1. Spirit Fanfics >
  2. O Que a Sua Morte Revelou >
  3. Capítulo VI

História O Que a Sua Morte Revelou - Capítulo 7


Escrita por: Orion_beh

Notas do Autor


Oieee, eu sei, eu sei, mil e um milhões de perdões, eu me enrolei bastante e tive alguns problemas com o arquivo e as datas dos pjs, mas tá tudo certoto agora!
O atraso serviu para um bem maior e eu tenho fé que vcs vão amar o que eu resolvi fazer, só pq a Orion é legal :3

Enfim, sem mais enrolar, boa leitura.

Capítulo 7 - Capítulo VI


Capítulo VI


O alerta de perigo tocava como o sino de uma cadeira dentro da minha cabeça, podia ver a sanidade escorrendo entre os dedos da loira e em como Shikadai estava pronto para lutar por sua mãe. O olhar do amigo foi o suficiente para eu pegar a mão de minha irmã e correr para longe.

— Vai deixar sua mamãe sozinha, Boruto?

— Minha mãe morreu, junto com meu pai — Foi minha resposta amarga ao seu tom de ironia. Órfão de pai e mãe, perceber minha situação fazia minha mente girar.

— Boruto? — O aperto firme em minha mão clareou meus pensamentos, olhei para mulher atrás de mim, a responsabilidade pela qual vinha fugindo nos últimos meses, a única família que me restara.

— Vamos para a casa de Mitsuki… Depois pensamos em um plano — Puxou a irmã para frente, no segundo que sentiu os chakras transbordando. O ódio de Temari chegando ao  máximo, não queria que Himawari visse a morena sendo presa no jutsu de Shikadai, assim, sendo levada para longe pelo rapaz.


Mitsuki 


Estava parado diante da janela por onde Boruto saiu, observando a conversa familiar dos três, sentindo a culpa pesar sobre meus ombros. O desperto do loiro me causava dor, algo interno e profundo, queria ver seu sorriso brilhante e os olhos azuis com aquela felicidade transbordante. 

— Mitsuki?

— Pai? 

— O que é todo esse chakra descontrolado? — Andando pelo quarto do mais novo, focou seus olhos reptilianos para a rua, onde Hinata tinha a boca tampada por uma sombra, os olhos raivosos. 

— Temari descobriu sobre o caso.

— A essa hora amanhã, mais um Uzumaki terá desaparecido… Vou encontrar Kabuto, para discutir alguns negócios e você? 

— Vou com o senhor, tenho assuntos inacabados, mas os irmãos Uzumaki vão ficar aqui, tem problema?

— Não, creio que não há como eles encontrarem o pai e mesmo que encontrem… Que futuro Uzumaki Naruto teria no estado que eu o deixei? — A risada ácida me incomodou, mesmo que eu, como fiel do segredo, fosse cúmplice e tão culpado quanto meu pai, murmurei em concordância.

Observei a saída de meu pai, que sorriu doce para os irmãos, que entravam em meu quarto, Boruto tremia muito e parecia prestes a sucumbir, corri para acudi-lo enquanto Himawari caiu sentada.

— Você viu?

— Vi, sim…

— Ela é um monstro, Mitsu… Um monstro que deixou meu pai sofrer durante anos, que nos fez sofrer — Apertando os braços ao meu redor — como se tentasse se agarrar a algo que lhe mantivesse são — disse desesperado, a voz fraca, suas palavras erguiam-se sobre meus ombros, acumulando a culpa que me tomava.

— Eu sinto muito, Boruto. O que eu posso fazer? — Apertei o abraço, fazendo um carinho suave na base de sua coluna. Andei até minha cadeira de estudos, sentando com o loiro em meu colo, se escondendo entre meus braços, a respiração e as lágrimas frias batiam contra a pele exposta de meu pescoço.

— Nada, você não tem culpa de meu pai ter se matado e minha mãe ser uma puta… Só… só fica aqui comigo — Boruto está vulnerável, de coração partido e mente atormentada, e mesmo sabendo disso não pude resistir ao impulso de beijá-lo, quando os os azuis me encaravam tão intensamente, demonstrando a seriedade de seu pedido. 

Me aproximei lento, dando espaço para que ele me rejeita-se — por mais que odiasse essa hipótese —, mas ele sorriu, mirando meus lábios, aproximando o rosto até que nossas bocas uniram em um leve selar, seguido de outro e outro, até um beijo de verdade se iniciar. Nossas línguas se acariciavam de maneira íntima, calma e maravilhosamente gostosa. 

Em todos os nossos anos de amizade, nunca considerei que todo o companheirismo, confiança e união pudessem nos levar aquele momento, com ele sobre meu colo, me beijando com tanta dedicação e paixão. 

Apertei sua cintura com certa urgência, queria sentir mais daquele corpo forte, a pele quente, os beijos afoitos…

— Mitsuki! — O grito de meu pai nos trouxe de volta a realidade, me separei nos lábios carnudos com desagrado, ouvindo os risinhos de Himawari, Boruto corou, provavelmente por lembrar que estava beijando desesperadamente alguém na frente da irmã mais nova. 

— Eu preciso sair com ele, resolver algumas coisas… Negócios com o clã Nara para encerrar. 

