História O que boas ações trazem - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Agust D / Suga, CL (Chaelin Lee), Seventeen, Zico
Personagens Lee Chaelin "CL", Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Soonyoung "Hoshi", Suga, Zico
Tags Jeongcheol, Junhao, Meanie, Seokchan, Soonchan, Soonhoon, Verkwan, Yoonrin
Visualizações 36
Palavras 2.908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - O curso de verão


Programei o meu despertador essa manhã para me acordar mais cedo, ele era meu único companheiro de garantia para que eu pudesse não me atrasar, mesmo que me traga raiva às vezes. Quem nunca odiou e amou o mesmo tempo o seu despertador? Bom, eu sim.

Mas mudando de assunto, não sei se já cheguei a mencionar antes. Eu estava entrando no ensino médio esse ano, entrando em um colégio novo, o meu anterior só ia até o fundamental maior. Tudo certo a partir daí se esse colégio novo não tivesse um programa para os alunos do primeiro ano que era praticamente um curso de verão. Até eu e o meu aparente tédio por férias de verão preferia ficar sem fazer nada em casa do que ter que ir ao colégio durante as férias. É claro, eu não tinha a opção de negar.

Chan me disse que a mãe dele podia nos levar até lá, não preciso nem dizer conhecendo Chan como conheço, ele mal me deu a opção de negar e disse que iríamos com ela no dia. E assim foi, às nove horas nós fomos até o novo colégio para o curso.

Me sinto em um território completamente estranho assim que ponho os pés no pátio. O lugar era diferente, algumas pessoas eram diferentes, a minha realidade seria diferente daqui a uns dois meses, é um tanto estranho para mim. Noto que tem alguns conhecidos assim que vou andando juntamente com Chan, algumas das pessoas do antigo colégio, mas que eu não faço a mínima ideia de quem eram, só alguém a mais ali. 

Alguns amigos de Chan também estavam ali, que eu não faço muita questão de me importar. Percebo que Hansol curiosamente estava estudando ali, uma surpresa em tanto para mim, mas que também não fazia muita diferença já que eu mal cheguei a falar com Hansol nas vezes que cheguei a o ver. A única pessoa com que cheguei a me importar assim que olhei foi Soonyoung, que conversava com Hansol no momento, na entrada. Não era novidade para mim saber que eles eram amigos e pelo visto bem amigos já que os dois não paravam de se entreter e gargalharem. Chan também notou Soonyoung e eu já esperava o que estava por vir.

— Esqueci de te contar o esquema que fiz. — Comenta Chan assim que me força a parar para ouví-lo. Eu não tinha outra escolha.

— Conte. — Permito, mesmo sem um pouco de interesse. Depois de muitos anos de convivência com Chan eu já sabia exatamente sobre o que suas próximas palavras iam se referir.

— Certo, como você deve saber, o Mingyu provavelmente vai fazer mais uma daquelas festas de início de ano que ele sempre faz.  — Assinto. Mingyu é um dos alunos do nosso antigo colégio, ele também estudará com a gente esse ano. — Então, eu tive uma brilhante ideia! Como o Soonyoung provavelmente também irá fazer o curso de dança, eu terei a oportunidade perfeita para me aproximar dele esse verão.

Continuo assentindo, tentando convencer Chan ao máximo que estou interessado, sendo que eu nem estou na realidade. Durante a fala de Chan, eu me permito observar a conversa entre Soonyoung e Hansol em alguns momentos, noto Wonwoo se aproximar da dupla e se juntar na conversa.

— Finalmente ele vai se interessar por mim, quem sabe me acompanha na festa do Mingyu, aí finalmente iremos namorar. Isso não é demais, Jihoon?! — Fala Chan um tanto entusiasmado, fico com receio de algumas pessoas olharem para a gente no meio dos pulinhos que o outro dá.

— Sim, é incrível. — Respondo, embora eu não esteja nem um pouco surpreso.

Acho que desde os sete anos Chan tinha uma queda por Soonyoung, principalmente na época em que eu e os dois viviam brincado pelo bairro. Não era a primeira vez que eu ouvia Chan dizer que ele e Soonyoung iriam finalmente virar namorados no verão, a diferença é que nessa vez as coisas estão colaborando para que a previsão de Chan se confirme e eu não duvido muito agora.

