1. Spirit Fanfics >
  2. O Quarto 115 - Kim Taehyung. >
  3. Capítulo LI.

História O Quarto 115 - Kim Taehyung. - Capítulo 51


Escrita por: e pippos


Notas do Autor


Olá gente, olha quem voltou.
Bom, peço desculpas pela demora para atualizar, eu e a @pippos estávamos com um bloqueio gigantesco e isso dificultou tudo.

Mas após conversar com uma pessoa, eu consegui dar um jeito de escrever e então, aqui estamos nós, atualizando.

E eu que tô parabenizando OQ115 por ter feito um ano hahahaha, é como se ele fosse meu filho. Chorei horrores dia 18 :)

Enfim, sobre o capítulo: mudanças de plano. Quem voltou ao passado foi o Taehyung, como alguém me disse que seria bom fazer. Espero que o cap não esteja confuso. Foi realmente preciso fazer isso.

Espero que gostem e nos desculpem os erros.

Boa leitura!

Capítulo 51 - Capítulo LI.


Fanfic / Fanfiction O Quarto 115 - Kim Taehyung. - Capítulo 51 - Capítulo LI.

Anteriormente…

— Taehyung! - chamei pela quarta vez, nós já havíamos chegado em casa e os mais novos desceram do carro, indo para dentro de casa. Esperei que Taehyung também descesse, mas o mesmo parecia perdido em pensamentos, distante. Assim como da última vez. Sacudi o corpo do meu namorado, fazendo o mesmo sair do transe. Estreitei os olhos para o mesmo que me olhava sem entender. — Já chegamos!

— Oh…já? - assenti. — Desculpa, estava distraído.

— Eu percebi. Não sei o que está acontecendo com você, essa não é a primeira vez. - falei tirando o cinto e abrindo minha porta. Taehyung repetiu o ato e desceu, caminhamos lado a lado para dentro de casa. Ouvi um suspiro do mais velho, e permaneci em silêncio, talvez ele só esteja cansado de tudo o que vem acontecendo. Assim como eu estou. — Amor, vou tomar um banho. Você vem?

— Pode ir primeiro. Vou ligar para Namjoon. - assenti e subi as escadas, indo em direção ao meu quarto. Abri a porta e adentrei o cômodo, depois de pegar o necessário para a saída do banho, andei para o banheiro e me despi, ligando o chuveiro e deixando que a água quente caísse sobre meu corpo. Trazendo de volta, todas as lembranças do que passei desde que cheguei ao manicômio. Desde que cheguei aqui.

(Kim Taehyung P.O.V)

Esperei que os mais novos subissem e peguei o celular de S/N para poder ligar para Namjoon, eu ainda não entendia tal liberdade que a mesma me dava para ficar com seu aparelho como se fosse meu. Disquei o número de Namjoon e levei o celular até a orelha, no terceiro toque a ligação foi atendida.

— Namjoon? - esperei que o mesmo me respondesse, e ao ouvir seu alô, suspirei. Olhei para as escadas e andei para a cozinha, eu não queria que os mais novos escutassem minha conversa. — Nam, estamos com alguns problemas…

— O quê aconteceu? Foi o V? Taehyung! você está bem? - escutei alguns barulhos do outro lado, Namjoon parecia estar fazendo algo. Talvez mechendo em alguns papeis e lápis.

— Calma, eu estou bem… Sim, foi o V. - falei, me sentando na cadeira e me escorando na mesa. — V marcou o Jungkook. E, eu acho que a próxima pessoa, será Lívia.

— Que filho da… Aish. - Ouvi Namjoon gritar do outro lado. — Taehyung, eu vou para ai, fale com a S/N e pergunte se posso ficar na casa dela. Você vai precisar voltar ao manicômio e eu não posso ficar longe de você por muito tempo.

— Está bem… Por favor, peça ao Jin que ache os pais do Jungkook. Eu acho que o V fez algo com os mesmos. - mordi os lábios e prendi um suspiro.

