História O que é o amor? - Capítulo 7


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Categorias EXO, Huang Zitao "Z.Tao", Kris Wu, Lu Han
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Exo, Mpreg, Sulay
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Palavras 6.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capitulo 06 - Sabe quem eu sou?


Fanfic / Fanfiction O que é o amor? - Capítulo 7 - Capitulo 06 - Sabe quem eu sou?

Capitulo 06

Sabe quem eu sou?

 

O garoto passou pela porta agradecendo o clima estar ficando frio com a aproximação do inverno, assim conseguia vestir a jaqueta de moletom grande e se esconder em baixo da touca. O café ainda não estava aberto, então teria que passar apenas pelos amigos que arrumavam o salão, caminhou de cabeça baixa, cumprimentando de forma rápida Yixing, Minseok e YiFan e seguindo até a cozinha.

- Bom dia garoto. – A voz de animada de LiKun o fez pular de susto, como estava de cabeça baixa, não tinha percebido a movimentação na cozinha, mas ao olhar pra frente e ver a expressão de espanto no rosto da mais velha e o olhar estreito de Chanyeol percebeu que sua touca havia caído deixando seu rosto aparente. A Huang se aproximou segurando seu queixo entre os dedos o forçando a encarar sua expressão seria. – O que foi isso Baekhyun? – Abriu a boca diversas vezes buscando algo para dizer, o que só fez a mulher soltar seu rosto e cruzar os braços com indignação. – Deixa adivinhar, caiu da escada? Ou foi da cama? Talvez você tenha batido em um armário ou escorregado em cima de uma mesa! QUAL VAI SER A DESCULPA DESSA VEZ BYUN BAEKHYUN?

O garoto se encolheu próximo a porta, seu olhar recaiu sobre Chanyeol, este o encarava com a expressão fechada, ouviu passos se aproximando da cozinha e não conseguiu segurar as lagrimas que escorreram pelo seu rosto, deixou seu corpo escorregar pela parede e se encolheu escondendo o rosto nos joelhos.

- O que aconteceu? – YiFan passou pela porta um pouco assustado, sendo seguida pelos outros dois que escutaram o grito da mulher, olhou de Likun para o garoto chorando no chão sem entender nada.

- Levanta o rosto Baekhyun! – A voz dela era autoritária, os três homens olharam para o menino que levantou o rosto ainda soluçando, YiFan suspirou ao ver os hematomas em tom roxo próximo aos lábios e ao olho esquerdo do garoto. – O que aconteceu?

- Ele já estava pronto pra inventar outra desculpa!

Yifan respirou fundo buscando a maior calma que conseguia, não podia se estressar poderia prejudicar seu bebê, ainda estava em fase de risco.

- Levanta Baek... – Estendeu a mão para o garoto, que a segurou de forma tímida. – Kun, cuida de tudo aqui, por favor? – Quando recebeu uma confirmação se aproximou do menino que ainda chorava baixinho, o Byun se deixou ser envolvido pelos braços do mais velho, deixou que o Wu o levasse para fora da cafeteria, ambos entraram em uma porta estreita ao lado e subiram as escadas que levava a porta do apartamento do Wu.

Baekhyun foi sentado sobre o sofá com calma, se manteve encolhido com as mãos sobre o colo até o Wu voltar da cozinha com um copo de água pra si.

- Quer contar o que aconteceu? – Yifan sentou ao lado do menino quando recebeu um aceno negativo - Baek...

- Fan, eu só... – Ele não conseguia concluir a frase, as lagrimas querendo voltar a escorrer.

- Por favor, não inventa outra desculpa que ninguém acredita.

- Eu só não quero falar sobre isso. – Murmurou.

- Baekhyun, ninguém agüenta mais te ver chegar aqui machucado! – Levantou outra vez passando as mãos sobre o rosto - Só que nós não podemos fazer nada, se você não fala quem é que esta te batendo!

- Fan, não fica irritado, faz mal pro bebê...

- Essa situação é frustrante Hyun... – Se ajoelhou em frente ao outro segurando suas mãos - Eu quero ajudar, mas sem saber qual é o problema fica difícil.

- Eu vou resolver isso...

- Quando Baekhyun? Quando a pessoa que faz isso com você resolver te matar?

- Eu só preciso de um tempo...

- Okay! – Yifan se levantou cruzando os braços em frente ao tronco - Você tem até o final da semana pra me contar.

- O que? – Baekhyun que mantinha a cabeça baixa, finalmente olhou para o mais velho com seus olhos arregalados.

- Se você não me disser o que esta acontecendo eu vou descobrir sozinho, vou até a policia dizer que um dos meus funcionários e amigo aparece pelo uma vez por mês com roxos pelo corpo e o rosto machucado.

- Eu não...

- Não vou mais ver você ser machucado e ficar calado Hyunnie e tenho certeza que os outros vão concordar comigo.

