História O que eu sou? - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Stupid-boy

Postado
Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Kate Marsh, Maxine Caulfield, Victoria Chase
Tags Assassinatos, Chasefield, Chloe Price, Dragões, Guerras, Homofobia, Imortalidade, Intriga, Life Is Strange, Maxine Caufield, Mortes, Preconceito, Pricefield, Victoria Chase
Visualizações 192
Palavras 2.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem gente
ja que estamos quase no final de semana trago esse agrado a vocês
um cap novinho em folha

E mais uma vez pessoa que comentem. Qualé gente12 favoritos e apenas 4 comentário.
Assim fico magoada, não acho que escrevo bem ç.ç

Capítulo 2 - O colégio


Fanfic / Fanfiction O que eu sou? - Capítulo 2 - O colégio

 Max andava apressada rumo à porta da escola. Em sua mente a pequena hipster apenas podia rezar para que não encontrasse com Victória e o seu bando de seguidoras.

Não tinha como provar, mas tinha certeza de que foram elas que haviam roubado suas roupas durante a aula de ginástica. Sendo obrigada a voltar para casa com as roupas emprestadas de Kate.

Kate era uma menina loira que sempre andava com um enorme coque, usando roupas simples como uma camisa branca, uma jaqueta cinza e uma saia que ia até os joelhos. A jovem religiosa vinda de outra cidade, acabara por se tornar amiga de Max, e talvez o fato de que ambas tinham mães estranhas acabasse por lhes dar um assunto em comum.

Um sorriso surgiu em seu rosto ao lembrar-se das conversas que tinham no dormitório de Kate quando não havia aula, milhares de reclamações sobre qual mãe implicava mais.

Max passava quase correndo pelos corredores da escola ao notar que Victória, a rainha do colégio de cabelos loiros e roupas de grife - cuja qual hoje se encontrava usando uma pequena blusa de mangas compridas marrom claro e uma calça que Max não pode reconhecer - estava muito ocupada falando com seu namorado, Nathan, que era um garoto alto de cabelos e olhos castanhos, sempre visto usando uma jaqueta preta, qual mais uma vez penteava seu cabelo para trás como um topete. Pareciam ambos concentrados demais para notar sua presença.

Ou foi assim que pensou, no mesmo instante em que passava do outro lado do corredor não pôde deixar de notar os olhos da loira vaidosa - vulgo abelha rainha de Blackwell - a olhando de cima a baixo. Em sua mente lembrou-se de agradecer aos deuses pelo fato de que o seu armário ficava no segundo andar da escola.

Mas ainda assim não entendia por quê diabos aquela escola de três andares insistia em colocar os armários longe das classes de seus respectivos alunos, e mais uma vez uma teoria sobre o diretor ser um sádico que apenas gostava de ver o desespero nos olhos de seus estudantes ao gritar com eles para não correrem no corredor, sabendo que a única forma de chegarem no horário nas aulas, seria correndo veio à mente de Max.

Assim que chegava ao armário a mesma corria para posicionar os números certos no cadeado sabendo pelo sorriso que Victoria havia esboçado quando olhou para Max, que a mesma não tardaria para vir humilha-la e provoca-la na frente de todos os estudantes.

Já havia retirado seus livros e trancava o armário quando os capangas da maldita loira bloqueavam as suas rotas de fuga.

Vendo Nathan e seus amigos no final do corredor, Max apenas pôde engolir o seco enquanto Victória se aproximava lentamente junto com o seu séquito.

- Ora, ora... se não é a jovem ratinha que anda pelos corredores de BlackWell. O que faz tão longe da aula? — Dizia Victória a encarando.

 Max apenas sentia sua mão tremer, da última vez que a havia enfrentado ou ainda respondido de forma que ela não gostasse Victória fez os capangas de Nathan a agarrarem pelo braço, enquanto quebrava sua polaroid em sua frente.

Apenas podendo manter a cabeça baixa enquanto se lembrava das frases pronunciadas pelo seu pai quando brigava consigo... "Um burro sempre deve abaixar a orelha quando falarem com ele".

