História O Quanto Eu Confio em Você - Capítulo 3


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Categorias Vocaloid
Personagens Kaito, Leon, Lily, Miku Hatsune, Miriam, Oliver, Rin Kagamine
Tags Drama, Gablychan, Kagamine Rin, Olirin, Oliver, Rin, Romance, Three-shot, Vocaloid
Visualizações 53
Palavras 3.619
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~ Mais palavras nas Notas Finais ;) ~

Capítulo 3 - Seria, enfim, o fim do problema?


Fanfic / Fanfiction O Quanto Eu Confio em Você - Capítulo 3 - Seria, enfim, o fim do problema?

Lily e Leon – pais de Rin –  estavam na sala de estar; Leon estava deitado no colo da esposa, nisso, ela acarinhava a cabeça dele com ternura, enquanto ambos assistam um programa bobo de TV. Por estarem distraídos que tomaram um susto quando ouviram a porta da frente bater. Leon levantou na hora – num pulo , e ele e Lily se entreolharam por um tempo.

Rin estava completamente molhada, cabisbaixa e tristonha; tirava os sapatos encharcados sem um pingo de ânimo, e logo recebeu as boas-vindas de Milk; essa era uma cadelinha que, há pouco tempo, tinha sido adotada pelos Kagamines. Era pequena e bem peludinha, toda branquinha com uma mancha preta em volta de um só olho.

Tinha muito apego em Rin, por isso pulava à frente dela com latidos empolgados, na esperança de receber a atenção de sempre, mas a loira nem mesmo sorriu ao vê-la. Abaixou-se rápido e prendeu a coleira que Oliver tinha comprado – toda rosinha com um pingente de coração; tinha o nome “Milk” gravado no pingente –, logo, a Kagamine passou direto.

Milk soltou um som mais triste à rejeição da dona.

Os pais saíram da sala e pararam bem à frente da porta, pouco atrás da escada que levava ao segundo andar da casa. Rin já estava com o pé no primeiro degrau quando os dois notaram a presença dela e se assustaram com o estado em que estava a moça naquele momento.   

— R-Rin, querida — Lily a chamou, um pouco assustada —, por que não usou o guarda-chuva? — perguntou, se aproximando um pouco, mas Rin apenas afirmou com a cabeça, subindo as escadas em silêncio. Ela ainda segurava o guarda-chuva que Oliver havia a entregado, não teve coragem de chegar em casa seca, sendo que ele acabou se molhando por ela.

Lily ia atrás, mas Leon a impediu, segurando o braço dela. Quando a mulher virou-se para saber o porquê, ele respondeu, primeiramente, negando com a cabeça:

— Talvez, agora ela queria ficar sozinha — Leon justificou a própria atitude.

— Mas eu preciso saber o que está entristecendo ela! Às vezes, foi algo sério.

— Nossa filha é uma adulta; eu entendo que você esteja preocupada, eu também fico, mas ela precisa aprender a lidar com os próprios problemas. Podemos checar como ela está, mais tarde — assegurou ele, para deixar a esposa mais tranquila.

Chegando no próprio quarto, a Kagamine fechou a porta, e mesmo molhada, se jogou na cama e afundou o rosto no travesseiro; um choro profundo e escandaloso se abafou no meio desse. “O que eu deveria fazer?”, ela pensava, será que deveria deixar como estava e pronto? Será que não deveria nem mesmo se esforçar por aquele que ela amava tanto? “Será que ele me odeia agora?”, ela continuava a pensar, totalmente acabada com aquela situação.

“Mas foi minha culpa”, quando pensou isso, o celular tocou. Surpreendentemente, o aparelho não havia se estragado com a chuva, mesmo a Kagamine estando completamente encharcada. Ela o tirou do bolso, vendo que se tratava de uma ligação de Shion Kaito; apertou em ignorar e jogou o celular longe – mas ainda sobre a cama –, sem paciência para falar ao telefone.

