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História O que?... - Capítulo 2


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Vai ler

Capítulo 2 - Mais um dia...


Ok, eu já falei tudo sobre mim... Agora vocês só vão acompanhar meu dia a dia, não é grande coisa, mas é alguma coisa.

Quinta-feira -- 07:30

Minha aula acabou de começar e eu estou sentada na última cadeira atrás do Kwan, a primeira aula é de Física, pra que isso? sério, ninguém vai usar no futuro mas pra deixar bem claro, eu tiro notas boas, quando não tem nada pra fazer em casa, ou eu vou ver minha irmãzinha ou eu estudo, e na maioria das vezes é pegar o livro, sentar na cadeira e começar a ler.

Neste momento eu estou quase acabando de fazer uma página que a professora pediu quando meu celular começar a tocar Valentino, merda, eu esqueci de tirar esse alarme, quase caio da cadeira tentando pegar meu celular para tirar, eu só pude ver o avermelhado gargalhadar alto, dou um soquinho em seu ombro.

- Te fuder - Falo baixo irritada

- Vai você chata, desagradável - Fala baixo também

- Foda-se, e presta atenção na aula - Sinceramente, eu acho que eu sou uma ótima influência pra ele, porque eu nunca fiz nada de errado na vida, não que eu seja uma santa, só estou dizendo que nunca usei drogas, bebi bebidas alcoólicas e nunca transei, então... Beijo amores.

08:30

A aula já acabou, graças a Deus. Aé, eu vou parar de fazer vocês ficarem comigo enquanto eu estou estudando, porque ainda tem duas aulas antes da hora do lanchinho, ta pensando o que? Eu falo hora do lanchinho e ponto final.

...

Voltei galeris, estou pendurada na costa de meu amigo e estou obrigando ele a me levar pra lanchonete que fica do outro lado o colégio. Eu não gosto da comida daqui, tem um gosto estranho, sei lá.

- Tu tem pernas, trate de usá-las. - Fala ele esperando eu sair de sua costa

- Foda-se, pra que pernas se eu tenho uma pessoa pra me levar pra onde eu quiser - Falo sorrindo debochada

- Te fude - Ele me deixa no chão e sai do colégio já atravessando a rua - Seu merdinha! - Grito

A gente se ama ok, isso é apenas uma maneira de demonstrar o nosso amor. Que merda, vou ter que andar. Me levanto e o meu corpo vai atrás dele, porque a alma ficou lá. Entro na lanchonete e o vejo sentado na última mesa como costume, me esperando - Eu vou lembrar disso quando você me pedir anotações de história - Falo me sentando no banco acolchoado na sua frente. Vejo sua cara emburrada e rio.

- Já escolheu o que quer? Nós temos apenas uma hora até a próxima aula - Falo pegando o cardápio.

- Misto-quente - Fala ele chamando a garçonete com a mão - Eu também - Falo deixando o cardápio na mesa novamente

- Oi kwan, oi Yune, vão querer o que hoje?

- Dois mistos-quentes Maria - Ela pega o seu bloquinho e anota - Ok... Vão querer mais alguma coisa? tipo suco... sei lá. - Diz ela preparada para anotar - Não, vai querer? Tomate - Não, Mirtilo - Nós dois rimos - Ok, já já trago os seus pedidos.

Aé, nós temos apelidos, o meu cabelo é roxo por isso ele me chama de Mirtilo, só quero ver qual vai ser o próximo apelido que ele vai me dar quando eu pintar meu cabelo de outra cor, o cabelo dele é vermelho, é por isso que eu o chamo de tomate, apelidos nada haver não é mesmo?

...

13:02

Já estou em casa, Kwan não pode vir porque vai passar o final de semana da casa dos avós. Agora eu estou deitada olhando pro teto, já acabei de fazer os meus deveres, já tomei banho, não tenho nada pra fazer. Quando estou sozinha em casa eu costumo ficar apenas com roupa íntima, pare de me julgar. Caralho, deu uma puta vontade de cortar o meu cabelo, uau yuna, uau. Me levanto e pego minha tesoura, vou para o meu banheiro que fica em meu quarto, suíte amores. Entro e me encaro um pouco, eu sou muito linda vei. Pego a tesoura e começo a cortar. Coloco a tesoura em cima da pia e ligo a torneira e todo o meu cabelo desce pelo ralo, meu cabelo era grande, eu não gostava, ele até que ficou bonito assim.

