História O que eu sinto - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Arco 3: Capítulo 3 de 5

Capítulo 14 - Chega a Seita



Acabámos de sair desta maldita casa/mansão assombrada depois de termos lidado com uma situação demoníaca (mas não o tipo de demoníaco que esperávamos) e deparamo-nos com estes tipos estranhos. Cinco deles, cada um com máscaras estranhas. Um tem uma máscara de…falcão acho? O que querem? E quem são?

Tipo 1 – Well well well, as I can see the three of you have done our job all by yourselves. Good work. Now hand over the Holy Graal. Or else…

Shine – Eles…eles sabem sobre o Santo Graal? E porque estão a falar inglês? Como sabem que---?

Lovro – Não sei. Who are you and why are you here?

Tipo 1 – Well, we are from the secret society of the Sect, the Shinigami Faction. I am Phoenix. This guy next to me is Purge and the other three are nameless soldiers that had given their lives a purpose…to fulfill our prophecy.

Lovro – And what prophecy is that?

Phoenix/Fénix – The resurrection of Wrath.

Eles são a tal Seita que quer ressuscitar Fúria? Eu…eu nunca pensei que os veria, quanto mais estar frente a frente a eles…ou na mira das suas armas.

Lovro – So…you are the ones who want Wrath to be resurrected. Well, too bad for you, we don’t have the Holy Graal. Yet.

Phoenix – Is that so? How can I believe you?

Lovro – This is the wrong mansion. An error of our translation of the W.D. so there’s nothing to see here.

Phoenix – It’s that the true? Oh well, guess we’ll have to go to Infinite with our hands full of blood.

Shine – But King Arthur’s blood is not here, we told you so.

Phoenix – Oh. You got me wrong. It will be your blood we’ll carry back home.

Oh raios, isto vai ficar mau.

Lovro – Nós não temos tempo para isto, temos de levar a Crystal para o tratamento de emergência agora!

Ele tem razão. A Crystal pode já estar fora do controlo daquela droga mas ainda não está totalmente controlada. Ainda está desmaiada. Mas não sei por quanto mais tempo…e se acordar e vir esta situação pode ficar fora de controlo...

Assim que eu tento andar para fora dali com a Crystal um dos tipos dispara para perto do meu pé.

Purge/Purga – And where do you think you’re going pal? We won’t let you go away without saying goodbye.

Lovro – You know, you talk too much. You’re really a secret society of evil?

Purge/Purga – Oh, we have been telling you our secrets? What a big error from our part. But you know why we have done that?

Shine – Why?

Phoenix – Because… You won’t live long enough to tell anyone that.

Purge – Boss, who are you talking to?

Lovro – What, are you def now?

Purge – Hm? Oh, it’s nothing. It’s just all I see is three dead corpses.

Oh não, isto ficou muito mau mesmo. E agora o que fazemos?

Lovro – Pal, you have to get your eyes checked. You’re the ones who are gonna die here where you stand.

Purge – Is that so? Oh well, man…open fire.

Tipo 3 – With pleasu---

Um tiro é disparado contra aquele soldado e ele cai morto no chão.

??? – As Lovro said…

Do nada aparece a Irina por trás de uma árvore, disparando sobre outro soldado.

Irina – You talk too much. Punks.

Com isso ela dispara contra o tal Fénix, mas o tipo esquiva-se e a bala não lhe acerta.

Lovro – Miúdo, leva a Crystal para fora daqui o mais rápido que puderes. As coisas vão ficar feias.

Shine – Para onde vou?

Lovro – Qualquer lugar é mais seguro que este tiroteio. Vai!

Shine – Ok.

Sigo as ordens dele e vou embora.

Shine – Anda Crystal, tenho de te pôr a salvo.

E assim faço. Enquanto isso vejo o Lovro a sacar uma arma do casaco e a disparar sobre os tipos.

Lovro mata mais um.

Purge – Boss, we gotta go now! We can’t win this one.