 

– 4 dias depois –

 

Oliver se levantou cedo – afinal, teria que ir trabalhar –; ainda estava mal com tudo o que havia acontecido entre ele e a ex namorada. Normalmente, se levantava e, antes tudo, verificava a vasilha de comida de James, para assim se arrumar, comer o café da manhã, escovar os dentes e sair. Mas, ao chegar na gaiola, estranhou. Geralmente, James acordava e cantava pela manhã, isso até o ajudava a despertar, mas já era o segundo dia em que ele continuava naquela posição, deitado, como se estivesse ferido.

[...]

— Mãe, acho que o James está doente — Oliver comentou, depois de ter bebido um gole do suco de laranja que a mãe, Miriam, tinha acabado de preparar para ambos.

Os dois estavam sentados à mesa, aproveitando de um café da manhã simples – somente torradas com manteiga e suco –; Miriam o encarou, um pouco surpresa com o que ele tinha acabado de falar. Como o filho falou com uma expressão tristonha – ainda pior do que estava antes –, imaginou que era verdade, mas não conseguia pensar numa solução para aquilo.

— Como, doente?

— Ele sempre canta pela manhã, mas já é a segunda vez que não faz isso. Sem falar que ele parece menos feliz. O que eu devo fazer?

— Eu posso chegar um pouco mais atrasada no trabalho, irei levá-lo ao veterinário para você — Miriam disse, com um sorriso que tentava passar segurança.

Oliver devolve o sorriso, mesmo ainda estando mal:

— Obrigado, deixarei o James aos seus cuidados. Eu preciso mesmo ir.

Ele bebe o resto do suco que ainda estava no copo, dando um beijo na cabeça da mãe antes de sair da cozinha; pegou uma bolsa transversal – que ficava pendurada em um cabideiro – e a envolveu no ombro, isso antes de calçar os sapatos na entrada e sair meio apressado do apartamento.

***

 Em pleno trabalho, Rin recebeu a visita da amiga, Hatsune Miku, que sentou em uma das mesas e pediu um cappuccino com mel e um cookie. Por sorte, Rin estava na hora do almoço, mas estava sem vontade de comer, por isso sentou-se na mesa onde estava sua amiga e ambas pararam no assunto do momento: Oliver. Ele nem mesmo ligou ou mandou mensagem, como Rin também não e ambos estavam muito maus com isso; no final, essa atitude não era feitio de nenhum dos dois.

— Só não entendo como você pôde terminar com o Oliver, só porque ele queria ficar mais sério com você... Isso não foi um pouco... Drástico demais? — Miku perguntou, afinal, estava achando os dois bem idiotas.

— Quando eu me arrependi, Oliver já estava me odiando — Rin disse, cabisbaixa.

— Não acho que Oliver te odeie, mas ele está chateado, ora! Deve estar esperando você correr atrás. Acho que eu compreendo a distância dele; não gostaria nem um pouco de ser taxada como uma pervertida interesseira pela pessoa que eu amo. É muito rude você pensar que todo relacionamento de vocês começou visando somente o sexo — Rin não discutiu, ouvindo tudo que Miku dizia, um pouco tímida. — Você precisa pedir desculpas a ele.

— Eu sei — ela concordou, respirando fundo depois. — Mas como?

— Só sei de uma coisa, não pode ser por ligação, nem por mensagem. Precisa ser pessoalmente — Miku aconselhou e Rin, mais uma vez, concordou. Seria ridículo se reconciliar com alguém por mensagem, não importando a forma de término.

Rin suspirou, o que vinha acontecendo muito ultimamente:

— Nem sei como olhar para cara dele. Ele já deve estar pensando em outra garota agora-

— Deixa de ser assim! Confie mais nele! — Miku a repreendeu. — Nem parece que foram namorados há dois anos! Ele já provou diversas vezes o amor que sente por você, quer mais o quê?

Rin não respondeu, cabisbaixa.

