho, o Shion continuou encarando a porta por onde Rin tinha passado, sorrindo. Esse sorriso foi se desfazendo; infelizmente, ele teria que sair com ela para falar dele, o que era de tamanho desgosto para o homem. Ele era apaixonado até pelo andar da Kagamine, tudo que ela fazia, parecia muito adorável para ele, mas como fazê-la enxergá-lo?

***

Oliver precisou sair para comprar um pouco de alpiste para James. Tirando o encontro com Rin – que seria em algumas horas –, a única coisa que tinha para fazer era ficar deitado, enquanto assistia TV. Por ser uma pessoa enérgica que detestava estar tão parado, por isso arrumava atividades em que pudesse se distrair.

Saindo do pet shop, com a bolsa plástica em mãos, Oliver pensou que só voltaria para casa e esperaria o momento certo para sair novamente, mas algo conseguiu chamar a atenção dele:

“Não! Você está falando sério?!” — a voz de Rin. Um pouco surpreso e com um sorriso, ele se virou entre algumas pessoas que estavam na calçada, mas desfez o sorriso quando a encontrou. Ela estava em outra calçada, andando e conversando com aquele cara. Estavam lado a lado, sorrindo um para o outro; um estranho acharia que ambos seriam um casal, sem dificuldade.

Por ele ser alguém que ajudou Rin a conseguir o emprego que queria, que Oliver não pedia simplesmente para ela se afastar. No entanto, não gostava do olhar dele para a Kagamine; não gostava da forma como ele falava com ela, muito menos do jeito em que sorria para ela. O Shimeji sabia muito bem que não poderia nutrir tal sentimento de ciúmes, mas não conseguia evitar.

Atravessou a rua e seguiu-os, tentando não ser percebido; parou quando os viu entrar em uma lanchonete. Ficou observando-os um pouco – atrás de uma grande vidraça – até o momento em que sentaram-se em uma mesa, com lanches em bandejas. O sorriso de Rin para aquele cara estava trazendo uma expressão de desgosto ao rosto de Oliver, que simplesmente retomou o caminho para casa, um tanto quanto irritado.

...

Kaito riu após beber um gole do refrigerante pelo canudo:

— Ele quer transar contigo? É só isso?!

Rin cora:

— Não fala desse jeito, é constrangedor!

— Ora, Rin-chan! Depois de tanto tempo, é normal que casais tenham essa intimidade.

— Eu sei, mas... Para mim, isso ainda é novo! Eu não consigo me imaginar assim — por ser um assunto que a constrangia, que Rin não conseguia olhar Kaito nos olhos.

O Shion a encarou um pouco, avoado. Aquela expressão tímida caia tão bem no rosto de Rin; ela estava incrivelmente sexy naquele momento, para ele. Se existia uma forma de acabar com aquele casal para conseguir a confiança e amor dela, Kaito faria, sem se importar com as consequências. Ele já estava acostumado com a própria maneira obsessiva de gostar de alguém.

— O que foi? — Rin perguntou, confusa pelo olhar penetrante e sério do Shion.

Kaito suspira, desviando-o dela, finalmente:

— É difícil dizer isso, Rin-chan... Mas não seria muito melhor você terminar com ele?

O olhar de Rin se arregala, ela não estava acreditando que Kaito tinha feito aquela pergunta. O Shion ainda não a olhava nos olhos, mas para o copo de refrigerante, enquanto brincava com o canudo; o lanche de ambos – que era somente batata e hambúrguer – estava intocado no momento. Finalmente, Kaito mira os olhos puros na direção da Kagamine.

— ...O quê? Por que eu faria isso? — Rin perguntou, meio atônita.

— Bom, quando nós, homens, começamos com esse tipo de pensamento e as nossas companheiras não pensam igual, é difícil. Sabe, é uma carga de desejo quase incontrolável — enquanto ele explicava, voltava a brincar com o canudo. — Até tira a nossa energia no dia a dia.