Phoenix – Maybe you’re right. But let’s make sure not a single body is left. Hehe.

Irina – Lovro, ele está a sacar de uma granada.

Phoenix – Hehehe. Welcome to my special hell!

Com isso ele lança o que parece ser uma granada incendiária e queima a casa e o campo à sua volta. O outro capanga já fugiu.

Lovro – What the…what are you doing? You are gonna kill us both.

Phoenix – Hehe. You fool. I’m a phoenix. I live among the flames.

E com isso ele entra dentro da mansão. Ele será doido?

Mas não tenho tempo para isso, tenho de continuar a correr. Não consigo ir muito rápido mas tento ir o mais depressa que consigo. Até que aparece o tipo que estava com o Fénix.

Purge – And where do you think you’re going?

Raios. O que faço?

Então a Crystal sai dos meus braços e fala.

Crystal – I don’t know…but…I know where you are going…

Ela está fraca mas…consegue falar e mexer-se e…o que ela está a fazer?

Crystal – Straight to hell!!!

Com isso ela lança um raio da mão contra o tipo e ele começa a desaparecer em pó.

Purge – Hehe…in the end…no one can escape the Shinigami. Right…Offspring?

E então ele desaparece em pó. E fica silêncio… Não…não sei o que dizer ou como reagir…

Crystal – … Shine?

Shine – Que foi Crystal?

Crystal – Acho…acho que preciso de outro…beijo…

Ela cai, sem forças no chão. Vou ter com ela e agarro-a.

Shine – Calma princesa, já te apanhei.

Beijo-a na testa. Pode ser que ela acalme mais depressa.

Shine – Está tudo bem. Estou aqui contigo minha princesa.

Crystal – Quem disse…que eu queria o beijo aí e não…noutro sítio?

Shine – Tonta. Pelo menos o efeito da droga parece já não estar ativo. Mas anda, temos de continuar.

Lovro – O que estão aqui a fazer? Já deviam estar a quilómetros daqui!

Shine – Demos de caras com aquele tipo que estava ao lado do Fénix.

Lovro – O que aconteceu?

Crystal – Não te preocupes…livrei-me dele…

Lovro – Eu sabia que tinha visto um pico de energia a vir daqui. Venham, a Irina já está no carro à nossa espera. Temos de sair daqui agora.

Então andamos mais um bocado e a Irina encontra-se connosco. Entramos no carro rapidamente.

Shine – Ufa, estamos a salvo.

Lovro – Não. Pelo contrário. Sabemos que a Seita está aqui. E já viram as nossas caras… Sabem que estamos envolvidos nisto.

Shine – Pois…não tinha pensado nessa parte…

Irina – Temos de levar a minha irmã para o tratamento. Agora!

Lovro – Pois temos. Miúdo, ficas pelo caminho?

Shine – Não percam tempo comigo, vamos já para esse tal tratamento.

Lovro – Tens a certeza que queres ir rapaz? Não vai ser muito agradável.

Shine – Não me interessa, a Crystal é a prioridade agora. Vamos!

Lovro – Ok, se tu o dizes.

Irina – Vou ligar aos nossos pais para os avisar. Eles não vão gostar nada disto.

Lovro – Eles que se entendam. Eles também não iriam gostar de impedir a ressurreição daquela criatura? Pois bem, agora pelo menos ficaremos a saber mais um pouco sobre a Seita.

Shine – Como?

Irina – Já olhaste para trás querido?

Shine – Porquê? O que tem na bagagei--- oh meu Deus!

Um dos tipos que estavam armados. Está preso e com um saco na cabeça. Parece estar inconsciente.

Irina – Faremos um pequeno desvio para o Lovro o deixar…mais confortável no covil dele. É muito perigoso levá-lo até ao tratamento.

Shine – Achas que ele vai contar-nos algo?

Lovro – Oh…ele vai, acredita.