Vendo o silêncio da amiga, Miku comeu o cookie que estava no pratinho bonito, meio irritada com a falta de atitude de Rin. Reparou num rapaz de cabelos azulados – que estava trás do balcão, cuidando da caixa registradora –, ele estava olhando na direção delas duas. A Hatsune o conhecia, o gerente de Rin, mas não gostava muito dele. Principalmente, porque sabia – pelo olhar – que ele estava interessado na Kagamine, mas não parecia que já havia se declarado.

— Eu sempre quis te dizer isso — Miku falou, agora olhando para Rin, que devolve um olhar curioso —, toma cuidado com aquele carinha, o gerente.

— Hm? O Kai-kun? Por quê?

— Talvez você não tenha percebido ainda, é compreensível, mas... — zoou a cara da amiga e ela não percebeu. — Não é preciso ser um gênio para perceber que ele pode estar querendo algo com você — Miku terminou, tomando um gole do cappuccino com uma expressão tranquila.

Porém, Rin ainda estava confusa:

— Que isso! Eu e ele somos amigos, e só.

Miku levantou um olhar sério, do nada:

— Só estou falando para você tomar cuidado... Eu não sinto uma coisa boa nele, muito menos quando o vejo falando com você nas vezes em que venho ou passo por aqui. Ele me parece meio sujo.

Rin não discutiu, mas parou para pensar; Kaito realmente, desde sempre, foi muito atencioso com ela e parecia não gostar muito de Oliver; algumas palavras que ele soltava, às vezes, denunciava isso. Também, ele nem mesmo tinha a encorajado a tentar continuar com Oliver, a incentivou a fazer o contrário. “Não, impossível”, pensou a Kagamine, olhando para ele com o canto dos olhos, e logo notou que ele a olhava.

Quando percebeu o olhar de Rin, Kaito sorriu; assustada, ela virou o olhar para um lado aleatório da cafeteria. “Nossos olhos acabaram de se cruzar”, Rin pensou, ainda meio assustada. Miku não tinha percebido isso, continuou aproveitando o sabor bom do cappuccino.

[...]

O expediente da Kagamine estava acabando, já estava entardecendo e ela só tinha mais uma tarefa: levar o lixo para a lixeira dos fundos, que ficava atrás de uma porta, que levava à uma área fora da cafeteria, num beco. Há um bom tempo, Miku já tinha ido embora; não era muita novidade o fato de que ela teria que voltar sozinha para casa. “Pronto”, pensou ao terminar; assim, os trabalhadores do turno da noite não encontrariam a lixeira de dentro cheia.

— Está aí, Rin-chan? — ouviu a voz de Kaito atrás da porta, logo depois, esta abriu-se. — Ah, você está aqui mesmo — sorriu ao vê-la.

Rin se assustou um pouco com a presença dele.

“Isso não seria possível, certo?”, perguntou-se, forçado um sorriso para ele:

— A-Ah, é, você sabe, jogando o lixo fora!

— Você tem algo para fazer agora? — Kaito perguntou, amigavelmente.

Rin juntou as sobrancelhas, mostrando uma expressão de quem estava estranhando:

— A-Acho que não...

— Ah! Legal! Vamos sair para beber?

— Ã-Ãn, não sei se devemos...

Kaito tirou o sorriso do rosto, sério e, aparentemente, confuso:

— Por que não?

— E-Eu só quero ir para casa. Ainda não estou me sentindo bem com o que rolou entre mim e o Oliver — Rin tentou ignorá-lo, afinal, o término com Oliver ainda estava a fazendo mal, era verdade, e ela não queria se encontrar com nenhum homem naquele momento, só queria descansar a mente.

Mas quando tentou passar por Kaito, ele barrou a passagem dela – fechando a porta e ficando na frente –; Rin encarou o sorriso dele com um pouco de medo, por algum motivo. Depois de ter ouvido aquilo de Miku, era como se o corpo dela pedisse para estar longe dele.

“Eu preferia que você não chegasse tão perto dele, isso me deixa desconfortável”, lembrou-se do que Oliver disse sobre Kaito, pensando em como sair dali sem ser grossa com ele. “Só estou falando para você tomar cuidado... Eu não sinto uma coisa boa nele, muito menos quando o vejo falando com você nas vezes que em venho ou passo por aqui; ele me parece meio sujo, agora, a palavra de Miku passou pela mente da moça.

