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História O que esperar de um plano B - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo IX


— Vai pra puta que pariu! Perna de pau do caralho! — Jimin gritou de frustração para a TV quando o jogador errou o pênalti a favor do seu time.

— Eu não sei como esse "pipoqueiro " custou tão caro porque só serve para cair em campo, levar cartão amarelo e isolar a bola. Nunca decide em uma final. — Romi comentou chateada.

— Muito cai – cai! Jogava bem quando mais novo, mas agora fica fazendo corpo mole. — Park disse frustrado.

Jimin estava mais uma vez na casa de Jungkook, tinha adormecido na cama dele, no dia seguinte ficou com preguiça de ir embora e resolveu assistir ao Jogo. Jeon não gostava de futebol, mas o acompanhou, a surpresa foi sua irmã mais nova que era uma torcedora voraz do mesmo time que Park e os dois permaneceram toda a partida comentando todos os lances.

O biomédico se sentia cada vez mais a vontade rodeado por toda a turma no apartamento de Jungkook, as vezes ele sentia certo clima tenso vindo de Romi, mas não sabia identificar o que poderia ser. Não que ela o tratasse mal, mas ela revirava os olhos quando ele sugeria algumas melhorias práticas na casa. Talvez o problema fosse aquele, Jimin tinha ciência de que aquele comportamento era meio hipócrita de sua parte, porque ele mesmo não gostava de palpites em sua casa. Porém ele não conseguia evitar, mas estava tentando se controlar ao perceber que a moça não ficava muito feliz com as sugestões. Naquela tarde ela parecia bem mais disposta a interagir, falou com ele o tempo, fez pipoca e ainda compartilhou um doce de chocolate tradicional de seu país. Ela era agradável, assim como Jeon.

O geneticista não entendia muito sobre futebol, mas estava sentado quietinho entre as pernas de Jimin e encostado no peito dele. A posição impedia Park de se mexer nas jogadas mais emocionantes, mas ele estava gostando de receber pipoca e docinhos na boca pelas as mãos de Jeon.

—  Vou pegar mais pipoca porque esse "cavalo paraguaio" do NC Dinos não vão levar a taça de novo. — Jungkook se levantou do sofá e foi em direção a cozinha.

Jimin olhou para ele indignado. — Você disse que não entendia de futebol e está chamando meu time de "cavalo paraguaio?" Como ousa? —

— Romi fica xingando eles assim quando está com raiva. — Jeon deu de ombros.

— Vamos falar a verdade, Jimin. Nosso time já foi bom. Hoje em dia só serve pra passar raiva porque sempre começam o campeonato bem e depois morrem no meio da competição. — Mitchel comentou divertida.

— Mas esse ano eles foram muito bem e conseguiram chegar na final. Eu tenho que fé que a gente leva essa. — Jimin disse esperançoso.

Apesar das energias positivas, o time de Park não conseguiu levantar a taça do campeonato e acabou ficando em segundo lugar na competição ao tomar dois gols nos acréscimos do segundo tempo. Romi xingou por alguns minutos, mas se conformou e foi para seu quarto. Já Jimin ficou se lamentando e proferindo palavrões enquanto via as entrevistas do jogadores após a partida.

Jungkook não conseguiu segurar um sorrisinho ao ver a expressão emburrada de Park. O biomédico estava com seu nariz vermelho de tanta raiva ao acompanhar as desculpas dos jogadores pela derrota do time. Jeon encarou o rosto de Jimin por alguns minutos, analisando como era bonito. Ele admirou todos os detalhes, desde as sardinhas quase invisíveis, narizinho perfeito e a boca que forma um biquinho insatisfeito. Enquanto o analisava, Jungkook se perguntava como alguém tão adorável poderia ser um criminoso. Ele suspirou frustrado, negou com a cabeça e continuou o olhando.

— Eu não acredito que você vai chorar por causa de futebol? — Jungkook perguntou divertido ao ver os olhos marejados de Park.

— Tem cinco anos que essa desgraça de time não me dá uma alegria. Eu tinha fé que esse ano a gente iria levar, cara. — Park limpou o nariz que estava escorrendo — Gastaram uma grana com contratações e não conseguiram nem a taça estadual.

Jungkook sorriu com a indignação do outro. Sem resistir ao biquinho vermelho de Jimin, ele se aproximou e deitou sobre Park no sofá.

