História O Que Ela Esconde? - Capítulo 29


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya
Tags Ação, Alexy, Amor, Amor Doce, Armin, Castiel, Colegial, Drama, Jogo, Lysandre, Mistério, Nathaniel, Paixão, Revelaçoes, Rosalya, Suspense
Visualizações 289
Palavras 2.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo é sereno, calminho.
Esse capítulo conta o passado, então as atitudes delas podem estar diferentes até porque ela aí está mais nova e de alguns personagens também.
Os capítulo estão saindo grande para adiartar logo para vocês.
Pode acabar saindo alguns erros despercebidos, então se sair, logo ajeitarei. Boa leitura e espero que curtem o capítulo de hoje.

Capítulo 29 - Welcome to Mei's Past. - Part 1.


Fanfic / Fanfiction O Que Ela Esconde? - Capítulo 29 - Welcome to Mei's Past. - Part 1.

 

 

                     MEI

 

 

                 Passado                     

 

 

        Três Anos Antes               

 

 

         SEGUNDA-FEIRA,

     2 DE MARÇO DE 2015

 

 

               DE TARDE 

 

 Com catorze ou quinze anos, muitos adolescentes irão cursar o seu último ano do ensino fundamental. Mas eu era diferente. Começaria à cursar com quinze anos no começo até completar dezesseis. 

 Não. Eu não repeti de série. Meus pais sempre gostaram de viajar e por conta de suas viajes, eu atrasei na escola. Mas as suas viajes sempre fora maravilhosas. Já estou até sentindo falta. Na verdade, estou sentindo falta de varias coisas. 

 Eu me mudei. Cheguei em minha nova casa e em minha nova cidade há três dias. Agora moro em outro lugar e não conheço ninguém. Amizade não é problema, eu nunca tive problemas em fazer, as pessoas sempre viam atrás de mim por algum motivo.

 Meu pai decidiu se mudar, por conta que meu avô morreu e agora seria ele à assumir a empresa. Eu não era próxima de meu avô, então não sei bem o que sentir nesse momento... o enterro dele fora ontem. Muitos compareceram, muitos eram pessoas que trabalham em sua empresa e muitos choraram; assim como meu pai.

 Pelo que meu pai me contou há um tempo atrás, meu avô, é um homem muito conhecido por seu negócios e nome: assim como ele. Por conta disso, eu sou bastante conhecida, não só por isso, pela dança também. Desde pequena, eu fizera aula de dança e me apresentara em competições em que algumas ganhei.

 Meu pai sempre gostou que eu fizesse muitas coisas. Ele comprou uma guitarra ano passado para eu aprender a tocar e pediu para que esse ano, quando começar a conhecer mais a cidade, procurasse algum tipo de curso que mim interessasse. Ela sempre fala que é bom que eu procure fazer algo, pois no futuro pode passar além de um hobby, podendo se tornar algo que eu queira fazer para o resto da vida. Eu ainda não tenho ideia de que curso irei fazer...

 Saindo dos meus devaneios, voltei a encarar meu guarda-roupa — que está mais para closet — o arrumando, pois chegaste há três dias e não tinha nada arrumado ainda. Antes de pensar em curso ou escola, preciso me focar em arrumar meu quarto. Minha mãe disse que eu não preciso arrumar, porque a empregada irá vir amanhã, mas prefiro que eu mesma arrume, pois só eu sei deixar o quarto do meu jeitinho.

 Coloco meus livros em ordem alfabética na mini estante do lado da minha escrivaninha. Não tenho tantos livros, mas eu gosto de deixá-los bem organizado. Desempacoto algumas caixas em cima da minha cama e tiro o abajur de uma delas, coloco em cima do criado-mudo. Depois pego uma caixinha decorativa e coloco em cima do criado-mudo novamente. Logo após pego mais roupas de dentro das caixas. Eu não tinha noção que possuía tantas roupas assim! Estou quase morrendo para arrumar. Que preguiça.

 

                        …

 

— Aleluia! Acabei. — Falei para mim mesma, satisfeita com o resultado do meu quarto. Ele ficou do jeitinho que eu gosto.