Soonyoung finalmente nos nota e acena para nós, eu só retribuo com um sorriso fraco e levanto um pouco a mão, enquanto o próprio Chan faz o seu aceno de um modo tão empolgado, acenando com a mão absolutamente erguida e quase dando uns pulos, além de um sorriso enorme no rosto. Era em uma hora dessas que eu gostaria de fingir que não conhecia ele. 

— Você devia ao menos disfarçar um pouco. — Comento enquanto observo o trio voltar à sua conversa. — Não sou muito experiente nessas coisas, mas sei que está parecendo um desesperado. Cá entre nós, isso não é uma boa impressão a se passar.

— Verdade! Ah, meu Deus, será que pareci ridículo? — Assim, Chan começa a tomar em um desespero em um único segundo, consigo soltar uma risada fraca diante a tamanha, mas também fofa, estupidez de Chan. 

Não demora até que o sinal toca e nós dois vamos para caminhos diferentes, Chan corre até um dos amigos dele e me deixa sozinho ali. Chan iria fazer aula de dança, assim como o próprio Soonyoung que desde pequeno tinha um talento para a arte, não poso dizer o contrário para Chan. Sigo meu caminho até a sala que eu iria passar a frequentar, a turma de canto, humildade à parte, tenho um pouquinho de talento para a música. 

Fico apreensivo no estão momento que passo pela porta, observando todas as pessoas desconhecidas dali. Ninguém me nota assim que abro a porta, todos apenas conversam entre si com os seus respectivos grupos, exceto por dois garotos que estão lado a lado, um com o rosto bem redondo e bochechudo e outro que era mais alto que o primeiro e tinha o rosto maior que o mesmo. Ignoro-os e ando até uma cadeira vazia no fundo da sala, ficando isolando do resto dos alunos.

Não consigo dizer que é algo tão empolgante, como um primeiro dia de aula normal, mesmo não sendo realmente o primeiro dia. Apresentações, é a primeira coisa que as pessoas dali começam a fazer assim que a professora da aula entra, Taeyeon, se não me engano. Quer ouvir algo surpreendente? Não foram só apresentações normais.  

Taeyeon deixa bem claro, com seu jeito energético que me permite soltar algumas risadas baixas, que tínhamos que apresentar com o que? Uma demonstração. Ou seja, vamos ter que cantar alguma coisa lá na frente. Claro, no mesmo instante 100 por cento da classe se espanta e todos ficam envergonhados e sem palavras. Taeyeon tenta soltar algumas palavras de incentivo, mas isso não ajuda muito.

 — Estou vendo que vocês precisam de um incentivo melhor. — Ela solta, andando passos para frente e ficando bem diante de nós. — Essa é uma música que eu criei, “I”, cantarei o refrão.

É nesse momento que temos certeza do porque ela ensina essa matéria, Taeyeon tem um poder vocal extremamente bom, em um nível em que eu sou praticamente nada se for para comparar com ela. Se o seu objetivo era nos animar, claramente falhou porque agora a classe se achava completamente inferior a nada. Quando termina sua pequena demonstração, ela pergunta se alguém queria se apresentar finalmente.

— Com licença... — Um aluno toma coragem para se levantar. O olho imediatamente, percebo ser o tal garoto bochechudo, que se encontra corado no momento. Taeyeon abre um grande sorriso por ver finalmente algum aluno se apresentar.

—Poderia nos dizer o seu nome? — Ela fala, fazendo um gesto que apontava para a classe em geral.

Ainda um pouco envergonhado, mas bem pouco se fosse para comparar com o restante da classe, seus lábios se mexem e produzem um som audível “Boo Seungkwan”. A música que ele canta é Last Love, Kim Bum Soo, já tinha ouvido antes. Ele é realmente bom, quase perto do nível de Taeyeon e pelo visto não sou o único, observando as caras surpresas dos alunos. Recebendo altos aplausos, ele volta para seu lugar e o próximo é o seu amigo com um rosto enorme, Lee Seokmin, que tem tanto talento quanto ele e demonstrava ser mais aberto.

Com o tempo os alunos iam ganhando coragem para conseguir ir até lá em frente e era cada voz mais talentosa que a outra que eu realmente me pergunto por que eu estava lá, era claro que eu não chegava aos pés de nenhuma daquelas pessoas. Claro, era impossível evitar o momento em que os olhares chegassem até mim. Me envergonho assim que me levanto e sinto os olhares sobre mim.

