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História O que me falta é você - Capítulo 16


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Notas do Autor


Sim era pra ter sido postado no natal e eu sou muito ruim com prazos mil perdões

Capítulo 16 - Véspera de natal


Ryuken não demorou muito a voltar da clínica e chegou com a ceia que encomendou. Só agradecia por ter pedido comida para quatro então estaria tudo bem com Ichigo.

Logo que chegou buscou o arroz que deixou preparando, Uryuu e Ichigo também se juntaram o ajudando a arrumar a mesa e terem sua ceia improvisada.

O Ishida mais velho não conseguiria negar seu contentamento com aquela cena, Manaki estaria muito feliz vendo aqueles dois se dando bem e isso o confortava.

Uryuu parecia tão animado, e Ichigo mesmo sem jeito e se concentrando em olhar mais pro moreno do que para qualquer outro lugar parecia estar gostando também de como aquela noite seguia.

Uryuu durante o jantar descobriu mais de como foi a aproximação do ruivo com seu pai, também percebeu como Ichigo parecia ter deixado para trás todas aquelas desavenças. Era até fofo ver ele todo tímido conversando com eles, mas não negaria sua saudade do Ichigo relaxado e sem papas na língua. Porém, tudo ao seu tempo.

- Não acredito que vocês até foram jantar juntos. Não entendi a necessidade de me esconder tudo isso, na real.

Era um tanto confuso e Uryuu queria ter acompanhado aquilo de pertinho só pra não parecer agora tudo tão chocante.

- Na verdade eu o encontrei ao acaso depois do meu turno. – Ryuken respondeu logo bebendo um pouco do seu suco de laranja, igual os outros dois que agora estavam na varanda para onde levaram a conversa.

Ele não era um grande fã de bebida alcoólica, por ser natal tinha a tradição de pelo menos tomar uns goles de vinho ou champanhe e a três anos permitia Uryuu o acompanhar.

Ryuken não demorou a seguir com sua fala.

- E quem quis manter isso em segredo foi Ichigo, Uryuu. Eu apenas concordei... – Deixou no ar vendo o olhar em pânico do Kurosaki para si.

Ichigo estava totalmente tímido em lidar com os Ishida. Pense bem, ele, ruivo desgovernado, encrenqueiro e irritado com tudo tinha que lidar ao mesmo tempo com o garoto que ele estava afim e o pai dele que ainda estava em processo de fazer as pazes (em sua cabeça). Sabia que Ryuken disse não haver problema e até que não ligava para o interesse do ruivo em seu filho, mas, mesmo assim, Ichigo não conseguia acreditar que Ryuken o desejaria como genro.

Não que Ichigo estivesse pensando feito um louco se poderia namorar Uryuu algum dia... Era loucura, era... Apenas um daqueles desejos loucos de natal que queremos. Mas nunca se realizam.

O Kurosaki já se encolhia sentado em um banco ao lado de Uryuu na varanda, Ryuken a frente deles. Só estavam olhando as pessoas passando e as decorações nas casas falando cada vez menos. O ruivo não queria ficar pensando negativo, principalmente dos Ishida; poxa eles o convidaram para a ceia de natal depois de fazer da vida deles naquela cidade um verdadeiro inferno.

- Pensando em grandes coisas Ichigo? – Ouviu de Ryuken, o que o fez acordar para o momento. Uryuu ao lado estava entre o olhar e desviar para a rua ou seu suco.

- Não muito... Só que... Obrigado por não guardar ressentimento de mim, os dois. – Olhou para Uryuu rapidamente.

Ok. Agora se despedir e ir embora.

- Já disse que não teria por que eu fazer isso Ichigo. Agora Uryuu até semana passada dizia que queria te enganar. – Disse sorrindo um pouco, principalmente vendo o filho se encabular.

- Eu dei motivos... – O ruivo respondeu não entendendo.

- Sim, você saiu da cidade sem falar com ninguém, todos estavam preocupados. Muita gente gosta e se preocupa com você Ichigo, nunca se esqueça disso. Inclua eu e Uryuu nisso.

Ichigo surpreso apenas acenou.

- O senhor parece bêbado pai, mas só bebeu suco, minha nossa.

- Bem, por falar nisso vou buscar a garrafa. – Se levantou e entrou na casa.

- Ele vai nos oferecer, mas vamos gentilmente negar e vamos passear, que tal?

- Tudo bem deixá-lo? – Ichigo sussurrou confuso ganhando o sorriso do Ishida de recompensa.

- Ele vai nos mandar sair de qualquer forma depois. Tá louco pra voltar pro livro. – Uryuu olhou para dentro de casa pela janela e suspirou. – Eu queria que ele saísse da sua zona de conforto... Mas aprendi a respeitar seu tempo.

Murmurou o que prendeu a atenção de Ichigo até que Ryuken já estivesse de volta com uma garrafa de champanhe e três taças.

- Acho que eu só aguento uma, vou me deitar depois rapazes. – Anunciou já entregando as taças. – Vocês não tem uma festa para irem não? Normalmente no natal não tem algo?