— O que eu posso fazer para você se sentir melhor, hein? — Jeon perguntou ao dar esfregar seu nariz contra o de Jimin.

— Dá uma surra nesse time sem vergonha e trazer minha taça. — Jimin comentou ainda chateado.

Jeon deu uma gargalhada antes de tomar os lábios do outro em um beijo calmo e intenso. Em meio tanta confusão e perguntas sem respostas, Jungkook só tinha certeza que gostava de beijar Park. O contato lhe causava a mesma sensação eufórica que sentiu ao beijá-lo pela primeira há anos atrás. O geneticista gostava de ler livros sobre seres mitológicos, e atualmente comparava Park a uma sereia. Lindo e encantador, porém sua doçura poderia atrair homens para uma armadilha fatal. No entanto, naquele momento, não estava se importando em se afogar nos braços e nos beijos daquela bela criatura.


🍼🍼🍼


Um reggaeton lento e sensual tocava alto no clube. A atmosfera do lugar estava quente, mas não era por causa da quantidade de pessoas e sim a tensão que irradiava de seus corpos. Jungkook não era o melhor dançarino, e seus dias de frequentador assíduo de baladas haviam passado, porém ele balançava os quadris ao ritmo da música e dos movimentos de Jimin. O loiro sorriu, jogou a cabeça para trás e a encostou no ombro de Jeon.

Park estava agitado naquela noite. Taehyung estava em Daegu em uma Conferência de Medicina, então Jimin resolveu aceitar o convite dos amigos de Jungkook e foram até um clube. O loiro resistiu à vontade de tomar bebida alcoólica, porém não conseguiu evitar mexer o corpo quando uma sequência de músicas latinas começou a tocar. Ele puxou Jeon para a pista de dança, envolvendo-se no ritmo e na atração que sentiam um pelo outro.

Jungkook não perdeu tempo e tocou os quadris de enquanto esfregava sua virilha contra a bunda farta dele. O moreno continuou explorando o corpo de Park, deslizando sua mão sobre o abdômen definido, subindo logo em seguida para acariciar seus mamilos.

Jimin fechou os olhos e quase gemeu em satisfação. Aquela área de seu corpo se encontrava extremamente sensível à qualquer toque e Jeon sabia exatamente como tocá-lo. Park empinou sua bunda cada vez mais contra Jungkook, claramente aprovando todos os toques ousados em seu corpo.

Jeon colou os lábios no pescoço do loiro, lambendo e sugando a pele macia e cheirosa da região. Park se virou de repente e juntou as bocas em um beijo voraz e necessitado. Ele puxou Jungkook para mais perto, embrenhou a mão pelos cabelos negros e aprofundou o contato. Jeon apertou ainda mais a cintura de Jimin e se perdeu na textura daqueles lábios cheios que ele não cansava de beijar.

O casal ficou longos minutos trocando carícias. A dança foi momentaneamente esquecida, pois eles não conseguiam desgrudar dos lábios um do outro. Os corpos ficaram mais quentes e as mãos inquietas. Eles se separaram por alguns instantes, Jimin puxou Jungkook em direção ao banheiro da boate porque queria mais contato. Para falar a verdade, ele tinha adorado a pequena aventura no banheiro da academia e queria repetir a travessura.

Ambos começaram a andar as cegas pela multidão, tentando não esbarrarem nas pessoas, mas era uma tarefa difícil. Após certa dificuldade, conseguiram chegar ao banheiro, entraram em uma cabine e trancaram a porta. Jungkook prensou o Jimin contra a parede e atacou novamente o pescoço dele. Naquele momento ele não estava pensando em seu plano, só queria sentir mais do cheiro, e a maciez da pele de Park. Mudaram de posição e Jimin ficou de frente e beijou novamente os lábios de Jeon. Ele chupava a língua do cientista enquanto deslizava as mãos pelos braços fortes e abdômen dele. Jungkook separou o beijo e começou a lamber o pescoço e o queixo de Park. Desajeitadamente ele tentou desafivelar o cinto do calça do rapaz, mas foi impedido.

— Espera, aí. Não vou conseguir fazer isso! — Park afastou Jeon e fez uma expressão confusa.