— Vou pedir sim. Escute, cuidado! O V pode estar próximo. Não deixe S/N, Lívia e Jungkook sozinhos. Antes que você volte para o manicômio, eu irei para ai. - mormurei algo em resposta e antes que o mesmo pudesse desligar, perguntei o que a muito tempo queria saber.

— Nam… - fechei os olhos, tentando falar o que queria, ou melhor, perguntar. — A tábua... onde ela está?

— Taehyung, eu não sei… acho que está na nossa antiga casa. Faz tantos anos que não vamos lá e eu também… - Ele se calou, e eu entendi. Era doloroso lembrar de tudo, e eu o entendo.

— Entendi. Escute, não se culpe tanto… - ouvi um suspiro do mesmo.

— Eu sei... E você também não, nós ainda não acabamos, precisamos ser fortes.

— Sim. Precisamos.

— Eu preciso ir… fique com Deus, eu te amo. - suspirei cansado.

— Você também. Eu te amo. - Ouvi a ligação ser encerrada e me escorei na cadeira. Fechei os olhos mais uma vez, mas dessa vez, eu me permiti voltar ao passado e reviver tudo o que um dia me machucou.

Flashback: 29 de Setembro de 2012.

Saio do grande prédio da faculdade e me deparo com o céu estrelado. Não havia notado que passei o dia todo trancado na biblioteca, as provas estavam chegando e eu precisava me sair bem. Suspirei, descendo os degraus da grande escada que ficava na entrada da faculdade. Hoje era um dia importante, mamãe estava de aniversário e eu estava louco para chegar em casa e ficar com a mesma.

— Boa noite Taehyung. Até amanhã. - Olhei para trás, vendo Hoseok, meu colega de faculdade e um dos meus melhores amigos andar até seu carro.

— Boa noite Hobi, dirija com cuidado. Até amanhã. - Sorri, o mesmo assentiu e entrou no carro. Segui meu caminho a pé. Ao passar pela padaria que ficava alguns quarteirões antes de chegar em minha casa, decidi entrar e comprar um bolo para mamãe. Adentrei o estabelecimento e senti o cheiro forte de café. Sorri para o senhorzinho que ficava atrás do balcão e o mesmo devolveu o sorriso. — Boa noite.

— Boa noite meu jovem. O que deseja? - perguntou simpático, me fazendo sorrir outra vez.

— Vou levar esse bolo com a cereja em cima. - apontei pela pequena vidraça e ele assentiu, pegou o bolo e logo o embalou. Retirei a carteira do bolso e tirei as notas de dinheiro, entregando ao velhinho. — Pode ficar com o troco.

— Obrigado, Jovem. - Sorri, e peguei a caixa média com o bolo. — Tenha uma boa noite.

— O senhor também. Se cuide! - sai do local e voltei a andar pelas ruas poucas iluminadas.

— Hyung! - Escutei a voz de Namjoon me chamar e parei, olhando para o menor, suas mãos estavam ocupada com uma caixa parecida com a minha. — Oh… você também comprou bolo?

— É, comprei… o que faz na rua a esse horário? - perguntei, olhando para o mesmo, que agora andava ao meu lado.

— Vim comprar um bolo, mamãe pediu para mim vir. E quando eu estava voltando, encontrei um amigo que havia se machucado, o ajudei até em casa e agora estava voltando pra casa. - Falou, e eu assenti. Passei um de meus braços por seus ombros e sorri.

— Vamos logo. Mamãe deve estar nos esperando. - Namjoon assentiu.

Caminhamos em silêncio até chegar em casa. Abri o pequeno portão e adentramos nosso gramado, Namjoon foi na frente e abriu a porta, entrei logo atrás dele e estranhei mamãe não estar nos esperando na sala.

— Mãe? - Chamei pela mesma e não obtive respostas.