 

 Caminhei até a janela do quarto e abri tomando um susto. Já está de noite. Pelo jeito demorei muito para terminar de arrumar a minha zona de conforto. O vento entra no meu quarto, para resfriar o mesmo. Ele estava abafado. Dei um longo suspiro ao sentir a briza refrescante bater sobre meu rosto e meus cabelos longos. Que sensação ótima.

 Escuto a minha mãe gritar lá do andar debaixo, pedindo para que eu desça para jantar. Desencosto-me da janela, dirigindo-me a porta do meu quarto, abrindo. Desço as escadas e caminho para cozinha. Encontro meus pais sentados a mesa, faltando só eu para me ajuntar à eles.

 Sento-me à mesa, onde tem um prato para alguém comer, ou seja, eu.

 

— Filha, você está toda suada, está sentindo-se mal? — Meu pai pergunta para mim em tom preocupado. Ele é assim, preocupado comigo.

 

— Não é isso, querido. Ela só estava arrumando o quarto. — Minha mãe menciona, e prossegui cortando a carne com a faca. — Eu avisei para ela não arrumar o quarto, já que a empregada irá vir amanhã. Mas já sabe como é a dona Mei, né? — Ela sorri não tão contente, por causa de ontem...

 

— Sei muito bem. — Corresponde.

 

 Os dois riem. É impressão minha ou eles não perceberam que estou aqui ainda, ouvindo tudo.

 

— Esqueceram que estou aqui? 

 

 Eles riem, mais uma vez, mas eu acompanho eles enquanto começo a alimentar-me.

 Eles estão tentando fazer o clima da casa voltarem ao normal. Meu pai não gosta de me ver preocupada ou triste.

 

— Sobre a escola, filha... — Ele dá uma curta pausa. — Você irá estudar no Garden Hope. As aulas começam daqui uma semana.

 

— Ok. A escola é longe? — Pergunto.

 

— Não, dá para ir andando, mas se quiser o motorista pode levá-la.

 

— Não não, não precisa. Prefiro ir a pé. É bom que conheço o lugar. 

 

 Ele sorri.

 

— Eu vi umas meninas na praça, quando estava vindo para casa. Se quiser, pode sair, para conhecê-las. — Sugeri.

 

— Não, não. Estou cansada hoje. Posso conhecê-las daqui uma semana, na escola. Porque hoje o que eu preciso é de um banho e um bom descanso. — Termino de levar a minha última porção de arroz até a boca, e levanto-me, dizendo. — Tenham um bom jantar e uma boa noite.

 

 Dou as costas e meu pai diz:

 

— Está bem, mas não esqueça de escovar os dentes em. 

 

 Eu viro meu rosto, olhando para ele, dando uma revirada de olhos com um sorriso.

 

— Você sabe bem que eu sempre escovo, Sr. Cooper.

 

— Oh, me desculpe, senhorita Cooper, foi um erro meu. — Ele ri.

 

 Ri de volta e logo dei as costas para ir tomar meu banho. Ele está bem triste...

 

 

      Uma Semana Depois 

 

 

         SEGUNDA-FEIRA,

     9 DE MARÇO DE 2015

 

 

                 MANHà

 

 Acordo com o som despertador e pela primeira vez, me sinto disposta a levantar. Hoje será o meu primeiro dia de aula na minha nova cidade e nova escola. Estou animada, por alguma razão. Levanto-me da cama, calçando o meu chinelo, partindo para o meu banheiro — que é dentro do quarto — com as roupas da escola. Abri os armários debaixo da pia, procurando a minha toalha. Encontrei.

 Peguei e joguei a toalha em cima do box. Entrei. Liguei o chuveiro entrando debaixo d’água, recebendo uma ducha quente e gostosa. Que sensação boa. Por coisas assim, não dá nem vontade de ir para a escola ou melhor, sair de casa.

 Terminei o banho. Me sequei e coloquei as roupas do colégio. Olho para o espelho, me encarando enquanto penteio meus cabelos pretos. Cabelo soltou ou prezo? Pergunto à mim, mentalmente. Prezo, respondo-me. 

