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História O Que A Vida Me Roubou - Imagine Taennie - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oiiii

Capítulo 3 - Bem vinda V


De um canto ao outro, a cada unha feita, a cada comentário ou agradecimento o cansaço me pegava de geito, já podia sentir minhas costas ficarem doloridas e meu pescoço doer, e o que mais me impactava era minha ida apé até minha casa. O fim de tarde já se fazia presente por entre todos os moradores, foi quando de longe avistei um carro preto na porta da minha casa, aquilo me desesperou, a última vez que vi um carro enorme daquele foi a polícia batendo na nossa porta atrás da Lisa e do Suga, mas isso é história para outro dia.

- Jennie. Até que em fim, por que demorou? - Lisa já vinha ao meu encontro com os olhos esbugalhados e preocupados, enquanto do outro lado do automóvel, visualizamos um jovem bem arrumado..... Ah, eu tinha esquecido que tenho que ajudar Taehyung a comprar um cachorro. Franzi meu cenho coçando a cabeça. - Quem é ele? 

- Ah, Taehyung essa é a minha amiga, irmã de mãe diferente, Lalisa Manoban. - Se cumprimentaram sorrindo. - E esse é o filho de uma das minhas clientes, Kim Taehyung. Desculpa, mas eu esqueci completamente do seu compromisso. Não tem como adiar pra amanhã, estou muito cansada. - Negou com a cabeça. É, parece que eu não tenho escolhas, ao julgar pelas expressões dele, Taehyung estava nervoso com algo, não sei se devido ao fato de a Lisa não largar do meu pé um tanto desconfiada. - Lisa, eu vou sair agora, você pode fazer a janta hoje, prometo que faço dobrada amanhã e depois. - Acenou com a cabeça piscando de canto mordendo a língua sorrindo enquanto observava o moreno maior a nossa frente, entendi o recado e bati em seu ombro. Entreguei minha maleta para a "loira" que a pegou e nos viu entrar no automóvel, e uma coisa que me surpreendeu foi o cavalheirismo do Taehyung, veio ao meu encontro abrindo a porta de seu carro e em seguida voltou para o outro lado onde já dentro, deu partida seguindo uma rua bastante movimentada, mas era apenas uma avenida de contorno e logo se víamos em linha reta. - Eu comprei o meu, o olho da cara por sinal.... - A dirigir soltou uma de suas mãos do volante as levando a boca impedindo a visão de seu sorriso. - Só um filhote, mas suponho que para o senhor tenha preço de água. - Concordou com a cabeça sem desviar o olhar da estrada o que me tranquilizou. - Vire a direita e depois pode ir a esquerda e reto quando chegarmos perto eu peço para que pare.

- Ok. - Após mínimas palavras o silêncio predominou o local, fazendo com que minha vergonha se tornasse nítida, a antiga eu se perguntaria, o que estou fazendo aqui e com um estranho? Você é amiga da mãe dele mas não dele propio. Percebi que quando me afastei de leve encarando a estrada ele me observou de canto e sorriu ainda cobrindo os dentes com a mão. - O olho da cara.... - Retrucou tais palavras ditas pela palhaça aqui. O que me deixou com mais vergonha. - Vira aqui? - Acenei com a cabeça. - Depois aqui. - Novamente concordo. - Reto. Avise quando chegarmos. - Falou um tanto frio, foi quando chegamos, pus minhas mãos por cima das dele que estavam frias pelo ar-condicionado, ele deu uma freada brusca e me encarou como se estivesse assustado. De imediato retirei meus dedos dos seus e o encarei sem entender nada.