— Ela deve estar no quarto. - Namjoon falou, largou o bolo na mesa e caminhou até as escadas. Segui o mesmo até o quarto de mamãe e passei em sua frente, para abrir a porta e fazer surpresa com o bolo que eu segurava. Levei a mão a massaneta e a abri, me deparando com o corpo da mulher que eu tanto amava, caído ao chão, enquanto uma poça de sangue envolvia seu físico magro. A caixa que então eu segurava, se espatifou no chão e a única coisa que eu consegui fazer, foi correr até seu corpo e segura-lo, enquanto eu gritava e as lágrimas insistiam em molhar meu rosto. Não era pra ser assim, hoje era pra ser um dia feliz. — Mamãe… - Ouvi os gritos de Namjoon por todo o quarto, mas eu não conseguia me mexer, não conseguia deixá-la.

— Taehyung? - Senti suas mãos segurarem meu rosto e me despertei da dolorosa lembrança. — Porquê está chorando, querido? — Seus dedos limpavam as lágrimas que molhavam meu rosto. Atrás da mesma, os dois mais novos me olhavam sem entender o que estava acontecendo. Sem falar nada, apenas abracei sua cintura e me permiti chorar. Talvez colocar tudo isso pra fora, faça com que eu me sinta melhor. Apenas por um momento.

— Duas semanas… 29 de setembro… - sussurei e senti seus dedos afagarem meus cabelos. Ela sabia do que se tratava, então eu acredito que por esse motivo, ela escolheu ficar em silêncio. Alguns minutos depois e já mais calmo, levantei meu rosto para olha-la, seus cabelos úmidos prendiam em sua pele e seus lábios se mantinham entreabertos. Levei uma de minhas mãos ao seu rosto e acariciei, sua reação foi fechar os olhos e se permitir sentir meu afago. Ela realmente era toda a minha calmaria. — Me desculpem… - pedi para os mais novos que ainda continuavam ali atrás. — Eu lembrei de quando minha mãe morreu, não consegui segurar as lágrimas e…

— Tudo bem Oppa. - Lívia falou e me deu um sorriso triste. — Eu e Unnie te entendemos… e sei que Jungkook também.

— Claro que entendo, Hyung… - Falou baixinho, eu sabia o que tinha acontecido com os pais biológicos dele, e algo me diz que V tem algo a ver com isso. E agora os pais adotivos não estão atendendo nenhuma ligação. — Bom, vamos deixar vocês conversarem. Qualquer coisa chamem, estaremos no quarto. - S/N e eu assentimos e os dois saíram da cozinha, nos deixando sozinhos.

— S/N… - levantei a cabeça para olha-la. — Eu falei com Namjoon.

— É mesmo. E o que ele disse? - Perguntou. Me ajeitei na cadeira e puxei a mesma para que se sentasse em meu colo.

— Que não podemos deixar Lívia sozinha. E ele quer saber se pode ficar aqui, eu vou precisar voltar para o manicômio logo, talvez seja bom ele estar com vocês e também mais seguro. - falei. S/N escorou a cabeça no meu ombro e suspirou.

— Jungkook vai estar com Lívia enquanto eu trabalho. E avise Namjoon que ele pode vir sim. - falou quase que em um sussurro. Antes que eu pudesse perguntar o que estava acontecendo, a mesma voltou a sussurrar. — Não queria que você voltasse para lá…

— Você sabe que eu preciso…

— Sim, eu sei. Mas e se ele tentar algo com você?

— Amor, eu vou ficar bem. Você deve se preocupar um pouco com você, se cuidar dentro do manicômio e cuidar qualquer pequena estranheza vinda dele. - deixei um beijo no topo de sua cabeça e segurei sua mão. — Vem, vamos descansar um pouco.

— Eu me preocupo comigo… - ela falou. Mais pra ela do que pra mim. Sorri e entrelaçei nossos dedos. Subimos em silêncio até o quarto. E assim que entramos, S/N caminhou até a cama, e antes que ela pudesse me puxar para se deitar. Soltei sua mão e ri da cara que a mesma fez.

— Vou tomar um banho… - falei. A menor assentiu, peguei uma toalha e uma roupa limpa, e eu ainda tenho que perguntar para ela, de onde ela tirou essas roupas. Caminhei até o banheiro e fechei a porta, tomar banho e sentir a água quente cair por meu corpo, era algo que costumava me acalmar nos anos passados. E isso era uma das poucas coisas que não haviam mudado.

