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História O que não foi dito - Capítulo 1


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Notas do Autor


Mais um dia, mais um sofrimento.

Dia 4
Casal: ItaHina
Palavra: Contraditória

Capítulo 1 - Capítulo Único


O que não foi dito

Capítulo único

ItaHina

Passou a mãos no rosto e encarou o reflexo no espelho. O espelho embaçado o confundia, aquele era a si mesmo ou outra pessoa? Não conseguia distinguir.

Como parou naquele lugar? Um banheiro surrado e sujo de um bar que nunca tinha ouvido falar. Lembrava que tinha bebido, e que tinha acontecido uma briga, o corte no supercílio era prova.

Virou pra sair, aquele lugar fedia. Se apoiando na paredes chegou onde os amigos estavam, em volta de algumas mesas. O ambiente era escuro, tocava uma música de fundo, mais não conseguia absorve as palavras.

Um vulto passou correndo em direção a porta e jurava que sabia quem era. Mais era impossível, você estava muito longe dali. Mais não conteve o impulso de ir atrás.

A noite estava fria e assim que passou pela porta o vente o fez estremecer. Fechou a jaqueta e olhou para todos os lados, mesmo se tivesse corrido não teria como já ter virado a rua. Estava ficando louco.

Pegou o celular no bolso e os número pulavam da tela gritando que já era três da manhã. Iria embora, tinha cansado daquele lugar.

O chão estava se mexendo o levando a tropeça algumas vezes. Parou e desbloqueou o aparelho, precisava saber se estava bem.

Ligou uma, duas e uma terceira vez. E todas só chamavam. Pensou em ir no apartamento da rua 7, mais estaria vazio. Você levou tudo quando se foi.

“Eu sinto sua falta” aquela não era a primeira mensagem que mandou aquela noite, teve outras igual nos dias anteriores. Ela não respondia nenhuma.

Se sentou na calçada e discou o número que estava gravado na mente mais um vez. Precisava ouvir sua vez, só ela o trazia de volta. Não deixou recado dessa vez e já ligou de novo. Não ia desistir, ela precisa atender. Estava desesperado.

As lembranças o assombravam. As vezes em que não esteve presente, os momentos em que devia ter feito algo e não fez, e quando fugiu do apartamento como um covarde.

Hinata não merecia aquilo, ele foi um cretino egoísta; e mesmo sabendo de tudo isso não conseguia a deixar ir.

Os toques pararam e ouve silêncio. Puxou o celular pra frente tendo certeza que a bateria não tinha acabo, não, a ligação tinha sido atendida.

Não sabia o que falar. Se desculpar? Pedir que volte? Gritar que a ama?

Ouviu um suspiro cansado do outro lado e só em escutar aquilo seu coração falhou uma batida. A saudade e a culpa doía.

“Por quê só me liga quando está chapado Itachi?”

Aquilo doeu. Abriu a boca pra rebater que não fazia isso e dizer que era mentira mesmo não sendo. Desistiu no último instante.

“Tem que parar de me ligar. A gente não deu certo e estou tentando seguir em frente. Por favor, me deixe ir”

A voz tinha um tom sofrido e distante. Não era como se lembrava, será que só era assim quando falava consigo?

A chuva começou a cair, o molhando. “Adeus” foi a única coisa que podia ser dita naquele momento. Abaixou a mão com o celular e o guardou.

Levantou a cabeça e sentiu as gotas descerem pela face. Não sabia dizer se as que sentia era as da chuva ou suas.



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