Os passos que vou dando são lentos e receosos, minha certeza de que eu não era tão bom me fazia querer cavar um buraco e sumir dali. Fico de frente à classe e vejo todos os olhos me encarando mais forte do que eu queria. Abro minha boca diversas vezes, quase não consigo emitir som algum, até que consigo reunir o mínimo de coragem que me restava.

— Meu nome é Lee Jihoon, tenho 14 anos e vim da Freedom High. —Falo, conseguindo ganhar o desafio de não gaguejar alguma vez naquele segundo. Inspiro todo o ar que eu posso e ponho para fora para juntar alguma coragem e conto até três e começo a cantar.

Don’t judge me do Chris Brown, a única música que eu consegui achar ideal para aquele momento em questão. Tentei dar o máximo de mim, mantendo os olhos fechados para assim enxergar a escuridão ao invés de todas aquelas pessoas na classe, assim eu conseguia arranjar um pouco mais de coragem.

Minha voz consegue se manter no tom durante a pequena apresentação, que bom, pois eu não claramente não iria mais pôr os pés naquele lugar se eu acabasse passando vergonha por ter desafinado. Minha voz aguda encerra a cantoria e ouço aplausos. Abro os olhos e posso encarar os rostos impressionados dos alunos que me deixa completamente envergonhado.

Meu rosto se abaixa timidamente ando lentamente, mesmo que internamente eu apenas queira fugir dali o mais rápido possível, vou em direção ao meu assento, ainda recebendo olhares que me deixam ainda mais corado e com a leve vontade de ser invisível.

Encontrei mais um motivo para não querer ir nesse curso. Mas quem disse que tenho opção?

[...]

Procuro Chan por basicamente toda a escoa, com o grande risco de acabar me perdendo uma vez que eu mal conhecia aquele lugar direito. E foi difícil de achar. Dei a volta no pátio inteiro, passei em frente à quadra de esportes, passei no refeitório, em todas as salas que achei, ou seja praticamente fiz um tour na escola inteira antes de encontrar Chan na própria sala de dança, revirando a sala de cabeça para baixo.

— Cadê...— Ele solta enquanto olha debaixo de algum armário da sala, que eu percebo ser ausente de qualquer cadeira lá, claro, para dançar não precisa ficar sentado em uma cadeira para olhar o professor falando.

— Chan.— Falo assim que entro ali, o outra me olha por uns breves segundos antes de voltar à sua busca, aparentemente ela era mais importante do que a minha própria presença ali.

— Espera um pouco, Woozi, eu preciso achar isso. — Fala enquanto tenta se expremer no chão para olhar naquele local. Woozi era o apelido que Chan me deu há alguns anos, quando prguntei o que ele siginficava, sua resposta foi que era uma maneira de falar Uji, eu não encontrei problemas em aceitar. Mas esquecendo disso, fiquei um tantinho curioso sobre o que ele procurava.

— Isso o quê?— Pergunto curioso.

— Um papel, bem pequeno. — Fala ao mesmo tempo em que muda seu foco epassa a olhar pelos diversos cantos da sala.

— Apenas um papel? — Pergunto, começando a dar uma breve olhada na sala. O centro era praticamente vazio, as coisas da aula ficavam bem do lado da sala, acredito que os alunos de dança não precisavam de tantas coisas para ficarem dançando ali.

— Não é apenas um papel!— Depois de quase não dar atenção para mim, Chan se vira para mim antes de soltar: — É o papel onde Mingyu tinha anotado o número de Soonyoung.

Por alguma razão sinto meu corpo ficar fraco e meu coração sentir um pesar como se tivesse sido esmurrado bem forte. Não consigo soltar alguma palavra sequer e Chan volta a procurar pela sala inteira, enquanto eu mesmo tento entender o porquê de ter reagido daquele jeito. Chan volta a falar — Eu já procurei em todos os lugares da sala, não encontrei o bendito papel. — E o que custa pedir de novo o número para Mingyu? Não perguntei isso, é claro, Chan devia ter um dos motivos loucos dele.

— Já procurou em algum outro lugar que esteve hoje? — Sugiro e noto que Chan solta um sorriso enorme, como se tivesse achado a única resposta que lhe faltava.

— O refeitório, é isso! Obrigado, Woozi! — Ele solta antes de sair correndo da sala. Boa sorte para achar um papel no meio de um imenso refeitório, Chan.

