História O que acontece na casa de vidro, fica na casa de vidro. - Capítulo 5


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Asahi Azumane, Bokuto Koutarou, Chikara Ennoshita, Daichi Sawamura, Hajime Iwaizumi, Kei Tsukishima, Kenma Kozume, Koushi Sugawara, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tadashi Yamaguchi, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa, Ushijima Wakatoshi, Yuu Nishinoya
Tags Bokuaka, Bokuakakuro, Cansei De Tags, Daisuga, Iwaoi, Jogo Da Garrafa, Kagehina, Kenhina, Kurotsukki, O Mais Provável, Quem Nunca, Todo Mundo Com Todo Mundo, Tsukkiyama, Verdade Ou Desafio
Visualizações 88
Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos ignorar o fato que eu estou puta até agora com a última temporada de voltron e que eu escrevi Daichou ao invés de Daishou no capítulo anterior e boa leitura

Capítulo 5 - Capítulo cinco


Eram quase seis da tarde. Na cozinha, Sugawara e Iwaizumi faziam os preparativos para o jantar. Kenma, Hinata, Yamaguchi e Tsukishima estavam jogando na sala, com Ennoshita e Nishinoya assistindo, esperando por sua vez para jogar também. No outro canto da sala, Daichi ensinava Kuroo a tocar violão.

Bokuto e Akaashi estavam na beira da piscina, balançando os pés dentro da água, dividiam um fone de ouvido e cantarolando a música baixinho.

Todos estavam ocupados em seu próprio mundinho. E ninguém estava se importando com o careca amarrado no pé da árvore do jardim.

“Por quanto tempo tenho que ficar aqui?!” gritou Tanaka. Era sua punição pelo jogo na tarde. Assim que chegaram na casa, Tanaka pensou que os garotos estavam esquecidos e correu para o banheiro. Oikawa e Sugawara gritaram ao estilo Pokémon para Ushijima, que o jogou por cimas dos ombros e logo o amarram na árvore mais próxima.

“Até eu esquecer que você tá ai.” respondeu Oikawa, deitado na cadeira de praia de frente para onde Tanaka estava amarrado. Com os óculos de sol, mesmo que a lua já estivesse em seu lugar.

“Mas eu tô com sede!” Tanaka gritou.

“Alguém molha uma esponja com vinagre pra esse garoto?” Oikawa retirou os óculos, os deixando sobre a testa.

“É jesus crucificado?” perguntou Ushijima.

“Que? Não, o Jesus tá dormindo lá em cima.”

“Mas quem tá lá em cima é o Asahi.”

“Exatamente.”

“... Não entendi.”

“Isso não me surpreende.” Oikawa revirou os olhos.

Kageyama apareceu com um copo de água, entregando pra Tanaka.

“Eu to com as mãos amarradas, caralho. Como vou pegar?!”

Kageyama revirou os olhos, mas colocou o copo junto a boca de Tanaka, o ajudando a beber. Kageyama não era nenhum cristão bonzinho, ele só estava feliz de não ser ele ali.

“Nunca mais invento de jogar com vocês.” resmungou Tanaka. “Vocês são tudo frutos do anticristo.”

“Ai, para. Não sei lidar com elogios assim.” Oikawa gesticulou.

“Akaashi, olha.” chamou Bokuto, apontando para algumas plantas do outro lado da piscina. “Aquilo são urtiga?”

“São sim, por quê?” Akaashi questionou.

“Tive uma ideia” sorriu Bokuto, deixou o fone no colo de Akaashi e seguiu até a planta.

Com ela em mãos, tendo todo cuidado para não tocar nas folhas, ele a levou até Oikawa.

“Sabe o que acontece quando a pele entra em contato com isso?”

“Sei, e to adorando essa sua mente maligna funcionando.” disse Oikawa, se levantando. “Ushiwaka-chan, vem cá.”

“Não pra ele, caralho.” Bokuto revirou os olhos. Então apontou com a cabeça para Tanaka amarrado.

“Ah…” Oikawa arqueou as sobrancelhas em compreensão. Pegou com cuidado o talo das folhas, e seguiu com Bokuto até Tanaka.

“Ah, não.” Tanaka ao vê-los se aproximando começou a gritar. “Seus chupa engole, saiam daqui! Eu to falando sério! O-Oikawa, não, isso arde. Não,nãAAAAAH!”

