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História O que acontece em Tokyo, fica em Tokyo - Capítulo 1


Escrita por: jJnoneg e jJnoneeg

Notas do Autor


Primeiramente, katsuki uke, quem não gosta ta perdendo ele querendo joga uma cantada classica, joguei no ar off off.

Segundo a maioria tem seus vinte e quatro anos o único mais velho e o Katsuki com vinte e nove.

Eu dei o meu RABO pra fazer essa história ficar exatamente como queria, então se flopa eu puxo o pé de geral a noite iihihiihh brincadeira off off.

Boa leitura♤.

Capítulo 1 - Primeira


 - Se segura direito! - a voz desesperada de Kirishima assustou até a si próprio.

- Cala a porra da boca caralho - Katsuki gritou na mesma intencidade.

- Se você não tivesse xingado o cara do táxi, não estaríamos assim então xhiu. 

Katsuki estava se apoiando nos ombros do melhor amigo, bom, tentava, já que ambos ali estavam com álcool circulando pelas veias e nem o de fios tingidos no vermelho chamativo estava conseguindo se manter em pé sem falhar um paço.

Kirishima com tentativas falhas tentava procurar qualquer sinal de um táxi pelas ruas, mas como qualquer sábado em Tokyo, principalmente em um pontos turísticos como estavam no momento, era mais do que impossível encontrar qualquer vestígio de um uber.

- Nunca mais! Nunca mais vou beber tanto assim - Katsuki falava embriagado jogando a cabeça atrás e olhando o céu sem nem uma estrela sequer ou uma nuvem escura.

- Engraçado, você disse isso a umas semanas atrás, e olha como estamos.

A frase sarcástica de Kirishima fez o de fios loiros rir, sempre quando a dupla bebia ao extremo os papéis de humor era invertido, o de cabelo espetado só faltava xingar o vento que batia no rosto enquanto Katsuki aperta aquele botão do, não sei o que é vergonha na cara, desconheço, nunca esteve no meu vocabulário.

Com as pernas já falhando, Kirishima vê o paraíso ao encontrar um banco qualquer que ficava de frente para um bar lotado. Sem mais paciência de segurar o peso extra do melhor amigo o fez sentar e parar pelo menos por uns cinco minutos antes de tentar lembrar a rota do hotel onde tinha se hospedado com o loiro e outra colega de classe.

Na verdade o motivo dos dois estarem em Tokyo era o fato de que o curso que faziam tinha pedido para montarem uma polêmica dos pontos mais visitado pelos turistas, entre a pequena lista de lugares famosos do Japão três turmas do curso de Jornalismo tinha caído em cada local e a dupla imbatível deveria na verdade era esta no hotel onde foram hospedados fazendo pesquisas sobre a capital e seus acontecimentos mais polêmicos junto com  Mina, a terceira companheira do grupo, mas pelo mal caminho vulgo nomeado Bokugou Katsuki, os dois estavam literalmente perdidos, sem internet, sem conhecer nada e nem sabiam como tinham chegado aonde estavam.

- Não escutar mais o que esse satanás diz, não escutar! - repetiu o resmungo diversas vezes na tentativa de acalmar seu próprio desespero.

- Não sou surdo sabia? 

- Que bom né, aí você pode escutar as broncas do sensei Aizawa junto comigo.

Em resposta Katsuki apenas estalou a língua no céu da boca sem paciência pra realmente discutir com o melhor amigo, com tédio e com a cabeça já pesando ainda mais virou o rosto levemente para o bar em que estava literalmente na sua frente, o tanto de gente dando risadas altas e conversando em um volume extremamente elevado irritava os ouvidos do loiro mesmo a alguns metros longe do bar.

Aquele tanto de cabeças se movendo fazia o própria ficar tonto e meio enjoado, mas no meio de tanta gente em um lugar só, a visão do loiro se esbarrou em um rapaz que se apoiava na mesa alta que ficava fora do local fechado, fios que mais parecia que tinha os cortados recentemente junto com o belo undercut muito bem feito, a tintura do cabelo parecia que de longe era preto mas a cada movimento que o rapaz fazia com o corpo a luz do poste refletia a cor dos fios parecia mudar para algo mais claro mas não chegava nem perto do castanho, ao descer o olhar nada discreto de Katsuki admira a camiseta preta colada, destacando perfeitamente a quantidade razoável de massa dos braços definido, nunca se viu tão agradecido pela existência das roupas justas como naquele momento.