E novamente Chan me deixa sozinho ali, agora em um ambiente totalmente vazio e que eu não via muitas opções além de ficar apoiado em algum canto esperando Chan voltar depois de sei lá quanto tempo. Se eu podia tentar ajudá-lo? Sim, eu podia. Aliás, já estava começando a levar essa ideia em consideração se eu não tivesse me lembrando de um pequeno detalhe.Chan sempre foi horrível em procurar coisas, me lembro até hoje de como eu sempre era o procurador quando jogávamos esconde-esconde, Chan sempre tinha dificuldade em me achar, mesmo na vez em que eu apenas fiquei atrás de um vaso de plantas e não é porque eu sou baixinho, pode peguntar para Soonyoung, que aliás gostava de tirar sarro de Chan por isso. Mas voltando ao assunto, não seria novidade se Chan não tivesse procurado direito.

Aproveitando que o mesmo já não se encontrava lá, começo a pequena busca pelo papel que eu mal sei como é, mas sei que ao mesnos é um papel pequeno. Não era complicado achar um no meio de uma sala de dança, não acho que os alunos precisem anotar coisas no caderno durante essa aula, mas o ruim era ter que se espremer para ver debaixo dos armários. Não demorou muito para eu achar, mas para o meu azar tinha que ser justo embaixo de um armário enorme.

Observei o armário, não havia nada além de diversos CDs, não derrubá-los ia ser difícil. Tento me posicionar entre o armário e uma caixa de som do lado, tendo que me espremer contra o armário para não derrubá-la. Junto o que eu tenho de força para conseguir empurrar, o armario sai apenas alguns centímetros do lugar. Boto mais força, isso parece fazer mais efeito. Tento umas 15 vezes, esperando que ninguém me vesse, depois de chegar a um ponto em que eu podia alcançar, pego o pequeno papel dali, dando uma conferida se era o número de Soonyoung mesmo e se eu não tinha feito todo aquele esforço para nada, felizmente era. Já com o papel em mãos, pensei em botar em algum lugar que Chan fosse ver, querendo ou não eu tinha que levar em consideração a regra de esconder minha identidade. Vou no primeiro local que acho, levanto a bolsa de Chan com uma mão ao mesmo tempo que coloco o papel lá.

E fico lá, aguardando Chan voltar logo, o que demora um pouco até ele surgir na porta com uma cara decepcionada, obviamente não encontrou nada no refeitório, o que não me surpreenderia nem se eu não tivesse encontrado o que ele procurava.

— Achou? — Pergunto cínico. Por dentro eu segurava a vontade de gargalhar do meu teatro fajudo. Recebo um sinal negativo com a cabeça e um suspiro do mesmo. — Acho que já está na hora de irmos, a Noona deve estar nos esperando.

Chan assente e vai até a bolsa, enquanto eu fico de costa para si sem olhar o seus atos soltando um sorriso e me segurando para não fazer nenhum barulho suspeito. De repente ouço a voz animada de Chan se pronunciar.

— Achei! — Chan fala bem alto e começa a dar seus típicos pulinhos de alegria como se fosse uma criança. Eu podia sorrir junto mas mantive minha pequena atuação. De repente seu sorriso muda para uma cara confuça, que acaba me alertando um pouco. — Espero, como foi que eu não vi esse papel aqui?

— Deve ter caído aí e você passou despercebido. — Falo, ainda na onda de fingir. Chan parece se convercer, claro, não demora muito para ele notar outra coisinha.

— Esse armário não era um pouco mais para o lado? — Solta, ao mesmo tempo meu corpo gela e meu coração quase para ali, passo a tentar disfarçar minha cara de desespero ao invés de qualquer risada. Ainda observando o armário, Chan solta um suspiro antes de colocar as bolsas nas costas e dizer: — Eu devo estar avoado hoje, anda Jihoon.

Um alívio toma conta de mim no momento em que Chan sai da sala, não demoro muito em acompanhar o acastanhado até entrada do colégio, onde a mãe do mesmo já estava nos esperando há alguns minutos e acabou por dar uma bronca daquelas em Chan, o que não fez muita diferença para o mesmo que só sabia sorrir no fim daquilo tudo. 

Uma parte de mim também estava feliz por ter feito a sexta boa ação e conseguir fazer Chan feliz, mas por alguma razão que eu não conseguia ter identificado, outra parte não estava nem um pouco feliz.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...