- Me desculpe fazer você se estressar...

- Eu só quero o seu bem mocinho... – Acariciou os fios avermelhados do garoto. - Você e os outros são meus nenéns. – O mais novo soltou um riso curto diante da afirmação do outro. - Agora se acalme e lave o rosto, pode ficar aqui em cima o tempo que precisar ou se precisar ir pra casa, pode ir. Eu preciso me deitar... – Baekhyun sorriu pequeno ao ver o outro mostrar uma careta ao levar as mãos à barriga.

- Obrigada Fan...

Yifan sorriu acariciando a barriga e Baekhyun o viu sumir pelo corredor, apertou o copo nas mãos e suspirou sentindo a ardência causada pelas lagrimas salgadas no corte em seu lábio.

 

# # #

 

YiFan se levantou devagar tentando evitar outra onda de vomito, soltou um riso curto enquanto escovava os dentes, era cômico o modo como agora compreendia a manha de Yixing em relação á comida.

Depois da conversa com o Byun – que desceu para o café poucos minutos depois dele - conseguiu passar a manhã trabalhando, mas tendo sido agraciado com enjôos fortes pela hora do almoço pretendia ir ao quarto se deitar, porem o barulho da porta se abrindo e vozes o fizeram desviar seu caminho. Chegando ao fim do corredor franziu o rosto ao se deparar com Lu Han ajoelhado em frente ao sofá, acariciando os fios coloridos de um Sehun encolhido deitado ali.

- O que aconteceu? – Perguntou se aproximando do sofá e sentando se próximo as pernas encolhidas do filho.

- Ele reclamou de dor a manhã toda – Foi o Lu quem respondeu a pergunta ainda acariciando os fios do menino. – Mas parece que ta piorando. Será que foi algo que ele comeu?

- Hunnie? – YiFan chamou pelo filho acariciando seu braço, recebendo um olhar choroso como resposta. – Onde dói?

- Aqui! – O garoto resmungou com a voz saindo baixinha e as mãos descendo até uma região próxima a barriga. YiFan suspirou ao notar o lugar especifico. – Dói muito papai! – Sehun se encolheu quando uma nova onda de dor mais forte o atingiu.

- Eu sei meu amor. – YiFan depositou um beijo carinhoso na testa do filho pouco antes de se levantar. – Já volto.

YiFan deixou que o outro chinês tomasse seu lugar ao lado do menino e se dirigiu ao seu quarto. Da gaveta da mesa de cabeceira retirou a cartela de comprimidos que não utilizaria por uns meses. Antes de retornar a sala, passou pela cozinha para pegar uma garrafa de água.

- Toma isso filho, vai ajudar com a dor. – Os dois chineses assistiram o mais novo se sentar encolhendo as pernas contra o próprio tronco, pegou o remédio e a garrafa das mãos do pai e tomou o comprimido sem reclamar. – Lu, você pode me deixar conversar um pouco com o Sehun?

- Claro – Han acariciou o rosto do mais jovem de forma carinhosa, YiFan observou calado as bochechas de seu filho irem ficando cada vez mais vermelhas. – Eu vou estar lá embaixo, qualquer coisa me avisa anjinho.

Quando o rapaz deixou o apartamento YiFan sentou sobre o sofá e puxou o filho para seu colo, mesmo que ele fosse alto demais para estar ali.

- Você sabe o que é não sabe bebê?

- Eu sou como você e tio Xing não é? – SeHun se encolheu ao sentir a dor novamente. – Eu não imaginava que isso doeria tanto. – Grunhiu choroso.

- Sim amor, você é como eu. – Sorriu um pouco triste por ver seu bebê sentindo dor. - Quanto á dor, ela é diferente pra cada um.

- Sempre vai doer assim? – YiFan teve vontade rir do olhar de desespero do menino, só não fez isso por já ter tido sua própria experiência com aquilo.

- É o seu primeiro ciclo Hun, você nunca passou por isso, é comum a dor ser mais intensa, mas pode ser que com o tempo ela não venha tão forte.

- Com você foi assim? – Sehun olhava para YiFan, sentia o remédio fazendo um pouco de efeito.

- Eu quase morri de dor da primeira vez, sua mãe riu muito da minha cara.

– Não duvido disso - Sehun riu da careta feita pelo pai, aquilo definitivamente combinava com sua mãe. – O que você fez pra ela?

- Porque acha que eu fiz alguma coisa? – YiFan fingiu uma falsa indignação, mas não conseguiu segurar o riso por muito tempo. – Talvez eu tenha rido dela uma vez por causa disso, ou dito que não parecia doer tanto quanto ela dizia. – Dessa vez foi Sehun quem fez careta, em parte pela dor, em parte por saber que ninguém deveria rir de sua mãe se tivesse amor a vida. – É eu sei, naquele dia ela me xingou muito e disse que adoraria que eu fosse fértil só pra me ver sentir aquilo. Quando aconteceu ela riu tanto que contagiou você, a primeira risada do meu próprio filho foi pra tirar sarro de mim.

