História O que me trouxe até aqui? - Cellps - Capítulo 17


Escrita por:

Visualizações 170
Palavras 1.863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora, estava muito cheio de coisas da escola e alistamento militar... Mas já está tudo resolvido!

Lembrando:

1- Nathan é irmão mais velho do Felps, tem 19 anos
2- Rafa=Guaxinim e Rafinha=Cellbit
3- 2009 acaba aqui

Vou tentar não demorar mais, perdoem-me!

Boa leitura e choro 💙💔

Capítulo 17 - A primeira vez que te perdi...


Fanfic / Fanfiction O que me trouxe até aqui? - Cellps - Capítulo 17 - A primeira vez que te perdi...

- FELIPE! NÃO ME DEIXA ASSIM! - ele então me vê ali, olha nos fundo dos meus olhos e sorri.

 

- V-Você v-veio… - depois de sorrir ele fechou os olhos.

 

Então os médicos pediram para eu me retirar, e que dariam notícias assim que pudessem. Então eu voltei para a recepção, com minha mãe e a tia Sandra. Foi então que, logo após o Nathan chegar, passados mais ou menos 20 minutos, chegou quem eu menos esperava, o Rafael, acompanhado da mãe dele.

 

- Rafinha… - ele correu até mim e me abraçou. Ele ainda estava com o nariz inchado e curativos, devido ao soco que tinha levado do Felipe.

 

- R-Rafa… P-Por que e-está aqui? - minha voz estava afetada de tanto chorar, mas ainda estava audível.

 

- Eu vim pelo Felipe… e por você, claro! - desfizemos meu abraço, e ele viu minha expressão confusa - Eu sei, parece estranho eu vir até aqui ver ele ainda com o nariz doendo, mas é que… Fizemos as pazes depois que você fugiu…

 

- F-Fizeram as pazes? S-Sério? - mesmo não sabendo como, aquilo seria uma notícia ótima, pois resolveria um de meus problemas… Mas infelizmente, não todos…

 

- Sim! Mesmo ficando com raiva, eu me arrependi de ter exposto ele daquele jeito, sei que não foi o certo… E depois dele ter tentado conversar com você na diretoria, ele foi ao banheiro chorar, e eu já estava lá… Ele me pediu desculpa pelo soco, e como eu mereci, eu também pedi desculpas… Nós vimos que aquela confusão só seria o pior pra você… - ele ainda falava, fixando o olhar no chão - Acho que te devo um pedido de desculpas também...

 

- Mas é claro que eu perdôo você amiguinho! - disse meigo e o puxei para mais um abraço - Fico mais aliviado de saber que vocês dois se entenderam! - ele sorriu - Não se preocupa comigo,. Agora temos que nos preocupar com o Felpinho!

 

- Sim, você tem razão… - ficamos os dois pensativos - Como ele está? Faz tempo que chegou?

 

- Ainda não sabemos… Ele chegou a quase 30 minutos, e ninguém apareceu ainda dando notícia...

 

E ficamos por lá, esperando uma resposta, por mais de 50 minutos… Aquela espera toda estava acabando comigo, e, depois de ver o Felpinho naquela maca, sangrando, era impossível não ter pensamentos ruins… Logo agora, que as coisas pareciam estar voltando aos seus devidos lugares, vem essa tempestade para bagunçar tudo o que estava na minha mente…

E agora, a cada minuto, eu lembrava de cada característica do meu melhor amigo que acabou meu cativando de tal maneira. Eu já sabia o que era perder um melhor amigo, mas não desse jeito, não com ele... Ele era meu anjo da guarda, meu protetor, meu confidente, meu apoio, meu suporte, minha alegria em dias ruins… talvez “melhor amigo” seja um título tão pobre e insuficiente para dar a ele… Ele foi o irmão que eu não tive.