 Coloco o meu celular no bolso e volto para o meu quarto, indo para penteadeira. Passo um brilho nos lábios e rímel nos olhos: o básico. Pego a minha mochila no armário e desço as escadas de casa para ir à cozinha.

 Na cozinha, eu me deparo com o café pronto em cima da mesa para mim e com a empregada me dando bom dia, que a devolvi também. Meu pai deve ter contado que eu acordaria essa hora para ir a escola.

 Me sentei a mesa, agradecendo pelo café. E com pressa, comecei a devorar o que ela preparou para mim. Em minutos já havia acabado. Sai da cozinha, procurando pelos os banheiro de baixo para escovar os dentes.

 Escovo e vou para porta, para sim, finalmente ir para escola. Abro a porta dando de cara com o motorista.

 

— Bom dia, senhorita Cooper. — Ele me cumprimenta, tirando o chapéu de motorista e logo após, colocando novamente em sua cabeça.

 

— Oh, bom dia. — Falo com um sorriso esboçado no rosto.

 

 Ele olha para minha mochila, pendurada em um de meus braços. 

 

— Quer que eu à leve para escola, senhorita? 

 

— Não, eu prefiro ir a pé hoje. Mas obrigada pela oferta.

 

— Nada, é o meu trabalho. — Sorri. — Sabes onde fica o colégio? — Ele pergunta.

 

— Sim, eu sei. Meu pai explicou ontem e minha mãe mostrou para mim, também. Então não se preocupe, ficarei bem. — Sorri o acalmando. 

 

 Marvin é o motorista da família há sete anos. Ele se preocupa comigo e é uma pessoa gentil. Eu gosto muito dele.

 

— Oh, tudo bem. Tenha um bom dia, senhorita. — Ele cumprimenta, mais uma vez, com o chapéu. Ele passa por mim, adentrando na minha casa, dizendo. — Tome cuidado no caminho.  

 

 Olho para trás.

 

— Ok! — Exclamo com um sorriso, o confortando.

 

 Tiro a chave do bolso e abro o portão, depois tranco.

 Coloco a chave no bolso e caminho para o colégio. Viro a direita e à esquerda, vendo uma bela cafeteria que um dia gostaria de tomar um café. Depois a direita, vendo uma bela galeria de artes, muito bonita — parece ser interessante. Quem sabe um dia irei lá...

 Caminhando, encontro um lugar que faz cursos de fotografia. Paro observando-a por fora, encantada com a bela estrutura do lugar, quando escuto um grito:

 

— Sai da frenteee!!! 

 

 Quando olhei para o lado, quase fui atingida por um garoto na calçada que pedalara a bicicleta, que agora caíste.

 Corri imediatamente até ele, para ajudá-lo.

 

— Meu Deus, você está bem!? — Pergunto em tom preocupado, o ajudando a levantar. Que doido.

 

 O garoto olha para mim.

 

— Não preciso de ajuda, menina do pescoço bonito. — Ele negou a minha ajuda, e se levantou. “Menina do pescoço bonito”, hein?

 

— Quê?

 

— Você tem um pescoço bonito. — Ele olhou as minhas roupas. — Ah, você é do meu colégio. Nunca te vi lá. É nova?

 

— Sim, eu sou. — Respondo.

 

 Ele se abaixou, levantando a bicicleta que caíste. 

 

— Quer uma carona? — Oferece.

 

— Eu na sua bicicleta? Não obrigada... — Esquisito...

 

— Não leve na maldade. Ofereci por bondade, já que está na mesma escola que eu agora. — Colocou a bicicleta sobre a calçada. — Aliás, meu nome é Matheo. 

 

 Com um sorriso, ele estendera a mão para mim.

 

— Mei. — Digo meu nome, retribuindo o mesmo sorriso.

 

 Apertamos as mãos. Começamos a caminhar para o colégio, um do lado do outro enquanto ele empurra a bicicleta.

 

— Então, Mei, né?

 

— Sim.

 

— Mora onde? — Ele pergunta.

 

— Perto da academia, sabe?

