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História O que falta em você, sou eu - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Voltey
❤️
Espero que gostem.
Não, não tem Hentai.
Kkkk
Só depois, quando Jashin quiser

Capítulo 7 - Neji


Neji mal abriu os olhos e já levou um susto, não um susto ruim; mas parecia estranho acordar com uma pessoa o encarando de olhos arregalados. Hinata. Pensou que tivesse morrido em sonho e ido parar no paraíso.

Ficou surpreso primeiro, sentindo pontadas na cabeça, e depois olhou ao redor percebendo que estava no último lugar que deveria estar. Não lembrava de ter adormecido ao lado dela, mas todas as vezes que tentou sair ontem, ela não permitiu.

O álcool faz coisas maravilhosas ao ser humano, ele não sabia se estava grato ao álcool ou se era hora de ir até a funerária comprar um pedaço de terra no cemitério de Konoha. Acima de tudo, ele era um homem precavido, e em momentos de desespero, ninguém merece morrer sem ter pelo menos um lugar para ser enterrado.

Tio Hiashi iria matá-lo, depois ressuscitá-lo com alguma técnica proibida do clã Hyuuga para matá-lo de novo. Mas quem disse que se importava? Nenhum pouco.

— Hinata-sama?

Ela sorriu, estava sentada ao lado dele, tão próxima que os cabelos longos tocavam no seu rosto como naqueles filmes de terror.

— Desculpa te acordar, mas você vai se atrasar se não levantar logo.

A prima, namorada, futura noiva, se Deus quiser esposa; talvez viúva, saiu da cama. Neji estava aéreo, nocauteado pelo sono e a maldita enxaqueca que causava dor até nos cabelos.

E se faltasse hoje? Ele tinha uma conduta irrepreensível, as melhores notas, nenhuma falta, carga horária para dar e vender, os professores o superestimavam, Hinata o amava, o que um dia de falta poderia acarretar?

Não iria. Decidido.

— Neji nii-san, não esquece que tem prova hoje! — Ela gritou de algum lugar da casa.

Então ele lembrou que tinha uma prova hoje.

Em circunstâncias normais, iria sofrer pelo seu destino e ficar lamentando pelo restante do dia; mas só de lembrar de noite passada, sentia o calor subindo pela garganta. Levantou da cama igual um capoeirista e foi para o banheiro cantando ‘O Sole Mio.

.....

Infelizmente as coisas não estavam boas para todo mundo. Depois que eles se despediram e foram para suas respectivas salas, Neji fez a prova em tempo recorde, saindo a tempo de ver Lee andando cabisbaixo pelo campus com uma Tenten puta atrás, gesticulando na direção dele como se fosse esganá-lo com aquelas mãozinhas.

Aqueles dois tinham uma relação estranha, ao mesmo tempo que Tenten parecia sua tia-avó; também parecia esposa às vezes. Lee não ouvia ninguém, nem mesmo o próprio Neji que era quase um irmão mais velho; mas quando Mitashi arregalava os olhos e gritava, nossa, ele não dava um pio.

Resolveu ir atrás deles, estavam sentados em um banco no bloco de Administração, Neji chegou olhando de canto a cena, precisava compartilhar as boas novas; mas percebeu que o amigo não estava lá essas coisas.

— O que foi?

Tenten negou com a cabeça e voltou a bater nas costas dele como se fosse uma criancinha. Lee virou a cabeça e levantou, vindo para os braços do Neji em prantos.

— Ei, solta! Solta!

— Nejiiiiii!

Tenten revirou os olhos e sentou no murinho, olhando ao redor, para os amigos que estavam quase rolando pelo chão e depois levantou puxando Lee pelo seu moletom verde.

— Para de chorar, Lee! Ela nunca gostou de você! Continuar chorando não vai mudar nada!

Lee empurrou ela abraçando Neji outra vez, que já estava ficando impaciente sem entender nada.

— Agora eu entendo você, Neji. Também vou ficar solteiro pelo resto da minha vida. Vamos ser dois solteirões, você e eu, Neji!

O Hyuuga sorriu para dentro, ele era solteiro, do verbo não sou mais.

— O que aconteceu?

— Ele descobriu que a Sakura e a Ino estão namorando. Sendo que isso era mais do que óbvio desde o ensino médio. Geralmente aquele ódio todo é amor, sabe?

Neji deu duas batidas na costa dele, não era bom em consolar ninguém; geralmente deixava a pessoa pior.

— Não fica assim, Lee.

— Neji, desculpa por tudo que eu disse! Eu fui insensível com o seu sofrimento, mas agora eu entendo. Vou te apoiar e nós dois vamos... — ele se atrapalhou estreitando as sobrancelhas, limpando os olhos, e Neji virou o rosto à tempo de ver Hinata se aproximando.

Ela trazia todas as estrelas da constelação de Órion em seus olhos. Que bella cosa!

Ele empurrou Lee assim que a namorada os alcançou e ela segurou seu braço sorrindo para eles. Lee estava de olhos arregalados, olhando de Neji para Hinata como se estivesse diante de uma blasfêmia imperdoável.

— Mas o que é isso?!

— Hinata e eu estamos namorando. — Ele anunciou dando um beijo na testa dela, envolvendo seu ombro em um abraço enquanto Lee recuava traído, ofendido e perturbado.

— É sério isso? Até você mentindo pra mim?! Todo mundo engana o Lee!

Ele estava até falando de si mesmo na terceira pessoa agora. Foi embora reclamando do seu tênis da Adidas, da mentirosa da Sakura, do insensível do Neji, da falsa da Hinata e Tenten foi atrás tentando pará-lo, temendo que antes do fim do dia, ele acabasse morto no fundo de um copo d’água.

...

— O que aconteceu com o Lee-san? — Hinata perguntou olhando na direção que eles haviam saído.

Neji deu de ombros a puxando para o outro lado, estava com fome e serviam um café com tapioca ali perto que só não era melhor que a comida da Hinata.

— Lee gostava da Sakura desde pequeno, mas ela gosta da Ino, que gosta do Sai, que gosta do Sasuke, que não gosta de ninguém...

Hinata riu com uma careta.

— Na verdade, ele gosta do Naruto-kun, que também gosta do Sasuke-kun.

Neji riu franzindo as sobrancelhas.

— Que coisa, parece que foi ontem que eu quis matar ele por estar te cercando.

— Na verdade, foi na semana passada.

Ele lembrava do desespero e da dor em seu coração só de considerar a possibilidade daquele Uchiha filho da puta colocar as mãos nela. Só não ficou doido porque tinha um psicológico razoavelmente estável para um Hyuuga.

— Se Sasuke é gay, então o que foi aquilo?

Ela piscou, desviou o olhar e sorriu falsa.

— Eu tô com tanta fome. Vamos comer, né? Isso, vamos comer alguma coisa... — e saiu pelo campus o arrastando feito uma mala.



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