Percebeu também como o braço esquerdo do rapaz tinha cicatrizes grandes e bem visíveis que mais parecia ter queimado o braço quase que por completo, por um momento se perguntou em que diabos aquele cara se meteu para ter aquilo. Quanto mais secava o cara desconhecido mais se via aplaudindo a fodida beleza que ele tinha com aquela calça jeans justa um pouco mais alta no que o padrão coloca, da mesma cor que a veste de cima, rasgos ousados em todos os pontos da perna, entre o começo das coxas grossas e definidas até o tornozelo onde já não era rasgos tão vigorosos assim. A única coisa chamativa na sua roupa escura eram os sapatos, que mais parecia uma bota baixa da tonalidade vermelha, de longe dava para perceber o quanto o calçar estava desgastado, mas nem de longe o deixava menos atraente.

Voltou a subir o olhar e pegou o desconhecido rindo, nem se Katsuki estivesse perto conseguiria escutar sua gargalhada mas no fundo sentiu vontade de chegar perto e pode secretamente escutá-la. Sentiu um frio na barriga ao ser descoberto pelo próprio, o rapaz desconhecido tinha virado o rosto no mesmo instante quando Katsuki deixou de admirar o sorriso sincero, as íris eram verdes tão vivas quanto a época de primavera.

Descaradamente sorriu perverso sem saber realmente se o cara conseguia o ver perfeitamente, e por sua surpresa o rapaz parecia o ver claramente já que sorriu na mesma proporção de jeito ainda mais sacana e deixou a língua percorrer apenas os lábios inferiores e a instalou no céu da boca, fez aquilo de forma tão discreta que as três pessoas que estavam na frente de si nem sequer foram curiosas ao ponto de olhar para os lados e ver quem era a pessoa que o tinha tirado do foco da conversa.

Ok, um leve gay panic se fez presente no pobre bêbado Katsuki, que sentiu o estômago formigar e a bochecha queimava como brasa, não imaginava que o rapaz tinha retribuído com aquilo ali. Por breves milésimos Bokugou manteve contato visual, mas só com aquele sorrisinho desgraçado o fez sentir leves tremores, cortou o contato se não com toda certeza iria fazer algo que lhe traria graves consequências.

Ao virar novamente o rosto para Kirishima a visão era um tanto que ilario, o melhor amigo andava de um lado para o outro em uma demonstração evidente de puro desespero enquanto tinha uma mão bagunçando os fios que agora estavam caídos sobre a testa e na palma esquerda digitava um número irreconhecível por um bêbado. Jogou a cabeça sobre o banco e bufou já irritado com aquilo tudo.

- Nem vem se fazendo de impaciente caralho - a fala dura de Kirishima fez o outro revirar os outros, se não estivesse tão bêbado teria tacado a primeira coisa que estivesse jogada no chão e iria a enfiar na goela abaixo do melhor amigo, mas não suportava nem seu próprio peso para tal ato.

Com a destra Katsuki bagunçou ainda mais os fios claros, estava começando a ficar frustrado por ficar tanto tempo parada, mas se via tão exausto com a quantidade absurda de álcool no organismo que apenas resmungou estressado.

Com a mão direita a apoiou sobre o braço do banco e descansou a cabeça na própria palma, depois de meros segundos evitando o contato visual com o desconhecido na tentativa de disfarçar logo em seguida volto novamente a olhar para si, e diferente de antes onde os olhares se encontraram agora o rapaz virava sua lata de cerveja enquanto parecia prestar a atenção no cara mais alto de óculos entre os quatro ali reunidos.

- Aquele cara é gostoso pra caralho - o comentário repentino do próprio fez Kirishima o olhar sem entender o comentário. 

Katsuki voltou meu olhar para o melhor amigo e logo os revirou pela cara de mongo que o de fios pontudos estava fazendo, sem ser nem um pouco discreto Bokugou levantou o dedo indicador e apontou para aquele que a minutos atrás sorria de forma sacana para si. Eijiro seguiu o olhar e quando aparentemente encontrou o tal cara gostoso que o outro dizia só faltou se arrepiar ao ser pego desprevenido pelo próprio que os encarava com uma expressão de confusão.

- Puta que pariu Katsuki abaixa a porra desse teu dedo seu doente - disse puxando o braço do próprio que aparecia nem se importa com a cituação constrangedora. Nem parecia que a minutos atrás tinha tido um gay panic com um sorrisinho perverso.

Kirishima sentia a bochecha ferver ao ser pego daquele estado, o cara poderia achar que ambos estava o ameaçando ou falando mal de si, não sabia e nem queria saber o que passava na cabeça dele, os dois ali estava bêbado se fosse para acontecer um provável briga, estaria em desvantagem mesmo sendo dois, e ainda por sinal era dois bêbados e detalhe, um nem conseguia se manter em pé, então a melhor coisa a se fazer é procurar um beco qualquer e sair correndo para não ter a possibilidade da dupla voltar roxo para o quarto e levar uma suspensão daquelas.