Não gosto daquele tom de voz maligno dele…

Depois de deixarmos o Lovro e o capanga num sítio pelo caminho a Irina liga para os pais dela e depois continuamos a nossa viagem. São 10km pelo que percebi, mas mesmo só com um braço bom a Irina consegue conduzir bem o caminho todo. Depois mais uma pequena caminhada de uns quantos metros e estamos lá. A Crystal está encostada a mim e agarrada ao meu braço. Espero que ela fique bem.

Crystal – Shine…? Já disse…já disse que te amo?

Porque ela está a perguntar isto?

Crystal – Adoraria estar ali contigo naquela praia… Deitar-me na areia e nadar sem rumo…

Ela parece estar a perder as forças e quase a desmaiar…

Crystal – Gostarias Shine?

Shine – Não fales, poupa as tuas energias.

Irina – Não adormeças maninha. Estamos quase a chegar. Sei que estás exausta mas tens de aguentar mais um pouco sim?

Crystal – Ok…mas só se puder estar com o Shine…

Irina – Podes estar com ele podes.

Ela parece ser mais fofa quando está cansada. E nota-se que está mesmo exausta. Para dizer a verdade, eu também estou cansado. Mas tenho de aguentar. Por ela.

Enfim chegamos. Saímos do carro e vamos em direção a uma montanha. Levo a Crystal nos meus braços, ela está demasiado fraca para andar. E lá estão os pais delas.

Pai delas – O que está este rapaz a fazer aqui?

Mãe delas – É aquele tal Shine? Esse rapaz---

Irina – Este rapaz tem sido o que tem mantido a minha irmã estável durante os últimos minutos e que impediu que ela se descontrolasse por completo devido a uma droga que a fez ver Fúria. Portanto, deixem-no estar, a única coisa que ele tem feito desde que o conheço tem sido ajudar. Portanto não sejam assim para ele.

Mãe delas – A…a sério?

Pai delas – Mas afinal o que aconteceu? Droga? Esse demónio? Ao telefone não explicaste quase nada.

Irina – Falamos dos pormenores a seguir. Primeiro vem a Crystal.

Pai delas – Claro. Vamos andando.

Entramos então dentro de uma gruta escondida na montanha. E lá está um pentagrama desenhado no chão. E um homem.

Homem – Já preparei tudo. Tragam-na cá.

Largo-a e ajudo-a a ir para o círculo.

Crystal – Shine?

Shine – Diz Crystal.

Crystal – Ficas comigo? Não vais embora…certo?

Shine – Eu vou ficar não te preocupes.

Pai delas – Ele pode ficar filha.

Mãe delas – Sim, mas agora vai para o tratamento. Quando acabar já podes estar com ele.

Crystal – Ainda bem…

Levo a Crystal para perto daquele pentagrama.

Crystal -Mãe…pai…ele é muito importante para mim…não o tirem de mim…sim?

Eles ficam com um olhar espantado.

Saio de perto do pentagrama.

Shine – Amo-te.

Ela chega-se perto de mim e beija-me. E ela entra para o pentagrama. Deita-se no chão e o homem começa a cantar algo em…aposto que é latim…e começa a desenhar algumas WingDings no chão.

Irina – Eles finalmente perceberam que tu apenas a ajudas e não lhe causas mal algum.

Shine – Espero que sim.

Afastamo-nos de lá. Os pais dela vêm ter comigo.

Pai delas – Rapaz…

Shine – Diga senhor?

Pai delas – Acho…acho que começámos com o pé errado. Chamo-me George. Sou o pai da Crystal. Prazer.

Ele estende a mão e damos um aperto de mão.

Mãe delas – E eu chamo-me Tasha. Prazer em conhecer-te.

Shine – Igualmente.

Até parecem simpáticos.

George – Diz-me rapaz, isso entre ti e a nossa filha…acontece à quanto tempo? Aquilo de…se beijarem?

Não sei se isto vai ser agradável…

Shine – O beijo? Oh, apenas nos beijamos uma vez senhor George. Foi assim que eu consegui anular o seu lado cheio de raiva e…bem…fúria… Ela desmaiou mas pelo menos conseguiu ficar estável até aqui, mesmo quando acordou.

