História O que fazer antes de morrer - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 4
Palavras 1.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês não sabem o prazer que é estar de volta (aah sempre quis dizer isso)
Boa leitura, chuchuzinhos.

Capítulo 6 - Como ganhar um olho roxo


Fanfic / Fanfiction O que fazer antes de morrer - Capítulo 6 - Como ganhar um olho roxo

Oi pessoas, tudo bom? No tutorial de hoje vou ensinar a vocês como ser um mal aluno, causar uma algazarra na cantina do colégio e de brinde ganhar um olho roxo.

Já disse que faço tudo errado? Não? Então, eu faço tudo errado. E toda essa confusão começou hoje pela manhã durante uma aula extremamente desinteressante de história onde eu só queria dormir um pouco, mas isso era uma missão impossível, visto que aquela cascavel descascada - também conhecida como professora de história - Não me deixava em paz e eu não digo isso por drama e nem por maldade. Aquela mulher sempre arranjava um pretexto para me infernizar, até mesmo quando eu estava pleno e quietinho no meu canto ela fazia questão de interromper a aula, dizendo que eu estava disperso e me mandava ler algum texto que as vezes não tinham nada haver com o assunto. Falando sério, quem aguenta isso?

- Min Yoongi! - Só de ouvir a voz dela já sei que vai dar ruim para mim. - Já que está tão  disperso, leia o texto da página 139 para a turma. - Vê? Eu disse que ia dar ruim. As vezes parece que satanás envia seus servos em forma de professores só para torturar nossas almas antes de morrermos.

Eu sempre fui um aluno educado, até mesmo quando essas situações se repetiam por vários dias. Não me parecia justo, enquanto vários outros alunos estavam conversando coisas aleatórias e muitas vezes atrapalhavam o andamento da aula, ela só pegava no meu pé. Isso não é exagero, ela realmente só implicava comigo. Isso não me parece nem um pouco justo, definitivamente.

- Está me ouvido? - Ela estava parada em minha frente e me olhava com aquele olhar sarcástico de sempre, cruzando os braços esperando que eu dissesse algo. - Não vai ler? Qual o problema?

-  O problema é que eu não quero e nem vou ler isso. - Pensei alto demais e pude notar seu sorriso cínico sumir. - E eu estava tentando dormir, mas você me enterrompeu. Então me dê licença. - O que deu em mim? Nunca tive coragem para agir assim antes.

Vi a expressão de ódio em sua face e o silêncio que reinou na classe por poucos segundos.

Péssima hora para bancar o rebelde, Yoongi, péssima hora. Mas como a famosa expressão "salvo pelo gongo" nunca falha, o sinal tocou indicando que era hora do intervalo. Assim que ouvi aquele som, corri para fora da sala antes que aquele projeto de demônio devorasse minha alma.

Naquela hora da manhã a cantina parecia um campo de batalha. Vários alunos andavam apressados para garantir um lugar na frente da fila da merenda, todo mundo se empurrando, um verdadeiro caos. Mas por sorte minha, eu tinha amigos que conseguem qualquer coisa que quiserem, inclusive um pratinho de sopa de vegetais para mim sem precisar enfrentar fila. Tenho que me lembrar de agradecer aos céus por ter feito amizade com os irmãos Kim, eles conseguiam qualquer coisa.

 Na real, eu não estava afim de comer aquela gosma verde e fria, mas havia esquecido meu lanche em casa e estava faminto, então não tive outra escolha a não ser pegar o prato com sopa e ir para a mesa onde meus amigos estavam.

Enquanto caminhava observando o ambiente com cara de deboche porque eu sou desses, senti uma mão sobre meu ombro.

- Dá para sair da frente, tampinha? - Senti seus dedos pensarem sob minha clavícula. - Tá me ouvindo, flower? - A palavra "flower" era usada pelos acéfalos do colégio para zombar dos garotos que tivessem aparência delicada, frágil ou que fossem sensíveis, ou seja, na concepção desses estúpidos de mente fechada todos os rapazes que fossem considerados "flowers" eram automaticamente rotulados como homossexuais. Isso do meu ponto de vista era ridículo, não se deve rotular alguém por sua forma de agir, falar ou se vestir;  aliás, não se deve rotular alguém de maneira alguma. Me pergunto quando as pessoas vão deixar de lado esse comportamento primitivo? Quando vão parar de menosprezar os outros apenas pelas aparências? 

Fui virado bruscamente pela pessoa que estava atrás de mim e acidentalmente derramei sopa no garoto que mais parecia um armário de tão grande que era.

