História O que eu mais prezo - Capítulo 4


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Emília, Gaston, Jazmin, Jim, Juliana, Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Simón
Visualizações 66
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo tenso.. já aviso
Peguem a pipoca e..
Boa leitura

Capítulo 4 - " Você me tirou a única coisa que realmente amei.. "


Matteo Balsano

Um dos milhares de motivos que me fizeram ( e sinceramente, fazem até hoje ) me apaixonar pela Luna foi que ela é uma pessoa batalhadora. Se ela quer alguma coisa, ela não vai te pedir, ela vai lá e vai fazer sozinha ( mesmo que não dê certo no final ). Outro deles é que ela pensa demais nos outros. Isso as vezes é um defeito porque ela protege quem não merece ( como é o caso agora! ). Estavamos sentados no meu carro ( na garagem do meu condôminio ) a alguns minutos, discutindo o fato de eu querer ir falar com o meu pai sobre ele simplismente ter oferecido dinheiro, pra que ela nunca mais me procurasse.

- Matteo, é passado, deixa seu pai pra lá. Eu estou aqui, não estou? Sol também está. Pronto. É isso que interessa. - ela disse se sentando de lado, de frente pra mim.

Eu respirei fundo. Ela tinha sua cota de razão e eu entendia isso mas, porra.. meu pai me tirou a melhor coisa que eu já tive em toda a minha vida. Eu me virei pra ela também e peguei suas mãos como fazia a 5 anos quando conversavamos algo sério.

- Luna, me entende, ele tirou tudo o que me importava. Me tirou a pista, meus amigos, o meu sonho de viver da música, você e agora a Sol. Eu agradeço a Deus por meu pai ter pago minha faculdade e tudo que eu tenho mas, cruzes, eu não queria ter tudo isso se soubesse que pra isso eu não saberia da coisa mais maravilhosa da minha vida. - Ela abaixou a cabeça e ficou quieta. Percebi pelas nossas mãos ainda juntas que ela tremia. Soluços ecoaram pelo carro depois disso. - Hey, menina delivery, não chora. - eu a puxei pra um abraço e ela deitou a cabeça no meu peito, ainda chorando. Ela se acalmou aos poucos enquanto eu fazia um cafuné em sua cabeça.

- Sabe, quando você foi embora eu não te odiei. Eu sabia que aquela era sua melhor chance e eu queria que você tivesse e vivesse aquilo. Eu disse pra mim mesma que te amaria, não importasse se você voltasse pra mim ou não. 

- Eu quis..

- Hm? - ela murmurou.

- Voltar. Eu quis voltar mas, eu recebi um emprego na Italia logo que sai da faculdade. Era irrecusavel. Eu quis adiar mas, não pude. Meses depois eu descobri que meu pai e meu chefe eram amigos e que meu pai pediu o emprego pra mim e influenciou o senhor a não me oferecer o adiantamento do tempo. Eu me senti horrivel do momento em que coloquei meus pés lá até o momento em que eu fui embora. Mas todos me convenceram que trabalhar com meu pai era uma boa ideia e eu fui. E aqui estou eu, um homem chato, mimado, que não se diverte e fica das 7 da manhã as 10 da noite respondendo emails e telefonemas pros quais eu não dou a minima importância ou tendo que gritar com pessoas " inocentes " porque meus superiores me dizem que eu tenho que ditar as regras e mostrar quem manda. - Luna me ouvia atentamente, como sempre fazia quando eu fazia meus longos e enormes discursos e apenas concordava.

- Eu te entendo. Viver assim deve ser horrivel. Te garanto que uma criança de 5 anos vai animar muito seus dias. - ela tenta descontrair e eu acabo rindo. Ficamos longos minutos em silêncio até que eu o quebro.

- Eu costumava imaginar o que eu estaria fazendo se tivesse dito não pro meu pai naquela época. Até ontem, eu costumava me ver terminando a faculdade de administração e decidindo fazer música depois. Eu trabalhava durante a manhã e ia pra faculdade a noite. 

- E eu? Estava inclusa nessa?

- Claro. Durante as tardes eu e você davamos aulas no Jam and Roller. Aliás, ouvi dizer que você comprou o Jam and Roller do Videa né?