George – Hm…estou a ver…foi uma jogada arriscada deveras.

Shine – Bem…nós já tínhamos dito que nos amávamos portanto…

Ele torce o nariz. O que fui dizer…

George – Hm…se bem me recordo foi assim que a minha filha ficou controlada da última vez.

Shine – Pois…desculpe ter-lhe causado incómodo senhor e senhora.

Tasha – Ora essa. Afinal se não fosses tu ela estaria bem pior agora. E graças a ti a investigação das W.D. avançou muito rapidamente. Devemos-te um agradecimento.

Shine – Apenas quero o melhor para a vossa filha.

Tasha – Ela bem me pareceu gostar mesmo de ti. E acho que estou a ver o porquê, pelo que vejo de ti Shine.

Fico corado.

Shine – Sim… E se me permitem a pergunta, quem é aquele homem e o que está a fazer-lhe?

George – Aquele é o tutor e orientador espiritual dela, o Charlie.

Deve ser o professor de que ela me tinha falado uma vez.

George – Neste momento está a curar-lhe a alma com, em termos leigos, “símbolos de poder” e a estabilizar a ligação entre o nosso mundo e o mundo daquela criatura…

Tasha – E a garantir que não haja falhas que permitam outras criaturas demoníacas escaparem.

Irina – Basicamente está a garantir que o selo esteja bem e em condições. E de certa forma tu também contribuíste para essa estabilidade dela. O Charlie trata do físico enquanto tu trataste do psicológico.

Shine – Oh…fico feliz por estar a ajudá-la a estar bem. É o que eu quero.

Irina – Eu sei querido.

Mesmo ao pé dos pais ela chama-me querido. Bem, o que posso fazer?

Uns minutos se passam e eu e os pais dela falamos para nos conhecer melhor. Então passa uma hora. Entretanto já tinha ligado à minha mãe a explicar-lhe o que aconteceu e que ia chegar mais tarde a casa.

George – Não tens de ficar aqui rapaz, podes ir para casa descansar.

Tasha – Sim, a Irina leva-te para casa e depois ligamos a dizer quando ela acordar.

Shine – Não é preciso obrigado. Eu tenho de ficar aqui, prometi isso à vossa filha.

Irina – Mas daqui a pouco já é de noite e pareces estar cansado.

Shine – Sinceramente? Estou. Mas ela é a minha prioridade.

O George olha para mim e sorri disfarçadamente.

Outra hora se passa. E outra. E outra. E outra. E outra. (ok, só se passou mais uma hora, mas estava sem nada para fazer e pareciam mais horas.) Se bem que foi interessante falar com os pais da Crystal e até saber mais sobre a Irina. Tipo ela sabe mais de sete línguas, não é curioso?

Entretanto o tempo passa e a Irina leva-me a ir jantar num shopping lá perto. Estava com fome e eles convenceram-me a ir. Disseram que o tratamento costuma durar três horas e como este era de emergência podia durar mais. E como eu estava com fome decidi aceitar a oferta.

Shine – Sinto-me mal por ter abandonado a Crystal.

Irina – Querido, não a abandonaste, apenas saíste para ir jantar. Em cinco minutos estamos lá não te preocupes. E não estavas lá a fazer nada lá portanto…

Shine – Sim…acho que tens razão…

Irina – Anda, vamos escolher onde comer. Pago eu.

Shine – Não, deixa estar eu pago.

Irina – Nem pensar. Salvaste a minha irmã. Outra vez. Deixa-me agradecer-te pelo menos uma vez.

Shine – Bem, sempre é melhor que o último agradecimento teu que recebi.

Irina – Oh e que agradecimento. Mas porquê, não gostaste?

Shine – Não foi bem isso…

Irina – Queres repetir?

Shine – Ahum não não, estou bem obrigado.

Irina – Haha és mesmo um tonto.

