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História O que falta em você, sou eu (Nejihina) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


OLHA OUTRA NEJIHINA CHEGANDO MEU POVO

Espero que gostem!
Boa leitura 💛💛💛

Capítulo 1 - Neji


O lado bom de ter um amigo que fazia Educação Física era ter seu próprio personal trainer com direito à desconto e atenção redobrada. Tenten não apareceu hoje para correr com eles no parque, então os dois estavam em um ritmo próprio, que envolvia Neji parar de entrar no modo exterminador do futuro toda vez que alguém mencionasse o nome do Sasuke.

— Mas vocês não conversaram sobre isso ainda? Sasuke nem sabia sobre isso... Não acho que seja culpa dele.

Neji parou de correr no mesmo segundo olhando fixamente para o Lee, os olhos pareciam estar indo de um inferno congelado para um ódio mórbido e sanguinário.

— Calma, cara. — Lee começou a achar graça e o forçou a voltar a correr, antes que os dois saíssem rolando pelo chão socando a cara um do outro. — Não tô dizendo que ele tava certo, só tô dizendo que ele não sabia que você não gosta disso.

E o cara ficava achando graça e balançando a cabeça.

— Aí, aí... Essa história ainda vai longe. — Rock Lee continuava enchendo o saco. — Se fosse você, dizia logo que quer pegar ela e vê no que vai dar. Vocês não são irmãos, cara...

Neji sabia perfeitamente bem que já havia extrapolado os limites há pelo menos duas horas, mas quando se exercitava, conseguia afastar aqueles pensamentos incoerentes.

O problema foi que assim que se jogou no gramado para descansar por cinco minutos, levando uma rajada de sol fervendo na cara, se arrependeu de ter saído de casa.

Lee saiu pra comprar água e ele ficou ali naquele pequeno inferno remoendo aquela cena horripilante do Sasuke tentando PRENSAR sua prima na PAREDE da casa DELE?! Tudo bem que a moça era dona do próprio nariz, tinha carteira própria e identidade que comprovava sua maioridade, MAS NA CASA DELE?

— Consegue andar? Quer que eu te leve nas costas? — Lee perguntou trazendo duas garrafas de água.

Neji o fuzilou bebendo tudo em poucos goles, triturando a garrafa plástica entre os dedos. O amigo sabia muito bem qual era a única coisa que o Hyuuga queria naquele momento.

Hinata estava minando o humor e a lucidez dele.

— Só vou devolver se você prometer que vai parar de se humilhar... — Lee agitava o celular diante do rosto infernal em uma provocação mais do que irritante.

À merda com as brincadeiras idiotas dele.

Neji levantou em um impulso raivoso avançando com se fosse esmagar sua cabeça na grama, mas seu corpo que já estava exaurido perdeu o controle, e ele quase caiu no chão, se não tivesse achado apoio no rapaz à sua frente que explodiu em outra risada daquelas que dói a cabeça.

— Tá vendo? Você não pode ser tão abusivo, Neji. Deixa ela em paz, quando quiser falar com você, ela vai ligar. Dá um tempo, vai assistir um filme, procurar uns contatinhos, essas coisas...

— Não é nada disso, só fiquei preocupado que algo tivesse acontecido. Ela não é de sumir assim...

Lee voltou a achar graça mais alto ainda, vendo Kiba e o cachorro correndo na direção deles acenando. 

— Você nem transa mais. Faz quanto tempo? Uns dois anos? — Lee continuou insistindo baixinho ao seu lado para apenas eles dois ouvirem quando voltaram a andar pelo calçadão.

Fazendo uma retrospectiva sincera desses últimos dias, ele andava meio fora de controle para tentar controlar outras áreas da sua vida envolvendo a tensão sexual humilhante ao qual seu corpo o submeteu.

Hinata só poderia ser uma bruxa, ela enfeitiçou seu corpo e sua alma*.

Ele não era acostumado a beber, depois que Kiba, Naruto e o Shino o arrastaram para o Ichiraku, encher a cara para tirar a prima da cabeça virou uma espécie de terapia, a terapia da vodka. 

Por algum tempo, era como se sua consciência não o estivesse acusando vinte quatro horas por dia, mas então aquele súcubos do assédio sexual passava na frente dele e o cara sentia até as pernas ficarem bambas.

Hinata o estava deixando louco, na verdade, ele mesmo estava fazendo isso. Toda noite era uma queda de braço diferente, e ele nem tinha mais idade para essas coisas!

Às vezes parecia uma piada sem graça que tenha sido apaixonado pela mesma pessoa a sua vida inteira, havia momentos que a odiava por isso, como se ela tivesse a culpa. 

Pensava que era apenas um sentimento da sua infância, uma coisa que iria acabar quando entrasse na adolescência e conhecesse outras garotas; mas mesmo quando se mudou, não houve ninguém.

Namorou com Tenten por longos cincos meses, o primeiro e último namoro da sua vida, apenas para confirmar que ele seria um ferrado pelo resto da eternidade. Principalmente agora que Hinata estava na sua casa, dormindo uma porta ao lado da dele.

O que ele poderia fazer além de aguentar e ser o tipo de pessoa que seu tio esperava que ele fosse? Não pensava que o que sentia por sua prima iria tomar toda aquela dimensão, mas a paixão é capaz de escravizar uma pessoa. E ele devia ser masoquista, já que gostava de alimentar o desespero criando seus próprios métodos de manter seus “amigos” longe dela.

