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História O Quarto Ao Lado - Cadie - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Afinal, há luz nela.


Fanfic / Fanfiction O Quarto Ao Lado - Cadie - Capítulo 11 - Afinal, há luz nela.

Flashback

Não era a primeira e não seria a última vez que eu chagava alguns minutos antes de seu horário de dispensa, apenas para que pudesse assisti-la no mundo paralelo que se passava dentro daquele restaurante. Toda vez que eu fazia, me surpreendia mais com Sadie. Estar transando com ela a quinze dias consecutivos meio que torna impossível nós não conhecermos mais um do outro, mas não era incomodo querer mais disso. 

Parei meu carro do outro lado da avenida como de costume e me recostei na porta do motorista, ignorando toda e qualquer coisa a não ser ela atendendo aquela mesa, com seu sorriso magnifico. Eu sentia meu corpo tremer toda vez que ela o fazia. Toda santa vez. Não importava o quanto durasse ou quantas vezes ela fizesse, eu sempre reagia da mesma forma. No momento ela atendia uma mesa com um cara e um garotinho de não mais que dois anos. Ele assistia raio de sol brincar com suas mãozinhas, da cadeirinha com um sorriso dengoso no rosto. O pai dele deveria ter bem mais que quarenta anos, mas não parecia frequentar o lugar por conta do motivo mais escandaloso, quero dizer, ele estava com o filho ali. 

Me senti um pouco confuso e surpreso em perceber que Sadie sabia lidar com uma criança, e bem. Isso acabou, mais uma vez, completamente com a imagem nefasta e fria que eu tinha dela. Tanto como no outro dia, que eu a peguei consolando uma das meninas, no fundo do restaurante. Afinal, havia uma luz nela. 

Sadie tomou o lugar ao lado oposto da mesa e começou a casualmente conversar com o homem enquanto girava os dedos no ar, fazendo o garotinho gargalhar como se não houvesse nada mais divertido no mundo. Haviam apenas duas mesas ali agora. O homem se levanta e pega o garotinho no colo e ele se debruça em direção a ela, o pai entrega o garotinho nos braços de raio de sol e ela o aperta como um ursinho de pelúcia e beija a ponta do seu nariz. Soltei um sorriso arfado quando assisti aquilo. Quando o garotinho está de volta nos braços do homem, ele entrega uma nota a Sadie e deixa o local. Quando a encontro de volta, ela está limpando a mesa e se despedindo, em meio a piadas das colegas de trabalho e indo para os fundos. 

Alguns minutos depois ela deixa os fundos do local com uma jaqueta sobre o uniforme. Quando ela cruza meu olhar, ela saca um laço do pulso e começa a amarrar seus cabelos em um rabo de cavalo enquanto morde o lábio inferior em meio a um sorriso. Eu sou um homem morto esta noite. 

Ela atravessa o carro e se senta no banco do passageiro, jogando a bolsa no banco de trás e cruzando as pernas. Eu fico ali a encarando por um tempo, esperando que ela desse um sinal, quando percebo que ela não irá, avanço em sua bochecha, a dando um beijo. No mesmo segundo, sua mão está cobrindo todo o meu rosto, me empurrando de volta para o banco. 

— Entre quatro paredes ou nada, Caleb. — Diz provocante. 

E então eu tomo meu choque de realidade. Lá estava ela. A radiante e amável raio de sol.

Acelero o carro e parto para o nosso apartamento. Eu a observo pelo canto do olho por um bom tempo. Ela parecia feliz agora. Poderia ser tudo uma grande ilusão minha, mas eu jurava que ela estava tentando esconder um sorriso. Então decidi checar. 

— Como foi hoje? — Pergunto esporadicamente. 

— Antes ou depois do sexo? — Raio de sol retruca. 

— Depois, estou fazendo um estudo sobre os meus resultados nas mulheres. 

— Foi um dia menos ruim. — Sadie dá de ombros. 

— Os índices estão melhorando. — Digo e ela solta um sorriso arfado. 