- Eu já tinha nascido então? – YiFan assentiu – Pode me contar a historia?

- Você quer ouvir sobre isso? Você é um filho bem estranho Sehun.

- Eu gosto de ouvir essas historias, eu lembro sobre tudo com o papai Minnie, mas com a mamãe boa parte eu era pequeno demais pra lembrar.

- Entendo. – YiFan beijou a testa do menino e o colocou sentado á sua frente, Sehun se encostou ao braço do sofá e encolheu as pernas contra o tronco observando seu pai sentar de frente para si recostado sobre uma almofada que pegou da poltrona ao lado, sorriu quando o viu levar uma das mãos até o abdômen já elevado. – Você estava com uns seis meses e eu estava perto de fazer dezessete, eu comecei sentindo um desconforto, mas não dei importância, depois passei uns três dias morrendo de dor, e não, não fui ao medico, - Adicionou logo vendo que o menino provavelmente perguntaria isso. - Naquele dia nós acordamos com o seu chorinho de bebe com fome, sua mãe pegou você no quarto e eu fiquei na cama, ainda me sentia estranho. A Kun trouxe você pro quarto depois de dar comida, só que ela parou perto da porta e começou a rir igual uma hiena, eu fiquei sem entender até ela resolver falar “Lembra da dor que tava sentindo amor? Acho que agora você sabe o que eu sinto todo mês” aí ela apontou pra cama e começou a rir de novo, acho que você já sabe o tinha na cama, não preciso falar. – Sehun assentiu fazendo careta. - Eu fiquei meio que em choque primeiro, depois quis me enterrar em um buraco de vergonha, a Kun ainda ria, até que nós ouvimos um barulhinho. – YiFan sorriu - Ela parou de rir e eu olhei pra você, nosso bebe estava soltando risadinhas fofas com aquele sorriso sem dentes, depois disso ficamos bastante tempo brincando com você.

- A mamãe adora rir da desgraça alheia.

- Sim, ela ama fazer isso. – YiFan abriu os braços chamando o filho de forma silenciosa, amava tanto a relação que mantinha com o adolescente. O garoto se arrastou de forma preguiçosa ate estar deitado entre as pernas do pai, tomando todo o cuidado com a barriga que abrigava seu irmãozinho.

- Obrigado pai!

- Pelo que exatamente?

- Por me distrair da dor. – YiFan riu baixo acariciando os cabelos do menino.

- Que bom que deu certo. Agora deita um pouco lá na cama que eu vou ligar pro seu tio e marcar uma consulta, e nem adianta fazer bico, você sabe que precisa ver se está tudo certo.

- Eu não posso continuar tomando o seu remédio não é? – Choramingou.

- Não, remédios precisam ser prescritos por médicos, a gente não sabe se algum pode te fazer mal, só te dei o meu hoje por que não tinha jeito.

- Tudo bem! – O menino resmungou, Yifan apenas riu sabia que o filho tinha puxado de si a pequena aversão a médicos e hospitais.

- Sehun – YiFan ficou um pouco sério o que fez o filho o olhar. – Se você sabia o que era, porque não falou pro Lu?

- Eu... Só... – Sehun se encolheu e YiFan notou as bochechas se tornando vermelhas.

- Tudo bem – Riu – Vou esperar até você estar pronto pra conversar.

- Obrigado papai.

SeHun abraçou o pai e se levantou indo na direção do quarto, o remédio e a distração do pai fizeram efeito, porem a dor incomoda ainda estava presente, tudo o que o adolescente queria era se jogar na cama e dormir até ela passar. Já Yifan sorriu observando o corredor por onde o filho sumiu, agradecia sempre por ter aquela relação tão aberta com o menino, tinha ciência de que não era tão fácil filhos adolescentes se darem bem com os pais, era ainda mais difícil achar filhos que se abrissem tanto, considerava seu Sehun uma raridade e sabia que quando estivesse pronto o garoto o procuraria para conversar. Com esses pensamentos se levantou na intenção de ir para o quarto, mas novamente teve que desviar seu caminho.

- E lá vamos nós outra vez bebê. – Disse com pesar enquanto corria para o banheiro.  

 

# # #

 

Yixing jogou a toalha sobre a cama suspirando frustrado, as aulas daquela noite haviam sido irritantes com professores falando sem parar, e agora estava sozinho em casa, Junmyeon estava tentando recuperar o relacionamento com os pais por isso achou melhor passar um tempo em casa e Soojung precisava resolver um trabalho da faculdade. O chinês parou em frente ao espelho do guarda roupas e acariciou a barriga de três meses, estava redondinha e um pouco aparente, já tinha tido um pouco de dificuldade em fechar o botão da calça de manhã, suas calças era justas naturalmente, com a barriga crescendo logo não entrariam mais em seu corpo. Riu baixinho ao constatar a estranheza daquela cena, estar em frente a um espelho admirando sua barriga crescer, passou a mãos pela tatuagem nas costelas e agradeceu nunca ter tido a idéia de fazer uma no abdômen.