Passava pela minha cabeça as maiores atrapalhadas em que ele se envolvia propositalmente, só para me fazer rir… Desde uma vez em que ele tentou falhamente imitar o Michael Jackson na frente dos nossos amigos, ou quando subia em uma árvore perto de casa para gritar “Eu sou o rei do mundo” bem alto… Ou quando ele cantou e dançou Elvis Presley na sala da casa dele enquanto estávamos sozinhos… E até uma vez, que dá vergonha só de lembrar, em que ele ficou de pé no banco da escola, no meio de todos que estavam na merenda, só para falar “Ei, vocês! Ouçam. Saibam vocês que estão perdendo a chance de terem o melhor amigo de todos! O Rafinha!!! E quer saber? É bom que não falem com ele, ele não precisa de mais amigos!”, e logo depois de falar, a maioria ignorou ele…

 

E por mais que eu quisesse negar, eu tinha a certeza, que mesmo sendo o meu primeiro amigo, o Rafael jamais conseguiria tomar o lugar que o Felpinho já tinha na minha vida… Um lugar especial…

 

- Com licença… - o médico que havia entrado na recepção, nos tirou de nossos pensamentos - Vocês todos estão com Felipe Zaghetti? - assentimos - Pois bem… - ele respirou fundo. Eu não estava gostando daquele expressão… Porquê tanta demora? - Eu… E-Eu sinto muito… Fizemos tudo o que era possível…

 

Foi ali…

Exatamente ali… Que meu coração quis parar de bater…

 

P O R Q U E???

 

Ele jamais se despediria sem avisar antes…

 

- NÃÃÃOOOOO! EU NÃO ACEITOOO! - a tia Sandra se desesperou completamente, o Nathan começou a chorar.... Todos estavam perplexos com aquela notícia que mais parecia uma brincadeira de mal gosto… Mas não era - NÃO! M-MEU FILHINHO N-NÃO! - eu não estava suportando toda aquela dor… Eu não podia aceitar!

 

- E-EU Q-QUERO VER MEU A-AMIGO AGORA M-MESMO! - gritei em meio a soluços e saí correndo em direção aonde eu vi os médicos levarem ele anteriormente

 

- Não! Volta aqui menino! - o médico correu atrás de mim, mas era muito avançado em idade para ter tal energia. Não me alcançou. E nem mesmo a minha mãe ou o Nathan. Eu já tinha entrado no quarto de hospital…

 

Não acreditava que era verdade!

Mas ele estava ali...

Completamente imóvel…

O único som ali era o barulho ensurdecedor do monitor cardíaco, que apitava em continuidade, indicando a paralisação do coração…

 

Eu não acreditava que era assim o fim de tudo…

Não poderia acabar assim…

Eu tinha que fazer alguma coisa…

 

Então, sem pensar duas vezes, eu o abracei do jeito que dava, e chorei… Chorei lágrimas que não sabia que ainda eram possíveis cair…

 

- M-Me desculpa… V-Você fez tanto p-por mim… e não g-ganhou nada em troca… N-Não me deixa sozinho aqui… P-Por favor… D-Deixa eu tentar r-retribuir tudo o que fez p-por mim… V-Você prometeu não m-me magoar mais… E-E agora m-meu coração tá doendo… T-Ta doendo m-muito… F-Fala comigo… V-Você não pode m-me deixar assim s-sem se despedir… P-Por favor… V-Você é tudo pra mim… - meu peito não suportava mais tanta angústia. Minha garganta não aguentava mais tanto choro - S-Se for pra ser assim… M-Me leva com v-você! - o apertei em meu abraço. Foi então que ouvi minha mãe dizer algo. Ela estava na porta, mas não olhei para ela. Alguém a segurava. Eu podia ouvir a voz do Nathan e da Sandra também… Mas não importava, naquele momento nada mais importava… Eu só iria sair dali com o Felipe, e não importava para onde… - F-Felpinho… D-Desculpa te m-machucar… A-Acho que eu sei o que v-você sentiu quando achou q-que ia me perder… Eu… E-Eu não p-posso ficar sem v-você… - desfiz o abraço e fixei o olhar no rosto pálido e machucado dele - E-Eu te amo m-muito… N-Não me deixa a-aqui… - se eu pudesse fazer qualquer coisa para ele voltar, eu faria! Qualquer desejo que ele tivesse, eu estaria disposto a atender… Qualquer um…

 

Foi então que lembrei de uma vez em que eu consegui deixar ele feliz e sorridente. Foi na casa dele… Mas também teve uma vez na casa do Olioti… E, nas duas vezes, o que deixou ele com um sorriso de orelha à orelha, foi quando eu beijei ele na bochecha, e vice versa! Sim… Então tinha algo que eu poderia fazer para animá-lo!