Por impulso, Eijiro puxou o braço de Katsuki que lhe lançou um olhar mortal por tê-lo assustado.

- Vamo logo caralho, vamos andando até eu pegar um ponto de referência e ter internet para ligar 'pra Mina - explicou antes mesmo do outro perguntar.

- Pera ai - disse colocando a mão sobre o ombro do outro que o ajudava a ficar em pé, com a destra Katsuki se apoiou no banco e com a canhota colocou a mão na boca, Eijiro juntou os celhos sem entender - Ei! - gritou assustando o melhor amigo e mais algumas pessoas que passavam, junto com os poucos que estavam frequentando o bar - Caralho irmão você é gostoso pra porra! - gritou de novo justamente para aquele que o encarava segundos atrás.

Só faltou Kirishima cavar um buraco no próprio asfalto e se enfiar ali até virar osso, porque a cena era a mais constrangedora.

- Você não fez isso vei… - disse mais para si do que 'pro outro, colocou a mão sobre o rosto na tentativa falha de se esconder, sentia seu rosto todo ferver, provavelmente estava com a mesma tonalidade que o próprio cabelo tingido.

Alguns olhavam para os dois, a maioria já deveria imaginar o estado de Katsuki então davam risinhos baixos e  o loiro nem fazia questão de se importar, se já sóbrio não ligava para olhares tortos ou sussurros sobre si, quando bêbado era o dobro da pouca vergonha na cara, se Kirishima pegasse um dia para contar todas as vergonhas alheias que teve que passar por causa de Katsuki, deveria ter já se acostumado com esse tipo de situação, mas sempre era pego desprevenido com tais, mesmo sendo o mais novo do pequeno grupo de amigos quem era que dava mais dor de cabeça entre todos era justamente o mais velha, seria cada história uma pior que a outra. 

Katsuki tinha o argumento perfeito: já que estou bêbado qual é o problema de querer ter histórias para contar quando estiver sóbrio?.

O rapaz das cicatrizes pelo braço esquerdo todo, tomou uma atitude que nem o própria Bokugou esperava, primeiro ele riu divertida-mente, Katsuki por sua vez ao perceber que aquela cara de diversão foi tudo fruto de uma de suas várias humilhações acabou se impressionando ao retribuir o sorriso largo, o rapaz bagunçou os fios que agora refletia um verde escuro e mesmo de longe Katsuki via as bochechas deñe levemente vermelha, se o loiro babar só com a imagem daquelas culparia o álcool, e enquanto ao lado os prováveis amigos do cara gato o olhava sem entender a situação e como o bar não era nem quatro metros de distância veio a segunda coisa que surpreendeu o loiro, que foi quando ele se desencostou da mesa e disse algo no ouvido da única mulher de tamanho padrão, os olhos enorme dela aumentaram de tamanho e o sorriso nada discreto dela fez com que Katsuki se perguntasse o que tanto a fez ficar chocada.

 A coisa ficou ainda mais louca quando o cara começou a andar na direção de onde estava, e a essa altura da campionato esse andar na visão de Katsuki era curiosidade de saber no que aquilo iria dar, mas já na de Kirishima era, fudeu tamo fodido da pior forma possível.

O rapaz não tirou os olhos de Katsuki por um minuto sequer, enquanto ia até si com passos neutros, não parecia ansioso como o loiro estava por dentro, mas sua fase era fácil de se ler era óbvio que estava gostando daquela brincadeira que antes era apenas uma admiração por alguém aleatório na rua. 

- Apronto, agora vou ter que explicar pro cara o motivo de você ter sido um grande tapado -  o resmungo de Kirishima nem tinha sido ouvido por Bokugou, e se tivesse entrado em um ouvido com certeza saiu pelo outro - Pelo amor de deus você tem que parar de achar que todo cara gato gosta da fruta que cê tem no meio das pernas vei.

Aquilo foi mais para um sussurro mas também foi a única coisa que fez Katsuki prestar a atenção no melhor amigo, e em resposta do resmungo de Kirishima apenas riu como se ele tivesse contado uma piada idiota mas só entrou na onda para ser menos humilhante.

Katsuki se mantinha intacto, não negava que se estivesse sóbrio não teria a coragem de ter feito aquilo, mas era aquela coisa né, já que estava então por que não? Poderia ser cara de pau mas só chegava nesse nível quando estava naquele ponto de bêbado. Mas como o ditado que a sua velha mesmo dizia: se der tudo ok bem se não amém. Mesmo já sabendo qual desses lados seria por ser mais que óbvio o próprio sentia borboletas dançantes no estômago, rezava ser uma vontade de vomitar pela falta de algo comestível.

