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História O quarto atrás da moldura - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês!
Espero que gostem!

Boa leitura.

Capítulo 4 - Problemas


Fanfic / Fanfiction O quarto atrás da moldura - Capítulo 4 - Problemas

      Eu não sabia ao certo o que fazer, pensei em contar para Minerva na tentativa de ajudar Draco a superar esse problema porém o loiro surtou na última vez que mencionei o nome da professora, também havia pensado em contar para os meninos sobre o ocorrido para tentarmos ajudá-lo juntos mas do jeito que eles eram iriam apenas ficar felizes com a notícia e não iriam me ajudar, contar a Blásio me parecia a opção menos problemática porém, assim como eu, ele não parecia entender muito bem o que estava acontecendo com Malfoy.
    Escrevi uma carta direcionada a Draco pedindo para que ele me encontrasse no lado norte do Lago Negro para tentar ter uma conversa com ele sobre a noite anterior. O lado norte era pouco movimento já que haviam muitas árvores que esclarecião o local então imaginei que seria um bom lugar para Malfoy me encontrar sem medo de alguém ouvir nossa conversa ou nos ver juntos. Eu pretendia conversar como uma amiga, por mais que ele não gostasse de mim ou do meu sangue, o olhar de Draco naquela manhã parecia o de alguém que precisava desabafar.
    Eu nunca havia indo naquela parte do lago, de fato era escuta e não havia muito espaço para uma caminhada, o que grande parte dos alunos faziam próximo ao lago, suas árvores lembravam as da Floresta proibida e corria um vento frio por entre elas o que me fez questionar se aquele foi um bom lugar para marcar um encontro com Draco. Malfoy demorou tanto para chegar que comecei a acreditar que ele nunca mais quisesse me ver por, ele sempre foi um menino que olhava todos de baixo para cima, que zombava os alunos por qualquer coisa e que gostava de se gabar por sua família perfeita demostrar fraqueza nunca havia feito parte da sua personalidade e eu fui uma das poucas pessoas que virá esse lado, mas antes que eu pudesse ir embora vi sua silhueta se aproximando de onde eu estava. Ele tinha os olhos baixos e um ar de tristeza que eu nunca tinha visto antes, quase igual a como eu ficava todas as vezes que via Rony e Lilá aos beijos.
    
   – Tudo bem com você Malfoy? – falei entrando quebrar um pouco do seu clima triste.

– Sim, o que houve para você me chamar aqui? – pela sua fala percebi que ele queria fugir do assunto da noite anterior porém eu tinha ido lá com um objetivo o qual eu estava determinada a cumprir. Me sentei em um tronco de árvore caído perto de onde nós estávamos para tentar me concentrar.

– Eu imagino que você não queira falar sobre isso mas eu preciso entender do porquê você estava daquele jeito ontem. Pode parecer idiota o que eu vou dizer mas eu quero te ajudar. – ele pareceu surpreso com o que eu tinha dito porém sua logo desapareceu voltando ao seu olhar triste e ele se sentou ao meu lado.

– Você sabe porque eu sou Monitor chefe Granger? Nas férias, o meu pai recebeu um casal de amigos dele e o filho deles lá em casa e eles conversaram bastante sobre o rapaz. Ele estava na Durmstrang e os pais dele gostavam de dizer que ele ocupava um cargo abaixo apenas dos professores e do diretor, meu pai se sentiu humilhado já que o filho dele não era nada mais que um simples estudante. Ele brigou comigo como se fosse minha culpa não ter o mesmo currículo que o filho dos amigos dele e me obrigou a ser monitor chefe este ano. – sua expressão triste havia se transformado em uma série e ele olhava fixamente para o lago – Minha mãe tentou esconder dele que eu quase perdi o cargo mas alguns dias depois ele descobriu e me mandou uma carta basicamente dizendo que eu era imprestável e coisas do tipo. Ele pode parecer achar que seu filho é superior aos dos outros mas na verdade ele acredita que eu não passe de um imprestável que não sou bom o suficiente que os filhos dos seus amigos.

   Eu estava simplesmente sem palavras, imaginei mil motivos diferentes que levaram Draco a ter suas atitudes porém nenhuma delas chegou perto da real. Malfoy era tão parecido com seu pai que eu acreditava que Lúcio gostava de se gabar do seu pequeno eu mas pelo visto eu estava totalmente enganada. Eu senti pena de Draco, todos os xingamentos, todas as ameaças, apesar de ser sua personalidade ele apenas a tinha porque queria agradar o pai. Apesar de toda a sua história, ainda não entendia o motivo dele ter tentado usar a Amortentia em si porém imaginei que pedir para que ele se abrisse mais do que ele estava naquele momento seria inapropriado.