Escolhemos então um sítio onde jantar. Sinto-me meio estranho por estar a jantar com a Irina. Mas até que é agradável.

O tempo passa e damos uma volta pelo shopping. E nada da Crystal… Até que o telemóvel da Irina toca.

Irina – Estou? … Vamos já para aí.

Shine – Eram eles???

Irina – Sim querido, eram eles. O Charlie diz que o tratamento vai durar mais uns dez minutos só. Mas podemos ir para lá agora.

Shine – Então vamos.

Entramos no carro e vamos a caminho do sítio.

Irina – Olha querido, ela tem de repousar um bocado e ainda deve estar a dormir. Portanto não vais conseguir falar com ela assim que chegarmos.

Shine – Dormir?

Irina – Sim. O tratamento que ela passa precisa dela consciente e acordada. Mas chega a uma parte em que ela precisa de estar inconsciente. E como a primeira parte do tratamento lhe tira forças, ela acaba por adormecer. É conveniente até.

Shine – Quanto tempo?

Irina – Metade/metade mais coisa menos coisa.

Shine – Deve ser desconfortável.

Irina – E é. Tanto que isso afeta estado de humor dela. Nunca a vi sorrir depois de um tratamento.

Shine – Será que eu a consigo fazer sorrir? Ou será que é melhor não fazer nada que a possa alterar, tipo dar-lhe um beijo ou dizer que a…tu sabes…

Ela sorri.

Irina – Sabes, ela já faz este tratamento há alguns anos e nunca a vi sorrir depois de um. MAS houve uma vez que isso aconteceu. Sabes quando?

Shine – Não.

Irina – Na semana passada. Pelo que percebi vocês trocaram mensagens. Ela estava mal e zangada mas…quando fui a ver ela estava a dormir com um sorriso na cara.

Shine – Por minha causa?

Irina – Sim. És mesmo único Shine.

Shine – Ela também é…

Irina – Pois, ela é a Cria desta geração.

Shine – Não foi isso que quis dize---…espera. Cria “desta” geração? Como assim?

Irina – Bem…na nossa família a filha mais velha de cada geração torna-se a Ponte. A nossa mãe foi a Ponte e quando chegou a idade a Crystal tornou-se a Ponte.

Uau, não sabia que---espera lá!

Shine – Mas…não deverias ser tu a Ponte?

Ela aperta o volante com força e fica calada.

Shine – Quer dizer, tu és a mais velha portanto não deverias ser tu?

Irina – Eu…eu não pude…

Shine – Porquê?

Irina – Eu não…eu…

Shine – Está tudo bem se não quiseres falar. Mas eu gostaria de saber.

Ela não fala. Chegamos então à montanha e começamos a andar. Calados. Até que…

Irina – Eu falhei.

Do que estará ela a falar?

Shine – O que---?

Irina – Era suposto eu ser a Cria mas…falhei…e por minha culpa a Crystal teve de se tornar a Cria em vez de mim.

Shine – Como assim?

Irina – Eu…não gosto nada de falar sobre isso…

Ela pára e parece começar a chorar.

Irina – Eu sinto-me horrível por isso! Cada vez que a vejo nestes tratamentos penso que aquela deveria ser eu e que graças à minha estupidez ela é que tem estado a sofrer todos estes anos!!!

O quê? Ok, o que se passa aqui afinal?

Shine – Mas…o que fizeste? O que se passou?

Irina – Eu…eu…

Isto está a deixar-me nervoso…

Shine – Irina. O que aconteceu?

Irina – Eu abusei dos poderes Shine, essa é a verdade!!!

Shine – O que. Fizeste?

Irina – Eu…eu… Eu comprometi a estabilidade da Ponte e quase fiz uma racha neste mundo!!!

A culpa disto…é dela? Eu estou zangado…e ela repara nisso.

Shine – Porquê?

Irina – Porque eu era uma idiota arrogante que não me sabia controlar! Sou uma estúpida!

Ela…ela está mesmo a chorar?