Rin deu uma risadinha nervosa, não parecia tão calma como antes:

— S-Se for preciso, eu apenas vou até ele quando ele quiser — dizia, convicta, mesmo que os olhos dissessem o contrário. Obviamente, ela ainda não estava tão certa, mas não queria perdê-lo.

— Mas aí... É um sacrifício complicado. A primeira vez deve ser quando você estiver confortável com isso, caso contrário, a dor será pior. Você sabe, a primeira vez das mulheres dói, bastante — Kaito enfatiza o que dizia com uma expressão de preocupação.

Rin abaixa o olhar para o lanche, sentindo um certo desconforto no peito;

Vendo seu silêncio, Kaito resolveu continuar:

— Claro que você deve se preocupar com ele, mas acima de tudo, deve se preocupar com você também. Quando só uma pessoa quer, a outra não fica feliz... Logo, o Shimeji estará procurando por outras garotas, que poderão satisfazer esse desejo reprimido-

— Não fala isso! — Rin o cortou, séria; os olhos começavam a lacrimejar.

Kaito respondeu essa reação da loira com um olhar meio surpreso, fazendo uma expressão triste, por ela começar a chorar. Apenas deixou aquelas lágrimas de tristeza saírem, e sentiu-se uma criança por isso.

— Ah, Rin, não chore — ele atravessa o braço até o lado da Kagamine, limpando as lágrimas que se formavam nos olhos tristes dela com o dedão. — Olha, talvez seja até melhor! Se você deixá-lo, o Oliver ficará mais feliz e poderá encontrar uma moça que atenderá as necessidades dele. Talvez, no fundo, seja até isso que ele queira: alguém para satisfazê-lo.

Rin não soube como responder, muito menos conseguiu pensar em outro assunto para falar; as palavras de Kaito eram tão convincentes. Se ela negasse o pedido de Oliver... Como ele iria reagir? Conhecendo-o como o conhece, certamente ele diria “tudo bem” e a esperaria, mas como ficaria os sentimentos dele com isso? A Kagamine não queria deixá-lo insatisfeito, mas também não queria apressar o “momento certo”. Por mais que amasse Oliver, aquela ideia ainda era assustadora demais.

***

A noite estava estranhamente chuvosa.

Uma chuva pesada e que dava até um ar meio melancólico.

Rin parou abaixo do toldo da cafeteria, esperando por Oliver. Kaito já havia passado por ela, e os dois apenas trocaram um breve e simples “vá em segurança”. Kaito chegou a dizer um “boa sorte”, mas Rin estava muito avoada e acabou respondendo de maneira meio “morta”, sem ânimo algum.

Finalmente, depois de muito tempo, viu Oliver se aproximar, passando por entre algumas pessoas que andavam naquela calçada. Estava atrasado. Ele usava um guarda-chuva para se proteger; Rin não soube dizer o porquê, mas, ele parecia estranhamente sério naquele momento, como se estivesse sem interesse em vê-la.

Rin disfarçou um sorriso quando o viu perto e ele fez o mesmo.

Ambos estavam meio amargos por dentro.

— Como foi o dia de trabalho? — Oliver perguntou.

— Bom. Normal.

— Sei.

Um trovão soou do nada, mas eles nem mesmo reagiram a isso. Oliver fechou o guarda-chuva e, como Rin, parou abaixo do toldo da cafeteria, encarando a rua e as pessoas nela; a Kagamine fazia o mesmo. Por algum motivo, um silêncio brotou por parte dos dois. Oliver queria perguntar o porquê dela estar com Kaito. Claro que não terminaria com ela por isso, mas estava incomodado. Rin queria fazer o que tinha decido com Kaito, mas estava difícil.

— Você — os dois se pronunciaram ao mesmo tempo, e os olhares assustados se cruzavam. Oliver riu e Rin fez o mesmo, ambos voltando os olhares para a rua.

— Você saiu com aquele cara hoje, o Shion?

— Como você sabe? Anda me stalkeando? — Rin brincou, rindo.