Quando o cara finalmente estava frente a frente de Katsuki a beleza daquele belo desgraçado parecia ter dobrado, as sardas que antes era impossível de ser notadas agora era muito bem refletida pela luz do poste, elas desenhavam em toda a bochecha, uma das olheiras tinha um alargador 5mm e na outra um furo simples com uma jóia de prata, e a certeza de que os fios era na verdade um verde escuro mas que dependendo do ângulo e da luz em que poderia estar os fios ficariam em uma tonalidade mais clara, o pescoço, a mostra não era diferente, sardas mais claras era visível, se perguntava se todo seu corpo era desenhada pelas sardas.

Todo palavrão que o loiro tinha em seu vocabulário era dito mentalmente, quase solta uma das diversas cantadas velhas que conhecia, como: me joga na parede e me chama de largatixa, pro cara, mas aquilo era broxante demais até para ele naquele estado.

Ainda admirando sem um pingo de vergonha na cara Katsuki sente a mão esquerda sendo tocada por uma pele mais áspera e ao voltar para a realidade e descer o olhar para tal viu mais cicatrizes na palma do cara, e aquela pergunta de mais cedo tinha voltado, poucas comparado com o resto do braço, mas em seguida vê um papel dobrado deixado na sua mão, já imaginava o que poderia ser mas pela falta de raciocínio rápido acabou juntando os celhos fazendo aquele que tinha ainda as bochechas bronzeadas rir.

Jurou por um segundo que ele o beijaria ali mesmo, na frente de todos já que inesperadamente ele se aproximou de si, Katsuki só não fechou os olhos por impulso porque queria ter a certeza que não estava tendo um sonho erotico com um desconhecido, mas para a infeliz notícia do loiro o cara nem chegou a encostar em seu rosto com aqueles rosados lábios convidativos que não duvidava ser macios, as bochechas inconsequentemente se tocaram, nada muito escandaloso mas que fez Katsuki sentir um leve frio na barriga.

Foi pego desprevenido ao sentir o hálito quente e pesado dele bater contra sua orelha, com o choque repentino da aproximação Katsuki se segurou firmemente na barra do banco se não teria certeza que cairia no assento de madeira.

- A vista tá boa.

A voz saiu baixa e intensa fazendo Katsuki prender o lábio inferior contra o dente para não ter a possibilidade de não passar mais vergonha ainda, e caralho, puta que pariu que voz era aquela senhor?. Quando se deu conta o cara já tinha se afastado de si com aquele mesmo sorriso sacana, os olhos estavam baixos e as bochechas intactas, vermelha como brasa, se afastou acenando para ambos e voltou para onde antes estava.

- Caralho!, agora mesmo ele tava com a cara moh de anjo, tu viu vei? - disse o loiro colocando a mão sobre a boca em um estado de choque com aquela mudança do desconhecido que se nomeava, de água para o vinho.

...

- Mentira?! - A única mulher do quarto disse surpresa, Mina se jogou contra sua cama e deu uma gargalhada alta - Vei eu queria tá junto só pra ver a cara de gay panic dele.

- Pois é, isso é o que acontece quando se está com Katsuki bêbado - deu um grande gole do energético que segurava e se acomodou corretamente no colchão - E por isso que não recomendo sair com ele pra beber, dá mais dor de cabeça do que cuidar de criança.

- Puta que pariu a minha orelha ta queimando e a culpa deve ser de vocês que não tem outro assunto a não ser falar de mim - bufou saindo do banho já vestido com a regata preta e a calça folgada da mesma cor, com a destra enxugava os fios loiros que pingavam com a toalha  - Estão pior que a velha.

Depois do breve acontecimento naquela noite do bar Kirishima conseguiu implorar para o cara de uma lojinha 24h passar a senha do wi-fi e depois do loiro vomitar no banheiro publico Mina atende a ligação com a voz de quem estava já no seu décimo sono, e só foi ali que ambos perceberam que estavam na rua em plena quatro da manhã o xingamento de Mina após saber que era os dois se bobear foi ouvido por todos do prédio mas depois que se acalmou a mulher explicou o caminho que era para seguir já que ela era a única que sabia cada canto de Tokyo pois já tinha morado na capital por uns cinco anos na adolescência.

Três dias depois, o assunto do quarto se tornou apenas aquele tópico: Katsuki bêbado safado gritando na rua para um completo desconhecido, enchendo o saco do próprio que se tivesse o poder de explodir a cara de todos ali, faria sem ficar com a consciência pesada no final.

- Quando ele passou o número dele, tava anotado o nome dele pelo menos? - perguntou a morena de forma maliciosa.