Se assustou um pouco quando ouviu a campanha tocar, o fato de o interfone não ter tocado era uma garantia de que era um de seus amigos, mas mesmo assim achou melhor vestir a camiseta preta que estava pendurada na porta do guarda roupas antes de ir até a sala.

Yixing mal abriu a porta e já teve sua cintura agarrada por bracinhos agitados

- Tio Xing! - O pequeno ser gritou, ao passo que YiXing se abaixava pra ficar da altura do garoto, passou uma das mãos pelos fios negros do garotinho exibindo um sorriso que evidenciava suas covinhas, estas que foram cutucadas pelos dedos gordinhos da criança - Tio Xing tem buraquinhos no rosto - Falava enquanto sorria.

- Eu tenho não é? - Sorriu se erguendo com o sobrinho nos braços, recebendo um olhar atravessado do homem que o fez sorrir amarelo relembrando das palavras ditas na ultima consulta sobre não carregar mais a criança no colo, poderia machucar sua barriga. - E como você está Jaejae? – YiXing deu espaço para que o homem parado na porta adentrasse o apartamento, fechando a porta assim que passou.

- Eu tô bem! Nós fomos visitar a mamãe hoje, conversei um montão com ela! - A criança dizia naturalmente ainda brincando com o rosto do chinês, sem ter idéia em toda sua inocência de criança do quanto aquelas palavras afetavam os dois adultos. YiXing desviou os olhos rapidamente para o cunhado, este apenas suspirou e apontou a cozinha, seguindo na direção da mesma. - Papai disse que não importa que ela não esteja vivendo com a gente, ou que ela não possa me responder, ela sempre vai me ouvir falar!

O chinês sorriu triste, admirava o modo como o outro conseguia se sair bem com o filho, mesmo em situações como aquela.

- Seu pai tem razão meu amor! – YiXing sentou o sobrinho no sofá e ajeitou a jaqueta preta que o mesmo usava, havia ficado torta com a movimentação. - Sabe, a tia Soo fez bolo de chocolate ontem, quer comer?

- Quero! - O garotinho bateu palmas, em uma típica reação de criança prestes a ganhar doce.

- Vou pegar pra você.

YiXing se levantou do sofá e seguiu rumo á cozinha, encontrou o outro encostado a pia.

- Junmyeon e Soo não estão? - Ele encarava o chão enquanto mantinha as mãos dentro do bolso da calça social, os cabelos pretos estavam um pouco bagunçados, os primeiros botões da camisa abertos e a gravata junto do paletó jogados do encosto de uma cadeira.

A Soo tinha um trabalho pra fazer, vai dormir na casa de uma amiga e Junnie foi pra casa dele. - YiXing caminhou até o forno, retirando a forma com o bolo, andou até o armário pra pegar um prato e uma colher na gaveta, colocou tudo sobre a mesa, fazia isso tudo tendo ciência de que o olhar do outro agora o acompanhava, pegou o prato já com o bolo e voltou até á sala. -Ei mocinho. - Se sentou ao lado da criança recebendo sua atenção - Você pode comer e assistir televisão enquanto o tio conversa com o papai? - Perguntou já ligando o aparelho e selecionando o canal infantil.

- Vocês vão conversar conversa de adulto?

- Sim, vamos conversar conversa de adulto. - Disse sorrindo

- Tá, o Jae promete ficar quietinho! - Sua voz era decidida, e como que para provar que falava a verdade ergueu o dedo mindinho esperando o tio juntar o seu em uma promessa. O chinês riu baixinho e retribui o gesto, se levantando logo depois para voltar á cozinha.

Ele continuava parado no mesmo lugar, observando o mais novo andar até o armário, pegar mais dois pratos e colocar sobre a mesa.

- Então você o levou até lá? – YiXing resolveu iniciar o diálogo enquanto servia o bolo nos pratos e entregava um deles ao outro.

- Sim, é necessário.

- JongDae você não acha que...

- Não YiXing! – JongDae interrompeu a frase que já sabia como terminaria, sempre ouvia aquele tipo de coisa, o homem soltou o ar com força, passando as mãos nos cabelos, desistindo de se manter em pé puxou uma cadeira se sentando ao lado do chinês. - YongJae é uma criança, ele nem tinha um ano quando tudo aconteceu. - Outro suspiro, JongDae mantinha a voz baixa na intenção de não chamar a atenção do filho no outro cômodo. - Ele nem se lembra do tempo que passou com ela Xing, não vou deixar meu filho crescer sem se lembrar da própria mãe! 