 

— Peraí!? — Exclama, olhando para mim com seus olhos arregalados. — Você mora naquele grande casarão de rico, não, né!? 

 

— Bem... na verdade moro sim, mas não é grande coisa. — Falei sem graça.

 

— “Não é grande coisa”? — Pronunciou em tom irônico. — Um jardim enorme daquele que só vejo pela frente, fico imaginando atrás da casa, deve ser bem maior! E a casa deve ter uns sete à dez quartos de hóspedes, deve ter cada banheiro dentro dos quartos, a cozinha também deve ser enorme! E ainda por cima, quer me dizer que não é grande coisa? 

 

 Ri, envergonhada.

 

— Não exagere, tem somente oitos quartos.

 

— Mesmo assim é muito, Mei!

 

 Sorri sem graça.

 

— Apesar disso tudo, eu não gosto muito de casas grandes...

 

 É verdade, eu nunca gostara de casas grandes. Elas me arrepiam. Aqueles imensos corredores no meio da madrugada, quando você quer somente descer para beber um copo de água e não consegue, pois parecera que sempre tem alguém te esperando no fim deles. É assustador. 

 

— Como assim não gosta!? — Exclama ele. — Eu ficaria doido com uma casa daquela, super aconchegante.

 

— Er...

 

— Eu moro duas ruas atrás da sua casa, não é uma casa grande, mas dá para viver. — Comenta ele, sem graça.

 

 Dei um sorriso à ele, o aliviando.

 

— Meu pai sempre disse que uma casa não nós faz nos sentirmos confortáveis, mas sim com quem estamos, ou seja, a família. — Falei mexendo as mãos uma na outra. — Olha que nós, nos mudamos muito e sempre estamos bem.

 

— É verdade. Olha só, chegamos. — Olho para o grande colégio a minha frente. — Bem vinda ao Garden Hope, Mei.

 

— Obrigada. 

 

 Espero ele guardar a bicicleta dele para entramos na escola. É bom que ele me mostra.

 Passamos pela porta do colégio e todos nos encaram, então, eu sorri para aqueles que me olhavam. Recebi sorrisos de volta.

 Eu e Matheo depois saímos andando.

 

— É, parece que a novata encantou a maiorias das pessoas ou melhor, a maioria dos caras... — Ri.

 

— Arf, para com isso. — Falei rindo. Alguém esbarrou em meu braço com força, quase me levando junto. Eu olhei para trás para ver quem esbarraste em mim, foi uma garota morena de cabelos curtos e castanhos, ela virou o rosto para mim, esboçando um sorriso no rosto, gostando do que tinha feito, seguidamente eu olhei para Metheo, o mesmo viu tudo. — Por que ela fizeste isso?

 

— Essa é Lydia Moraz, ela é a garota mais popular e linda da escola, mas agora não mais pelo jeito... — Ele olha em volta, e me sinto obrigada a seguir o olhar dele, muitos garotos e garotas, estão olhando para mim, agora entendo. — Ela deve estar se sentindo ameaçada com você aqui. Está com medo de perder o título. — Ele ri. — Garotas as vezes são tão tolas.

 

— Er... 

 

— Pronto, chegamos.

 

 Sem perceber, eu havia seguido o Matheo. Ele me levou até um mural com números de turmas nos papéis.

 

— Agora vamos ver em que turma está os nossos nomes. — Disse ele. — Qual é seu sobrenome, Mei?

 

— Cooper.

 

— Hum... vamos ver... — Murmura ele, passando os dedos nas folhas do mural, procurando por nossos nomes. — Que coincidência, estamos nas mesma turma. 904. — Ele dá uma risada suspeita.

 

— Que foi? — Indago curiosa.

 

— A Moraz está na mesma turma que a nossa turma.

 

 Pronto, não curti isso. Vejo que essa garota irá me causar problemas. Ele ri da minha face, deve ter percebido que não gostei disso e por isso disse e riu, idiota. 

 Sem querer esbarro em um garoto miúdo ao meu lado, olha que tenho um metro e cinquenta e cinco centímetros. Ele é MIÚDO MESMO.