— Kai-kun — Rin o olhou com um sorriso que deveria ser gentil, mas estava mais para nervoso —, eu só quero ir para casa. Agradeço sua gentileza comigo, mas eu quero ficar sozinha — preferiu ser direta.

Kaito solta uma risadinha por entre os lábios fechados; acaba segurando os ombros de Rin, atitude que a incomoda, por isso ela se afasta bruscamente para trás, sem pensar duas vezes. Ele tira o sorriso dos lábios, mostrando para a Kagamine uma expressão que ela nunca tinha visto no rosto dele: uma séria e meio sombria.

— Rin-chan... Não vale a pena ficar sofrendo por um pervertido.

— Não fale assim do Oliver!

— O que há? Estão se reconciliando? E quando ele te forçar a alguma coisa, acha que eu vou estar lá para te salvar? — falou de Oliver como se ele fosse um bandido e, nesse momento, uma fúria subiu em Rin. — Estou sendo seu amigo e te dando bons conselhos.

— O Oliver nunca me atacaria!

Kaito volta a sorrir:

— Quer prova maior de que ele só queria sexo com você? Desde que vocês terminaram, ele não veio te ver, nem uma vez sequer — Kaito disse, indo em direção de Rin. Ela anda para trás por notá-lo se aproximar e acaba ficando sem saída quando as costas tocam a parede, afinal, era um beco bem estreito. — Com certeza, não deve ter te ligado e nem se preocupado do porquê do término repentino. Ele certamente deve ter pensado “essa garota é um saco” e por isso foi embora-

— Cala a boca!! — Rin apertou os olhos, não querendo mais ouvir aquilo.

— Às vezes, alguns caras até aceitam a enrolação da namorada, só para traçá-la na oportunidade certa — Kaito continuou a dizer, sério —, deve ter sido por isso que ele ficou com você por dois anos, só esperando a oportunidade para-

Rin acerta uma bofetada no rosto de Kaito, calando-o na hora e fazendo-o se afastar, pasmo, com a mão na mesma bochecha esbofeteada. Ela estava tão nervosa, que queria, além de estrangulá-lo, chutar as bolas dele com vontade, até ele não poder mais ter filhos.

— Eu não acredito que fui tão idiota por me deixar afetar por suas palavras “intimidadoras de virgens”! — Rin esbravejou, e Kaito não respondeu, ainda pasmo. — Agora que eu retomei minha consciência, eu vou atrás do Oliver! Porque ele é a pessoa que eu mais amo no mundo. E se eu não estou preparada, tudo bem, vamos suportar isso juntos, eu e ele.  

Rin tirou o celular do bolso do avental, ignorando a presença de Kaito e tentando passar por ele, para entrar de volta na cafeteria. No entanto, o Shion a impediu, segurando-a pelo braço e puxando-a para ele; Rin o encarou assustada pela força que ele usou no braço dela, afastando o próprio braço e livrando-o dele.

— Espera, me desculpe! Sempre gostei de você, Rin-chan — declarou ele, fazendo a Kagamine arregalar os olhos. — Sim, eu disse aquilo com propósito de assustá-la e fazê-la se afastar dele; e quando eu vi que deu certo, fiquei muito feliz! Mas me enche de raiva ver que, mesmo com meu apoio durante esses quatro dias, você não para de sofrer por ele!

Kaito começou a aproximar-se de Rin, que até aquele momento, estava paralisada.

Mas a Kagamine dá um passo para trás:

— Eu devia ter escutado o Oliver, mas, ao invés disso, ouvi você! Não sabe nem o quanto estou me sentindo um lixo agora! — Kaito a olhou, triste. — Nunca mais fala comigo.

Rin passa pela porta finalmente, deixando o Shion sozinho.