– Se você quiser, eu posso te ajudar a organizar os papéis desse mês. Sei que é uma tarefa trabalhosa e talvez assim você tenha mais tempo pra descansar disso tudo. – falei colocando a mão no ombro do loiro que se virou e, para minha surpresa, deu um pequeno sorriso agradecido.

– Obrigado Granger. Se você puder me encontre às 20:00 na minha sala, se for mesmo me ajudar temos que começar cedo para acabarmos logo. – Draco estava mais gentil, não me chamou de sangue ruim nem nada do tipo, era quase como Blásio me tratava. Talvez ele estivesse sem graça de xingar alguém que acabará de ouvir seu desabafo.

    Ao chegar no castelo, vi Gina sentada em um dos bancos próximo a estrada do castelo ela parecia pensativa e não parava de enrolar os cabelos, o que ela fazia quando estava nervosa, então me aproximei dela e sentei ao seu lado perguntando o que havia acontecido.
    Na noite passada, Gina havia ido até Harry e tentou conversar sobre o que estava o deixando tão afastado de todos, de início ele negou porém conhecendo bem minha amiga ela consegui extrair a verdade dele. Harry estava sonhando com Sírios quase todas as noites e isso o estava fazendo mal, ele se sentia sozinho e lembrava da promessa que ele havia feito de levá-lo e criá-lo como filho. Era de fato de partir o coração a morte de Sírius havia mexido muito com Harry e apenas em mencionar o seu nome já era o suficiente para deixá-lo abatido, aconselhei Gina a ir atrás de Harry o chamando para jogar Quadribol ou para ir à Hogsmeade no final da semana na tentativa de distraí-lo um pouco.

– Poderíamos ir juntos. Quanto mais gente melhor assim ele pode esquecer mais rápido.

– Desculpa mas a monitoria está tirando um pouco do meu tempo e eu tenho aula extra de Transfiguração com Minerva, mas você pode chamar Rony talvez assim ele desgrude de Lilá.

– Eu quase não os vejo mais. 

– Sim, nunca imaginei que um quarto escondido em Hogwarts ao mesmo tempo que me deixaria triste me desse felicidade. – nós duas rimos e voltamos ao castelo atrás de uma boa torta de limão na cozinha para alegrar o dia.
  
    Eu já imaginava que organizar os papéis da monitoria do mês era complicado entretanto na realidade era muito mais difícil do que eu imaginava, era preciso organizar por casa, depois por monitor e por dia sem contar que as vezes alguns monitores se empolgavão escreviam dois pergaminhos por dia. Achei que mesmo se nada daquela situação com Draco tivesse acontecido e eu soubesse o quanto difícil era fazer aquele tipo de coisa eu ainda iria o ajudar. Malfoy parecia está melhor que naquela tarde, seu rosto tinha mais cor e era possível ver um pouco de brilho nos seus olhos de fato desabafar havia feito bem para ele e acredito que aquela era a primeira vez em muito tempo que ele fazia esse tipo de coisa.
    Estávamos quase acabando quando Malfoy colocou a não em sua cabeça reclamando de dor de cabeça, de início imaginei que fosse devido ao trabalho mas sua cara estava tão ruim que senti que era outra coisa.

– Deve ser efeito da Amortentia. – falei com medo de ter tocado novamente em um assunto delicado mas ele simplesmente concordou meio sem jeito. A Amortentia era a única coisa que eu ainda não entendia, não conseguia encontrar nenhuma ligação entre a poção e o problema de Malfoy com o pai mas como já estava alí me arrisquei a perguntar – Draco por que você estava usando a Amortentia? – ele largou os papéis e deu um pequeno sorriso tímido quase como se esperasse que eu perguntasse sobre isso.

– Eu gosto de uma menina mas ela está distante, não importa o que eu pense em fazer minhas tentativas são sempre falhas. Além disso, ela não é do tipo que meu pai aprovaria ele quer que um dia eu me case com alguém dos Sagrados 28 e ela se encaixa nesse perfil. O cheiro da poção me fazia lembrar dela e me impedia de mandar uma carta desespero para ele em momentos de crise.

  Draco ainda olhava para os papéis e estava pensativo, aparentemente a única coisa que o fazia se sentir bem era essa menina a qual ele não conseguia se ver ao lado dela. O mais triste de tudo era que eu me identificava com ele, não importasse quantas vezes eu tentasse sair com Rony ou ter uma conversa com ele eu sempre me via como esquecida, como a segunda opção no baile, como apenas alguém distante dele.