— O quê? Por que? — Jungkook perguntou sem entender a mudança repentina de humor.

— Esse banheiro é nojento! Está fedendo aqui e o vaso está cheio de merda. — Jimin falou com uma mão no nariz e olhando para o sanitário. Jungkook encarou o objeto e piscou para apurar a visão.

— É verdade! Alguém soltou um barrão! — Jeon fez uma expressão de nojo.

— Pelo tom avermelhado e essa raja de sangue provavelmente a pessoa sofre de hemorroidas, infecções intestinais ou problemas inflamatórios. — Jimin disse em tom profissional.

— Você está fazendo uma análise, Jimin? — Jungkook perguntou incrédulo.

— Sim. Eu fiz estágio em um laboratório e analisei diversos tipos de fezes todos os dias por muito muitos anos.

— É cada uma.... — Jeon disse revirando os olhos e acionou a descarga. O vaso estava entupido e começou a encher até a borda.

— Abre a porta, Jungkook! Me deixa sair daqui. — Jimin disse desesperado. A água nojenta estava quase entornando e iria sujar seus pés.

Jungkook abriu rapidamente a porta e eles conseguiram sair sem que a sujeira os alcançasse. Enquanto lavavam as mãos, Jeon espirrou água em Jimin que soltou um gritinho ao ser surpreendido.

— Que nojo! Sua mão está suja por pegar naquela descarga nojenta.

— Já lavei direitinho. — Jeon levantou as palmas das mãos recém higienizadas. — Aposto que esse foi o pior encontro da sua vida. — O moreno comentou divertido.

— Teve piores... mas eu não vou te contar nada aqui. Quero sair desse lugar agora mesmo. — Park disse com a mão no nariz.

— Me conte lá em casa enquanto comemos pizza. Posso pedir aquela de frango com creme milho que você adora. Vamos? — Jungkook sugeriu.

— Vamos. Mas esquece milho, tinha alguns grãos no cocô e eu não vou conseguir comer depois dessa cena. — Park sorriu, sendo acompanhado por Jeon.

— Calabresa?

— Por favor!

O casal saiu do banheiro abraçados e com um sorriso no rosto. Jungkook mandou uma mensagem para os amigos, avisando que tinha ido embora. Ao chegar no apartamento, pediram a pizza e foram tomar um banho rápido. Jimin vestiu um pijama de Jungkook que obviamente ficou muito largo em seu corpo, mas era confortável.

— Você está muito fofo vestindo assim. Parece um ursinho todo arrepiado. — Jeon disse enquanto enchia o rosto de Jimin de beijos. Estavam deitados no sofá esperando o entregador com as pizzas.

— Você me tratando desse jeito nem parece que eu sou o mais velho aqui. — Park o puxou pelo pescoço e selou os lábios dele.

Começaram o ósculo lentamente, suas línguas se entrelaçando uma contra a outra, em movimentos que já eram conhecidos e aprovados por ambos. Jungkook ajeitou a perna de Jimin em seu quadril, percorreu com as mãos as coxas grossas e as depositou na bunda dele. O beijo era lento, estavam apenas desfrutando dos lábios um do outro sem nenhuma malícia. O contato era relaxante, ambos se perderam no gosto e textura das bocas. Os carinhos terminaram quando ouviram a campainha tocar.

O jantar havia chegado. Enquanto comiam, relembraram seus piores encontros, o que rendeu boas gargalhadas de ambos. Após terminarem a refeição, Jungkook ofereceu cheesecake de limão e manjericão que havia comprado no restaurante de Seokjin. Jimin adorou e comeu duas fatias.

A noite estava fria, Jeon convidou Jimin para passar dormir com ele novamente. O loiro pensou em recusar, mas estava com preguiça de ir para casa e também queria passar mais tempo com Jungkook. Sendo assim, resolveram assistir um filme. Jeon queria algo de terror ou ficção científica, porém Park optou por "Divertidamente" e não teve vergonha nenhuma de chorar na frente de Jungkook.

— Eu não acredito que você é tão emotivo ao ponto de chorar por causa de desenho. — Jeon comentou ao buscar um copo de água para o loiro. — É um filme bonito. Eu entendo que o foco principal da trama seja o papel do sistema límbico na tomada de decisões da personagem, porém senti falta de algum representante do raciocínio lógico como a dedução, indução ou abdução. . — Jeon fez uma breve crítica.