Embora essa pequena frase pudesse ser engraçada aos ouvidos de todos, a forma como seu pai a pronunciava apenas a fazia se sentir ainda mais idiota do que costumeiramente se sentia.  

- O que houve? O gato comeu a sua língua? — Dizia Victória, que exibia uma sorriso de escárnio ao terminar de falar.

- Meu armário fica nesse andar, Victória – Max respondeu com a cabeça abaixada enquanto se agarrava aos seus livros, torcendo para que Victória não olhasse em sua bolsa e visse que ela havia conseguido consertar sua câmera.

- Ah, que é isso? Victória? Já disse que você poderia me chamar de Vic, afinal sou sua amiga desde que te impedi de continuar tirando fotos com aquela coisa velha. 

 Um pequeno riso poderia ser ouvido pelas duas garotas que a acompanhavam.

- A Vic foi tão gentil com você Max, até mesmo te ajudou a arrumar o seu guarda-roupa depois da aula de ginástica. — Dizia Courtiney.

- É verdade, você estava precisando variar um pouco, sempre vindo com esses jeans genéricos e essas blusas feias. -  Falava Taylor.

Taylor e Courtiney sempre  foram amigas de Victória, e portanto sempre, como seus zangões, faziam tudo o que ela mandava.

Courtiney era uma jovem de cabelos pretos, pele pálida e olhos castanhos, neste dia apenas uma usava uma camiseta de flanela com listras brancas e pretas, uma calça leggin e suas unhas estavam em um esmalte - que parecia mudar diariamente - preto.

Já Taylor nunca  perdia uma oportunidade para usar seus shorts jeans que deixavam a mostra suas penas bronzeadas, uma jaqueta sem mangas também jeans e uma camiseta branca, tendo seus cabelos loiros junto com seus olhos verdes. Tudo por fim harmonizavam completamente com o bronzeado que se estendia por todo o seu corpo.

Era difícil para Max admitir como sua ex crush havia mudado tanto depois de entrar em Blackwell.

Antes de ir para Blackwell Max havia conhecido Taylor num site de relacionamento quando ainda estava se descobrindo, e fingindo que ia estudar na casa de uma amiga, não pôde deixar de ter três encontros com aquela que ela julgava ser uma das pessoas mais legais que já conhecera. De fato ambas haviam dado o primeiro beijo antes de Taylor se mudar para os dormitórios da escola.

Após o primeiro beijo os contatos foram cortados e Taylor nunca mais lhe dirigiu a palavra.

Assim como o coração de Max a sua tão querida amizade regada a segredos e fugas para comer pizzas em encontros secretos, havia sido despedaçada.

Max apenas rezava para que Taylor fosse decente o suficiente para não contar o segredo sobre a sua sexualidade à Victória, pois sabia que se tal coisa fosse vazada sua vida se tornaria um inferno de proporções muito maiores do que já era.

- Não vai me agradecer por ser tão gentil com você? – pronunciava Victória levantando uma sobrancelha.

“Você só pode estar brincando comigo“ pensava Max, porém assim que os amigos de Nathan começaram a se aproximar a mesma sentiu um arrepio percorrer  a sua espinha.

- O-Obrigada... — Dizia Max levando os livros para junto de si, ao mesmo tempo em que se odiava por permitir que Victória fizesse isso consigo.

 Um sorriso tomava a face de Victória.

- Fico feliz que perceba os meus esforços. – Falava levantando a sua mão até a face de Max, colocando o dedo embaixo do seu queixo a fazendo olhar em seus olhos. – Agora que estou vendo, você não usa muita maquiagem não é? — Victória não permitia que Max deixasse de encará-la.

- N-Não uso muito... — Dizia Max já sabendo que alguma coisa ruim aconteceria .

Antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa Taylor e Courtiney agarraram seus braços a colocando contra o armário.

- Bem, melhor darmos um jeito nisso não é? – Dizia Victória com uma caneta. – Pare de se mexer assim, vai ficar borrado.

Max não podia deixar de sentir os dedos frios de Victória segurando e apertando seu rosto enquanto sentia a caneta começar a fazer traços em seu rosto.