Sasuke era um caso a parte, ele só o via pelas baladas da vida, eles quase sempre eram os dois caras largados no bar enchendo a cara; às vezes, Neji sentia até que eram amigos de bebida, mas agora queria contratar um pistoleiro. 

Talvez o Tobirama.

....

Quando Hinata chegou em sua casa para passar uns meses depois de ser aceita em uma universidade para o curso de Arquitetura, foi como reencontrar um antigo amor de infância que você guardou em um potinho do lado esquerdo do peito pensando que aquilo nunca iria virar uma espécie de prisão da alma.

E ela sequer lembrava que ele existia.

Era exatamente a mesma pessoa, com a diferença que estava mais madura e solta agora. Ela passava as manhãs estudando, voltava à tardinha e às vezes eles saiam juntos para ele apresentar a cidade ou mostrar onde cada coisa ficava. Depois, o carinho e ternura que sentia começou a se tornar uma espécie de atração calorosa e repentina, opressiva, o atacando nos momentos mais inoportunos.

Quando contou aos seus amigos, eles ficaram loucos. Tenten, que de namorada frustrada/amargurada virou sua agora melhor amiga, capitã das artes marciais, enfiou na cabeça que ele precisava encontrar uma forma de se equilibrar. Tinha que contar logo pra ela e resolver isso, se levasse um fora, ótimo, se não, eles podiam ver uma forma de dizer ao pai dela que Neji estava cuidando da melhor forma possível da prima.

Ela era uma pessoa prática que sempre visava as soluções para os piores problemas, mas para o Hyuuga, não era tão simples assim. Seu tio era um homem rígido e severo, e a Hinata dizia que só iria entrar em um relacionamento quando estivesse no mestrado.

Só isso já era um não duplo.

E para piorar a situação, Lee saiu espalhando para todo mundo que havia uma musa misteriosa deixando Neji doido. E agora todo mundo estava enchendo o saco querendo saber o nome da moça; ele esquecia que o cara era fofoqueiro e se empolgava fácil. Pelo menos não disse o mais importante, o nome.

....

Quando chegou em casa, Hinata estava jogada na mesa dormindo com o notebook fechado e um livro de Arquitetura cheio de marcações. Talvez estivesse fazendo algum trabalho.

Ela era linda até dormindo com a boca aberta e a testa amassada contra os braços naquela posição meio torta. Se não estivesse suado e sujo, iria dar um jeito de colocar a moça no sofá, ou pelo menos arrastá-la para o próprio quarto sem despertar seu sono da pureza.

— Hinata-sama... — Ele cutucou o ombro dela e a moça arregalou os olhos saltando na cadeira.

Parecia que tinha caído de cabeça em um planeta desconhecido. Então olhou para ele e sorriu, espreguiçando-se antes de deitar sobre os braços outra vez.

— Nii-san? Que horas são?

Ele sentia seu coração partir ao meio e uma vontade louca de se matar toda vez que ela o chamava de irmão. 

Como se já não fosse suficiente ela não querer namorar ainda e seu pai ser um dos homens mais severos que já existiu, eles eram primos. Hinata o tinha quase como uma figura fraterna, um irmão mais velho.

— Vai dormir no seu quarto, vai ficar toda tensa assim...

— Tinha uma aranha enorme lá. Eu tranquei a porta esperando você chegar pra tirar de lá. Sabe aquelas aranhas caranguejeiras? Uma dessas.

Neji piscou sentindo um leve frio amortecedor subindo pelas pernas. Isto não estava acontecendo. Não poderia estar acontecendo.

— Ah, claro... Eh... Eu vou tomar banho primeiro e depois tiro de lá, ok?

Hinata assentiu e levantou da cadeira deixando suas coisas na mesa mesmo enquanto Neji entrava em pânico silencioso, suando frio e indo para o banheiro com o celular.

Sentou na tampa da privada e mandou uma mensagem pro Lee. 

Isso definitivamente não poderia estar acontecendo.

A ARANHA VOLTOU!

A resposta veio logo depois.

Lee: Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Tá fodido... Não posso ir aí agora, tô no meio de um treino com a Sakura, liga pra Tenten.

 

Como assim? Ela vai pensar o quê de mim? Inventa uma desculpa e vem aqui. Eu te pago hora extra. A Sakura não paga hora extra...

 

Lee: Neji, é normal ter medo de aranhas. Todo mundo tem medo de aranhas, tudo bem que você tem um pouco mais que a maioria, mas não é vergonhoso. Liga pra Tenten.

 

Ele suspirou desamparado jogando a cabeça para frente em um ato silencioso de desespero. Iria fazer duas encomendas ao Tobirama. Sem outra saída, discou o número da Tenten.

 

Ei, você pode me ajudar aqui? A aranha voltou. Mas assim, a Hinata não sabe, então se puder criar uma cena de repente, sabe como é..

 

A resposta veio poucos segundos depois.

 

Tenten: Onde você tá?

 

Trancado no banheiro.

 

Tenten: Chego em quinze minutos. Tudo bem?

 

Ok. Obrigado.

 

Neji suspirou olhando para a porta. Tinha a desculpa de lavar o cabelo, pelo menos. Iria aproveitar e fazer uma hidratação, tempo que a Tenten chegava para proteger seu ego masculino.

Maldita aranha. Ele não iria dormir a noite inteira outra vez. 


Notas Finais


*Orgulho Preconceito, "Você enfeitiçou meu coração e minha alma"


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