Ele encara a porta por onde ela tinha acabado de sair, sorrindo; mas era um sorriso triste. “Meu dever nessa vida, é olhar para as portas pelas quais você sai, deixando-me só, sempre sorrindo”, pensou, levando uma mão para a própria nuca e encarando o chão. Há muito tempo não sentia vontade de chorar, mas, por mais que essa vontade estivesse bastante forte naquele momento, ele não soltou nenhuma lágrima.

***

Nas ruas, estação e até no trem, Rin esteve – desesperadamente – tentando ligar para Oliver, mas ele não atendia. Sempre caia na caixa postal. Ela estava de pé, dentro do trem, segurando o telefone na direção do ouvido, mas, novamente, teve que ouvir aquela voz irritante dizer:

“Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa” — Rin encerrou antes da mensagem terminar, por pouco começando a chorar. Mesmo pensando que ele provavelmente poderia bater com a porta na cara dela, ela queria ir para poder pelo menos pedir desculpas.

Ao descer na estação certa, correu na direção do primeiro lugar em que poderia encontrá-lo àquela hora: no trabalho. Ele trabalhava em uma lojinha de conveniência não muito longe dali e Rin correu, ignorando o fato de ela ser péssima em corridas. Passava por entre as pessoas, até mesmo empurrando-as e chegava a ouvir xingamentos sendo proferidos para ela por isso, mas estava com pressa.

Avistou a lojinha e adentrou apressada; parou na entrada, ofegante e encarou o senhor que estava atrás do balcão:

— Posso falar... Com o Shimeji Oliver? — Rin lutou contra o fôlego para perguntar.

— Oh, meu bem... O Shimeji-san saiu mais cedo do trabalho — o senhor explicou e Rin continuou a ofegar, mas mostrando a ele uma expressão arrasada. — Ao que parece, o mascote dele faleceu. Ele estava muito triste, por isso eu o liberei.

“O James?!”, Rin pensou, agora ainda mais desesperada, sabendo como o Shimeji sempre amou aquele passarinho, desde que o comprou. Novamente, voltou a correr, saindo da loja e correndo até um ponto de ônibus que tinha mais à frente; foi sorte encontrar um que estava prestes a partir. Bateu nas laterais dele para que o motorista percebesse e parasse para ela, e assim aconteceu.

[...]

Miriam aproveitou o bom programa de TV para beber uma xícara de chá e comer alguns biscoitos; algumas vezes olhava na direção da porta, pensando no filho. Oliver estava mal, triste, muito diferente do rapaz radiante que sempre era. Obviamente, isso era de preocupar qualquer mãe, mas as preocupações de Miriam deram uma pausa, quando ela ouviu o tocar insistente da campainha.

Uma pessoa muito desesperada a tocava várias vezes; era como se esta estivesse a ponto de morrer. “Quem poderia estar fazendo esse escândalo?”, a mulher se perguntou, indo até a porta com uma expressão impaciente. Somente quando disse um “estou indo”, a pessoa parou. Ela se surpreendeu ao olhar no olho mágico e encontrar Rin; rapidamente tirou todas as travas da porta e a abriu, continuando surpresa.

— Rin-chan!

Ela ofegava muito e estava com as bochechas vermelhas, completamente suada:

— Senhora Shimeji! Me... Desculpe — dizia entre o desespero para recuperar o fôlego. — Por favor, me deixe falar com o Oliver!

Miriam sorriu, abrindo espaço para a Kagamine passar:

— Ele está no quarto dele, querida.

Rin, antes de entrar, se curvou para Miriam – como sinal de respeito –, passando direto e tirando os sapatos de maneira desajeitada. Vendo isso, a mulher riu um pouco, pensando em como era divertido ser jovem; ela já nem sabia mais o que era correr atrás de um amor. O mais engraçado ainda era imaginar que o próprio filho poderia estar vivendo um romance de filmes.