Irina – A culpa é toda minha!!! Eu não queria nada disto para ela, NADA. Eu deveria era estar no lugar dela… Eu deveria era estar mor---

Abraço-a. Estou acima dela na montanha portanto as coisas não ficam esquisitas.

Ela fica calada e a chorar. Até que…

Irina – Porque me estás a abraçar? Deverias estar a odiar-me…se não fosse eu a Crystal poderia estar a viver uma vida normal e…

Shine – O que aconteceu, aconteceu. Já passou. O que importa é o que estás a fazer agora. Fazes de tudo para proteger a tua irmã. E mesmo que finjas eu noto que te preocupas mesmo com ela.

Irina – Mas isso não compensa o mal que fiz… Foi imperdoável o meu comportamento quando era a Cria. Se eu me soubesse controlar ela não teria sido obrigada a ser a Cria. Mas eu não queria isso.

Shine – Ela...ela foi obrigada?

Irina – Era a única opção. Mas ela disse que não se importava de o fazer…por mim… Eu não queria isso para ela, não queria…arrependo-me tanto mas tanto… Desculpa…o que eu fiz é imperdoável…

Ela desata a chorar ainda mais e abraça-me de volta.

Shine – Ela é mesmo boa pessoa.

Irina – A melhor.

Ficamos em silêncio, só se ouvindo ela a chorar. Eu não percebi bem a história dela mas…percebo que ela não fez de propósito para fazer mal à irmã. Claro que percebi que ela fez coisas más mas mesmo assim…ela parece mesmo arrependida…

Shine – Eu perdoo-te.

Irina – Não Shine, tu não sabes o que fiz, eu---

Shine – Estás arrependida?

Irina – Sim, mas isso não perdoa o facto de ter feito mal…

Shine – Estás a tentar remediar a situação?

Irina – Estou a forçar-me ao máximo para proteger a minha irmã e saber mais sobre as W.D. mas Shine isso não perdoa o facto de eu ter sido uma idiota---

Shine – Para mim sim. Eu perdoo-te Irina.

Irina – Eu não…eu…

Ela fica calada.

Irina – Obrigado…

Ela continua a chorar. Mas depois…

Irina – Anda, temos de ir ter com a minha irmã, já te fiz perder muito tempo…

Shine – Eu amo a tua irmã, mas também gosto de ti. E como tal também te quero ajudar. Vamos.

Irina – Obrigado…

Ainda vou descobrir o que se passou e saber a história toda, mas por agora a prioridade é outra.

Chegamos à gruta. Os pais da Crystal estão lá com o tal professor dela. E ela ainda está a dormir, deitada no chão.

George – Chegaram. O ritual acabou mesmo à bocado.

Tasha – Filha, estiveste a chorar?

Irina – Está tudo bem mãe, não foi nada.

Pelos vistos ela também não gosta de falar disso com os pais… É melhor eu desviar o assunto.

Shine – Ela ainda está a dormir?

George – Sim.

Charlie – Então este é o rapaz que estavam a falar. Gosto em conhecê-lo meu caro…

Shine – O meu nome é Shine.

Charlie – Meu caro Shine. E ainda por cima tem um nome interessante.

Shine – Já me disseram isso.

Charlie – Posso fazer-lhe uma sondagem meu caro?

Shine – Ahum…uma sondagem?

Irina – Charlie, ele passou por muito hoje, deixa-o descansar sim?

Charlie – Era só uma pequena sondagem…

Irina – Noutro dia querido.

Shine – Querido?

Irina – Owww estás com ciúmes?

Shine – Não. … Talvez…

Um pouco…

Charlie – A menina Crystal precisa de acordar. Normalmente é a menina Irina que faz isso mas…quer tentar meu jovem?

Irina – Eu acho que ele deveria. Da última vez aqui o príncipe conseguiu acordá-la sem problemas.

George – Porque lhe chamas-te príncipe?

Irina – Venham, vamos dar-lhes espaço.