Bokuto e Oikawa esfregavam a urtiga na careca de Tanaka, enquanto o pobre gritava desesperado. Aquilo ardia como o inferno, era como uma tortura na idade média.

“O que tá acontecendo aqui?” Daichi e Kuroo apareceram junto a porta.

“Dadchi! Me salva!”

“Ah, é só o Tanaka sendo torturado.”

“Aquilo é urtiga?” perguntou Kuroo, fazendo uma careta. “Caralho, vocês pegaram pesado.”

“Lembra que foi ele quem sugeriu todas as brincadeiras e por causa dele o Suguru quase te matou?” disse Bokuto.

“Por que diabos vocês estão colocando só na careca, então? Coloca dentro da cueca dele!” exclamou Kuroo, correndo até eles e pegando algumas folhas de urtiga também.

“Kuroo, irmão, não faça isso. Sabe que eu te amo, eu não-- NÃO!” Tanaka começou a se espernear, enquanto Kuroo tentava tirar seu short de praia colorido. Kuroo sorriu maldoso, aproximando lentamente a urtiga em sua pele. “NÃO, SAI DAQUI!”

“O jantar ta pronto!” gritou Sugawara da cozinha. E quase que imediatamente, Oikawa, Bokuto e Kuroo largaram a planta e Tanaka, correndo para dentro da casa.

Daichi, Ushijima e Akaashi se olharam, não entendo muito bem o que acabou de acontecer.

“A fome deixa os homens loucos.” pronunciou Ushijima por fim.

xXx

“Tá, sua vez de rodar.” disse Oikawa.

“Eu não acredito que depois de tudo que aconteceu ainda estamos jogando isso.” Tsukishima suspirou, mesmo assim rodou a garafa.

“Bem, estamos entediados e a autora está ficando sem ideias.” Sugawara deu de ombros. Logo a garrafa parou nele. Sorrindo, ele sentenciou. “Verdade ou desafio, Iwaizumi?”

“Verdade.”

“Aonde tá a tatuagem escondida do Akaashi?”

“Sugawara-san, a graça de uma tatuagem escondida é ela permanecer escondida.” disse Akaashi.

“...Qual a punição pra quem não responder?” perguntou Iwaizumi, seu rosto demonstrava que ele estava passando por um sério conflito interno.

“A punição é responder a pergunta!” Sugawara bateu na mesinha.

“Mas que porra!” Iwaizumi estralou a língua no céu da boca, e sem olhar nos olhos de ninguém, respondeu. “Na perna, quase na polpa da bunda.”

“Essa informação é verídica?” exclamou Sugawara, pontando para Bokuto e Kuroo ao que ambos confirmaram com a cabeça.

“E como diabos você conseguiu ver ela?” perguntou Kuroo, arqueando uma sobrancelha.

“Uma pergunta por rodada.” rebateu Iwaizumi, ainda desorientado com tudo aquilo. Girou a garrafa. “Isso só pode ser brincadeira…”

“Verdade ou desafio, Iwa-chan?” perguntou Oikawa, com um sorriso que ele sabia bem o que significava.

“Desafio?” respondeu ele. Não importava ao certo o que ele escolhesse, no fim ele estava ferrado de qualquer maneira.

“Te desafio a dizer como descobriu a tatuagem do Kei-chan”

Iwaizumi enterrou o rosto nas mãos, soltando ali um ruido frustrado. Era melhor acabar com aquilo de uma vez.

“No último amistoso que tivemos contra Fukurodani, há dois anos, lembra?”

“Lembro sim. Continue” respondeu Oikawa.

“Pois bem, sabe que gosto de ficar por último no vestiário, sozinho. Só que eu não sabia que o Akaashi pensava o mesmo que eu… resumindo, eu vi ele se trocando, foi assim que eu descobri.”

“Só isso?” Sugawara fez careta. “Você fez tanto drama pra nada, esperava algo mais vergonhoso.”

“Foi vergonhoso pra mim!”

“Ora, Iwaizumi-san, você não vai contar o que aconteceu depois?” disse Akaashi, com um sorriso tão maldoso quando do próprio Kuroo. Ninguém sabia dizer ao certo quem influenciou quem.

“Quê? Depois? Como assim, conta tudo!”