- Esqueceram que temos um trabalho que vale a metade da nota do semestre? - perguntou na tentativa de trocarem de assunto, mas quando se tratava de Mina e sua imensa curiosidade isso não funcionava.

- Hum, então isso é um sim - riu - Deixa eu ver qual é o nome dele aí vai, vai que a gente encontra ele em alguma rede social vizinha. 

- Pra que? Vamos voltar para Shinjuku daqui sete dias - se jogou na própria cama e acomodou-se  para começar a fazer a sua parte do trabalho que ainda estava no meio do caminho. 

- Ta de zoeira né? Eu passei aquele mico atoa é? - Kirishima disse indignado - Meu ovo que não vou saber pelo menos o nome do corajoso.

Kirishima se levantou da cama pulando e assustando os outros dois que só o observava sem entender exatamente o que fazia, o de fios pontudos correu até a mochila de Katsuki que estava jogada sobre uma das mesas que ficavam no quarto e antes mesmo de chegar perto dela foi atingido forte por um travesseiro, gemeu em desgosto e quando foi ver quem tinha lhe atacado viu o loiro ainda sentado sobre a cama mas com os joelhos fazendo pressão no colchão e o lançava um olhar ameaçador.  

- Você não teria essa…

Antes de Katsuki concluir a frase a bolsa foi pega com agilidade e jogada pra morena que logo entendeu a brincadeira dando uma gargalhada alta. Em um piscar de olhos a mochila já estava nas mãos da morena e ela nunca se sentiu tão agradecida por ter treinado vôlei na adolescência quanto naquele momento e ter uma agilidade e rapidez de admirar, se sentou novamente na cama e abriu o zíper da mochila e de cara encontrou a calça escura muito bem arrumada que o loiro tinha usado naquela noite, a tirou da bolsa já sendo rápida e objetiva ao tentar encontrar o tal papel. Antes mesmo de Katsuki pensar em alguma estratégia para chegar até a morena, a própria gritou ao anunciar que encontrou o papel.

- Achei! - gritou ao mostrar o papel amassado.

Kirishima foi de encontro rapidamente até a morena e se sentou ao seu lado da cama de solteiro enquanto ela pegava o próprio celular para procurar o tal rapaz.

- Seus bando de curioso do caralho! - xingou frustrado mas não deixou de ser curioso também e foi até a cama e se sentou do outro lado para poder ver.

- Ue, não era o explosivo que não queria saber de nada? - perguntou Mina de forma sarcástica fazendo o loiro revirou os olhos.

- Se fude, mas já que é 'pra ver...

 Não passou nem quinze minutos antes de Mina encontrar em uma das redes sociais o tal Izuku Midoriya, tinha poucas fotos dele sozinho, entre as vinte e oito fotos postada em seu perfil uma era apenas sua em que foi tirada na frente do espelho onde nem dava para ver o resto corretamente, ele usava aquela majestosa calça jeans preta junto com um blusão amarelo ilustrado com o desenho do Bob Esponja e usava aquela mesma bota baixa vermelha, quatro das fotos era com aquele mesmo grupo que estava com ele no dia do bar e o resto variava muito entre paisagens e retratos muito bem editados tirado por diversos cantos de Tokyo. 

- Ele não mostra a cara dele em praticamente nem uma foto - reclamou a morena que bufou em desgosto querendo tirar aquela pulga atrás da orelha.

- Pelo menos ele não é aqueles caras que acha que fica gostoso tirando foto sem camisa - o argumento do de fios tingidos fez os três rirem.

Não demorou muito até todos tomarem uma grande vergonha na cara e voltarem a trabalhar com as pesquisas sobre a capital e isso durou até boa parte da madrugada, os três só se renderam ao sono quando já batia duas e trinta e dois no relógio.

...

No penúltimo dia na capital de Tokyo era sexta - feira e Mina teve a ideia de recordar aquele momento juntos de alguma forma, e na opinião da morena de fios caramelados a melhor forma de se fazer isso sendo dois adultos de vinte e cinco anos e um na beira dos trinta era bebendo.

De início Katsuki discordou da ideia, já que o próprio conhecia muito bem Eijiro Kirishima e sabia que ele se vingaria de si por ter o dado tanta dor de cabeça logo no primeiro dia ali, mas com mais um pouco de insistência na cola de Bokugou os três já estavam andando pelas ruas noturnas de Tokyo pela última vez, sem saber onde exatamente iriam beber já que a cada esquina tinha um bar diferente do outro com temas de todos os tipos, entre animes, alguns rústicos outros com cara mais de futurista, não tinha um sequer que não esteja lotado, então obtiveram pelo futurista.