- Ele me disse que conversa com ela.

- Sim, foi um modo que encontrei de tentar fazer ele continuar se sentindo próximo dela.

- É uma coisa legal Dae. – Yixing mordeu os lábios - Sinto muito fazer vocês passarem por isso...

- Não, pode para Yixing! – O medico mudou sua expressão e voz para algo sério. – Não vamos discutir isso outra vez, a culpa não foi sua, não tinha como saber que tudo ia acabar assim! – Concluiu recebendo apenas um aceno positivo. - Eu estou explicando as coisas pra ele. – Passou as mãos pelo rosto - Só é difícil explicar para o meu filho que a mãe dele não vai voltar, ainda mais com a minha sogra tentando encher a cabeça dele com as loucuras dela.

- Como você mesmo disse, Jae é uma criança, vai sentir tudo de forma mais intensa do que a gente, mas YongJae é um menino forte, ele vai superar com sua ajuda, com a nossa ajuda. O que não pode acontecer, é deixar o garoto no escuro e muito menos deixá-lo perto daquela velha maluca.

- Vou tentar fazer isso ser o menos doloroso possível pro meu menino, mas quando se é pai a pior coisa no mundo é ver as lagrimas do seu filho caírem enquanto você não pode fazer absolutamente nada pra impedir. - Aquelas palavras fizeram certo efeito sobre o chinês, ás mãos indo de forma automática para o abdômen elevado, o polegar acariciou a região de forma afetiva, JongDae sorriu ao notar o amor involuntário do chinês com o pequeno ser que se formava em seu ventre. – E como você está? – YiXing olhou imediatamente na direção do cunhado que sorria pequeno.

- Está tudo bem. – Apoiou os cotovelos sobre a mesa e o rosto sobre as mãos. – Você tem os resultados dos meus exames na sua gaveta JongDae.

- Eu sei que o bebe está bem, mas eu quero saber de você Xing.  Sooyoun sempre reclamava durante a gravidez que todos perguntam do bebê, mas ninguém se lembra da mãe, no caso, do pai.

- Eu estou bem. – Fez um bico ao notar a expressão de descrença do outro. - Não faça essa cara, eu estou bem mesmo. Ainda é um pouco assustador saber que tem uma vida crescendo aqui dentro, eu já aceitei, só não sei como cuidar dele... - Suspirou

- Você vai se um bom pai YiXing

- Nunca fui bom com crianças Dae.

- YongJae e Sophia adoram você.

- Eles já eram maiores quando os conheci, mas esse bebê – Apoiou ambas as mãos na barriga. - É completamente dependente de mim, do Junnie também, mas principalmente de mim. Não sei se sou capaz de ser responsável por uma vida tão frágil, não consigo ser responsável nem com a minha própria vida. – Choramingou.

- Eu sei o quanto isso é assustador, ainda mais sendo tão precipitado e sem planejamento. – O mais velho não pode deixar de alfinetar o cunhado, era uma das especialidades de Jongdae.

- Você não era tão mais velho do que eu sou agora quando engravidou minha irmã.

- A diferença é que sua irmã já era uma mulher adulta e não uma adolescente no colegial, além disso, já éramos casados. – Jongdae sorriu retirando um pedaço do bolo e levando até a boca, seu sorriso de gato bem evidente diante da expressão emburrada do chinês.

- Não precisa jogar na cara.

- Posso fazer uma pergunta pessoal YiXing? Nunca quis perguntar isso no consultório já que não me diz respeito como medico, mas fiquei curioso como amigo. – Yixing olhou o outro sem entender, já que não fazia parte da personalidade do Kim pedir permissão antes de perguntar algo, principalmente se fosse algo constrangedor. - Você e JunMyeon não usam camisinha ou tomam remédio?

- É claro que usamos. – Suspirou - Você sabe como era minha vida antes, mesmo tendo os exames limpos, eu não faria isso com o Junnie, nós sempre nos protegemos, menos uma única vez.

- Que foi quando você engravidou...

- Sim, só precisou de um único descuido Dae, um descuido em dois anos...

- É assim que funciona, só precisa de uma única vez. Mas, você não está sozinho, okay? Você e JunMyeon podem pedir ajuda para o que precisarem. – Segurou as mãos do outro por cima da mesa, tentando passar o máximo de confiança que conseguisse.

- Eu sei Dae e agradeço por isso. – Sorriu de forma fofa, aquele sorriso raro de ver no rosto de Zhang Yixing, mas logo virou uma expressão preocupada. – Mas, tem algo te incomodando também não é?

- Não é nada demais, não se preocupe.

- Sabe que você também pode contar comigo não é? Sei que não sou lá o exemplo de maturidade, mas sei ouvir, É alguma paciente não é?