— É — Oliver respondeu, também rindo —, você sabe. Eu sou seu stalker número um. Mentira. Na verdade, eu os vi depois de comprar comida para o James.

— Qual o problema?

— Eu preferia que você não chegasse tão perto dele, isso me deixa desconfortável.

— Ele é meu gerente. Eu estava me sentindo mal e ele falou para conversarmos no almoço, mas não foi nada demais — Rin explicou, neutra e sem olhar para o namorado.

Mesmo assim, Oliver continuou odiando o que tinha visto mais cedo.

— Entendo porém, não se estressou. — Você poderia ter conversado comigo também.

— Eu sei que sim, mas não sei como falar.

— O quê? — Oliver a olhou com o canto dos olhos.

— Que... Talvez, seja melhor pararmos por aqui.  

Oliver desfez a expressão neutra, tornando-a incrédula. Virou o rosto – devagar – para Rin e ela começava a chorar; não demorou muito até estar com as bochechas úmidas, mas não tirou o olhar da rua. Estava tímida. Como explicaria para ele o porquê de querer terminar? Talvez estivesse deixando o desespero levá-la a extremos indesejados, mas não estava conseguindo controlar as emoções.

— P-Por quê? — Oliver perguntou, ainda incrédulo.

— Eu não estou preparada para avançarmos a nossa relação.

Oliver estatelou;

Mas, notando o que Rin tinha acabado de dizer, suspira aliviado, rindo de nervoso.

— Era só isso?! — e as risadas continuavam. — Rin, você devia ter me dito isso desde o início. Não precisamos terminar para-

— Precisamos sim! — Rin o cortou, virando-se para ele com o rosto ainda tomado de lágrimas; Oliver recuou um pouco, assustado com aquela atitude, mas sem desviar os olhos da Kagamine. — Eu não sei até quando vou pensar desse jeito. Pode ser por anos ainda! Mesmo namorando dois anos com você, eu não consigo nem me imaginar transando contigo!

Outro trovão soou;

Tão alto quanto o primeiro.

Notando o espanto de Oliver, e o silêncio, Rin resolveu continuar:

— Eu quero que você conheça alguém que possa te satisfazer dessa maneira! E você vai! Mas acho que essa pessoa não sou eu — Rin explicou descendo o olhar para o chão. — Eu não quero mais.

Oliver também desce o olhar para o chão.

Finalmente, depois de um tempo, tem uma reação: uma risada, um tanto quanto irônica.

Rin, curiosa, o fitou.

— Então, você acha que quando eu me declarei para você, eu só estava pensando nisso? — perguntou e Rin não respondeu, atônita. — Pensei que você confiava em mim, mas vejo que não.

Ela continuou sem resposta.

Oliver mexe numa bolsa que carregava, entregando um embrulho pequeno e rosa para ela. Rin pega sem pensar duas vezes; mesmo tendo ações naquele momento, a mente estava completamente branca. Olhou para o embrulho rosa, depois para Oliver, que mostrava uma expressão completamente decepcionada a ela.

— É para a Milk. Você queria aquela coleira para ela, certo? — Oliver referiu-se ao embrulho e à cadela de Rin. — Enfim, se você vai ser feliz terminando comigo, não há o que eu possa fazer — falou, entregando o guarda-chuva nas mãos de Rin e indo embora.

Sem sentir, ela dá dois passos para frente, entrando na chuva:

— Oli...

Chamou, mas ele só se afastava mais e mais.

“Isso só pode ser um pesadelo”, pensou, sentindo um grande peso no coração enquanto o via partir; aquele peso não poderia ser preenchido por ninguém na face da Terra. Rin cobriu os lábios com uma mão, e quando fechou os olhos, mais lágrimas pesadas saíram. Ele nem mesmo insistiu na ideia dos dois continuarem juntos, apenas aceitou o fato de se separarem. “Talvez, o Kaito estivesse certo no fim das contas, essa foi a melhor forma”, pensou no meio do choro, sentindo como se uma parte dela acabasse de dizer “tchau”.


Notas Finais


~ Indo para o último s2


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