- O que você pensa que está fazendo Victória?!

Um grito de ódio cortava o corredor.

Logo Max pôde ver os dois capangas de Nathan, que vigiavam a saída do corredor, dispararem para longe de onde estavam, e por um leve momento Max jurava que seus rostos haviam se empalidecido com  medo.

Porém logo a razão de tal medo fora descoberta.

Parada em frente à entrada do corredor, Chloe Price a encrenqueira punk da escola, estava parada ao lado de seus comparsas, Justin, Trevor e Rachel.

- Olha só, o que temos aqui? Achei que já tínhamos deixado bem claro que não queríamos mais ver você atormentando estudantes — Dizia Rachel.

- Atormentando? — Falava Victória, após Taylor e Courtiney terem soltado os braços de Max. – Será que vocês são tão burros que nem ao menos conseguem perceber que somos apenas duas amigas brincando? 

Max engolia o seco enquanto ainda sentia os dedos de Victória em seu rosto.

- Não parece que ela gosta disso. — Todos naquele momento podiam ver os punhos de Chloe cerrando enquanto ela pronunciava as palavras como se estivessem sendo escarradas em direção a Victória.

- E desde quando vocês a conhecem? Por que não diz para eles que estávamos apenas nos divertindo, Max? – No momento em que Victória falava o coração de Max parou.

Ela finalmente tinha chance de se ver livre do bulling diário de Victória, porém sabia que se ela pedisse ajuda a Chloe e falasse exatamente o que acontecia naquele corredor, Victória ficaria furiosa e o bulliyng no dia seguinte ou ainda mesmo na saída da escola poderia ser ainda pior do que usualmente acontecia.

- O que aconteceu, Max? Por acaso essa ridícula te assusta tanto que você nem ao menos pode falar? – Max podia ver as chamas de raiva queimando dentro dos olhos de Victória, ela estava começando a ficar nervosa e ela sabia para quem toda aquela raiva acabaria sobrando.

- Eu... — Em sua mente jurava que iria concordar tentando evitar a todo custo a ira de Victória, porém alguma coisa estranha aconteceu naquele momento. E antes que pudesse colocar a mão na frente de seus lábios para impedi-los de esparrar o conteúdo de sua destruição ela falou – Eu realmente odeio tudo isso. 

Sem nem ao menos acreditar nas palavras que saíam de sua boca, Max olhava para Victória cuja qual a veia da testa pulsava perigosamente.

 Em sua mente Max apenas conseguia se amaldiçoar pelo que havia falado.

“Como pude ser tão burra?”

Logo pensamentos sobre o que Victória faria consigo inundaram a sua mente.

- Ela já falou. Suma daqui, Victória. –  Courtiney e Taylor deram um passo para trás com a raiva presente nas palavras de Chloe.

Mas parada em sua frente Victória não se intimidou com o que via.

- Um dia você não vai ter mais os Borboletas Azuis te protegendo Price, lembre-se bem disso. - Após terminar de falar a mesma simplesmente deu as costas para Chloe enquanto se retirava de seu corredor com o seu séquito de seguidoras.

- Você está bem? 

Notando que havia deixado de respirar Max respirava como se aquela fosse a última vez que respiraria em toda sua vida.

Ao notar que a garota nem ao menos falava nada, Chloe se aproximava tentando olhar o rosto da estranha que costumeiramente era atacada por Victória.

- Hein, garota? — Dizia Chloe enquanto estalava os dedos em frente ao rosto de Max.

Acabou sendo tirada de seu transe apenas para aquela que havia a salvado há alguns minutos atrás.

Chloe Price, ou melhor dizendo, A Punk do colégio possuía todas as características relacionadas às pessoas que sua mãe mandara evitar.

Uma enorme tatuagem de ramos de flores se guiava por toda a extensão de seu braço até se encontrar e se entrelaçar com uma caveira logo abaixo de seu ombro. Seus cabelos azuis escuros pintados perfeitamente para combinar com seus olhos, uma regata com uma enorme caveira que lhe servia de estampa, calças a muito surradas e propositalmente rasgadas para lhe darem um pouco mais de estilo, e por fim o visual punk não estaria completo sem um gorro azul escuro colocado harmoniosamente sobre sua cabeça.