— OLIVER! — Rin berrou, abrindo a porta do rapaz sem bater. — Ah-

Ele estava sentado no chão, de frente para a beira da cama e brincando com James ali. Quando a viu, tomou um susto. Rin ainda mais, por perceber que, na verdade, o pássaro estava bem, mas logo se aliviou e sorriu. Oliver pegou James com cuidado, levantando-se e colocando-o na gaiola que estava bem atrás, pendurada na parede. Voltou o olhar surpreso para a garota, afinal, para ele, ela não queria mais vê-lo.

“O senhor da loja exagerou, no final”, Rin pensou por ver o James na gaiola.

— Você — começou a falar, mas foi cortado pela Kagamine.

— Me desculpa! — Oliver assustou-se na hora. — Eu fui uma estúpida. Entendo completamente se você quiser me mandar embora, mas antes, eu preciso dizer! — ele não disse nada, preferiu escutá-la. — Quando você me disse aquilo, naquela tarde, eu fiquei em pânico. Você tem razão, eu sou inocente demais! Ainda agora, eu não sei se quero algo com sexo. Mas eu te amo muito! — ela apertou os olhos; Oliver se sentiu emocionado a ponto de sentir as lágrimas querendo sair dos próprios olhos.

— Rin-

— Espera! — ela volta a cortá-lo. — Eu não queria terminar com você, mas eu não entendia o sentimento de medo que eu estava tendo. Também não queria que você ficasse se segurando por mim... Eu-

— Me desculpa também — Oliver disse, sorrindo, e Rin o fitou, a ponto de chorar. — Eu fiquei chateado e não te liguei para conversarmos... Mas eu também te amo muito, Rin-chan, a ponto de sacrificar todos os meus desejos — ele se aproxima da Kagamine, passando a mão, suavemente, pelo rosto dela —, eu posso esperar o tempo que for necessário, mas me perdoe se às vezes eu parecer meio insistente — ele ri, tornando aquele clima um pouco descontraído.

Emocionada, Rin o abraça, envolvendo-o pelo pescoço; Oliver a abraça de volta, envolvendo-a pela cintura. Por muitos minutos, os dois ficaram naquela posição, aproveitando o calor um do outro. Aqueles quatro dias tinham sido como anos, séculos; Rin não queria que aquele momento acabasse, queria que o tempo parasse ali, só para ela poder sentir muito mais daquele calor maravilhoso.

— Prometo não ser tão idiota outra vez — Rin disse entre o abraço.

Oliver sorri, tirando uma das mãos da cintura da garota, e levando-a para a cabeça dela, acarinhando-a ali. Tinha planos de correr atrás dela de novo, quando a raiva passasse, mas agora, era como se aquela raiva nem existisse mais. Porém, tinha que lembrar de não ser mais tão impulsivo no futuro; Rin conseguia ser instável demais à algumas reações e atitudes que ele podia tomar do nada.

— Vamos esquecer isso — Oliver disse, ainda entre o abraço.

 

– 2 anos depois –

 

Era uma bela tarde de verão, onde um jovem casal de noivos estava sentado na areia da praia, assistindo ao pôr do sol. Rin estava com a cabeça deitada ao ombro de Oliver, que tinha um sorriso calmo no rosto; poderiam até mesmo dormir ali, de tão tranquilo e confortável que estava. Porém, Rin e Oliver, enérgicos como eram, preferiam conversar sobre coisas divertidas. Tudo estava indo bem, os olhares se cruzaram e eles deram um curto e delicado beijo, que terminou com eles se encarando apaixonadamente.

— Sabe, Rin — Oliver disse, e Rin puxou um “hm” com um sorriso, sem desviar o olhar —, eu estava pensando... Quero ter três filhos com você.

Rin paralisou com aquele sorriso, não porque estava sorrindo de fato, mas porque aquele sorriso bobo não conseguiu sair da expressão da garota. A verdade, é que ela estava suando frio.

 

Estaria tudo prestes a se repetir.

Fim?


Notas Finais


Você leu até aqui?
Bom, o que dizer? Obrigada! ^^
Espero que você tenha gostado e, acima de tudo, se divertido com a fanfic.
São poucas palavras, mas estou realmente agradecida! hehe :3

KISSUZÃO!!! *3*


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