- Aham.. a Juliana cuida de tudo pra mim, principalmente agora que eu estou longe. Inclusive, eu to de olho no Music and Roller tb. Quero transforma-lo no Jam and Roller Nova- Iorquino. Quem sabe eu não faço até alguns opens?

- Boa ideia.. - rimos.

- Você seria feliz? - ela perguntou do nada.

- Hm?

- Com a vida que você costumava imaginar se tivesse dito não pro seu pai..

- É, eu seria. Mas, a vida que eu imaginei enquanto ia para o Music and Roller é mais emocionante.

- Uii, me conta então..

- Não, você não ta pronta.. 

- Matteo, deixa disso e me fale logo.

- Eu me imagino chegando da faculdade atarde e vejo você, assistindo TV com uma barriga linda e sua mãe tentando te fazer comer algo que não pipoca. Eu me imagino andando contigo e com a Sol no parque, tomando sorvete, imagino ela falando " papai ", tudo isso. Eu queria ter vivido isso com você.

- Eu queria que você tivesse vivido isso.. - ela admite e ficamos longos minutos nos encarando.

Dia Seguinte

Eu acordei disposto a falar com meu pai. Cheguei no escritório e pedi que minha secretária ligasse pra ele e dissesse que ele viesse imediatamente até aqui e que ninguém nos encomodasse.

- Com licença, Sr. Balsano, o seu pai chegou.

- Mande-o entrar e.. eu não quero que ninguém me interrompa enquanto eu falar com ele a não ser que eu te solicite - ela ouviu tudo atentamente, assentiu e pediu que meu pai entrasse, se retirando logo depois.

- O que foi, Matteo? Sabe que sou um homem ocupado. - ele diz com o tom de voz impaciente que ele usa regularmente comigo.

- Quando ia me contar que eu tenho uma filha? - eu perguntei e vi meu pai perder a compostura por milésimos de segundos - É, pode ir fazendo essa cara de " me fudi " porque você me escondeu uma coisa que eu tinha o direito de saber.

- Se ela realmente estivesse gravida de você, teria te procurado.

- Ela procurou. Mas meu querido pai ofereceu dinheiro pra que ela não me procurasse nunca mais.

Ele perdia a cada momento um pouco mais de sua compostura.

- O que te faz acreditar que ela não aceitou o dinheiro e agora só quer mais grana?

- Haha, me poupe, Roberto Balsano. Eu conheço o carater da Luna, ela JAMAIS aceitaria dinheiro. Primeiro porque ela tem bom coração e segundo porque ela é herdeira da família Benson. Ela é rica. - Ele tinha um assemblante digno dele. De quem fez merda e foi descoberto. Eu estava a ponto de surtar. Se bem que, eu ja tinha surtado. - Saia daqui. - eu disse simplismente e apontei para a porta. Ele se levantou e inumeras vezes tentou dizer algo, sem sucesso. Ele ajeitou a postura de fodão e seguiu até a porta, sem dizer palavra alguma. 

- Pai? - eu disse e ele se virou pra mim - Você me tirou as únicas coisa que eu realmente amei.. eu nunca vou te perdoar por isso. - ele me encarou e saiu, batendo a porta logo depois.

Me sentei na cadeira soltando o ar que eu nem notara estar prendendo. Meu pai me deixava nervoso apenas por estar no mesmo local que eu. Meu telefone começou a tocar e um numero desconhecido apareceu na tela.

- Alô? 

- Mauricinho.. que voz é essa? - a voz de Luna ecoou e eu sorri instantâneamente.

- Meu pai. Ele me irrita..

- Quer conversar..?

- Não quero atrapalhar sua vida, Luna.

- Deixa disso, você pode vir aqui em casa. Posso fazer um café e podemos colocar a conversa em dia.. 

- Humm.. é uma boa proposta levando em consideração você estar mais gostosa do que a 5 anos atrás.. - eu digo rindo e ela faz o mesmo

- Digo o mesmo, Balsano.. - ela sabia muito bem que a 5 anos atrás eu me exitava se ela me chamasse assim e pelo visto ainda funciona. 

- Imagino os lindos tons de vermelho que seu rosto está adquirindo agora mesmo.. Mande o endereço, saio daqui em 5 minutos.

- Até, Balsano

- Até, chica delivery.

Desliguei o telefone e sorri, ela ainda tinha o dom de me fazer um bem imenso.


Notas Finais


Desculpem o sumisso.. beijoos


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