— Pare de ser tão racional! — Jimin o repreendeu não de modo sério. O filme era emocionante, mas ultimamente ele estava muito sensível por causa das mudanças hormonais provocada pela gravidez. — Não achei um simples desenho infantil. De forma lúdica, o filme busca refletir sobre o valor das emoções como elementos organizadores de muitas de nossas decisões.

— Eu entendo. Mas eu não acho que devemos tomar decisões importantes apenas por emoção. Depois de errar diversas vezes, hoje eu acredito que precisamos pensar racionalmente antes de agir. Talvez aquilo que acreditamos ser a melhor opção agora nos dará dor de cabeça no futuro. — Jungkook disse sinceramente.

Jeon ficou satisfeito por Jimin ter entrado naquele tópico porque seria perfeito para tirar algumas informações dele.

— Eu falo isso porque tenho conhecimento de causa. Um exemplo que eu sempre irei me lembrar foi algo que aconteceu na minha defesa de TCC. Eu tinha certeza que os resultados estavam certos e já estava pronto para defender meu trabalho. Porém meu orientador sugeriu refazer novamente, eu estava tão emocionado com os resultados iniciais que não dei ouvidos. Como você pode imaginar, eu fui reprovado e não tive a chance de defender frente a banca examinadora...

Jungkook contou um detalhe pessoal que raramente compartilhava com outras pessoas. Era vergonhoso para ele admitir que já tinha sido reprovado. Aquela mancha em seu currículo acadêmico era um fato constrangedor que ele omitia sempre que tinha oportunidade. Mas para ganhar algo de Jimin, precisava mostrar sinceridade, mesmo que estivesse atrelado a mentiras. Se bem que a noite ele parava para pensar o quanto era fácil conversar com Park. A comunicação entre eles fluía naturalmente e poderiam passar horas falando um bom outro. Por isso contar muitas mentiras não era uma boa opção para Jungkook, já que ele poderia se contradizer em outro momento.

— Eu compreendo o que quer dizer, Jungkook. Também já tomei diversas decisões erradas na minha vida, mas eu acredito que tudo é um aprendizado que no final vai servir como uma experiência. Eu procuro calcular sempre as probabilidades, mas as vezes você tem que seguir o caminho que seu coração manda. — Jimin expôs seu lado.

— Eu concordo com você. Mas tem coisas que não tem como agir pelo coração. No nosso trabalho por exemplo, por mais que saibamos que nossas pesquisas podem trazer benefícios, temos que seguir regras civis, éticas e morais. Há três anos atrás, a equipe de um colega teve que interromper precocemente o estudo de um medicamento porque a Agência Nacional de Saúde considerou que não era seguro. Era uma vacina antiviral que poderia salvar milhões de pessoas, então o pesquisador decidiu testar em alguns pacientes infectados pelos vírus, mesmo sem receber autorização. Os primeiros testes foram inconclusivos, mas quando o laboratório descobriu não quis dar uma segunda chance para equipe e todo o trabalho foi perdido.

— Isso é uma pena... — Jimin se lamentou.

— Sim, mas não há muito o que fazer, não podemos passar por cima das regras. — Jungkook se posicionou.

— Até onde você iria pela ciência? — Park o perguntou com curiosidade.

— Até onde não comprometesse meus princípios e regras civis. — Jeon o respondeu sério.

Pelo olhar hesitante de Jimin, Jungkook podia perceber que o outro cientista estava sofrendo um conflito interno. A cada minuto que passava com Park, ficava claro que ele escondia algo muito grave em relação ao seu trabalho. A última "prova" de que havia algo errado, foi quando eles foram sair do laboratório. Jeon chegou por trás de Jimin e o surpreendeu com um beijo na cabeça, Park se assustou com a ação e fechou rapidamente seu computador sem dar chance à Jungkook ver o que estava na tela. Porém ele tinha visto de relance uma das abas e parecia ser uma ultrassom. Park ficou nervoso e pediu para que Jeon não repetisse o gesto porque não gostava de demonstrar afeto no local de trabalho, mesmo estando sozinhos, e também odiava surpresas e sustos. Aquelas justificativas eram plausíveis, mas não convenceram o geneticista. Jungkook estava cada dia mais curioso, tentou acessar os arquivos no computador de Park, mas ele guardava tudo em um HD externo que levava para todos os lugares. Era complicado, mas ele se recusava a desistir, principalmente agora de que estava convencido que havia realmente algo errado.