- Olha só o que você fez, seu gay imbecil! - Esbravejou e em seguida segurou a gola da minha camisa me fazendo ficar alguns centímetros do chão. - Se coloque em seu lugar, Flower. Você e todos aqueles outros viadinhos deveriam levar uma bela surra para virarem homens de verdade. - Continuou me segurando e ficou me sacudindo o que chamou a atenção de algumas pessoas que estavam ao redor. Alguns riam, outros olhavam espantados, mas ninguém fazia nada.

Minha sexualidade nunca foi um problema para mim. Aprendi com meus pais que devemos amar e zelar pelo próximo porque somos todos iguais e que toda forma de amor é válida, o que é errado de verdade são os insultos, as piadas e toda a violência que existe.

- Isso não teria acontecido se você não fosse um ogro boçal, seu troglodita! E o que você tem haver se eu sou um flower? O que muda na sua vida se eu prefiro garotos? Eu prefiro ser um flower do que ser um babaca de mente fechada igual a você! - O olhei nos olhos e não sei de onde tirei coragem para responder ele daquela maneira, até porque o cara era enorme, mas eu não aguentei ficar quieto, não aguentei o sorriso cínico dele enquanto debochava de mim. - Olha, o verde dessa sopa no seu uniforme até que combina com você. Me faz lembrar o Shrek. - Já que ele queria fazer graça, decidi entrar em seu joguinho.  Para o meu azar, metade do refeitório ouviu essa minha piada e começaram a zoar o grandalhão que havia ficado ainda mais enfurecido. E hoje que eu perco um dente.

E acho que todos sabem o que acontece agora: seu punho enorme em direção ao meu olho direito.

Juro que vi estrelinhas e logo depois fui jogado bruscamente no chão e em seguida pude ver o grandalhão ser atingido por um prato de sopa, mas não consegui ver quem o jogou. Depois disso outros alunos começaram a jogar comidas uns nos outros, e assim se deu início a uma guerra onde grande parte do refeitório já  estava verde por conta da sopa.

Pude ver Namjoon seus outros amigos no meio de toda a confusão jogando pãezinhos em quem estivesse na frente - e eu que pensava que ele era um rapaz culto e comportado. Quanta audácia, Namjoon.

Em meio a toda correria e toda a comida voando, eu continuava no chão e toda aquela batalha acontecia, foi então que alguém segurou meu braço e me puxou até um corredor. Quando sua mão soltou meu braço, pude ver de quem se tratava.

- Seu olho... - Hoseok me encarava de uma forma que eu não conseguia decifrar seus olhar. - Vai ficar inchado se você não colocar gelo.

Estava ciente disso, certamente meu olho ficaria muito inchado. Só não entendo porque Hoseok - vulgo o garoto que eu beijei a força  pensando que nunca mais iria vê-lo novamente  - estava me ajudando e ainda por cima parecia estar preocupado comigo.

- Eu vou ficar bem, é só... um olho. - Eu falo muita besteira quando fico nervoso. Não me julgue. E com isso ganhei outro olhar estranho vindo de Hoseok seguido por um sorriso. Estou começando a achar que ele tem algum tipo de paralisia no rosto porque toda vez que o vejo ele está sorrindo.

- Só um olho? Cara, é o seu olho. - E novamente ele sorriu, eu realmente não sei porque ele sorri tanto, mas não acho isso ruim, ele tem um sorriso bonito. Só é um pouco estranho toda vez que o vejo ele estar sorrindo. - Vem comigo, eu te ajudo. - Assim sua mão segurou a minha e isso fez meu rosto corar meus pensamentos ficarem confusos.

Quando me dei conta já estávamos na enfermaria e Hoseok vinha até mim segurando um saquinho de gelo. 

E assim a manhã terminou com uma cantina emporcalhada sendo limpa pelo grandalhão que me bateu, - bem feito, ninguém mandou ser um brutamontes mal educado. - meu celular lotado de mensagens do Namjoon me dando lição de moral por ter respondido a professora de história e, por fim, com Hoseok e eu na enfermaria. Ele passou o tempo todo me fazendo companhia e me ajudando a amenizar o hematoma no meu olho. Confesso que foi bom passar um tempo com ele, sua companhia era agradável, era divertido conversar com ele, mas mesmo assim eu ainda queria enterrar minha cara em algum lugar porque ele sorria o tempo todo, então comecei a pensar que fosse por minha causa,  afinal, mina cara devia estar bem deformada pelo soco.

Assim meu dia foi acabando e cá estou sentado no sofá do meu apartamento, segurando um saquinho de gelo sobre o olho com uma das mãos e com a outra acariciando Zion que dormia tranquilamente no meu colo após ter destruído minhas almofadas com suas garras.

- fazer uma guerra de comida  (concluído)



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