- Não sei se é uma boa idéia conversar sobre isso com um gestante, que também é meu paciente...

- Eu não vou surtar e começar achar que meu filho vai ter algum problema Dae, meu médico já me disse que ele está bem e eu confio nele.

- Okay. – O Kim apoiou os braços sobre a mesa, deitou a cabeça sobre os braços e olhou na direção do chinês. - Eu não posso falar muito por causa do sigilo medico/paciente, mas é uma garota jovem, numa gestação de sete meses. Ela tem alguns problemas no coração.

- Isso é ruim pro bebê?

- Não interfere muito na gestação se ela não passar por estresses. Ela passou muito bem pela fase de risco.

- Então qual o problema?

- As chances de o coração dela aguentar todo o estresse do parto são mínimas, quando ela entrar em trabalho de parto, eu vou ter que fazer uma cesárea de emergência, e se demorar um minuto a mais que o necessário...

- Ei, vai dar tudo certo, você ainda tem tempo até o fim da gravidez. – Yixing acariciou o braço em sinal de conforto - Jongdae? – Sorriu logo depois mostrando suas covinhas. - Porque você se preocupa especificamente com essa paciente Dae? – Jongdae se endireitou na cadeira arregalando os olhos, entendeu imediatamente o tom da pergunta alheia.

- Eu não... – Estava pronto pra começar a se explicar quando passos se aproximando foram ouvidos. 

- Papai, tio Xing, quero mais bolo. – Desviaram o olhar para YongJae parado na porta com seu prato vazio em mãos, o garotinho tinha o rosto sujo de chocolate e lambia a colher. – Vocês não vão comer?

- Vamos sim meu amor, vem aqui.

 

# # #

 

Baekhyun abriu a porta com o maior cuidado que conseguiu, tentava não fazer nenhum barulho que pudesse alertar sobre sua chegada caso alguém estivesse em casa. Caminhou a passos lentos e silenciosos pelo corredor escuro, sendo surpreendido quando uma das portas foi aberta.

- Ah, você chegou! – Baekhyun respirou fundo tentando se acalmar levou uma das mãos ao coração o sentindo acelerado. Observou o homem a sua frente, era tão parecido fisicamente consigo, Baekbeom tinha poucos anos a mais e ainda assim conseguia ser muito mais sério com seus cabelos pretos arrumados, jeans escuros e camisas sociais perfeitamente passados. - Entra no seu quarto e não saia de lá até eu mandar! – A expressão do mais velho não mudou ao dar a ordem ao irmão caçula.

- Beom... – Baekhyun não teve muito tempo pra reagir ao ter seu braço puxado pelo outro, se deixou ser arrastado pelo corredor até a porta no fim, era melhor se manter em silencio.

- Você é muito idiota Baekhyun! - Foi jogado em sua cama com pouca delicadeza caindo sentado sobre o colchão, viu seu irmão mexer em algo em seu bolso e retirar de lá um objeto bem conhecido que foi jogado em cima de seu corpo atingindo seu peito. – O que tem na cabeça em jogar isso no lixo da cozinha? – Baekhyun segurava as lagrimas, mantinha a cabeça baixa ouvindo a voz irritada do mais velho, ele não gritava, mas era tão serio que tornava tudo pior. – Já bastou o que aconteceu ontem? Sugiro que pegue suas coisas e saia dessa casa o mais rápido que conseguir!

O mais velho apenas virou as costas e saiu fechando a porta atrás de si, Baekhyun apertou o objeto entre seus dedos e se deitou sobre os lençóis encolhendo os joelhos contra o tronco, as lagrimas aquele ponto já não eram mais controladas e ele sabia que tudo seria pior quando seu pai descobrisse, talvez Baekbeom tivesse razão em mandá-lo pra fora daquela casa. 

 

# # #

 

- O que aconteceu Yoo? – Jongdae perguntou assim que as portas do elevador se abriram e viu a garota com o conjunto cor de rosa característico da obstetrícia parada no corredor o esperando, se apressou recebendo seu jaleco das mãos dela enquanto seguiam pelo corredor. O Kim ainda estava com o cunhado quando seu celular tocou e a residente do outro lado da linha o avisou sobre a emergência, pediu que ela buscasse seu jaleco no armário da sala dos médicos e que o esperasse no andar necessário, se despediu do filho com um beijo e o deixou sobre os cuidados do tio, praticamente voando para o hospital.

- Ela chegou aqui reclamando de dor no peito e com dificuldade pra respirar.

- Certo, me deixa ver o prontuário. – A garota entregou ao medico o tablet com as informações da paciente, para que ele se atualizasse.

Ao chegar á porta do quarto Jongdae respirou fundo, tinha deixado algumas coisas de lado em sua explicação sobre ela a Yixing, como por exemplo o fato de a garota deitada no leito hospitalar com a mascara de oxigênio ter apenas dezoito anos.