— Você conhece o trabalho de Edward Jenner? — Jimin perguntou, tirando Jeon de seus pensamentos.

— O que inventou a vacina da rubéola?

— Sim. Estudos dizem que ele testou em menino de 8 anos e em si mesmo. Você faria algo assim? Experimentaria em si mesmo o resultado de suas pesquisas? — Era importante para Jimin saber, não era possível que apenas ele e Taehyung se arriscassem por aquilo que acreditava.

— Bom, como se trata do meu corpo, acredito que sim. — Jungkook respondeu confuso. Park estava dando muitas voltas e ele não conseguia assimilar onde ele queria chegar. — Sinceramente eu acho que é um ato de coragem e segurança em seu trabalho testar em si mesmo e em outros humanos. Claro que em terceiros eu não faria sem a devida autorização dos órgãos de saúde. — Ele esclareceu seu ponto. — Mas quanto a mim, eu meio que eu já fiz algo assim.

— Como? — Park perguntou surpreso e muito curioso. Aquela informação foi um alívio, mesmo ainda sem saber do que realmente se tratava.

— Não foi tão sério quanto Jenner, mas... eu congelei meus espermatozoides para testar minha técnica de criogenia. — Jeon confessou. Não era um crime ou algo que lhe custasse a carreira, mas também não era uma informação que ele saía revelando em suas conversas cotidianas.

Mesmo não sendo algo tão sério como sua experiência, Jimin ficou um pouco mais tranquilo em saber que o outro cientista também levava seu trabalho tão a sério que não via problemas em testar em si mesmo. Claro que Jeon não quebrou leis da natureza, éticas, mas era um pequeno conforto.

— Por que o seus? — Jimin quis saber um pouco mais sobre o processo.

— Bom, digamos que eu precisei testar bastante antes de acertar as variáveis da técnica. Os meus eram muito mais fáceis de conseguir do que enfrentar a burocracia para conseguir algo no banco de doadores anônimos. Ainda tenho alguns guardados no congelador do laboratório, está sob o nome de Junior.

— Por que Junior? — Comentou divertido.

— Eu pensei em colocar "Jeon Junior", mas todos iriam saber que eram meus. Então eu tirei meu nome. Acho que eu te choquei, hein? Parece meio incorreto, mas há quem guarde amídalas adenoides, apêndices, meus espermatozoides nem são grande coisa...— Jungkook disse ao ver a expressão pensativa de Jimin.

— Não, está tudo bem. Eu só que as vezes eu penso nos limites da ciência, até onde podemos ir? — Jimin divagou.

— Eu acho que meu posicionamento anterior me faz parecer muito conservador, mas não é assim. Acredito que a ciência deve ser livre. É claro que eu sou a favor da existência de órgãos que monitorem os estudos para garantir que as pesquisas tenham o fim único de trazer benefícios à humanidade, mas que não inibam ou censurem a produção de conhecimento. — Jungkook deixou claro seu ponto de vista. — Vamos pegar o seu caso por exemplo, eu não sei no que estava trabalhando. Mas você um renomado cientista, acredito que a Agência deveria ter oferecido uma segunda chance.

Jeon disse encarando os olhos de Park. Ele não mentiu quando elogiou a genialidade do colega, ou que mentes brilhantes deveriam ter uma segunda chance, porém naquele momento só queria uma forma de entrar no assunto da pesquisa dele.

— Fico muito feliz em saber seu posicionamento e receber seu apoio. Eu realmente fiquei desolado com a proibição da Agência. — Park disse com uma expressão cabisbaixa.

— Quer falar sobre isso? — Jeon ofereceu.

— Não! Eu estou bem, já passou. Não quero falar mais disso. — Jimin desconversou, já tinha falado demais.

O caso dele era muito difícil para qualquer pessoa entender, por isso aquele segredo nunca poderia ser revelado



🍼🍼🍼






Revelações nesse capítulo. Quem pegou, pegou.


Jeon tá confuso pra caralho. Muito palerma pensando que esses planinhos dele vai dá algum resultado. Jurou!

Bjos 💜




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