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História O que eu achava ser tudo -Sarry-SalxLarry - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oieee,eu sumi por uns diazinhos porque não tava muito inspirada e tals,o capítulo está mais curto,mas espero que gostem ❤️

Capítulo 4 - Nevasca de Sentimentos.


Fanfic / Fanfiction O que eu achava ser tudo -Sarry-SalxLarry - Capítulo 4 - Nevasca de Sentimentos.

"Você gosta de mulher ou homem?"

–!!!

11 anos atrás.

–Mamãe! –O pequeno azulado chamou,estava sentado no sofá vendo alguma coisa na tv,algo que não deveria ver. –Por que as pessoas fazem aquilo? –Apontou para a tv,na qual se passava a cena de um casal se beijando.

–Ah Sal! –Diane se pôs a frente da tela,bagunçando os fios azuis do filho e sorrindo levemente.Mudou de canal e sentou ao lado do menor. –Bem,elas fazem isso por que se amam,sabe?É um jeito de demonstrar esse amor.

–Eu te amo muito mamãe!Mas você já faz isso com o papai. –Essas palavras tão inocentes arrancaram um riso de Diane.

–Nosso tipo de amor é diferente meu bem,você é meu filho,seu pai meu marido.É...difícil de explicar,um dia você vai entender,ok? –Apesar de ter tentado explicar da maneira mais fácil,viu um pouco de tristeza no olhar do filho –E um dia você também vai encontrar alguém que faça seu coração bater tão rápido quanto as pipocas estourando na panela,ok? –Nunca teve uma resposta.

Sal On//

Eu nunca pude entender como é sentir esse amor,mas soube como ele funcionava,pelo menos como parecia funcionar,e ao escutar aquela pergunta de Larry eu não consigo achar uma resposta.O rosto do moreno se tornava vermelho,e acho que isso acontecia com o meu também:

–Er, desculpe!Não precisa responder,sério!! –Balançava as mãos,o Johnson estava realmente nervoso.Eu me mantenho em silêncio por mais alguns segundos e então solto um fraco riso.

–Eu não sei.Nunca me relacionei com ninguém,então não tenho como saber. –Digo por fim,não era algo que eu não pudesse contar,era apenas a verdade,e depois de minha resposta pude ver os olhos negros de Larry se voltarem para mim. –E você?

–Eu?Eu sou gay,assumido até para o papagaio de uma das nossas vizinhas.Ele morreu. –Confesso que saber disso me fez sorrir internamente,talvez seu jeito de falar me deixe assim?Ou teria algo a mais? –Bem,um dia você vai saber pra qual lado você vai.

–Ou ficar entre os dois. –Disse como se fosse uma certeza,mas eu realmente não sabia.Arqueio uma sombrancelha por debaixo da máscara ao ver um sorriso nada discreto de Larry.

–Parece convicto. –Sua mão se move até minha cabeça,bagunçando meu cabelo que já era todo desgrenhado,mas o toque de sua mão fez com que eu não ligasse para o estado de meus fios azuis.

O silêncio reina novamente,mas eu realmente estava interessado em saber mais sobre o Johnson,que olhava para a janela parecendo pensativo:

–Sabe... –Comecei,puxando a atenção do mais velho para mim –Você foi a primeira pessoa que não perguntou sobre minha prótese... –Era verdade.Todos aqueles que conheci,sendo pessoas boas ou más,perguntaram o motivo daquela máscara,mas Larry não.

–Hum,eu não queria ser insensível,pois apesar de ser uma máscara irada,da pra perceber que é prostética,e eu não quero que se lembre de nada que o machuque. –Não consigo encontrar as palavras, pois Larry parecia se preocupar tanto em não me deixar triste,por que?

–Bem,eu conto,"perdi"meu rosto em um acidente de carro. –Uma de suas sobrancelhas ficam arqueadas e eu rio,encostando meu rosto em uma de minhas mãos. –Eu estava no banco na frente,não podia,eu só tinha cinco anos.Minha mãe havia acabado de sair do hospital,recebeu a notícia de que sua quimio e radioterapia estavam fazendo um efeito magnífico.Naquele dia ela bateu o carro.O muro ficou um tanto estragado,assim como o vidro... –respiro fundo,fazendo um pouco de esforço para não derramar lágrima alguma –que se despedaçou no meu rosto,não me tirando a visão por milagre.Minha mãe já estava morta.

–... –Seu silêncio era como uma corda em meu pescoço,conheci o cara a uma semana e já to contando coisas pessoais.Eu sou uma lhama mesmo. –Você ainda está aqui.