16:07

Eu pintei meu cabelo

16:07

VOCÊ O QUE???

Manda foto, agora

16:08

Ok, pera aí

*foto*

16:08

Você ta linda migaaaa, eu ein kkk

16:09

Eu ein doido

16:09

Fecho a aplicativo e começo a escutar prom dress, por que eu sempre choro quando eu escuto essa música, sei lá, dá uns coiso... Fico chorando e cantando que nem uma retardada. Aé, antes que você pense que eu não vou pro trabalho, hoje eu estou de folga, uma colega de trabalho queria um dinheiro extra, então eu deixei ela trabalhar no meu turno. Eu gosto de dançar, eu não tinha dito isso, né? É... Eu gosto bastante. Falando nisso minha irmãzinha faz balé, pera... Vou ver minha irmã, eu tenho a chave de lá.

Desligo meu celular e pego a chave que eu sempre deixo em cima da escrivaninha, tanto a minha como a da casa dos meus pais, desço as escadas e saio de casa. Ando um pouco e já estou na frente da casa dos meus pais, abro a porta, a Nabi vai ficar tão feliz de me ver, entro sorrindo e fecho a porta.

- Bibi! - Grito alegre esperando ela aparecer, ela não deve ter escutado. Subo as escadas e vou até o quarto de minha irmã. Mamãe está trabalhando, meu pai só trabalha segunda a quinta-feira, ele deve estar no quarto dele.

- Bibi, eu vou entrar - Falo ainda feliz, percebo agora o barulho estranho vindo de dentro do quarto dela. - Nabi?... - Abro a porta e vejo meu pai e minha irmãzinha... - Que porra é essa pai! Larga a minha irmã - Grito, ele sai de dentro dela e ela levanta com um pouco de dificuldade e vem até mim correndo, Nabi me abraça e começa a chorar - Pai eu vou ligar pra polícia! - Grito novamente - Filha... Não é o que você está pensando - Diz ele tentando se cobrir - Pai... Ela é sua filha e tem, apenas cinco anos! - Falo tentando me acalmar, porra! Não dá para se acalmar em uma situação dessas! Pego uma toalha em meu alcance e cubro minha irmã e coloco em meu colo - Você tá ferrado - Saio do quarto rapido e ele vem atrás de nós mas eu consigo fechar a porta - Bibi, se acalma, trás aquele móvel de madeira, é um pouco pesado mas eu seu que você consegue me trazer ele - E assim ela faz, com um pouco de dificuldade mas faz, coloco na frente da porta.

- Venha - Ela segura minha mão - O-o que você vai fazer maninha? - Desço as escadas junto dela e pego o telefone fixo e ligo pra polícia - Não se preocupe, você não vai mais ver a cara do papai

- Olá, algum problema? - Pergunta o homem do outro lado da linha - Minha irmã, ela tem cinco anos, eu peguei meu pai a estuprando quando vim visitá-la - Calma, me fale o seu endereço.

17:30

A polícia acabou de chegar - Senhora, onde ele está? - Aperto a mão de minha irmã e sorrio pra ela - último quarto, porta azul - Eles vão até o quarto e tudo que vejo é meu pai com apenas uma toalha o cobrindo e ele se debatendo pra sair das mãos dos policiais. - Você vai me pagar - Ele fala pra mim me olhando com um olhar mortífero - Tenta - Falo, outro oficial vem até mim e pergunta - onde está sua mãe? - Engulo a seco e imagino minha mãe chateada, ela ama o meu pai, mas eu sei que ela é sensata - Está no trabalho mas ela já vai chegar - Minha irmã me abraça - Você poderia ficar junto de sua irmã e espera-la? - Minha irmã me abraça mais forte - Claro, sem problemas.


Notas Finais


Carai borracha


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