Ao entrarem no lugar já com os carimbos nas costas da mão, os três foram direto ao encontro do grande balcão, o local era cheio de luzes piscantes e coloridas fazia os olhos de Katsuki arderem não deixando de resmungar para darem meia volta. A música não estava em um volume tão alto ao ponto das conversas paralelas serem na base da gritaria e isso era um agradecimento para os ouvidos sensíveis de Bokugou, algumas mesas estavam espalhadas ao redor do grande balcão iluminado, mas a maioria das pessoas estavam de pé, encostadas nas paredes ou ao lado de algum barman.

- Me trás um seishu por favor - Mina disse animada para o barman que não demorou muito ao despejar a bebida no copo e entregar para a morena.  Os dois seguiram a morena e fizeram o mesmo pedido e antes dos três virarem a bebida de uma vez fizeram um brinde e logo em seguida já estavam pedindo uma segunda rodada.

Com o passar das horas Katsuki já sentia a necessidade de se sentar em qualquer encosto por tanto tempo em pé, não tinha mais aquele equilíbrio nas pernas como na adolescência ou a três anos atrás quando ainda fazia academia, toda vez dizia que voltaria a treinar mas estava enganado a si próprio, o sofá do apartamento onde morava parecia muito mais convidativo do que ficar uma hora e meia na academia e voltar com as pernas trêmulas. 

Respirou aliviado quando encontrou uma cadeira jogada em um canto mais afastado e se jogou nela sem pensar duas vezes sentindo as pernas agradecer, encostou a cabeça no encosto da cadeira e permitiu-se descansar um pouco os olhos, é realmente não tinha mais tanto pique para sair a noite, talvez pelo trabalho que antes parecia ser tão simples na verdade tinha se tornado um grande monstro de sete cabeças o fez ficar virado por noites sem se alimentar corretamente ou aquele maldito cara nomeado mais como o próprio satanas chamado Izuku Midoriya tinha tirado as belas noites dormidas do loiro e o fazia acorda no meio da noite com uma puta de uma ereção implorando por atenção, até parecia que tinha voltado aos tempos terríveis de adolescente com desejos a flor da pele.

- Cara, você tá bem? - uma voz feminina fez com que Bokugou saísse de seus pensamentos e abrisse rapidamente os olhos dando de cara com um rosto redondo como bolacha, fios morenos, olhos redondos e delineados pela maquiagem extravagante.

Puta que pariu.

Xingou Katsuki mentalmente que logo se recordou de onde já tinha visto ela, o destino fazia piada com Bokugou e aprova de seus atos era aquele onde se encontrava com a mulher que a sete noites atrás estava ao lado do fodido destruidor de sonhos tranquilos. Por breves minutos ambos só ficaram se encarando sem o loiro responder a pergunta da morena que parecia realmente preocupada com o estado de Katsuki que já sentia as bochechas ferverem por tanto tempo sendo observado por uma desconhecida.

Em um ato modesto a morena levou a palma até a testa de Katsuki na tentativa falha de ver sua temperatura mas só do fato do lugar ser abafado seria fácil notar que a maioria das pessoas ali estavam mais quentes, sem uma resposta da parte do loiro a desconhecida parecia avaliar o estado de Bokugou só o observando, com as sobrancelhas juntas e o olhando de cima para baixo sem malícia, e pela primeira vez Bokugou se vê observando a mulher, sua estatura era padrão, all star preto, calça jeans de cintura alta escura e totalmente fechada, a camiseta branca de manga curta folgada com a estampa de um simples gatinho acima dos seios e cicatrizes nos dois braços.

Cicatrizes? O que exatamente essa gente faz em Tokyo para aparecer do nada com cicatrizes profundas pelo corpo?, teve uma grande vontade de fazer a pergunta mas se conteve por achar que era invasão de privacidade, então em um ato ágil Katsuki retirou a mão que antes tocava sua testa e voltou a encarar a desconhecida.

- Estou, obrigada - disse já se levantando e indo de caminho até o balcão não esperando uma resposta da mulher.

Se ela estava ali provavelmente o fodido também estava, já que na noite onde Kirishima contava novamente para Mina sobre como o mais velho entre ambos era um bêbado safado que gritava na rua para desconhecidos estranhos os dois mais novos conseguiu pegar o nome do fodido e deram aquela de, fbi cuidador da vida alheia fez Katsuki ficar curioso e durante a madrugada o loiro deu, mais uma, bisbilhotada no perfil de Izuku e viu que suas poucas fotos borradas eram com aquela mulher e mais dois caras, então a possibilidade do fodido destruidor de sonhos estar ali era grandes. 