- Olá mocinha, achei que nosso próximo encontro fosse só no mês que vêm.  – Sorriu na direção da menina, ganhando atenção da própria e de outras duas mulheres dentro do cômodo. – Olá, sou Kim Jongdae, o medico da Dahyun. – O homem se apresentou a moça de cabelos cor de mel ao lado da cama.

- Hirai Momo, eu trabalho com a Hyun. – Retribuiu o cumprimento do medico com um sorriso.

- Eu senti saudades do meu medico favorito. – A menina deitada sobre a cama sorriu afastando a mascara de oxigênio, fazendo seus olhos tornarem-se dois risquinhos fofos, mesmo com as olheiras um pouco aparentes e o rosto de bochechas gordinhas um pouco pálido.

- Doutor Kim? – A atenção do medico foi desviada para a mulher parada próxima aos aparelhos que indicavam a pressão e batimentos cardíacos da paciente. – Eu sou a Doutora Jang, a residente que atendeu a Senhorita Kim quando chegou.

- Ah claro. – Jongdae sorriu e a observou, tinha um tablet em mãos e vestia o mesmo tipo de conjunto cor de rosa típico do andar, os cabelos castanhos claros presos em um rabo de cavalo, seus olhos eram bem puxados e expressivos. - O que temos?

- Kim Dahyun, dezoito anos, em uma gestação de 30 semanas, chegou á emergência com dificuldade pra respirar e ritmo cardíaco comprometido. Conseguimos diminuir a pressão da paciente e estabilizar o ritmo cardíaco.

- Ótimo, qual nossa preocupação agora Doutora Jang?

- Observar a pressão, manter estável, cuidar pra que não haja uma parada cardíaca e garantir que o feto não entre em sofrimento. – A garota respondeu um pouco apreensiva, aquele típico medo de errar, mas recebeu apenas uma confirmação do medico.

- Pode alcançar pra mim? – Apontou para um aparelho do outro lado da sala. – Dahyun, eu quero ver como esta o bebê, enquanto isso pode ir me contando o que aconteceu, certo?

A residente se aproximou do leito com o aparelho de ultrassom, e enquanto Jongdae preparava tudo a outra garota no cômodo se aproximou.

- Eu encontrei essa tonta na sala de arquivo. – Sua voz carregava um misto de preocupação e irritação. – Ela estava respirando esquisito e parecia bem cansada...

- Como isso aconteceu Dahyun? – Jongdae estava concentrado nas imagens que apareciam na tela, mexendo o aparelho sobre o abdômen elevado da paciente, mas, a olhou por alguns segundos quando ficou em silencio, percebeu as bochechas ficando rosadas, sabia que ela tinha feito algo que não deveria.

- Eu estava arrumando os arquivos, mas algumas caixas eram mais pesadas do que pareciam... – Murmurou com um bico nos lábios, fazendo os dois médicos suspirarem

- O bebê está bem, por enquanto. – Jongdae guardou o aparelho e a olhou de braços cruzados. – Eu achei que tinha sido claro quanto te disse pra não carregar peso, não fazer esforço desnecessário, se manter saudável e o mais calma possível!

- Mas, você foi...

- Não é o que parece! – Jongdae a olhava como se desse bronca em um filho desobediente, Dahyun tinha a bochechas coradas e mantinha os ombros baixos, sabia que estava errada. – Já conversamos sobre isso Dahyun, queremos manter esse pequeno o máximo de tempo aí dentro, mas também precisamos de você forte pra trazê-lo ao mundo. Seu corpo está carregando peso extra e seu coração não está aguentando, qualquer esforço maior vai ser muito prejudicial aos dois.

- Tudo bem, me desculpa...

- Vou manter você aqui por alguns dias, vamos monitorar você e o bebê.

- Alguns dias? – A menina arregalou os olhos e abriu a boca.

- Não faça essa cara de indignação pra mim mocinha! – Arqueou uma sobrancelha. – Se não tomar jeito eu vou é te deixar aqui até esse menino nascer. - Jongdae sorriu para o bico infantil feito pela menina e acariciou os cabelos um pouco bagunçados – Agora descanse.

- Sua amiga pode ficar como acompanhante se quiser. – A voz da doutora Jang soou calma.

Depois de mais alguns minutos e recomendações os três médicos deixaram o quarto, Jongade entregou o prontuário a residente que o recebeu quando chegou e deixou instruções de monitorar Dahyun de hora em hora.

- Obrigado por me chamar Doutora Jang!

- Não precisa agradecer Doutor Kim, apenas segui as especificações do prontuário da paciente.

- Mesmo assim, obrigado. – Os dois seguiram pelo corredor rumo ao elevador. - Pode me chamar de Jongdae, não sou seu professor, não precisa de tanta formalidade...