– Sei como é. – ele virou o rosto surpreso com minha resposta – Também amo alguém que está distante de mim, ultimamente ele parece não se importa nem mesmo em conversar comigo como antes é difícil ver alguém se afastando aos poucos e não poder fazer nada. – tentei sorrir para Malfoy tentando quebrar o clima triste porém meu sorriso apenas pareceu apenas confirmar a for que sentia ao dizer aquilo.

     Me abrir com Malfoy foi realmente uma surpresa mas não nego que foi algo bom, falar de seus problemas para alguém que não tinha ligação alguma com eles parecia ser mais libertador e com isso compreendi o do porquê Draco falou dos seus problemas com o seu pai para mim no lago.
     Encontrei Blásio na biblioteca logo após o almoço, contei a ele sobre os problema que Malfoy tinha com o pai o que não o surpreendeu tanto quanto a história da garota que Drago gostava. Achei que ajudaria Malfoy se contasse o que ele estava passando para um amigo já que eu não poderia fazer muita coisa por não ser íntima de Draco e de fato pareceu que eu havia feito a escolha certo pois Zabini parecia determinado a ajudar o amigo.

– Eu gosto do pai de Draco mas ele passa dos limites em relação a querer ter o melhor filho. Malfoy já me contou várias coisas que já foi obrigado a fazer por ele.

– Sinto muita pena de Malfoy principalmente depois da história da menina, ela parece ser a única coisa que o faz esquecer do pai. – Blásio me olhou quase da mesma forma como eu olhava Rony quando ele não sabia a resposta de um exercício idiota de História da magia.

– Você quer ajudar Draco não quer? – de fato eu queria, senti empatia pelo loiro quase como sentia pelos elfos domésticos então concordei com a cabeça. – Então vai ter que fazer o que vou mandar, é o único jeito de ajudar ele está bem?

    A solução que Básico havia arranjado para ajudar Malfoy me parecia boba e infantil não conseguia entender como aquilo iria ajudá-lo porém ele era a pessoa com mais intimidade com Draco então não neguei em tentar. Malfoy e Zabini andavam juntos desde o ano passado se tornou mais frequente ver os dois juntos do que ver Draco com Crabbe e Goyle, eram quase como Harry e Rony.
    Eram quase 00:00 quando fui até a sala de Malfoy, ele ainda estava terminando de organizar alguns dos papéis que estavam faltando e ficou surpreso aí me ver tão tarde, me aproximei perguntando de ele queria ajuda amo mesmo tempo que tentava pensar na melhor maneira de fazer o que Zabini havia me pedido.

– Acabei de terminar não precisa. O que houve? Algum aluno foi pego?

–  Não só... – eu estava sem jeito de fazer aqui mas se não fosse naquele momento eu provavelmente não faria em outro, me aproximei do loiro e o abracei, o abracei tão forte quanto Blásio havia mandado –... só queria dizer que vai ficar tudo bem tá.

   Draco tinha o coração acelerado, durante muito tempo ele apenas ficou parado enquanto eu o abraçava mas logo em seguida ele o retribuiu, me abraçou de volta na mesma intensidade em que eu o abraçava e pude sentir sua respiração no meu pescoço. Depois de um tempo, nós nos afastamos lentamente porém ainda nos braços um do outro ele me olhava com um sorriso bobo no rosto e sua respiração estava ofegante. Era como se o tempo tivesse parado, ao mesmo tempo que meus pés não se mexiam eles queriam ir para frente, meu coração também estava acelerado o clima me lembrou da noite que passei com Krum em Paris. Devagar Draco se aproximou de mim novamente e encostou seus lábios no meu e para minha surpresa, como se eu não tivesse controle do meu corpo o retribui.
     O beijo não foi como o daquela vez que ele me atacara, dessa vez ele estava sendo gentil e descia sua mão até minha cintura quase como se quisesse decorar todas as minhas curvas ele puxou o meu corpo para mais perto do dele e começou a apertar um pouco os meus cabelos perto da nuca. Minhas pernas estavam bambas e meu coração continuava acelerado, por mais que aquele fosse Draco Malfoy seu beijo havia se encaixado tão bem ao meu que eu quase desejei que ele fizesse algo mais.
    Nos afastamos lentamente e olhamos nos olhos um do outro, ambos pareciam surpresos não só por terem feito aqui como também por ter sido tão bom a adrenalina estava no alto, jamais havia gostado de fazer algo que não fosse correto mas aquilo de fato mexerá comigo. Draco colocou a mão em meu rosto o acariciando com seu dedo e, mesmo ainda olhando em seus olhos, pude perceber que ele sorria.


Notas Finais


O que acharam?


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