Levou mais de um minuto para Max perceber que a estava encarando.

- Sinto muito... E sim, estou bem –  Não, o nervosismo não podia deixar de ser visível em sua voz, afinal, acabara de descobrir que aquela garota era membro da gangue mais influente e temida de toda a cidade.

Antes que pudesse dizer alguma coisa a punk rebelde se inclinava para frente segurando o seu queixo enquanto olhava em seus olhos.

- Melhor ir ao banheiro tirar o que Victória fez com o seu rosto. 

E com aquelas últimas palavras a punk largara seu rosto e saía com seus amigos sem nem ao menos olhar para trás.

 

  =

 

- Você viu algo estranho nos olhos dela?— Dizia Rachel enquanto mexia no único brinco em sua orelha direita, que continha uma enorme pena azul.

- Achei que tivesse sentido uma chama, mas não havia nada em seus olhos. Também não consegui sentir mais nada quando chegamos.

Chloe apenas olhou para Rachel que se punha a pensar no que tudo aquilo significava.

Tipicamente Rachel estava usando sua jaqueta de costume, vermelha e preta, com uma sua camisa branca e um shorts jeans. Chloe sempre se perguntou do por quê de ela sempre vir para a escola com um visual diferente, porém, durante todo o tempo que a conheceu nunca entendeu seu fascínio pelas roupas humanas.

- Talvez você tenha se enganado.

Chloe olhava furiosa para o garoto de calça jeans folgada, óculos, boné e jaqueta laranja.

Enquanto o encarava Trevor deu alguns passos para trás já sabendo do natural temperamento raivoso de Chloe.

O garoto cujo queixo e bigode começavam a apresentar uma pequena penugem, mostrava terror em seus olhos castanhos escuros, já tendo certeza que sua líder voaria em seu pescoço e arrancaria seus olhos.

- Pegue o seu irmãozinho e confira nas docas se o carregamento já chegou. – Embora suas palavras ainda soassem com raiva, Chloe não podia deixar que a raiva a dominasse, havia poucos de sua espécie sobrando no mundo e não era fácil encontra-los, matar um deles apenas os deixariam mais vulneráveis aos caçadores.

 Enquanto Trevor e Justin partiam em direção ao píer de Arcadia, Rachel olhava para sua amiga enquanto acariciava suas costas.

- Sabe que acredito em você não sabe?

- Eu sei, Rachel. É só que... a cada dia parece ser mais difícil encontrar os de nossa espécie. Antes éramos tantos, agora somos forçados a ficar nessas formas horrendas apenas para  sobrevivermos. - Enquanto falava os olhos de Chloe se dirigiam ao próprio braço com repugnância.

- Eu sei, mas isso vai mudar... logo nos vingaremos dos caçadores e daqueles que traíram nosso povo. 

Chloe podia ouvir o pequeno estalo que os punhos de Rachel faziam ao se cerrarem, e isso apenas trazia um sorriso ao seu rosto.

- Acha que ela ainda está por aí? — Sua voz soava triste como se uma ferida aberta tivesse sido tocada.

- Já fazem muitos anos, ela já deveria ter voltado. - A mão de Rachel caía sobre o ombro de Chloe como se a tentasse confortar.

- Já faz anos que a magia foi lançada, talvez esteja enfraquecida... E se algo der errado?

- Podíamos tentar renovar o feitiço, os espíritos provavelmente não vão interferir.

- Os caçadores saberiam o que estamos fazendo assim que sentissem a magia.

- Talvez valha o risco — A voz de Rachel agora soava a consolando. – Sei que há muita coisa acontecendo, mas talvez apenas chegue a dar certo se tudo estiver bem com o feitiço.

- Eu preciso esquecer ela... 

Ao terminar de falar Chloe tirava a mão de Rachel de seu ombro e seguia desaparecendo pelos corredores de Blackwell.



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