- Chegamos. - Sorri fraca me libertando do cinto de segurança. Enquanto o moreno parecia perdido em seus pensamentos, dei um tempo para que sua alma voltasse  para o corpo. - Taehyung. - O problema foi que na freada ele tinha desligado o carro o que impedia o ar condicionado de nos refrescar e estava ficando quente. Foi quando nervoso se libertou também dos cintos e abriu sua porta vindo correndo para abrir a minha, até ai já não tinha entendido mais nada. - Ainda bem que voltou, achei que tivesse bugado. - Sorri fraca encarando o chão por alguns segundos. Até levantar a vista e ver o mesmo trancar o carro com o controle e tocar as costas de sua mão, tá isso já estava me assustando.

- Vamos logo. - Esfregou derrepente as costas da mão no moletom e seguiu reto para a loja que ficava por debaixo dos letreiros escritos "Pet's". Ao entrar ele ficou confuso, lá tinham animais diversificados, e cachorros de diversas raças. Na categoria filhotes, tinham tantos que você se sentia com vontade de pegar todos para si, mas a atenção do moreno foi totalmente tomada por uma filhotinha de Golden, ao vê-la, pediu de imediato que a libertassem da casinha trancada por uma porta de vidro, e que assim se fez, a pegou no colo. - Meu Deus, um cachorro, um Golden!!! Meu filhotinho. - Fez um biquinho a beijando enquanto a moça que cuidava dos animais e eu sorrimos se segurando para não rir. - O que foi?

- Meu cachorro? Ele, é uma fêmea. - A encarou e fez o ato mais estúpido que eu poderia ver hoje, subiu a coitadinha para cima e percebendo que ela não tinha, vocês sabem.

- Mentira!!! Eu achei que fosse um machinho, mas ele não tem pinto. - Fez um biquinho sendo fofo, me encarou e sorriu de canto. - Segura pra mim? - Com todo cuidado me entregou a cadela que se aconchegou em meus braços. - Parece que ela gostou mais de você do que de mim. - Sorriu fraco se aproximando e fazendo carinho por debaixo de suas orelhas. O que a fez latir e por a língua para fora, enquanto olhei para Taehyung, ele estava com lágrimas? 

- O senhor está bem? - Perguntou a moça que até agora estava só de ouvinte. - A recepção fica a direita, sugiro que o casal deseja um acompanhamento como ração, coleiras e roupinhas. - Parei de escutar tudo ao meu redor quando ela disse casal.

- Não! Não! Não somos um casal, ele é só um amigo. - Taehyung concordou com a cabeça ainda brincando com a cadela.

- Sim, qualquer coisa me chamem. - Nos curvamos agradecendo e seguimos para o caixa. Até que Taehyung parou perto de diversas coleiras. 

- O que acha, vamos comprar uma? - Vamos? - Me diz um nome pra ela, pode ser qualquer um.

- Ei, um nome é único, ela vai carregar ele para sempre mesmo após a morte, escolhe você e direito. - Pegou uma coleguinha rosa com uma fivela prateada com a letra "V". - Essa? - Acenou.

- Eu não sei como te dizer isso Jennie, é estranho pra mim mas, como se cuida de um cachorro? Tipo, eu nunca cuidei de um na minha vida antes, sei que eles filhotes dão mais trabalho, eles choram e precisam dos pais. - Coçou a nuca sorrindo sem graça. - Me ajuda? Eu te pago o quanto quiser.... Em outras palavras queria que fosse para casa comigo agora, fica só um pouco, depois eu mesmo vou te deixar em casa. - Encarei o chão um pouco pensando, Lisa vai me esperar com certeza e minha mãe precisa de mim.

- Me desculpa, não vai dar.

- Por quê, eu já disse que te pago, só por hoje. - Estava numa proximidade avançada, foi quando desloquei dois passos para trás. - Desculpa. - Seguiu para o caixa, vim atrás dele com sua cadelinha o vendo passar o cartão e digitar a senha, mas por um momento ele parou e arregalou o olho. Me encarou sorrindo dessa vez sem tapar a boca, ele viu o preço. Sorri abertamente o encarando. Por final de contas, ele não é assim tão mimado, e sinto que devo desculpas a ele, realmente eu não tenho ideia do que ele passou. - Jennie, vem. - Me chamou saindo do estabelecimento se curvando, fiz o mesmo e entramos em seu carro, logicamente que a cadela vinha em meu colo. Deu partida para o lugar de onde saímos, mas fez uma rota totalmente contrária da anterior o que me fez respirar fundo e segurar firme a pata de sua cadelinha. - Não tenha medo, vamos passar primeiro na minha casa, depois eu te deixo na sua, prometo. - Estendeu o mindinho enquanto dirigia.