Uryuu sorriu negando.

- Mesmo se tivesse. Natal não é pra isso pai.

- É verdade. Então...

- Pai, vamos andar um pouco hun?

- Nesse frio? Prefiro ir ler perto do aquecedor.

O moreno riu dando de ombros e se levantando.

- Já voltamos.

- Traga Ichigo de volta. – Anunciou surpreendendo o Kurosaki. – Durma aqui, ok?

-... Tudo bem. – Aceitou logo sorrindo.

Era uma noite fria afinal, e eles o aqueciam. Ryuken logo voltou para dentro da casa com a taça pela metade, Uryuu mexeu no cabelo de repente nervoso em estar sozinho com o Kurosaki. Queria muito saber quando iria se acostumar a estar daquela forma com ele, em paz.

- Ele é completamente diferente do meu pai. – Escutou de Ichigo em frente as escadas onde olhava a rua coberta de neve.

Ishida se aproximou com as mãos no bolso e ainda surpreso pelas palavras.

- Isso é bom ou ruim?

- Os dois. – Sorriu um pouco e o olhou. – eu gosto. Vamos?

Uryuu acenou e ambos desceram as escadas logo começando a caminhar na calçada fofa pela neve, havia pouco movimento, uma ou duas pessoas passavam por eles. Já estava tarde, afinal.

Os dois não notaram muito bem que caminharam um bom tempo calados ate que já estivessem na praça iluminada e enfeitada. Sorriram por nenhum motivo para isso e pararam perto do rio. Não dava para se sentarem nos bancos gelados então somente ficaram daquela forma de mãos nos bolsos e bem próximos.

- Está mais frio do que imaginei. – Uryuu comentou um momento soltando fumaça e sorrindo culpado.

- Quer voltar?

- Não. Foi mal, eu gosto...

- Eu também. – Ichigo logo disse rindo um pouco. - Se voltar a nevar forte vamos ter que correr de volta.

- Muita ação pra mim esse horário.

Ichigo não aguentou o pensamento malicioso e sorriu pelo duplo sentido. Uryuu atento empurrou seu ombro.

- Idiota. – Acabou sorrindo também.

- Você tirou suas próprias conclusões, moreno.

Uryuu sentiu o rosto arder apenas pela forma que ele o chamou. Não era a primeira vez, e nas outras vezes que ele fez o Ishida ficou igualmente sem jeito, depois quase se bateu por isso, mas agora ele se permitiu apreciar ser cantado.

Acompanhou muito bem ele se aproximar e com seus dedos frios acariciar sua bochecha quente antes de se aproximar mais e umedecer os lábios antes de os juntar aos seus em um beijo calmo.

Seus corpos se encostaram e as mãos de Ichigo procuraram abrigo por baixo do grande casaco aberto do Ishida segurando sua cintura.

- Muito frio para beijar. – Ichigo disse meio fascinado com Uryuu o sorrindo.

Estava muito bobo, admitia.

- Então, precisamos correr de volta.

O ruivo sorriu mais com isso.

- Você sabe que a Rukya não vai nos deixa em paz ne.

- Ah eu sei. Não só ela, se seus amigos desconfiarem vão pensar que você foi, no mínimo, trocado por um alienígena ou, sei lá. – Disse logo revirando os olhos. Aquilo seria uma chatice. Ichigo o olhava atento.

- Eu não sei como será as coisas na escola. Mas eu não tenho intensão de esconder isso Uryuu, por nada.

E com isso ele queria dizer eles. Uryuu surpreso engoliu em seco.

- Eles vão te atormentar se... Se você...

- Te chamar pra sair? – Esperou até que Uryuu acenou ainda assimilando as coisas.

- É. Esse tipo de coisa.

- Sai comigo?

- Sim. Quando? – Uryuu mordeu o lábio interno se dando conta que saiu mais ansioso do que deveria, talvez. Que se exploda, queria aquilo.

- Que tal sábado? – Ichigo propôs.

- Pode ser. Sábado seria ótimo. Se pra você estiver, claro, mas está já que perguntou. Você vai contar até pro seu pai? – Disse depressa não calibrando o que saia.

Ichigo se segurou pra não sorrir.

- Talvez sim.

Uryuu suspirou deixando o corpo encostar no de Ichigo e deitando o rosto em seu ombro. Estava frio, podia usar essa desculpa.

Eles ainda voltaram a conversar um pouco sobre a escola e como alguns colegas reagiriam se soubessem dos dois, mas realmente não se importavam tanto assim. Nem buscavam chamar atenção para aquilo que estava ainda começando entre os dois.

Não demorou a esfriar ainda mais e ambos concordarem em voltar. Foi somente na soleira da porta dos Ishida que Uryuu olhou seu relógio.

- Já é natal... – Sorriu envergonhado nem sabendo o por que.

- Feliz natal Uryuu.

- Hn. Feliz natal Ichigo.

Logo depois entraram na casa.



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