- Jongdae? – A garota parou no lugar abrindo os olhos de forma um pouco chocada, Jongdae a olhou sem entender, fazendo um leve rubor surgir nas bochechas da moça. - Quero dizer, você é Kim Jongdae?

- Sabe quem eu sou? – O Kim coçou a nuca um pouco constrangido, não esperava que ela pudesse reconhecer seu nome logo de cara.

- Sim! Todos nós sabemos na verdade, interno estrela que trocou cirurgia pela roupinha cor de rosa. – Ela sorriu gesticulando com as mãos um pouco nervosa.

- Doutora Liang ainda fala de mim?

- Sempre. – Sorriu, os dois permaneceram em silencio constrangido, que foi quebrado apenas pelo barulho do pager da mulher - Bom, eu tenho que ir, foi um prazer Jongdae. – Ela se afastou alguns passos antes de parar e sorrir na direção do mais velho. - A propósito, me chamo Dahye.

Jongdae continuou parado ali no corredor observando a medica se afastar apressada, até em fim sumir em outro corredor.

 

# # #

 

Jongdae abriu a porta da casa com um suspiro, Youngjae passaria o fim de semana na casa de seu pai, então estaria sozinho naquela casa enorme, deixou os sapatos na porta e entrou. Observou com a expressão vazia a sala de estar, os sofás brancos encostados nas paredes de mesma cor um de frente para o outro o incomodava, a televisão pendurada no painel de madeira cinza na parede entre os estofados nunca era ligada, o balcão abaixo dela não tinha mais as fotos que antes ficavam expostas ali, o vaso sobre a mesa de centro de vidro estava vazio e as cortinas claras tornavam o ambiente um tanto mórbido. O homem andou a passos lentos pelo corredor retirando a gravata, sem se dar ao trabalho de acender as luzes, mesmo depois daqueles anos, chegar ao quarto era a parte mais dolorosa de tudo. Sooyeon tinha decorado tudo pessoalmente, ela gostava de coisas simples e cores claras e esse gosto se refletia por toda a casa, inclusive nas paredes claras do quarto, não havia muitas coisas ali, apenas o guarda roupas com portas espelhadas embutido que cobria toda a parede do lado esquerdo, a cama de casal grande no centro da parede de frente a porta, e a televisão pendurada no painel em frente a ela, todos os moveis na cor marfim.

O Kim deixou a pasta sobre a cama e retirou à camisa azul que vestia seguindo rumo ao banheiro, a calça social ficou pelo caminho junto á roupa intima. JongDae entrou em baixo do chuveiro deixando a água cair sobre seu corpo, passou as mãos pelos cabelos encostando a testa contra os azulejos. Tudo era tão difícil e complicado, repassou parte de sua ultima conversa com Yixing rindo baixo sem humor nenhum, chegava a ser cômico que o garoto chinês insistia em se desculpar sempre, quando na verdade, o Kim culpava a si mesmo por tudo o que aconteceu. Passou tantos anos preocupado com sua carreira, a faculdade e depois a residência que não se preocupou com aquilo que tinha de mais importante, foram longos dez anos ao lado dela, dez anos terminados em apenas uma noite.

JongDae terminou de se lavar e desligou o registro puxando a toalha branca para enrolar em sua cintura, saiu do banheiro indo até o guarda roupas deslizando uma das portas, suspirou baixo vendo o espaço vazio onde antes ficavam as roupas femininas, tinha sido tão doloroso se desfazer daquilo que ela tinha deixado para trás, pegou uma calça de moletom e jogou a toalha sobre a cama, ela o mataria se visse aquilo. Juntou as roupas espalhadas jogando tudo no cesto depois de vestir a calça e deixou o quarto apagando a luz, seguiu pelo corredor, até a cozinha estilo americana, não acendeu a luz, apenas caminhou até a geladeira e pegou uma garrafa de soju, e seguiu ao quarto ao lado do que estava antes, este era praticamente igual ao outro, mas no lugar do guarda roupas uma cômoda mediana.

Se jogou na cama do quarto de hospedes com a garrafa em mãos ligando a televisão, passava suas noites naquele quarto nos últimos três anos, não conseguiria voltar a dormir na cama onde passou tantas noites com Sooyoun em seus braços. Levou a garrafa aos lábios sentindo a bebida descer por sua garganta, se lembrava tanto daquela noite, de ver seu celular tocar, de ignorar a chamada, ela tinha tentado falar consigo. Yixing se culpava tanto por causar a situação que a permitiu partir, mas ele era apenas um garoto que não poderia prever as consequências do que fazia. Já Jongdae, era o marido dela, o pai do filho dela, se apenas tivesse atendido quando ela ligou, talvez não precisasse ter descoberto mais tarde que a mulher que o amava o tinha deixado.


Notas Finais


Por favor, diga o que achou...

Obrigada por ler :D

Beijinhos :*


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