 Me viro para ele.

 

— Oh, me des...

 

 Ele me interrompe.

 

— Não! Fui eu... eu, não devia ter esbarrado em você. — Ele dava um trilhão de desculpas para mim. Tímido, com certeza. Inclinei meu rosto se abaixando um pouco até ele. Ele ficou nervoso e avermelhado, que fofo. — Eu já p-pedi desculpas... me desculpa! — Treme, e coloca a bolsa na frente, escondendo o seu rosto. — M-me desculpa, por favor.

 

 Me ergui o olhando com as minhas sobrancelhas levantadas, dizendo:

 

— Fui eu que esbarrei em você, não entendo o porquê de ter me pedido desculpas, se fui eu.

 

 Ele se calou, talvez intimidado ou impressionado. Mas acho que eu não tenho poder suficiente para intimidar uma pessoa ou tenho?

 

— Ei, você... 

 

 Me viro para lado em que a pessoa me chama, é uma garota pequena de cabelos loiros e curtos. Tem um bando de garotas atrás delas.

 

— Eu vi você... — A mesma garota disse.

 

— É? Meu viu? A onde? — Questiono com a sobrancelha esquerda levantada, e sorrio.

 

— Em uma revista... — Falava timidamente. — Você ganhou uma competição de dança com o seu par.                               

                                                           Ah, sim.

 A minha última competição de dança antes de me mudar. Como vou sentir falta daqueles salões de danças, inda mais aqueles de competições famosas. Vou sentir muito falta!

 

— Foi sim. — Confirmo.

 

— Além de rica é famosa, esse mundo é injusto mesmo. — Matheo ri ao meu outro lado.

 

 Eu reviro os olhos para ele com um sorriso, dando um saco de leve em seu braço. Apesar de tudo, gostei dele, ele é gentil, engraçado e legal.

 A menina se aproxima de mim para me dizer algo.

 

— Nossa! É você mesmo, você é incrível! Dança tão bem! — Exclama ela. — Meu nome é Lara.

 

— Obrigada, o meu é Mei. — Sorri.

 

— Ah, mas o seu, eu já sabia, né! — Ela ri.

 

 Logo não só ela que tinha se aproximado de mim, se aproxima o resto, também: o bando de garotas que estavam atrás dela. Elas começam a tagarelar me perguntando o monte de coisas. Com quantos anos você começou a dançar? Gosta de outra coisa além de dança? Qual é o nome do garoto com que dançaste? Quantos prêmios já ganhou? Você vai ficar aqui mesmo? Ou vai ficar por pouco tempo? 

 O sinal, então, bateu, me salvando das muitas perguntas delas. Quando olhei para o lado, o garoto que eu tinha esbarrado havia sumido num piscar de olhos. A minha expressão foi fazer:

 

— Ué?

 

— O que foi? Queria falar com o garoto que estava do seu lado? — Matheo pergunta. 

 

— Não, eu...

 

 Ele arqueia umas das sobrancelhas, me interrompendo de continuar à dizer.

 

— O que foi? Se interessou por ele, é? — Ele dá um sorriso cheio de insinuações.

 

— Não, nem o conheço.

 

 Ele continua com aquele sorriso.

 

— É, não é a sua cara gostar de nerds tímidos.

 

— Então qual meu gosto senhor Matheo? — Pergunto ao senhor sabe tudo com uma das minhas sobrancelhas erguidas. Ele mal me conheceu e quer falar dos meu gostos.

 

— Sei lá, mas ele não parece ser o seu tipo.

 

— É. — Falei com tom de incerteza na voz, nunca parei para pensar sobre um tipo de garoto ideal. Na verdade, nem penso em garoto ultimamente.

 

— Mas de qualquer forma... o veremos.

 

— Por quê?

 

— Porque ele é de nossa sala, Mei. O nome dele é Bryan.

 

— Ah, entendi.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do ponto de vista dela quando era mais nova.
Vocês notaram, né❓ Algumas pessoas eram bem diferentes... hehe.
Os próximos podem acabar saindo grande e isso acaba por fazer demorar a escrever. Obrigada por ler.


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