Charlie – Mas eu tenho de ver se está tudo bem com…

Irina – Ele tem tudo sobre controlo.

Ela chega ao pé de mim e diz-me ao ouvido:

Irina – Usa a língua querido.

Shine – Irina!!!

Irina – Hihi. Mas com juízo, isto é um sítio sagrado.

Shine – Só…pára…

Irina – Adeus oh príncipe encantado.

E vão todos embora. Bem, vamos lá então.

Shine – Ahum…estás acordada princesa?

Ela não responde. Então é porque ainda está a dormir. Ou está a fingir.

Shine – Bem, eu ia beijar-te mas se estás a dormir se calhar espero por tu acordares.

Ela não diz nada. Deve estar mesmo a dormir. Beijo-lhe a testa mas ela não se mexe. Sento-me ao pé dela.

Shine – *suspiro* Este dia foi de loucos. A ida àquela mansão abandonada, aqueles homens, depois este tratamento…algo demoníaco acho…foi muito estranho. Mas teve uma coisa boa…pude beijar-te. Pude beijar a miúda que amo. Se bem que não foi como eu esperava, não pensava que fosse naquelas circunstâncias mas…fico feliz por ter acontecido. Já o queria fazer à algum tempo…

Ela continua deitada a dormir. Mexo-lhe no cabelo.

Shine – Eu amo-te Crystal. E quero estar o resto da minha vida contigo. Não importa que sejas a Ponte ou que tenhas de fazer estes tratamentos, eu amo-te na mesma e quero ter-te comigo. Mas…não sei se tu queres o mesmo…quer dizer eu sei que me amas, tu disseste e eu acredito mas…eu queria…bem, eu…

Olho para a entrada da gruta. Está uma paisagem linda lá fora. E estou bem com ela aqui. Só gostava que estivesse acordada.

Shine - Eu não sei porque estou a corar e sem saber o que dizer, não estás a ouvir mas…eu queria que fossemos namorados sabes? Poder dizer todos os dias que te amo, estar junto a ti, beijar-te…será que gostarias disso?

Ela não diz nada. Até que sinto ela a abraçar-me e quando olho ela beija-me na boca.

Crystal – Sim, eu ia amar.

Shine – Tu…tu estavas acordada este tempo todo?

Crystal – Desde que me beijaste na testa. Mas estava cansada e demorei a abrir os olhos…e depois ouvi-te a falar e decidi fingir para ver onde ia dar o teu monólogo.

Shine – Sua…sua tonta!

Crystal – A tua tonta.

Shine – A minha princesa.

Crystal – Que tu amas.

Shine – Sim.

Crystal – E que queres namorar.

Porque estou a corar?

Shine – Ahum…talvez…

Crystal – Eu ouvi. E eu concordei que queria portanto…

Shine – Portanto…o quê?

Crystal – Podes fazer o pedido quando quiseres.

Pedido? Ah o pedido de namoro! Mas eu nunca pedi uma rapariga em namoro e…ai estou mesmo a corar!!!

Shine – Pedido? Ahum…sim claro eu ahum…olha está a ficar tarde, temos de ir para casa…

Crystal – Estou à espera.

Shine – Ahum…sim pois sim ahum…já disse que te amo?

Crystal – Não é isso que quero ouvir agora…

Ela mete os braços à volta do meu pescoço e fica a olhar para mim. Ai estou tramado… Porque estou a corar tanto?

Shine – Ahum… E que tal se for amanhã? Estamos melhores, hoje foi um longo dia… E não vais querer lembrar-te que o pedido foi no dia em que ficaste mal certo?

Crystal – Não, mas sendo assim vou pensar que foi no dia DEPOIS de ficar mal. Portanto podes dizer já hoje.

Shine – Opá Crystal…

Crystal – Opá digo eu. Quero ouvir o teu pedido, quero namorar com a pessoa que amo.

Shine – Isso é um pedido?

Crystal – É uma afirmação. E tu sabes que eu te amo.