“Gira logo essa garrafa!” gritou Iwaizumi, com o rosto ardendo tamanho seu constrangimento.

A garrafa foi girada mais uma vez, parando em Bokuto e Hinata.

“Com quem foi seu primeiro beijo, baixinho?” perguntou Bokuto.

“Mas o Hinata nunca beijou ninguém.” riu Yamaguchi.

“A não ser que o Rei finalmente tenha beijado ele.” provocou Tsukishima.

“Vocês são um bando de pé no saco.” Hinata mostrou a língua para eles. “E pra informação de vocês eu já beijei sim! E nem foi com o Kageyama.”

“Pera, não?” Kageyama arqueou a sobrancelha. “Você tinha me falado que eu fui seu primeiro.”

“Iiiih, alá. Ta sentindo esse cheirinho, Suga-chan?”

“É o cheirinho da DR.”

“Deixem pra brigar depois.” Daichi interrompeu. “Vamos, Hinata, responda.”

“Então, né…” o ruivo ficou constrangido de repente, batendo as pontas dos indicadores e com uma voz quase inaudível, ele respondeu “Ushiwaka.”

“É o que?!” gritaram todos ao mesmo tempo.

“Como isso aconteceu?” perguntou Kuroo, dessa vez a Ushijima. “E nem venha com essa de uma pergunta por rodada, jogou a primeira bomba tem que terminar de matar.”

Ushijima se limitou a dar de ombros.

“Não é grande coisa. Não é como se vocês não soubessem o que é um beijo.”

“Claro que sabemos que porra é um beijo! O bagulho é, como você beijou o chibi-chan?!”

“Com a boca”

“Iwa-chan, me segura, eu vou bater nessa rapariga.”

“Vai Hinata, conta tu-do!”

“Tá, tá. Eu conto!” Hinata cedeu ao coro de satanás gritando “Conta! Conta!” “Foi depois do jogo. Ele veio até mim com aquela ladainha de que não se sentia derrotado e esses caralhos a quatro. Eu tava irritando por ele ficar me chamando de baixinho de merda o tempo todo, então pulei na frente dele e disse que podia ser baixinho, mas que eu conseguia pular…”

“Sei, sei. Você diz isso pra todo mundo” Nishinoya interrompeu. “Já que você pula tanto, pula logo pra parte importante.”

“Eu já ia chegar lá.” Hinata revirou os olhos. “Acontece que quando pulei, estava muito próximo dele e nossos lábios acabam de encostando.”

“Então foi acidental?”

“Bem… O primeiro foi. Depois disso ele me arrastou pro vestiário e me beijou de novo.”

“E a gente também sarrou.”

“Você não precisava contar essa parte, idiota!” Hinata bateu na mesa.

Os garotos ficaram em silêncio, processando aquilo que acabaram de ouvir.

“O Chibi e o Ushiwaka…” balbuciou Bokuto.

“...Sarraram no vestiário…” completou Kuroo.

“Caralho, mais alguém ta imaginando isso e tá ficando assustado?” exclamou Nishinoya.

“Eu to ficando outra coisa, mas vamos deixar assim mesmo.”

“Então foi por isso que você colocou a camisinha com a boca daquela vez? Um virgem não conseguiria fazer aquilo…” Kageyama estreitou os olhos.

“Mas nós não chegamos até o fim daquela vez.” disse Ushijima.

“Então com quem diabos foi a sua primeira vez?” perguntou Kageyama a Hinata.

“Guarde sua pergunta para quando for sua vez!” desesperou-se Hinata, se inclinando para rodar a garrafa na mesa.

“Verdade ou desafio, Yamaguchi?” perguntou Kenma.

“Verdade.”

“Qual sua maior frustração?”

“Eu nunca consegui dar uma estrelinha.”

“Sério? Um bagulho tão fácil.” Nishinoya se levantou, logo dando não apenas uma, mas três estrelinhas pela sala. “Viu?”

“Você é pequeno, Noya-san. Então é fácil.” respondeu Yamaguchi.

“Asahi-san, me segura, se não vou desgastar a cara dele no asfalto.”

“O Asahi nem tá aqui.” lembrou-lhe Daichi. Asahi ainda estava dormindo lá em cima, Ennoshita depois do jantar se juntou a ele, pois havia passado a noite anterior acordado com Tanaka. E Tanaka, bem, este ainda estava amarrado a árvore. Desacordado. Se havia desmaiado ou morrido, eles não pareciam de importar.