 

E sem pensar...

Sem saber como fazer...

Encostei os meus lábios no dele.

Foi extremamente novo e diferente…

 

Mas não funcionou…

 

O abracei de novo e voltei a chorar, me senti completamente inútil…

 

Foi então que um médico e uns enfermeiros entraram no quarto, me assustando. E minha mãe me puxou pelo braço e me abraçou, junto com a tia Sandra.

 

- Vamos! Liguem o desfibrilador cardíaco imediatamente! - o médico ordenou. Todos ali estavam agitados. Eu não entendi nada - Ainda temos uma chance! Eu o vi movendo os dedos! - foi então que o monitor indicou sinais de batimentos cardíacos. Não era possível… Ou era? - Coloquem em 200 joules! - foi então que eles pegaram dois aparelhos, que eu não sabia o que era, e colocaram sobre o tórax do Felipe, o apertando como se estivesse levando uma descarga elétrica - Oh meu Deus! C-Como isso é possível… - ninguém ali o respondeu… A única voz ouvida ali, foi a do Felipe…

 

- Eu perdôo você… - ele disse baixo, ainda com os olhos fechados. E os batimentos dele voltaram ao normal, sem explicação alguma do médico…

 

(É Felps, por alguns minutos, aquela foi a primeira vez que te perdi…)


 

27 de Novembro, sábado, 2009 - Hospital de Caridade de Carazinho


 

Já haviam se passado 12 dias, e o Felipe finalmente teria alta naquele dia. Depois de uma cirurgia no joelho, bateria de exames - como diz minha mãe - injeções, medicamentos, e muita sopa, ele enfim poderia voltar para casa.

Devo admitir que gostei bastante de ir toda manhã e noite e visitá-lo em grupo. Ia sempre eu, a Gabi, o Olioti, o Feurschütte, o Chris, o Rafa, o Nathan, o Henrique, o Pedro e minha mãe… Sim, todo mundo, todo dia. A tia Sandra até emagreceu de tanto ter que dormir no sofá do hospital e comer a comida de lá - ela prometeu não comer nada gostoso, até que o Felpinho pudesse comer também.

Por incrível que pareça, até mesmo o Aruan foi visitá-lo junto aos seus pais - que eram tão amigos da minha mãe, que se comoveram por saber que ele era meu melhor amigo, e ajudaram com o dinheiro da cirurgia - e não só ele! Eu também acabei descobrindo que o Gustavo - aquele que me pagou o lanche quando eu fugi da escola - era filho do patrão do Nathan…

 

Eita mundo pequeno…

 

Já era de noite, e como eu já tinha jantado e tomado banho, minha mãe deixou eu ir com o Nathan no hospital e levar o Felpinho para casa, e como não faríamos nada em família no domingo, eu também iria dormir lá.

É claro que o Felpinho não estava totalmente recuperado, tanto que ele ainda deveria usar muletas se quisesse andar, mas pelo menos agora ele enfim comeria a comida da mãe dele e tomaria banho sem ninguém ajudar - graças a algumas adaptações feitas no banheiro da casa dele.

 

Você deve estar se perguntando: “Ei, e sobre o hospital? E sobre tudo o que você disse? E sobre a sua mãe ter visto você dar um selinho no seu amigo?”... Então, sobre isso, como aparentemente o Felipe não lembrou de nada - pois não comentou - minha mãe quis esquecer, mas também disse que não tinha problema nenhum, e que não brigaria comigo, já que foi “coisa do momento”...

 

E após a alta dele, digamos que a nossa amizade foi outra… Não foi nem mais e nem menos íntima, mas agora eu já sabia o que ele realmente sentia por mim, e também sabia que eu precisava de um tempo para pensar se era recíproco ou não… E mesmo que não fosse, eu  não queria perder ele mais uma vez


 

(...)

 


Notas Finais


Ach que meu coração ta parando também...
Ai...

Ta, parei 😂

E aí? Vamos conversar? Pulo pra 2011 ou continuo pra 2010?

Beijinhos do Gabisinho e até o próximo capítulo 💙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...