— Tudo bem, a gente…

— Vocês me esperam aqui! Boruto, pode ficar o tempo que precisar, até pra sempre se quiser, sabe disso — O sorriso pequeno, de vergonha, me fez deixar vários selinhos na boca rosada, tirando um rosnado da morena sobre minha cama.

— Tu não tem que sair, não?

— Certo, certo — Cedi, enquanto o outro descia de meu colo, uma sensação estranha de vazio me fez resmungar, irritado por a situação ser tão complicada quando eu finalmente tinha o Uzumaki certo entre meus braços.

— A gente conversa mais tarde? — Apesar de tímido, seu olhar estava firme para mim, mostrando como havia ficado maduro e responsável durante os anos. Me senti ansioso, teríamos muito para conversar, principalmente se meu plano desse certo.

— É claro que sim — afirmei, segurando suas mãos entre as minhas, o coração pesado pela culpa. — Só queria pedir uma coisa, minha cobra de estimação está dormindo em algum lugar da casa, se importa de colocar ela no aquário?

— Ela morde?

— Cobras não… Ela não vai te picar, é mansinha — Boruto me olhou desconfiado, me fazendo rir. — Eu juro! Se ela estiver com fome vai mostrar onde a comida fica guardada, é só seguir.

— Que cobra evoluída — Himawari comentou, os olhos divertidos para a interação dos dois. 

— É um dos experimentos de meu pai.

— Isso faz sentido.

— Mitsuki, tu vai ou não?!

— Falando no diabo.

— Eu já vou, okay?

— Uhum...

— Tchau — Determinado, me despedi com um selinho longo, me afastando com o sorriso do Uzumaki na mente.

No caminho para o segundo, invoquei uma cobra branca, os olhos reptilianos atentos aos meus movimentos. Dei instruções para que ela guiasse os Uzumaki até o laboratório subterrâneo de Orochimaru. Não sabia qual era a situação do Nanadaime, mas sabia que meu loiro não merecia continuar no fundo daquele poço de sofrimento.

— Pronto?

— Mais do que nunca — murmurei, me referindo às escolhas certas que estava disposto a fazer, pronto para pagar por todas as erradas no percurso. 


Uma pena que o destino geralmente não é gentil.


Uzumaki Boruto


— Me ajuda a achar esse bicho, Himawari! — Pedi, fugindo do assunto, tirando risinhos de minha irmã. Estávamos bem ali, fugindo da realidade, fingindo que nada tinha acontecido e o assunto mais interessante entre nós era minha confusa e, até então, inexistente, vida amorosa.

— Claro, claro, não podemos perder a cobrinha do seu namorado — Revirei os olhos com a frase, mas seguimos juntos em busca do animal, aproveitei para reparar nos detalhes da casa onde estive nos últimos dias. A decoração minimalista, algumas fotos de Mitsuki com seu pai, desde bebê, adolescência e fase adulta. Eu fiz parte de cada uma dessas fases, mas sentia uma emoção diferente ao vê-lo, ainda podia sentir a maciez de seus lábios, as mãos firmes sobre mim, não conseguia imaginar que meu melhor amigo de infância seria capaz de fazer aquele tipo de expressão.

— BORUTO! — O chamado esganiçado veio da sala, corri para ver o porquê de a voz de minha irmã parecer desesperada, encontrando o réptil branco parado no meio do tapete de tom escuro, a língua movendo-se em nossa direção, muito atenta a cada movimento nosso.

— Não é uma cobrinha… — A cobra, de no mínimo dois metros e meio, sibilou, indo para longe de nós, troquei um olhar nervoso com Himawari. Ela provavelmente estava com fome, a seguimos até a cozinha, havia uma porta que eu nunca tinha reparado, branca como a parede, quase invisível. 

— Como a gente entra?

— Parece que tem  uma barreira… A gente pode mesmo entrar aqui? — Estendi minha mão, sentindo chakra fluindo, não era um jutsu forte, era mais como um aviso do que uma proteção.

— Seu namorado disse para a gente seguir a cobra… O que pode dar errado? — Eu revirei os olhos para sua fala, mas concordava, Mitsuki não nos colocaria em perigo, acreditando nisso, quebrei a barreira, diante de nós uma longa escada de ferro se estendia até o que parecia ser um porão, muito grande.

Estreitei o olhar para a imensidão escura, o que o animal comia que precisava ser guardado ali, Himawari segurou minha mão, parecia tão desconfortável quanto eu.

— Tem certeza disso?

— Não… Mas já estamos aqui, não vai doer terminar logo com isso — falei com uma falsa confiança na voz, tinha algo muito errado com aquele lugar. Conforme descemos os degraus, sentia o frio aumentar, a cobra sibilando em nossa direção irritada, como se nosso ritmo a incomodasse. 

Não sei ao certo quanto tempo demoramos para descer todos os degraus, mas eu soube que nem todo o tempo do mundo seria capaz de me preparar para a cena diante de mim, meu pai, Uzumaki Naruto, vivo e preso entre os braços de Uchiha Sasuke.


Notas Finais


Foi isso, momento fofo do meu shippzinho do coração, porque um momento de felicidade não mata ninguém :3
As próximas duas atts n vão ser diárias, mas saem em breve, pq estão prontinhas, falta só a betagem, aguardem.

Até a próxima, estrelinhas 💫


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...