A garrava rodou na mesa mais uma vez, parando em Akaashi e Kuroo.

“Verdade ou desafio, bebê?”

“Verdade, eu não confio em você.” respondeu Akaashi.

“Vou ignorar o sangue pingando da facada que você acabou de mim dar… Beleza. Confesse algo que sempre quis dizer pra mim.”

Akaashi estreitou os olhos, escolhendo sobre o que falar.

“Seu beijo grego é maravilhoso.” disse por fim.

Kuroo suspirou.

“Queria que as pessoas gostassem de mim pelo que sou e não por ser essa maquina de fazer amor gostoso.”

“Verdade ou desafio, Oikawa?” perguntou Nishinoya.

“Ninguém teve coragem até agora, mas eu sou bicho solto. Quero desafio.”

“Te desafio a postar uma foto feia no Instagram.”

“Meu amor, acha que esse rostinho aqui consegue ficar feio?” disse Oikawa, empinado o nariz.

“Espera, tenho numa dele aqui com catapora.” disse Iwaizumi, mexendo em seu celular.

“Iwa-chan! Achei que você me amasse!”

“Amor de cu é rola, eu quero ver é tu se fudendo.” Iwaizumi encontrou a foto, lá nos confins de sua galeria. Era uma foto antiga, Oikawa tinha por volta de 15 anos. Seu rosto estava inchado e vermelho, seu cabelo estava um completo caos e seus olhos cheios de remela. Mostrou o celular a Nishinoya. “Toma, posta essa e marca ele.”

Oikawa tentou pegar o celular de Nishinoya, mas o outro foi mais rápido. Correu pela sala enquanto mexia no celular. Quando Oikawa o alcançou o estrago já estava feito. Ele já havia postado.

“Sinto cheiro de vadia perdendo seguidores.” debochou Sugawara.

“Eu odeio vocês…” resmungo Oikawa. E em menos de dois minutos ele começou a receber notificações na foto e seus números de seguidores caindo. “Vocês arruinaram a minha vida!”

Eles continuaram a brincadeira, em algum momento daquela zona toda, Asahi desceu para se juntar a eles. Olhava para o lado de fora enquanto descia as escadas, vendo um careca ainda preso na árvore.

“Gente” chamou ele ao chegar perto do grupo. “Por quanto tempo o Tanaka vai ficar ali?”

“Hn? Ali aonde? Meus Deus, esquecemos do Tanaka!” exasperou-se Sugawara.

“Bem, eu disse que íamos deixá-lo lá até esquecermos dele.” Oikawa deu de ombros.

Iwaizumi, Daichi e Ushijima se levantaram, indo com Asahi para libertar o pobre Tanaka.

Seus olhos estavam sem vida e seu rosto estava pálido. A pele que foi maltratada pela urtiga estava vermelha e cheia de pequenos machucados e calombos.

“Tanaka,” Daichi balançou seu ombros, enquanto Ushijima e Iwaizumi desamarravam os nós. “Tá vivo ainda?”

“Eu vi a luz” murmurou ele, já solto. Estava tão fraco que seus joelhos foram direto ao chão. “Sinto que paguei por todos os meus pecados. Nunca mais farei mal a ninguém. Agora eu sou a universal.”

“Mas você não tem dinheiro pra fazer parte da igreja universal.” disse Asahi.

“Alá, Jesus já está até mesmo falando comigo.”

“Certo, certo.” Daichi o ajudou a andar. “Vamos pra dentro, ainda tem janta pra você.”

“Você é tão bonzinho, Daidchi. Até te perdoei por você ter me deixado para aqueles filhos de Regina Casé. A parti de hoje eu sou uma nova pessoa. Eu, Tanaka Ryuunosuke, renasci.”

“De quem é a vez de rodar agora?” gritou Hinata.

“Você estão jogando verdade ou desafio?” Tanaka se afastou de Daichi, correndo para dentro da casa. “Bora, abre espaço. O papai chegou, vou fuder todo mundo agora.”
 


Notas Finais


A você que leu até aqui, muito obrigada
Espero do fundo do coração que tenha gostado
Qualquer erro, sinto muito, EU TO MUITO PUTA
Beijão e até a próxima!


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