Ok Bokugou Katsuki não entre em desespero, você está na beira dos trinta e tomando atitudes de um moleque de quinze, favor, controle-se, repetiu para si próprio mentalmente enquanto tentava procurar as duas cabeças que chamava de amigos.

Ao avistar Mina e Kirishima encostados no canto do bar virando mais um seishu foi rapidamente até o encontro de ambos.

- Onde tava? - Katsuki ignorou a pergunta de Mina retirando o seishu da morena e o tomando em um gole só.

- Calma ae, não to com cabeça pra te carregar de novo não fi - Kirishima tirou o outro copo do loiro que já estava na intenção de vira-lo, o mais velho lhe lançou um olhar mortal pela falta de respeito por ter tirado algo de si sem a sua permição.

Bokugou encostou seu peso nos braços que se apoiavam no balcão e cobriu o rosto com as duas palmas, normalmente quando estava agitado ou ansioso o loiro tem crises de riso e esse era um daqueles momentos onde dava risadas abafadas por causa da mão que cobria a boca fazendo os dois ali se entre olharem e ficar com a cara de paisagem.

- Ai caralho, - riu - por que quando to bêbado faço coisas que me amargo frustrante? - perguntou sem realmente querer uma resposta.

- E aquele argumento de ter história para contar? - Mina perguntou rindo.

- Eu só uso esse argumento quando estou bêbado, e esse não é o caso - rosnou.

- Ele tá aqui? - Mina lhe lançou um olhar de quem já tava sacando tudo.

- Não sei - virou-se para os dois atrás de si e bagunçou os fios rebeldes já frustrado.

- Por que tanto desespero se o cara tá aqui? - a situação parecia tão besta que fazia a cabeça de Bokigou girar.

- Não é desespero, e surto mesmo, eu tava bêbado cara, bêbado saco? Faço coisas que não faria nem fudendo sóbrio, e essas é uma dessas coisas na minha lista que não faria nem fudendo se estivesse sóbrio - só de lembrar do que fez naquela noite as bochechas esquentaram na hora. Droga, xingou.

É uma grande mentira quando alguém diz que não se lembra do que fez enquanto estava bêbado, esse argumento é só uma forma de escapar da situação constrangedora da noite passada, e para Katsuki essa era a infeliz realidade, se lembrava claramente do acontecimento, de ter xingado o motorista do táxi, de ter gritado para Izuku, de ter vomitado no banheiro público, é Bokugou conseguia ser um verdadeiro desastre quando quer.

Sem dizer nada Katsuki dá mais um gole da bebida alcoólica e avisa que vai sair do bar para respirar um pouco e em resposta Kirishima diz para ficar de olho no celular e nas horas porque ainda naquela madrugada teria que voltar para o hotel ‘pro dia seguinte não perderem o horário do voo, Bokugou disse apenas um: , e caminhou no meio da multidão de pessoas até a saída.

Realmente sentia seu corpo cansado pra caralho, a realidade que não tinha mais tanto pique para sair como antes foi como um tapa muito bem dado na cara, já se via dormindo naquele colchão confortável e quentinho do hotel, mas sem Mina do lado para guiar os dois rapazes Katsuki só tinha a alternativa de ficar zanzando pelo quarteirão até dar a digestão e voltar para o bar pelo menos um pouco mais desperto.

Quando saiu do local sentiu o ar gelado entrar nos pulmões, alívio, sentiu os ombros tensos se abaixarem e aquela corrente fria da chegada do outono fazia sentir calafrios e a falta de uma jaqueta mais pesada e quente. A mudança de clima em Tokyo era engraçado, uma hora a temperatura está agradável e no dia seguinte vem um frio de dar calafrios.

Olhou para os lados e via pessoas em todo canto, saindo de lojas de 24h, sentadas no chão mesmo conversando alegremente com alguém ao lado, em um resmungo baixo pela falta de calor Katsuki se vê desanimado para andar e vai até o banco livre que ficava ao lado do bar onde tinha acabado de sair. 

Sentiu novamente as coxas relaxarem quando se sentou apoiando a cabeça na madeira que ficava atrás de si e fechou os olhos por breves segundos puxando o ar poluído da cidade e o soltando devagar.

- Quer fumar comigo? - em milésimos Katsuki abriu os olhos e os arregalando sem disfarçar.

Porra. Caralho.

Xingou, em um bug no sistema Katsuki levanta a cabeça com pressa e quase teve uma daquelas crises quando levanta rápido demais e a pressão cai, mas felizmente ainda estava sentado e já agradecia por isso, mas porra, nem tinha como descrever o quanto aquele fodido destruidor de sonhos tinha o assustado aparecendo do nada mas estava tão gato que poupou um futuro xingamente pelo susto.