Logo que chegamos em casa percebemos que Carmen já está dormindo. Eu puxo seu pulso assim que ela atravessa a porta e trago suas costas contra meu peito. Levo meus lábios até seu ouvido e sussurro: 

Me encontre na banheira. 

Ela sorri e corre para seu quarto. Eu segui até o banheiro e abri as duas torneiras da banheira para encher, deixei os sais na água e aproveitei para me molhar no chuveiro. Assim que a banheira estava cheia, eu a adentrei na água branca e fechei meus olhos por alguns segundos, esperando raio de sol. 

Sadie não se demorou em trancar a porta atrás de si e caminhar em minha direção quando deslizou a toalha por seu corpo e desamarrava seu cabelo. Ela chacoalhou a cabeça os fazendo cair por todo seu peito e adentrou cuidadosamente a banheira, se sentando na extremidade oposta à onde estou. Raio de sol não se aproxima, apenas continua em seu devido lugar espalhando a espuma quente sobre seus ombros enquanto me encara com um sorriso obsceno. Arfo e me aconchego mais em meu lugar para assisti-la, ela faz o mesmo. Seus cabelos molhados estão envolvendo seus ombros como uma capa. Sadie leva seus cotovelos até a borda da banheira e sinto seus pés acariciarem minhas pernas e lentamente traçando seu caminho até meu peito e a ponta do meu queixo. Tela ali nua, mordendo seus lábios e me encarando com tanta indecência estava me deixando tonto. Eu só me senti prestes a desmaiar quando ouvi um riso sacana sair de seus lábios. 

— Droga, mulher.

Atravessei a banheira e ataquei seus lábios como se fossem água para o meu fogo. Apoiei uma de minhas mãos na borda da banheira e segurei sua nuca com a outra. Suas mãos, por sua vez estavam ambas em meu rosto, enquanto nos ainda nos beijávamos dois minutos depois. Nós dois estávamos tão presos àquilo que parecíamos ter esquecido que nos odiávamos por um instante, apenas nos beijamos como se nos importássemos um com o outro. E aquele “se” quase acabou se tornando uma realidade, se não fosse pela falta de fôlego aquele beijo poderia nunca ter tido um fim.  

Quando finalmente tomamos o ar, nos encaramos. Não com o desejo carnal de sempre, apenas o de que aquilo durasse o quanto possível. Quebramos o olhar apenas para que pudéssemos dar atenção as nossas mãos acariciando um ao outro; as suas molharam as minhas costas traçando um caminho lento e delicioso até meu peito e rosto, já as minhas afastaram os cabelos de seus ombros para que eu pudesse depositar meus lábios ali. O cômodo era preenchido apenas pelo som da água se chocando e nossa respiração. 

— Caleb. — Sadie arfa. 

Ela desliza as mãos até o fundo das minhas costas e me puxa para si com as penas enlaçadas na minha cintura. Voltamos a nos encarar, olho no olho, enquanto eu atendia seu pedido e me empurrava dentro dela. Um gemido falho deixa seus lábios quando ela fecha os olhos afundando as unhas em minha pele. Eu não queria que aquilo acabasse tão logo quanto as nossas transas casuais, queria que durasse toda uma vida. Não me apressei em meus movimentos, estava lento e quieto e percebi que ela não estava odiando aquilo como eu pensei que ela fosse. 

Estávamos ligados de uma forma diferente, mais intimamente. Raio de sol me deu passagem para que eu beijasse seu pescoço, e assim o fiz. Gemidos arfados saiam de sua garganta toda vez que eu me afundava nela. Suas mãos faziam uma carícia cuidadosa por todo meu pescoço e rosto à medida que Sadie olhava para mim, suas pupilas estavam pulsando. Uma vez que ela tomou meus lábios novamente, se levantou sobre mim, me empurrando para o outro lado da banheira. Abracei seu corpo a puxando para perto, podendo sentir seus seios tocarem o meu peito e sua respiração, o meu pescoço. 

