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História O Que Duas Garotas Fazem No Banheiro - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, pessoas! Tudo bom?
Passadinha rápida para dizer que o capítulo foi um pulo no tempo e, como sendo um pulo no tempo, infelizmente coisas aconteceram...
Enfim, tenham uma boa leitura!!!

Capítulo 18 - O Fim para o Começo


3 semanas depois


A verdade era que eu estava presa, presa naquele maldito labirinto onde eu não sabia de qual porta era a saída, teria chave para abri-la? Talvez a tivessem jogado fora de propósito. Desci as escadas às pressas tentando me afastar ao máximo do local, passei por Jeongyeon, mas não pude respondê-la, não conseguiria. Só havia um lugar calmo onde eu poderia ficar em momentos assim… Não cogitei em ir a outro, indo diretamente para lá.
Eu já cansei de me perguntar o porquê de minha vida está parecendo um drama chato, onde a mocinha sofre entre duas pessoas, com direito a desilusões e lágrimas. Eu queria uma explicação para isso, mas a coragem que precisava para ir, me faltava.
Se eu era um ratinho com medo se escondendo do gato? Sim, eu era. Me sentei perto da última fileira de livros onde as escrivaninhas dos computadores eram grandes o suficiente para me manter escondida. Respirei, tanto controlar a respiração desregulada tanto da corrida quanto da adrenalina.
Seus lábios se tocaram, não foi uma miragem, e o impacto que senti no meu coração foi grande, não consegui ficar lá nem mais um segundo. Desde quando vinham acontecendo?
Abracei minhas próprias pernas com a cabeça cabisbaixa, sentia a necessidade de chorar, mas as lágrimas não vinham. Precisava pensar.
- Oi… Por que está assim?
Escutei a sua voz, calma e com um tom preocupado, uns dias atrás eu teria a chutado para fora, mas eu simplesmente neguei com a cabeça, vendo-a se sentar ao meu lado. Não era preciso fazer contato direto com o seu rosto para perceber sua preocupação.
- Está sim, não precisa se preocupar. - Respondi simplória.
Agradeci por ela não ter insistido, eu não queria voltar a lembrar daquele assunto ao lhe dizer. Sua presença era suficiente e preenchia a lacuna solitária presente naquela biblioteca. Recostei a cabeça na madeira da escrivaninha, soltando um suspiro logo em seguida.
- Acho que estou me sentindo uma idiota... Sabe, Chaeyoung, muita coisa mudou somente neste primeiros meses de ano, o tempo voa como nunca… Me pergunto se somente eu pensei que tudo permaneceria o mesmo.
“Não pense demais”
Não tinha sido desta vez, Jeongyeon. O tempo passou bem mais rápido do que eu pensava, não pude controlá-lo.
Foi um beijo… Vi com meus próprios olhos, talvez não fosse melhor eu ter visto aquilo, se eu pudesse voltar no tempo…
- Tudo muda, Mina. Assim como o mundo gira, as coisas dentro dele também, por isso as estações do ano. Essas mudanças ocorrentes é o exemplo perfeito de que o exterior altera de fato a nós internamente… Seja lá o que tenha acontecido com você, espero que fique bem. - Reconfortou-me ao ombro - E… Toma isso, você deve gostar. - Entregou-me uma barra de chocolate, a minha favorita. Não contive o sorriso fraco e a aceitei.
- Obrigada. Parece que até isso você sabe de mim... Por que fez isso comigo?
- Por que eu gosto de você. Não pense que estou me aproveitando da situação. Eu tava comprando umas coisas para mim e vi o chocolate na máquina, eu ia guardar para tentar te entregar depois ou sei lá. Só que então te vi correndo entrar aqui, parecia desesperada, eu fiquei preocupada.
Eu nem pensei que ela estivesse se aproveitando da situação. Poderia empurrá-la para bem longe e deixar isso de lado, porém a vontade que eu sentia de receber seu abraço era grande. O que era agora? Que estava carente? Sentia que de algum modo poderia me ajudar.
- Eu não pensei nisso, fique tranquila… Que tal jogar? Você gosta?
Aleatoriamente perguntei, se tinha uma coisa que me desligava completamente do mundo, eram os jogos. Chaeyoung assentiu me ajudando a levantar.
- Sem cantinhos solitários, mocinha.
- Corta essa.
E fomos jogar escondidas usando o computador da biblioteca. Chaeyoung na verdade era uma amarelona, ficou com medo de sermos pêgas e me entupia de perguntas hesitantes. No final jogamos Contra 1987, não sabia ela era tão boa com isso, sem mortes e com as vidas cheias a cada fase, não demoramos a zerá-lo.
- Não sabia que sabia jogar.
- Você não sabe de quase nada sobre mim. - Ela sorriu de um jeito convencido.
- Não me provoque, sua besta. Você foi bem hoje, obrigada por me ajudar. - Disse desligando o computador.
- Foi divertido. Mas tá na hora da aula de educação física.
- Temos que ir mesmo? Da última vez quase que levei uns socos do pessoal por não jogar bem.
E me tranquei no armário por sua causa.
- Não vai ser tão ruim assim. Você é a melhor do time e conhece o bastante as meninas para saber que elas também sabem disso. Vamos? - Estendeu sua mãos para me ajudar a levantar.
- Vamos.