Pai nosso que homem lindo ‘pra porra, com a jaqueta preta de couro que cobria as cicatrizes profundas que tinha no braço e por baixo uma camiseta azul marinho de gola alta tapando infelizmente quase todo o pescoço coberto pelas sardas bonitas, usando a majestosa calça jeans preta rasgada que por céus, se não foi feita expecificamente para ele não foi feita para mais ninguém e com aquele mesmo calçar de botas vermelha, de perto percebia que as laterais estava rasgado e o vermelho em si já tinha desgastado a tintura a muito tempo.

Seu lado cantada de velho já se mantinha ativado e se ele jogasse um: Gato, me chama de lente e vamo manter contato, com toda certeza Izuku sairia na hora então se manteve calado por ser broxante demais. Deixar esse teu lado obscuro lá na puta que pariu.

O olhar se caiu nos dele e aquelas mesma borboletas dançantes apareceu no estômago, Izuku estava de pé, bem na frente de Katsuki, o de fios verdes segurava um cigarro na mão direita onde poucos arranhões se desenhava ali e nos próprios lábios tinha um pendurado já acesso, e porra olha-lo de baixo com a espressão leve e serena no rosto fez com que o loiro sentisse arrepios tão profundo quanto aquele quando saiu do bar.

Sem dizer nada Bokugou pega o cigarro da mão áspera de Izuku, a mão dele estava quente, diferente da sua que gelava, sabia que se ficasse ali por mais algum tempo pegaria um resfriado, mas deixou com que a situação levasse e rapidamente colocou o cigarro na boca, não foi necessário pedir para Izuku acender o isqueiro já que logo o fez.

Sem pedir permissão Midoriya senta-se ao lado de Bokugou que não disse nada, no fundo ambos estavam em uma turbulência pois não sabiam exatamente o que fazer ou falar, naquela noite não era apenas Katsuki que tinha extrapolado, Izuku não estava muito diferente, já que se estivesse sóbrio teria se enterrado em qualquer buraco pois não teria nem coragem de ter flertado com o rapaz que ainda nem sabia o nome.

Katsuki puxou o ar do cigarro que a muitos anos não é colocado na boca, e pela falta de costume acabou tossindo prendendo a atenção de Midoriya em si.

- Não fuma? - perguntou.

- Fumava, parei quando tinha vinte e seis - admitiu, correspondendo ao olhar de Izuku, sentia as bochechas ferverem de vergonha já que pela primeira vez naquela noite o olhava cara a cara. Não ficaram muito tempo assim, já que o loiro cortou o contato e voltou a olhar a rua como se ela fosse mais interessante.

Parecia que o cigarro era eterno, enquanto Katsuki queria a todo custo com que ele acabasse logo para pode sair daquele clima que era uma mistura de tudo e mais um pouco, estava começando a ficar agitado e para lhe distrair de alguma forma começou a bater o pé esquerdo contra o chão enquanto o outro estava descansado sobre a madeira do banco.

Aquilo era uma fortuna mais do que desnecessária, poxa ele tava bêbado e fez merda e agora ficava naquela situação onde não sabia exatamente o que fazer. O loiro sempre estava cheio de atitudes, mas quando era aquilo, literalmente, travava. 

Quando finalmente o cigarro chegou ao fim, só faltou sair fogos de artifício pelos olhos e sem enrolar muito se levantou e direcionou-se até a porta do bar para se encontrar novamente com os dois companheiros mas, sentiu o pulso sendo agarrado sem força, apenas um puxar na camiseta fina que usava. 

E quando se virou já pronto para mandar quem for para a puta que pariu, acaba travando no meio do caminho pois era ele que estava com a bochecha bronzeada de vergonha e com a mão esquerda coçava a cabeça em um sinônimo de nervosismo ou receio, o olhar de Izuku era indireto, vez olhava para o rosto confuso de Katsuki e logo em seguida os direcionava para o chão ou qualquer outra coisa que não seja o loiro.

- Entendo se não quiser ir… - cortou sua própria fala ao molhar os lábios com a saliva -  Mas eu moro aqui perto, se quiser.


Notas Finais


PAH! peguei vcs, seus safadiinz, queriam um pwp né? Ihihih vão ter aaaaah, eu dividi esse oneshot em duas partes, e não, eu não vou fazer que nem give me love que até hj eu não terminei a história ah, eu literalmente abandonei essa primeira parte só pra focar totalmente no pwp, pq me conheço e sei que se eu postasse essa primeira parte sem fazer o pwp ao mesmo tempo essa história ficaria parada como as outras off off.
Mas como já estou terminando o pwp, ainda essa semana vai ter o FINALMENTE.

Bjks!.


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