— Sadie, — Digo quando aliso toda a sua pele e respiro cada parte dela. — Por favor. — Implorei por mais dela. Nunca parecia ser o suficiente. 

Nossos movimentos se tornavam mais necessitados a cada segundo. Seus gemidos ecoavam pelos meus ouvidos, me deixando tonto. Suas unhas se entranhavam nos meus cabelos e ela afundava seu rosto no meu pescoço. Deslizei meus dedos entre nossas intimidades, a estimulando enquanto mantinha as estocadas. Eu me noto tão perto que posso até mesmo tê-lo feito sem perceber. Sinto seu corpo se enternecer em meus braços e um gemido livre sair de sua garganta, suas mãos procuravam algo para agarrar ao mesmo tempo que seus pulmões desesperados por ar, então eu enlacei nossos dedos de ambas as mãos e deixei que ela tivesse seu prazer. Eu me encontrava no céu. Raio de sol me proporcionava isso. Toda vez, sem exceção. 

Pude apenas confirmar isso quando vi seu sorriso. Sadie ainda recuperava o fôlego de seu orgasmo recente, eu não entendi o motivo dela estar o fazendo até olhar para nossas mãos e perceber que ainda estavam dadas. Ela gostou daquilo? Ela achou aquilo pegajoso? Eu não pude dizer. 

Raio de sol se levantou e ficou de costas para mim na banheira, em seguida, se aconchegando contra meu peito e descansando sua cabeça ali. Eu sentia seu calor assim. Repousei meu queixo sobre o topo de sua cabeça e meus braços sobre os seus, na borda da banheira. Seu ouvido estava muito próximo do meu coração, tinha medo que ela estivesse o ouvindo, porque ele estava querendo sair do meu peito agora. Me sentia confuso e até amedrontado com o mínimo sinal de afeto vindo dela. Era a primeira vez que ela não ia embora. Eu queria dizer tanto para ela agora, perguntar tanto, mas ela iria responder? Eu nunca sabia concluir nada sobre ela. 

— Qual a sua meta? — Raio de sol pergunta, de repente.

— O que?

— Sua meta comigo. — Sadie começa a brincar com a água.

— Uma Sadie pegajosa. — Digo num tom brincalhão, com um fundo de verdade.

— Vai sonhando. — Sadie ri.

Por algum tempo, eu fico ali. Apenas a encarando girar os dedos na água. Ela estava tão serena. Eu nunca havia a visto assim antes. Era novo, e eu estava amando. Eu queria dizer mais que muito, eu queria dizer o quanto ela estava linda e que eu amava vêla assim.

— Diga de uma vez. — Sadie diz.

— Meu Deus, o que? 

Ela estava lendo minha mente? Deixe de ser surtado. Balancei minha cabeça e procurei qualquer outra coisa para dizer.

— Eu não sabia que você era tão boa com crianças. — Disse quando levei uma de minhas mãos até seu cabelo.

— Me espionando, Caleb? — Raio de sol pergunta.

— Não pude evitar. — Dou de ombros.

— Elas são o motivo de eu estudar serviços sociais. — Ela diz com a voz calma. 

Você cursa serviços sociais? — Pergunto surpreso. 

— Não finja tanta surpresa. — Sadie revira os olhinhos. 

— Não, é só que... — Paro bem no meio da minha fala percebendo que aquilo poderia soar mal. — Isso é novo pra mim. — Isso tudo, pra falar a verdade.  

— Você realmente me acha tão desumana assim? — Raio de sol levanta o queixo para olhar para mim. 

— Não é nada disso... — Começo a negar, porém ela faz um bico entediado, como se soubesse que eu estava mentindo. — Eu juro que não!

Sadie então se levanta da banheira e recolhe sua toalha do chão. 

Pois deveria. — Ela sorri, joga a toalha sobre o suporte e adentra a cabine de banho.


Notas Finais


Hoje é o aniversário do meu amorzinho @docecadie, deem parabéns para ela nos comentários.


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