 

 

[…]

 

 

- Precisamos conversar.

- Precisamos sim…
O vestuário não tinha mais ninguém, exceto eu e ela. Malmente me encarava nos olhos, coisa tal que fazia com frequência, mais uma coisa que mudou nela. Tínhamos que ter esta conversa mais cedo ou mais tarde, no entanto o meu desejo era prolongá-la até eu me sentir preparada. Foi um beijo, um beijo…
Sentei-me num dos bancos espaçosos e vazios, secando o cabelo molhado na toalha já encharcada, tentava esconder meu nervosismo assim.
- Eu aconteceu algo hoje que eu preciso te falar… - Soltou as primeiras palavras baixo, quase como um sussurro, se o ambiente não estivesse silencioso eu não teria a escutado.
- Eu vi, Momo. Sei do que está falando. - Suas sobrancelhas arquearam em surpresa e questionamento. Ficando cabisbaixa mais uma vez, rastejou-se para o lado vazio do banco e sentou-se.
- Me desculpa… Não vou colocar a culpa nela, porque eu também fiz aquilo…
- Tudo bem. Não quero brigar com você e nem com ela, quero ser madura Pela primeira vez em meus atos, pensamentos e decisões pelo menos uma vez. Momo, não vou chorar pelo que fez, mas me dói só de relembrar toda a cena. - Suspirei - Posso te perdoar por isso, mas não é algo que eu possa esquecer. Você gostou do beijo?
- Eu não sei, foi tudo muito rápido, apenas aconteceu.
- Tudo bem. Eu demorei muito para tomar esta decisão, foram noites e mais noites tarde da noite pensando numa saída, afinal... Não queria que ninguém saísse dessa machucado.
- Mina, você quer-
- Obrigada por ter sido paciente comigo e por ter me dado este tempo para pensar. Acabei descobrindo mais coisas sobre mim do que imaginava e nem sonhava saber. Foi uma aventura divertida, passar esse tempo com você foi memorável e único, eu gostei de tudo que vivemos, foi uma das melhores recordações que tive esse ano, aprendi muita coisa com você. Agradeço também por ter me dado esta chance de ter namorado uma pessoa tão incrível e maravilhosa como você. Nunca irei esquecer dos momentos doces e simples que compartilhamos juntas. - Encarei o infinito de seus olhos incrédulos e marejados - Quero que seja feliz e encontre, se não já encontrou, o amor de sua vida. - Sorri fraco reconfortando-a.
- Me desculpa por isso mesmo… Eu também agradeço por ter me feito uma pessoa feliz nesse tempo, gostei de tudo Myoui... Parece que você enfim decidiu com quem quer ficar no final das contas.
Apenas respondi com outro sorriso recebendo um dela. Estava feito, meu coração ainda assim doía partido em pedaços, segurei sua mãos na tentativa de suavizar aquele clima triste de término. Foi tão rápido e tão perfeito ao mesmo tempo…
Sei que em algum lugar de meu peito eu estava feliz e contente por ter resolvido algo assim como uma adulta, fui madura e não corri da situação como costumaria fazer. Ficamos lá por mais alguns segundos antes de decidirmos ambas seguir por seus caminhos.

 

 

 

[…]

 

 

 

- Vocês o quê?! - Gritou Jihyo e Nayeon em uníssono ao telefone.

- Calma, meninas. Nós apenas terminarmos…

- E você fala com toda essa calma como se não fosse nada demais? Está triste, tem lenço suficiente ao seu lado? E o pote de sorvete? Jihyo, precisamos entrar em ação.

- Concordo.

- Não, Não. Meu Deus! Eu estou bem. - Acabei rindo - Eu cogitava a ideia fazia um tempo… Só tomei coragem agora.

- Você é estranha… Se Jeongyeon beijasse outra menina, eu arrancaria os cabelos dela. Mas nem ferrando que eu ia deixar uma piranha qualquer tocar nos lábios que são meu.

- Você sabe quem é ela pelo menos? - Perguntou Jihyo.

- Roh Jisun, aluna do segundo ano.

- Hum… Acho que conheço ela. Mas que tal sairmos um pouco? - Nayeon sugeriu, era notável sua empolgação da outra linha.

- Isso vai ser bom, vamos só nós três.

- Tudo bem, eu aceito. Mais tarde nos encontramos. Até lá. - Encerrei a ligação.


Notas Finais


Resumão do capítulo:
Mimo acabou.
Chaeyoung, a stalker da Mina ataca novamente.
Momo beijando outra garota... Mal sabe elas que quem beijou primeiro foi Mina. Quando será que ela vai lembrar ou ser lembrada disso?
Ah!!! Obrigada a todos que a favoritaram, comentaram e continuam lendo a fanfic, muito obrigada mesmo•£•♥💘
Nos vemos segunda!!!


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