–Uh? –Sua frase me pegou de surpresa,e sua mão voltou a minha cabeça,fazendo o mesmo carinho de antes.Fico remoendo aquelas palavras,esperava um "Sinto muito",como todos diziam.

–Você é forte garoto.Não preciso nem te conhecer muito pra ver isso,e também para te admirar. –Mantenho o olhar baixo,não sentia apenas o rosto queimando como sentia o coração batendo forte e rapidamente,o que diabos esse cara está fazendo comigo?!Sinto meu corpo queimando e um calor me consumindo,como se suas palavras e atitudes tivessem me "ressuscitado" por dentro.

–Eu... –Não consigo dizer nada,apenas me levanto de um modo desajeitado e vou em direção a sacada.Abro a porta e sinto o vento gelado,meus olhos lacrimejam.

–Ei Sal! –Vou até a beira da mesma,apesar de estar um vento gélido,eu precisava de mais frio pra poder ficar bem.Mas,antes que eu pudesse pular da sacada,sinto as mãos de Larry em minha cintura e meu corpo sendo puxado –Você tá louco?!

Sem dificuldades Larry me levantou,me levando pra dentro novamente e fechando a porta que dava para a sacada,mas dessa vez com chave.Quando ele se virou pra mim,vi sua expressão se fechar e ele cruzar os braços.Eu estava encolhido,envergonhado e até assustado,e tremia de frio,você tem péssimas ideias Sal.O Johnson percebeu isso e respirou fundo,pegando uma das cobertas da caixa e jogando em mim:

–Por que caralhos você fez isso?!Acabo de dizer que te admiro e tu tenta morrer congelado? –Me ajeito com aquela coberta.Não conseguia olhar nos olhos de Larry,que sentou ao meu lado.

–Meu corpo fervia...achei que isso fosse o melhor jeito de esfriar o mesmo... –murmurei,abraçando meus joelhos e escondendo minha cabeça nos mesmos.

–Uh?Ficou excitado ou com vergonha? –Seu tom era preocupado,mas tinha um pouco de deboche,o que me faz rir nervosamente –Você deixou isso cair.

Levanto minha cabeça o suficiente para olhar em sua mão,vendo que ali estava minha manteiga de cacau.Nesse momento eu percebo o quão seco estavam meus lábios,se eu não fizesse nada eles poderiam rachar.Murmuro um obrigado e pego a manteiga de cacau de sua mão.Sem coragem para dizer alguma coisa,o silêncio se estabeleceu entre nós e não foi embora.Passado alguns minutos,quando decidi falar algo percebo que o maior dormia,estava de braços cruzados e a cabeça pendia para o lado.Observo seus traços novamente,parecia tão calmo agora,mas quando estava acordado,embora não demonstrasse,eu sabia que algo o incomodava.Conseguia ver o ar saindo de sua boca,tomou uma leve cor pelo frio que fazia na casa,seus lábios pareciam tão secos quanto os meus,e olhar os mesmos fez minha boca se mexer.

"Mas por que caralhos eu me sinto assim?"

Trinco os dentes,pegando o cobertor que estava comigo e o enrolando,fazendo um tipo de "travesseiro" para ele,e também o cubro com outro cobertor.Vou em direção ao alçapão,fazendo o mínimo de barulho possível.Dou uma última olhada em Larry antes de abrir o alçapão e sair da casa da árvore.Aqui fora o vento soava forte,a nevasca agora estava mais violenta,mas eu apenas caminho entre aquela branquitude,parando no meio daquele vasto campo coberto de neve,já afastado da árvore.Retiro a máscara,agora podia sentir o vento frio e a neve batendo em meu rosto.O ar frio fazia minhas narinas arderem,mas eu não me importava.Fecho os olhos,apenas sentindo aquela sensação,junto também a sensação de gélidas lágrimas descendo pelo meu rosto,eu não sabia porque chorava,mas não deve ser algo importante.Coloco a máscara novamente e voltar a andar.Tudo estava tão branco,me davam a vasta sensação de vazio e solidão.Meus pensamentos voltam a Larry,e então,eu sorrio...meus sentimentos estavam bagunçados,minha mente me matava...

Meus joelhos pararam de me obedecer,e minhas mãos afundam na neve para amenizar o impacto da queda.Assim como minhas pernas,os braços não tinham mais forças...e então...

O branco se tornou preto....


Notas Finais


Byeee:3 até a próxima ❤️


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