Após tomar banho e me vestir, sai do banheiro e pendurei a toalha. Olhei S/N e a mesma lia um livro, assim que me viu, ela o fechou e o colocou na mesinha ao seu lado. Sorri e caminhei até a mesma, me deitando ao seu lado. Senti seu corpo chegar mais perto do meu e suas pernas se aninharem com as minhas.

— Sabe... - comecei a falar, e a mesma murmurou um "hum?" Em resposta. — Naquela noite, eu voltava da faculdade e depois de me despedir de Hobi hyung, eu encontrei Namjoon… e ao parar para pensar agora, eu sinto muita falta da faculdade e dos meus amigos. Sinto falta da minha antiga vida…

— Eu sei amor… mas vai ficar tudo bem e quando isso acabar, você pode voltar pra faculdade e reencontrar seus velhos amigos. - a mesma falou, eu já pensei nisso diversas vezes mas não é tão fácil assim.

— Eu acho que não iriam aceitar alguém como eu em uma faculdade. E eu também acho que meus velhos amigos, tem medo de mim. Você sabe, eu sou muito famoso por mortes que sequer tenho culpa. E faz tantos anos… Não sei se Hoseok voltou para Busan… - Fechei os olhos, lembrando da última vez em que vi o mesmo. Foi no sepultamento da minha mãe e depois disso, Hobi hyung precisou se mudar e até hoje eu não sei o motivo.

Flashback: 31 de Setembro de 2012.

— Obrigado por ter vindo. - agradeci ao mais velho que estava parado em minha frente. Segurando um buquê de flores, rosas vermelhas. As favoritas de minha mãe.

— Eu sinto muito Tae… - senti seus braços envolverem meus ombros. — Saiba que pode contar comigo, para o que precisar. Sei que vou me mudar, mas me ligue e eu venho ver você e Namjoon.

— Obrigado Hyung. Você vai para onde?

— Seul. - falou após me soltar do abraço. — Eu vou me despedir…

— Ah sim… Certo. - o mais velho saiu, indo se despedir da minha mãe. Fechei os olhos e suspirei. Assim que abri os olhos, olhei para meu pai que estava ao lado do caixão. Eu ainda culpo o mesmo pela morte de mamãe, se não fosse por ele, ela não teria feito aquilo, ela só queria viver uma vida normal… Aish, como vai ser daqui pra frente?

— Amor? - senti um empurrão fraco em meu braço e despertei da outra lembrança. — Estava lembrando dele?

— Ah… sim. A única coisa que eu sei, é que ele está morando em Seul. - falei.

— Bom, podemos procurar por ele.

— Não sei se é uma boa idéia.

— Taehyung! Nós vamos provar que você não tem culpa de nada... E você poderá voltar a faculdade e rever seus amigos, confie em mim. - assenti e sorri para conforta-lá. Eu ainda tinha medo, receio e culpa, mas eu sei que ela não iria desistir dessa idéia.

— Agora mudando de assunto. Onde você conseguiu essas roupas?

— Digamos que eu tive uma pequena ajuda. - Riu. Neguei com a cabeça e abracei seu corpo. — Eu te amo.

— Eu também te amo. - sussurrei e deixei um beijo em sua testa.

Continua…


Notas Finais


Hey! Olha quem apareceu, Hobi caiu de paraquedas, e eu vou tentar fazer ele aparecer mais vezes, nem que seja em lembranças passadas.

Se tiver erros, por mínimos que sejam me avisem. Não vou poder betar agora, mas prometo que arrumo logo. E tirem suas dúvidas comigo!

Obs: chorei muito fazendo a lembrança da morte da mãe do Taehyung e do Namjoon.

esse capítulo é especialmente dedicado a alguém, obrigado pelo conselho. Te amo<3 @AnonimoPX7

@Minyoongiutted @pippos #1ANOOQ115
Happy❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...