- Ok. - Já nas extremidades de sua casa, parou em frente a um enorme portão prateado onde entramos e nos dirigimos para seu quarto, estava cedo ainda, mas mesma assim quase não tinha ninguém em casa, subindo as escadas, novamente essas escadas. Passei pela mesma parede pela qual fui jogada mais cedo, mas ignorei a maioria dos fatos e entrei em sua toca com a filhota. Fechou a porta e se jogou na cama de bruços. Ainda parada o observei se sentar na ponta da cama me pedindo a cachorra que inquieta foi parar em seus braços. Me sentei ao seu lado onde acariciei a cabeça da canina que acabou por lamber um pouco meus dedos e depois lamber o braço de Taehyng que estava emocionado com aquilo tudo.- Me desculpa, por favor. Eu fui tão rude e grosseira, te ofendi mesmo sem saber o seu passado. - Não o encarei mas percebi que ela abaixou a vista envergonhado.

- Eu é quem te devo desculpas, eu te esnobei e desmereci seu trabalho, me perdoa também. - Acenei com a cabeça rindo mesmo de lábios fechados. Ficamos brincando com a cachorrinha por um bom tempo, foi quando sem querer Taehyung se desequilibrou e acabou caindo por cima de mim, eu não entendi o porquê de ele ter feito isso, mas me lembrando agora, sua mãe havia comentado que ele tinha sofrido um acidente a alguns meses. Mas mesmo assim foi constrangedor para ambos, ele saiu de perto desesperado enquanto a travessa apenas latindo, pôs a língua para fora. - Me desculpa, não pense que sou um tarado ou algo do tipo, foi um acidente. - Se sentou na cama preocupado, me levantei totalmente sem graça, não sabia nem o que falar para consolar seu desequilíbrio, o mínimo que pude ter feito foi ter continuado a brincar com a filhota. - Está ficando tarde, quer ir embora? - Acenei com a cabeça envergonhada. - Ela vem com a gente?

- Se quiser levar uma multa, já que não comprou a gaiola dela. - Sorrimos fraco deixando a menor no quarto, antes claro a abracei apertado na mínima força. Descemos as escadas e fomos novamente para seu carro, já dentro, o portão se abriu com as impressões digitais e saímos com o mesmo pelas ruas de Seuol, calados. A cada sinal vermelho era um suspiro que se ouvia. 

- Jennie, novamente, foi um acidente. - O encarei tentando sorrir mas a vergonha falou mais alto e fiquei calada. Seguimos até a frente da minha casa onde desci e dei de cara com uma Lisa furiosa. Desabotoei o cinto, e quase descendo vi Taehyung me encarando, dessa vez nos olhos o que me intimidou e me fez abrir a porta e sair de dentro do automóvel. - Obrigado, boa noite. - Sorriu fraco, mas nada respondi, apenas acenei fechando a porta.

- Me conta cada detalhe. E não pula nenhuma parte. - Me convidou para entrar na minha casa o que já não era novidade, mas de longe o vi dar o retorno onde buzinou e acelerou com tudo. Entrei somente depois que o perdi de vista. - Jennie, entra garota. - Entrei por completo fechando portão e a seguindo casa a dentro.

- Como está a mamãe?

- Não desvia o assunto. O que aconteceu, pra que você suspirasse três vezes pesado, eu te conheço e sua respiração estava descompassada. 

- Já falei que não aconteceu nada....

- Jennie!

- Tá bom, ele caiu por cima de mim.

- O quê?!





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