Shine – Pois sei. E sabes de uma coisa?

Crystal – O quê?

Shine – Que eu te amo.

Ela aproxima-se de mim ainda mais e fica em silêncio.

Crystal – Estou à espera que faças o pedido.

Shine – Crystal! Opá…aceitas um beijo em vez disso?

Crystal – Hm…não sei…

Shine – E se forem dois?

Beijo-a.

Shine – Ou três?

Beijo-a outra vez.

Shine – Ou---

Crystal – Ok ok eu aceito o beijo. Mas só desta vez hihi.

Então beijo-a outra vez. E o beijo é longo e…bem, é uma coisa que se sente, não vou explicar.

Crystal – Mas ainda quero o pedido.

Shine – Não deverias estar de mau humor depois do tratamento? Em vez disso estás mazinha.

Crystal – Influências, sabes como é.

Então levantamo-nos e vamos para fora da gruta. Os pais dela vão abraçá-la. E a Irina vem ter comigo e sussurra-me:

Irina – Usaste a língua como eu te disse querido?

Agora só mesmo para a chatear vou dizer a verdade.

Shine – Sim usei.

Irina – Owww que orgulho querido.

Shine - Porquê também querias era?

Irina – Já que falas nisso. Anda cá.

Shine – Não não não não não.

Irina – Hahaha. Ainda vais ter de treinar muito se queres picar-me como eu te pico querido.

Shine – Ei! Bem, talvez seja verdade…

Então a Crystal vai abraçar a irmã. É estranho vê-las a darem-se tão bem.

Despedimo-nos do tal Charlie (que pelos vistos mora numa casa dentro da gruta) e vamos para o carro. A Crystal dá-me a mão e vamos assim sempre. Passado um bocado de estarmos dentro do carro a Crystal adormece com a cabeça encostada ao meu ombro. E…eu acabo por adormecer também pelo caminho.

Só me lembro da Irina me acordar depois.

Irina – Querido estamos quase a chegar a tua casa.

Shine – Hm? Oh ok.

Olho para a Crystal. Ela mesmo a dormir continua a agarrar-me na mão.

Chegamos então a minha casa. Os pais dela vão até à minha porta e começam a falar com a minha mãe. Nunca pensei ver este dia acontecer. Especialmente porque até hoje nem nunca tinha ouvido falar muito sobre os pais delas. A Irina também está lá a falar. Eles parecem…tão normais. Nem parece que passámos o que passámos apenas há umas horas.

Shine – Crystal tenho de ir para casa.

Crystal – Hm? …Não quero…

Shine – Nem eu. Se pudesse ficava contigo mas não dá. Um dia havemos de ter uma casa só nossa não te preocupes.

Crystal – Não achas um bocado cedo para falar disso? Quer dizer, se já me tivesses feito o pedido talvez pudéssemos falar disso mas…

Shine – Não tens sono? Ficas fofa quando ficas sonolenta mas acho melhor ires dormir.

Crystal – De amanhã não escapas meu salvador. Temos um encontro marcado.

Shine – Sim, está combinado minha princesa.

Beijamo-nos.

Shine – Amo-te.

Crystal – Eu também.

Saio então do carro e despeço-me dos pais dela e da Irina. Eles agradecem a ajuda. Vou para casa e descubro que o meu pai já sabe que eu estou envolvido nisto. A minha mãe contou-lhe tudo hoje.

Vou mas é deitar-me, estou estafado. Quero tanto a minha caminha quentinha e fofa. Só gostava que a Crystal estivesse aqui mas…bem, uma coisa de cada vez certo? Hoje um beijo, amanhã o pedido e depois…bem, depois logo vejo. (Um beijo? Eu beijei-a muitas vezes hoje. Bem, a vida tem destas coisas.)

-A seguir: obviamente que tem de haver um pedido. E talvez algo mais acontecerá…-


Notas Finais


O assunto da backstory da Irina sendo a Ponte vai ser trazido mais adiante na história.


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